segunda-feira, 31 de janeiro de 2005

Aniversário de 1 mês!

Gente, parece que foi ontem. E foi mesmo! O Fundo de Gaveta está hoje comemorando um mês de existência e eu não poderia deixar de agradecer todo mundo pela paciência em agüentar tanta bobagem e, ainda por cima, comentar. Segue abaixo alguns trechos de e-mails que recebi durante esses 30 dias. Foram muitos, mas escolhi esses para ilustrarem esse grande momento. Mustafás agradecidos! Voltem sempre!!!

sábado, 29 de janeiro de 2005

No meio do caminho tinha uns livros*

Hoje às 8h30m da matina saímos para a Vila Embaúbas para conhecer o locar de trabalho dos voluntários. Foi um parto chegar até lá. Imaginem a cena: eu com um mapa no colo, Fábio com tudo esquematizado para chegar até a Vila e... erramos o caminho! Pegamos a avenida Amazonas e fomos parar até na Fiat, ou seja, uns quinze quilômetros à frente mais ou menos... Mas valeu o esforço.
Na Vila conhecemos primeiro a Casa Azul (sede dos trabalhos realizados no aglomerado) e o Sr. Luiz, o líder da comunidade, gente finíssima. Lá encontramos também o pessoal que estava na primeira reunião do sábado passado no Horto (Ana, Camila, Melissa e Guilherme) e nem preciso dizer que o grupo já está formado.
Foi muita coincidência. Como chegamos depois deles, eles nos explicaram que tinham pensado em começar por um trabalho onde todos pudessem estar juntos, num mesmo dia da semana, para que pudessem se ambientar com o pessoal da Vila e observar outras demandas: organizar a biblioteca. Quando falei que era bibliotecário todos se surpreenderam e ficaram ainda mais animados com esta atividade, uma vez que o Sr. Luiz disse que os livros são subutilizados devido a falta de organização! Fomos então conhecer o local onde estão acondicionados os livros. Imaginei encontrar um monte de livro velho encaixotado e qual não foi a minha surpresa em encontrar uma sala ampla, repleta de estantes que abrigavam mais de 7.000 livros! É muito trabalho, mas provavelmente será muito gratificante disponibilizar todo aquele conhecimento para gente que tanto é carente de informação. Nossos trabalhos começam no dia 12, o primeiro sábado depois do carnaval. Estou ansioso e conto numa outra oportunidade os detalhes desse grande projeto que o Guilherme, sabiamente, denominou de: Força Tarefa Vila Embáúbas.

Mustafá!
*Parafraseando Carlos Drummond de Andrade no poema "No meio do caminho"

sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

Alheio

Confesso que a vida de muita gente é mais emocionante que a minha. Pelo menos dentro de ônibus eu encontro gente que não vive, aventura-se. Ontem estava indo pra UFMG, eu e a CDU (Classificação Decimal Universal, a grosso modo a lista de endereços dos livros nas estantes de uma biblioteca) e nos sentamos atrás de duas amigas. A conversa já se iniciara há um tempo, mas pude pegar o bonde e, literalmente, sentar na janela:

A: - ...aí ele foi saindo algemado e tudo, então eu disse pra ele “você não disse pra eu tomar cuidado com você, agora eu que te digo pra tomar cuidado comigo”!
B: - É agora ele vai tá percebendo que a brincadeira acabou...
Eu já irritado pensando: “Uma faz barraco e a outra gerundeia...”
A: Mas aquele dia ele ficou me esperando chegar em casa até tarde e quando eu desci do carro ele tava com uma faca enorme e com os pulsos cortados sangrando...
Eu já com medo de ficar perto daquela pára-raios de malucos pensando: “Acho que vou mudar de lugar...”
B: - Deve ser porque ele percebeu que você já está saindo com outro né?
Eu pensando pelas duas: “Não diga?”


A conversa tomou rumos novelescos, dignos do SBT na tentativa de fazer novelas das oito, com Patrícia de Sabrit. Era pancadaria para um lado, exame de DNA do outro... Olhei para o lado para me certificar se a produção do Programa do Ratinho não nos acompanhava.
Aproveito essas viagens enfadonhas de um canto ao outro de BH para exercitar minha audição e minha perspicácia em leitura labial. De vez em quando sai algumas coisas interessantes como essa (?) que me mostram o quanto a minha vida é calmaria.
É “a vida como ela é” por R$1,65 reais.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

"Que país é esse?"*

Nosso presidente vai para Davos, na Suíça (Pronuncia-se Davôs). Alguém sabia onde ficava Davos até ler a primeira frase desse texto? Provavelmente quem conhecia, deve ter estudado em uma boa escola, deve ter um nível legal de vida, essas coisas... Ou seja, qualquer um que passe fome, que não estude, que viva a baixo da linha da pobreza não sabe onde fica Davos e nem o que acontecerá por lá.
Lula irá para o Fórum Social Econômico, onde serão definidos os seis maiores problemas sociais que devem ser levados em conta na administração de países subdesenvolvido. Aqui, em Porto Alegre, acontecerá o Fórum Social Mundial, por onde ele vai passar rapidamente, para não ser colocado contra a parede. Bem, depois ele vai à Suíça, discutir com gente de país desenvolvido os problemas que ocorrem aqui. Contradição? Sim. Mas somos o país das contradições. Somo, aliás, o mundo das contradições!!!
Que bom seria se os governantes se preocupassem em ouvir melhor a voz daqueles que sentem na pele o que é: fome, analfabetismo, doença, violência, pobreza, injustiça. Taí: seis lindos assuntos para serem discutidos e solucionados por aqui mesmo. Não precisa viajar.
Mas o importante é ouvir a voz daqueles que falam vários idiomas; que possuem seguranças e são vigiados 24 horas por câmeras; que são acobertados pela força da lei; que ganham bem, inclusive um adicional para viagens políticas; que possuem bons planos de saúde e que se fartam em almoços políticos discutindo, entre um riso e outro disfarçados atrás de um guardanapo, o futuro da pobreza da nação.
Eu não sabia que Davos ficava na Suíça. Não tenho vergonha disso. Teria vergonha de ir lá discutir o que está acontecendo aqui debaixo do meu nariz.

Mustafá!
* Legião Urbana

Nas entranhas... é isso que me consome e me deixa louco


Hoje, quando coloquei o pé direito (acho sinceramente que foi o esquerdo) no chão:

“Sonífera ilha, descansa meus olhos...”

Fui até o banheiro, tomei banho, escovei os dentes e:

“Sonífera ilha, descansa meus olhos...”

Enquanto tomava café assistindo ao Bom Dia Brasil:

“Sonífera ilha, descansa meus olhos...”

Odeio, quando uma música ecoa na minha cabeça, vindo não sei de onde, repetindo-se não sei por que. Parece que o cantor, isolado por seus fãs, apodera-se do meu inconsciente e resolve implorar-me para eu cantar sua música. Aí faço o exercício que sempre faço quando isso me ocorre: tento cantar a música toda, numa espécie de catarse:

“... sossega minha boca, me enche de luz, soniiiíiifera ilhaaaa, descansa meu oooolhos....”

E por aí fui. Sem resultado: no elevador, no ônibus, no caminho para o trabalho, como se eu estivesse contente em ir para o trabalho:

“... me enche de luuuzzz...”

Confesso aliviado, que apesar da música não ter ainda me deixado a mente, estou em melhor situação que uma amiga que me disse que, de vez em quando, é impulsionada ninguém sabe por que ou por quem a cantar repetidamente, mesmo que inconsciente:

“Seu delegado prende o Tadeu, ele pegou a minha irmã e ó!”

Mustafá! E não se esqueçam: “sonífera ilhaaa...”

terça-feira, 25 de janeiro de 2005

"É que Narciso acha feio o que não é espelho"*

Sempre achei esse papo de vaidade uma coisa muito complicada. Todos nós o somos de alguma forma, mesmo quando fazemos o máximo para esconder a satisfação de receber um elogio aqui, uma admiração acolá. Ontem estava catalogando, como diz uma amiga: “minha vida é catalogar por esse país”, e encontrei um livro do professor Darcy Ribeiro (o mesmo que “fugiu do hospital pra se tratar”). É um livro de crônicas, uma biografia disfarçada; deu muito trabalho para classificar, diga-se de passagem. A primeira parte, uma apresentação, diz o seguinte:

“Por que necessito falar tanto de mim mesmo? Vaidade, de certo. Admito com toda desfaçatez que gosto demais de mim e que me acho admirável. Creio mesmo que todo modesto tem razão: cada qual sabe de si. O diabo é que ninguém me adianta as expressões de admiração a que faço jus. Injustiçado, entro na liça para tomar o que é meu: a admiração alheia”.

Faço minhas as palavras de Darcy! Sou vaidoso sim e estou nessa bagaça pra emitir minhas opiniões para os outros concordarem. Respeito críticas e discordâncias, mas estou aqui pra falar do que eu quero, do que gosto e não gostaria nem um pouco de ser contrariado. Críticas nos impulsionam, mas doem. Não escrevo para formar opinião, mas para emitir a minha. Li um artigo na Superinteressante desse mês que diz que a Internet permitiu que muita gente falasse tudo o quisesse sem, no entanto, acrescentar muita coisa e mudar a maneira de pensar de alguém... Concordo também, estou aqui pra isso e não quero de forma alguma fazer a cabeça de ninguém... É preciso muito tempo para revolucionar...

Queria receber mais elogios é óbvio, quem não quer? Se disse ou pensou em “eu não!” está mentindo e o faz de uma maneira displicente demais para que os outros não percebam. Tá na cara! Estamos no mundo para nos admirarmos mesmo. Darcy Ribeiro assumiu, eu também o faço e convido vocês para esse exercício narcisista.

Por falar em Narciso, todo mundo já deve ter ouvido falar no mito que tanto se admirava no espelho das águas do lago que acabou morrendo afogado. Esse sim é o vaidoso mais conhecido. Dizem as más línguas que enquanto o belo rapaz se admirava mal sabia ele que era o lago que se achava muito bonito através da imagem que se podia ver através da íris dos olhos de Narciso. Ou seja: o mundo é vaidoso! Ninguém escapa! Mustafá!

Para ler:
RIBEIRO, Darcy. Testemunho. São Paulo: Siciliano, 1990.

* Verso de “Sampa” de Caetano Veloso.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2005

Old Hits II - Reloaded

Beto Barbosa, Rosana, Cid Guerreiro, Perla, Vanusa e Ronnie Von. Ao centro, o Velho Guerreiro.
Atendendo a pedidos de leitores, mais precisamente da Pollyanna (amiga de almoços na área vip do Ana’s Restaurant, que, fazendo o jogo do contente – que é comum a pessoas com esse nome-, acredita que do lixo pode vir o luxo ou que o futuro é uma evolução do passado), apresento alguns nomes que fizeram parte do mundo daqueles que nasceram antes dos anos oitentas. Grandes personalidades da música ultra-mega-super pop brasileira, aqueles que participavam da Discoteca do Grande Gerreiro, o Chacrinha:

“Índia seus cabelos Nos ombros caídos / Negros como a noite que não tem luar / Seus lábios de rosas para mim sorrindo / E a doce meiguice desse seu olhar” (Índia - Perla - José Asunción Flores e Manuel Ortiz Guerrero - Versão: José Fortuna). Alguém se lembra da Perla? Eu me lembro como se fosse ontem: eu e meu pai fomos a um show dela em Passa Quatro!

“A música na sombra, o ritmo no ar / Um animal que ronda no véu do luar / Eu saio dos seus olhos / eu rolo pelo chão / Feito um amor que queima magia negra sedução / Como uma deusa você me mantém / E as coisas que você me diz / Me levam além / Tão perto das lendas” (O amor e o poder – Rosana – autor desconhecido, melhor não revelar o nome mesmo!). Grande sucesso da novela “Roda de Fogo”, temos o disco em casa com Tarcísio Meira na capa!

“Diga o que será, parecunde cundá cundá / Quando seu corpo no meu se encontrar / Bateu legal bateu forte a capoeira / Pintou, virou, bateu minha cabeça / Bateu legal bateu forte a capoeira / Pintou, virou, bateu minha cabeça, ohhhh preta” (Preta – Beto Barbosa – autor desconhecido, procura-se morto, hehehe). Na época da Lambada, a dança proibida, tudo era válido, mas espera lá: parecunde cundá cundá??? Vale me Nossa Senhora de Aparecida do Norte!!!

“Do jeito que tá é muito pouco pra mim / Eu quero provar muito mais / De tudo que eu tenho direito, eu levo jeito / A vida tá aí, pra quem quiser descobrir / E eu quero é maisMe ver muito mais / Bem curtida” (Do jeito que tá – Ronnie Von). Bem, essa tenho que admitir que não me lembro. Lembro do Ronnie, que cantava a música da Praça é Nossa: “A mesma praça, o mesmo banco...”, vocês também devem se lembrar... Mas a Polly lembrou, enfim, ta ái!
“Tá na hora, tá na hora, ta na hora de brincar / pula pula bole bole se embolando sem parar /dá um pulo val pra frente, de peixinho vai pra trás / quem quiser brincar com a gente pode vir, nunca é demais / I la i la riê, ôôô, i la i la riê, ôôô, i la i la riê, ôôô / É a turma da Xuxa que vai dando seu alõ!” (Ilariê – grande sucesso de Xuxa, compositor CID GUERREIRO). Gente, vocês lembram do Cid Guerreiro ele fez outras músicas mas eu não encontrei nenhuma na Internet, então coloquei Ilariê, que foi uma música de grande sucesso, não só no Brasil quanto na América Latina. Detalhe 1: esse não é um trecho, é toda a música (believe or not). Detalhe 2: quem lembrou dessa figura foi a Monalisa, que no intervalo de uma subida e descida de ladeira em Vila Rica, não deixa de acessar o “Fundo de Gaveta” (valeu também pela lembrança).
A Vanusa eu consegui uma foto, mas não achei nenhuma letra de música, mas, como eu já disse, uma imagem (essa então nem se fale!) vale por um milhão de palavras. Do Sérgio Brito eu não encontrei nada e peço alguém que se encontrar alguma coisa me mande! Agora, por último, uma questão: quem diabos é esse Naim? Alguém conhece?
"Roda, roda e avisa"! Mustafá!

sábado, 22 de janeiro de 2005

"Há que se cuidar do broto, pra que a vida nos dê flor e frutos"*

Hoje resolvi mudar o mundo: o meu mundo! Nem que pra isso eu precise encontrar outros mundos: os mundos daqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que eu...
Eu e Fábio (meu primo) fomos conhecer a Central do Voluntariado
e nos encontramos com muitas pessoas dispostas a dividir tempo, paciência, carinho, conhecimentos, experiências de vida... Ficamos umas duas horas ouvindo sobre o projeto “Meu quarteirão no mundo e o mundo no meu quarteirão” e foi muito agradável.

É um projeto engajado a “ensinar a pescar”, nada de assistencialismo e paternalismo. Desenvolve atividades como: “Sucesso Escolar” (atendimento a crianças, adolescentes e adultos no desenvolvimento de processos de alfabetização, acompanhamento escolar e aulas de reforço); “Trabalho e renda” (cursos e produção de material artesanal para venda); “Ação cultural e desenvolvimento humano para a geração da paz” (atividades de inglês, espanhol, virtudes e valores, mutirões, passeios etc.); “Informática” (doação de equipamentos e cursos); e “Circulação de informações” (projetos, material de divulgação, mídia etc.).
A princípio meu interesse foi o de trabalhar com a alfabetização de jovens e adultos e aulas de reforço escolar. Os trabalhos são desenvolvidos no Bairro Horto e na Vila Embaúbas. Devemos também ir conhecer a vila numa outra oportunidade antes de começarmos efetivamente os trabalhos. O pessoal lá nos deixa muito livres para escolher como e quando queremos ajudar, o que torna o trabalho mais tranqüilo e prazeroso.
Só sei que estamos empolgados com esse novo tempo de solidariedade. É preciso sair e conhecer pessoas realmente necessitadas de ajuda e que queiram ser ajudadas.
No final das contas o bem a gente faz é pra gente mesmo, não é?

Para reflexão:
“O mundo não vai superar sua crise atual usando o mesmo pensamento que criou essa situação” (Albert Einstein)

“A vida é transbordante do novo. Mas é necessário esvaziar o velho para dar espaço à entrada do novo” (Eillen Caddy)

Mustafás solidários a todos!

Para entrar e contato com a Central dos Voluntariados é só ligar: (31) 3481-1188.
* Milton Nacimento

sexta-feira, 21 de janeiro de 2005

Senhor do meu próprio destino...

Gente, estive pensando em uma solução para a minha falta de dinheiro (entenda-se: há duas semanas do carnaval, meu dinheiro já acabou!). Pensei em vender algumas coisas, mas até agora o caminho mais plausível seria me mudar para a Baixada Fluminense, mudar-me de vez para a casa da Maria do Carmo, na Vila São Miguel. Economizaria assim o aluguel, IPTU, telefone, água, luz, etc. etc. etc.
Não, porque quase todo o elenco mora lá, ou pelo menos passa por lá uma vez a cada capítulo. Eu poderia dizer que sou um primo distante que se extraviou de um grupo de retirantes que vinha do nordeste e foi parar no sul de Minas. Continuaria explicando que tentei a sorte na capital BH, mas o destino, aquele que ela é senhora, levou-me até aos seus braços generosos. Ela não resistiria.
Como sou uma pessoa muito racional, não vou tomar essa decisão assim de uma hora para outra. Tenho que pesar os prós e os contras:
Vantagens:
- Dividiria o mesmo teto com Carol Castro, Carolina Dieckman (que também se mudou pra lá, ou vai mudar, só sei que aquele lugar vai bombar!), Helena Ranaldi e Suzana Vieira, que apesar de não ter, acredita ter vinte aninhos;
- Visitas periódicas de Letícia Spiller, Débora Falabella, Milla Cristie, Leandra Leal, a ex-Paquita (que eu não sei o nome) e a Nalva;
- Comida farta e de graça;
- Muitas festas, com direito a briga, escândalo e confusão, coisas que nunca deveriam faltar em comemorações como um todo;
- Ir e voltar para o Rio (Catete)
de táxi com aquele português (que é um porre, mas tudo bem) sem pagar nada;
- Carnaval 0800, patrocinado por Geovani Improta (???);
- Descobriria enfim o que a mãe do Chaolin faz na novela;
- E teria a oportunidade de dizer para a Marília Gabriela que o negócio dela é entrevistar.
Desvantagens:
- Teria que agüentar aquela música da Lindalva (“Sou de nã, nã, ahann...”, estão lembrados?);
- Visitas esporádicas da Glória Menezes com aquela voz de morta-viva;
- Agüentar todos os dias encontrar o Leandro com a camisa azul e o Viriato com a camisa rosa (as mesmas sempre!);
- Aquele sotaque nordestino-carioquês da Suzana Vieira;
- A probabilidade de a Nazaré aparecer e matar todo mundo a tesouradas e desfalcar o elenco da Rede Globo;
- O medo do Edgar (o Tom Hanks) encontrar a Helena Ranaldi e lembrar os velhos tempos (sair raqueteando todo mundo);
- O pior, o Edgar (ex-e-sempre-Marcos) se juntar com a Nazaré!!!

Ainda não me decidi, aceito conselhos (de graça pelo amor de Deus!).
OBS.: Aceito doações também.
Mustafás!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2005

"Lenda Urbana"

Ontem estava me lembrando de algumas estórias da infância e acabei me recordando de alguns casos sinistros. Esses que uns contam pros outros e todo mundo jura de pé junto que é verdade.
Alguém se lembra daquela estória que diziam que os bonecos do Fofão (da Turma do Balão Mágico) traziam uma faca dentro, que ele tinha feito um pacto com o demo pra fazer sucesso? E que algumas músicas, acho que da Xuxa e do Polegar, quando tocadas de trás pra frente revelavam mensagens do diabo?
As histórias são infinitas: o chiclete com droga no meio, a Kombi azul (nunca mais vi nenhuma, graças a Deus!) que seqüestrava crianças para venda de órgãos... Eram lendas que não acabavam mais...
O terror continua hoje em dia, mas só que na Internet. Guardei essa mensagem que um amigo me mandou... É bem engraçada:

“Aos amigos: obrigado pelas 4512 correntes enviadas este ano. Graças a elas tomei algumas atitudes que mudaram minha vida. Já não saco dinheiro em caixa eletrônico porque vão me colar um adesivo amarelo e quando eu dobrar a esquina, vão me roubar; já não tomo coca-cola depois que me avisaram que um cara caiu no tanque na fabrica e ficou totalmente corroído; não vou ao cinema com medo de sentar numa agulha contaminada com o vírus da AIDS; estou com uma inhaca de gambá porque desodorante causa câncer de mama; não estaciono o carro em shopping center com medo de cheirar perfume e ser seqüestrado e violentado; não como mais Big Mac, pois é tudo feito com carne de minhoca; não como mais carne de frango, pois os frangos foram alterados geneticamente e têm seis asas oito coxas e não têm bico, penas nem cabeça; não durmo fora de casa e nem falo com de estranhos (principalmente a noite) porque tenho medo de acordar na banheira cheia de gelo sem meus rins; refrigerante em lata nem pensar: tenho medo de encontrar o dedo daquele maluco lá de cima ou então morrer da mijada do rato...”

Pra terminar: o Fofão já não era feio suficiente pra ser considerado o próprio Demo? A Kombi não poderia ser branca não, pra não chamar tanta atenção? Cada coisa...

Mustafá!
Olha a figura!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2005

Em tempo

À esquerda: foto publicada no The New York Times das mulheres em Ipanema. À direita: não preciso nem dizer: uma norte-americana. Você ficaria com quem?

"Beleza Americana"

Eles primeiro dominaram a língua. Se você está com fome você pode ir a um fast food, caso não queira deixar seu hometheather em casa você pode ligar para um delivery e tudo se resolverá.
Depois eles dominaram a economia (nossa moeda é calculada pelo valor do dólar), em seguida a cultura (existe semelhança sim entre o Bro’s e o N’Sync), a geografia (ou você acha que a Amazônia é só nossa?).
Como se não bastasse eles se acharam no direito de ditar a paz mundial. Resolveram quem deveria morrer, quem deveria viver, para que o terrorismo chegasse ao fim. Guerra é apelido para o que se viu – ao vivo – no Iraque. O número de civis mortos não justifica o “bem” que eles fizeram a humanidade prendendo Saddan Russein...
Aí eles começaram até a dizer quando o presidente se excedia na bebida! Agora querem reclamar da barriga das “garotas” que circulam por Ipanema!!! É o fim! Paciência tem limites! E o limite é esse. Nossas mulheres querem mostrar suas pelancas sim, de frente para o mar de Ipanema. Quer paisagem melhor?
Deixe que de nossas panças, celulites, estrias cuidamos nós. Cuidem das suas...
É isso mesmo, “deu no New York Times!” Desculpe-me Jorge Ben Jor, mas a frase nunca foi tão apropriada. A reportagem saiu no último dia 15/01 e apresenta o resultado de uma pesquisa feita pelo IBGE a respeito da obesidade no Brasil (
Beaches for the Svelte, Where the Calories Are Showing: The girl from Ipanema notwithstanding, Brazil is experiencing an epidemic of obesity). O jornalista Larry Rother escreve o seguinte: ''Numa sociedade consciente do corpo, que deu à cultura global o biquíni de tanga, a Garota de Ipanema, Gisele Bündchen e outros modelos, a idéia parece herética. Mas um polêmico estudo do governo acusa: o Brasil sofre uma epidemia de obesidade''.
Quer saber de quem é a culpa? A culpa é deles... Essas senhoras devem ter se empanturrado de Big Mac e Coca-cola, além disso, devem ser stressadas por terem se tornado workaholics e agora querem descansar nas praias cariocas e ficar de pernas pro ar, ou melhor, de pança pro ar.
Eles são os norte-americanos. Nós vivemos abaixo dos trópicos onde tudo é permitido: bebida no Distrito Federal, pneus a mostra em Ipanema e seja o que Deus quiser!!!

Mustafás calóricos!

Fonte:
The New York Times

segunda-feira, 17 de janeiro de 2005

AUTO-ajuda

Livros e problemas

Eu não leio livros de auto-ajuda. Confesso que já li Paulo Coelho! Mas uma frase me deixou decepcionado com o grande best sellerbrasileiro. A frase é mais ou menos essa, talvez com outras palavras (não me façam ler o livro de novo para dar uma citação precisa!):
“Tudo o que acontece uma vez pode nunca mais acontecer, mas se acontecer uma segunda vez, vai acontecer uma terceira...”
Que “diabos” é isso? Como uma frase tão profunda como essa pode ajudar um ser-humano?
Imagine a seguinte situação: você perde um ente querido e procura consolo em “O Alquimista”, o livro do mago brasileiro que conta a saga de um personagem que não desiste do seu sonho e atravessa um grande deserto para conquista-lo. Aí você se depara com a frase acima. Você faz aquilo que, geralmente, quem lê livros de auto-ajuda faz: transporta as "metáforas" para sua vida. Ou seja: você pode nunca mais perder um ente querido, mas se morrer um segundo ente querido, meu filho, tá morta a galinha: um terceiro ente querido vai morrer também. Palavras do amigo do Raul Seixas. Quem duvida???
Sou da opinião que ajuda a gente consegue com a gente mesmo, com os amigos que gostam da gente, com a família que nos apóia. Não são cento e poucas páginas que mudarão minha vida e que me farão perceber que se alguém mexer no meu queijo, eu tenho que ir procurar queijo novo. Iniciativa todo mundo tem, só é preciso descobrir onde ela está guardada dentro da gente... (Tô parecendo autor de livro de auto-ajuda, não é mesmo?).
Hoje em dia se tornou mais fácil resolver nossos problemas com soluções que são vendidas em livrarias. O problema é que depois do desafio resolvido fica ainda no ar a sensação de impotência: “não fui eu quem resolvi, só segui os conselhos que o livro indicava”. É difícil "se auto-ajudar" (a si próprio, risos), recuperar a auto-estima, se conhecer profundamente, quando é necessário muito blá blá blá para dizer o que deve e o que não deve ser feito, o que deve e o que não deve ser descoberto dentro de mim...
Não tenho medo dos problemas, tenho medo de parar de pensar...

domingo, 16 de janeiro de 2005

Old Hits

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Elymar Santos, Kátia, José Augusto,
Sarajane, PO Box, Luiz Caldas e As Marcianas
Esses vieram do fundo da gaveta da memória!!!

Na sexta-feira (14-01-05) num almoço com amigos lembramos da Sarajane cantora baiana. Rimos muito quando cantamos sua música mais conhecida: “A roda”. Resolvi pensar em alguns cantores mais antigos ou que sumiram da mídia. Fiz uma pesquisa muito divertida na Internet, ao que eu encontrei:

Do recôncavo:
“Vamos abrir a roda / enlarguecer (bis). Tá ficando apertadinha, por favor / Abre a rodinha, por favor / Abre a rodinha, por favor / Abre a rodinha” (A Roda - Sarajane).
Essa é a fatídica música que lembramos enquanto almoçávamos. A cantora continua cantando axé pela Bahia. Só por lá, mesmo assim fazendo algumas pontas em shows com alguns cantores famosos. Alguns dizem que, na época, era uma versão (mais) feminina de Luiz Caldas.

Vale a pena ouvir de novo (???):
“Agora agüenta coração, já que inventou essa paixão / Eu te falei que eu tinha medo amar não é nenhum brinquedo/ Agora agüenta coração, você não tem mais salvação / Você apronta esquece que você sou eu”. (Agüenta coração - intérprete: José Augusto; compositores: Prêntice, Ed Wilson e Paulo Sérgio Valle – três pessoas para fazer essa música: é o fim!!!).
José Augusto continua embalando os sonhos de algumas (poucas!) mulheres românticas. É o campeão de músicas em novelas. A letra acima foi tema da novela “Barriga de Aluguel”.

Pra dançar coladinho mesmo:
“Eu e você assim / ao som de um bolero / pra lá, pra cá, do jeito que eu quero / vem cá, me dá, que eu sei aonde vai chegar / se o corpo quer / assim, assim coladinho / pra lá, pra cá, do nosso jeitinho / me traz, me faz, me roça e deixe acontecer” (Escancarando de Vez - Elymar Santos).
Depois dessa letra, não preciso dizer que Elymar é (ou foi?) o destaque dos cantores bregas brasileiros. Começou a carreira apresentando-se em programas de calouros, sagrando-se vencedor em "Calouros exportação" do Chacrinha e a "Grande chance", de Flávio Cavalcanti. Tá por aí ainda, só não sei onde, Graças a Deus.

E.T.s:
"Vou te amarrar na minha cama/ Só vai fazer amor comigo/ Eu te quero e preciso/ Só junto de você a minha vida faz sentido" (Vou te Amarrar na Minha Cama - As Marcianas).
Bem, essas duas só poderiam ser extraterrestres mesmo. Celina e Gelcina são os nomes dessas pérolas da música pra lá de pop brasileira. A dupla se formou em 1981, apresentando-se em circos. Passaram pelo reggae (pasmem!), sertanejo, country e forró.

De pés descalços:
"Pára de transar Odé eu não / Pára de comer Adão eu não / Isso é armação do Zé, né não? / É 171 Odé de Adão" (Odé e Adão- Luiz Caldas).
Esse dispensa comentários. Só cantava (ainda canta?) descalço e tinha uma dança muita engraçada: balançava o corpo subindo e descendo... Só vendo...


Veja com os seus próprios olhos (desculpem-me pelo humor negro):
"Eu já nem me lembro, tanto tempo faz / Mas eu não me esqueço que te amei demais" e “Não está sendo fácil viver assim / Você está grudado em mim...” (Lembranças e Não está sendo fácil – Kátia).
Essa é a que eu tenho mais saudade. Kátia, a cantora cega, afilhada de Roberto Carlos, cantava sempre no programa da Xuxa. É hoje a responsável pela produção de programas Dosvox para a comunidade cega brasileira.

Na geladeira:
Por último, só por ser mais recente: "E o que é essa garota tá querendo me dizer? / I love pra chuchu, merci beaucoup/ Meu chuchu, isso é francês e não inglês" (Papo de Jacaré - P.O. Box).
Esse hit vendeu 350 mil cópias, mas o grupo não conseguiu manter a fama. Eles desapareceram. O último cd saiu em 2001 e chamou-se “A festa continua”. Eu pergunto: continuou?

Mustafás nostálgicos!

Fontes:

sábado, 15 de janeiro de 2005

"Fina estampa"

Fim de semana chegando e quem não vai ficar em casa na sexta-feira assistindo Presença de Maria, digo, “Hoje é dia de Maria”, pode conferir a 31ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, uma iniciativa super interessante em que cultura tem um preço acessível. Muitas peças legais (com algumas exceções é claro!) até o dia 20 de fevereiro. Comprem os ingressos antecipadamente, para não correr o risco de ficar sem ou pagar R$10,00, R$3,00 a mais do que no Mercado das Flores e nos outros postos de venda.
Para quem quer fugir de comédia, minha dica é “Nesta data querida”, que está em uma das salas do Palácio das Artes. Assistimos (Fábio, Juliana, Rafael e eu) sábado passado e vale a pena conferir esse drama sobre as relações humanas. Este espetáculo é da Companhia Luna Lunera, já bastante conhecida aqui em BH.
Por falar em “Hoje é dia de Maria”, vale também ressaltar que a micro-série me surpreendeu. O texto é muito bem feito e a impressão que tenho é que estou assistindo a uma peça de teatro. Destaco ainda a atuação de Fernanda Montenegro e a beleza da menina Carolina de Oliveira. O site da série também está muito bem feito.
Carolina Oliveira, como Maria (foto do site)

Mustafás culturais a todos!!!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005

Sobre o livro...

Terminei de ler segunda-feira (11-01-2005) à noite o livro a respeito da vida de Chico Xavier. Transcrevo aqui duas partes que me impressionaram.

Na página 134, reproduzindo as falas do médium o autor escreve:
“... a verdade é um veneno. Nem Jesus Cristo quis defini-la. Quando Pilatos lhe perguntou o que era a verdade, ele ficou em silêncio. Se formos falar a verdade na vida social, seremos considerados indesejáveis e loucos”.

Mais adiante, falando sobre a vaidade, a fala de Chico é assim transcrita:
“... Pus cabelos na cabeça sim. E pus mesmo porque preciso. E isso me honra muito. Eu quero viver. Não quero aparecer como uma ruína humana diante de meus amigos, todos bem-postos, bem tratados. Por que eu vou aparecer como uma pessoa que morreu e que só falta enterrar? Não, não morri, não. Eu quero viver e quero viver muito, se Deus quiser. (...) Eu agora vou andar vestido de bandral do século I? Não. Por causa dos livros? Então era melhor não ser médium. Quero andar direitinho, com a roupa limpa e com cabelos na cabeça. Me perdoem, mas eu quero. Pois se a doutrina é a maior alegria de nossa vida, vamos chegar lá imundos, pedindo esmola? Tenho de ir desabando em glórias, uai”.

Achei, antes de começar a leitura, que iria encontrar um mito, um semideus. Encontrei um homem, com vaidades e fraquezas, mas com capacidade de levar tudo até o fim, até as últimas conseqüências. Poucas pessoas me surpreenderam por acreditarem tanto naquilo que pregavam e aceitarem as conseqüências de suas crenças até a morte. Entre elas posso citar Olga Benário (não a personagem de novela apresentada pelo filme e sim a mulher que acreditava na existência do bem comum) e Che Guevara (não o jovem estampado nas camisetas, mas aquele que aprendeu e se tornou um revolucionário por seus ideais e seus atos). Chico Xavier entra para o rol das pessoas que se abdicaram de suas vidas para que outras vidas pudessem ser melhor...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

Gerundiano

Eu vou estar escrevendo agora sobre um assunto que tem estado me irritando atualmente: o uso compulsivo do gerúndio! Não queira estar argumentando que isso é normal, pois torna a frase uma lengalenga que não diz muita coisa e soa muito mal aos ouvidos... Eu estou ficando loooouuuucooo!!!

Onde está o futuro das frases??? “Você pode estar me aguardando um minutinho”, “me fale, pra eu poder estar te acompanhando”... E por aí vai!

O que eu tenho é Gerundiofobia: medo, pavor, horror de mais de um verbo acompanhado de gerúndio, substituindo o maravilhoso mundo do futuro: “me fale que eu o acompanharei”; ou ainda o presente: “me fale que eu o acompanho”. Não é bem mais simples? Não soa como sinfonia para os ouvidos??? Eu vou estar te falando, viu?! Não agüento mais...

Seria uma conseqüência da gente estar aprendendo o inglês??? Porque a gramática do inglês funciona dessa maneira: I’m writting: eu estou escrevendo...

Outra impressão que me passa, ou melhor, que me está passando, é a idéia que tudo está ainda por ser feito e quando a gente pede pra ser concretizado a resposta é: “eu vou estar providenciando...”

Eu vou estar me despedindo porque já estive dizendo o que queria e a hora é essa! Mustafá!!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2005

Você tem fome de quê?

Domingo a tarde sai pra ir até uma padaria. Centro pouco movimentado. Comércio todo fechado... Três pães, 33 centavos cada um, 99 centavos minha conta final... (???)

Voltava eu “tranqüilamente” pra casa quando um “pivete” - com seus 20 e poucos anos! – cheirando cola chega perto de mim logo na saída da padaria e me pede um trocado com uma voz que caso eu não desse ele me levaria provavelmente todos os trocados existentes... Dei-lhe 1 real e ele, agora com uma voz angelical, desejou-me boa noite e um “Deus lhe pague”.

Um quarteirão adiante, no sinal da Espírito Santo com a Av. Augusto de Lima, outro pivete, agora com uns 30 anos. Aproximou-se e nem precisou pedir e eu já fui entregando 1 real pra ficar livre daquela situação estranha, que é medo ou qualquer outra coisa, menos solidariedade ou compaixão...

Minha conta final – corrijo - foi 2, 99!!! Um absurdo o meu café da tarde, principalmente por perceber que o crime agora além de organizado é educado... não ameaça, pede... E nós, fingindo sermos benfeitores, esquecemos que somos assaltados todos os dias e que alimentamos vagabundos, preguiçosos, aproveitadores...

Não sei como tudo começou, mas tenho medo de onde tudo pode chegar... Só sei que meu café não foi dos melhores... e meu pão saiu caro demais...
Mustafás indignados a todos!!!

domingo, 9 de janeiro de 2005

Era das imagens

As aparências enganam

Até que enfim consegui "postar" uma imagem!!! As imagens valem por mil palavras e a vida é um clichê... risos...
Vocês não imaginam quão importante e estafante foi essa tarefa...
Nem mesmo a invenção da fotografia em si foi tão complicada... Outras virão, prometo.
Mustafá iconográfico para todos!!!

sábado, 8 de janeiro de 2005

Who do you know?

Diga-me com quem andas e eu te direi quem és?

Que nada! Não tem como mais dizer quem sou simplesmente pelos meus amigos... Meus amigos são o Mundo!!! Com o Orkut agora não tem limites, como diria uma amiga minha: "eu quero ter um milhão de amigos"....


Que febre é essa de Orkut? E não precisa olhar com essa cara de superior que mais cedo ou mais tarde você também estará constipado por esta virose.


O Orkut completa um ano este mês e foi desenvolvido por Orkut Buyukkokten (o nome, a partir de agora já não me será estranho, pelo menos o primeiro), um funcionário do já poderoso Google. Tudo começou como está até hoje, um chamando o outro, que chamou o outro, que chamará o outro... A ferramenta encontra pessoas e representa, em sua totalidade, uma rede, onde todos os internautas ali inscritos estão interligados. Deve-se, ao se inscrever, preencher um formulário e, corre a boca pequena, que o próprio criador deixou de preencher alguns itens, como "preferência sexual", hihihi! Existem ainda as comunidades que basicamente servem para reatar amizades, para discussão de tópicos e para complementar o perfil dos orkuteiros. Mentes maquiavélicas afirmam que o Orkut foi um modo que o Google, o grande buscador, encontrou para controlar ainda mais seus usuários e os formulários preenchidos representam um prato cheio para o mundo da publicidade. De qualquer forma é bem divertido ir clicando em fotos e se perder em personalidades ora interessantes ora bizarras... Reencontrar pessoas, mesmo que virtualmente, faz bem para a memória e reduz a saudade... Rir das pérolas e das comunidades estranhas faz bem para cútis... Pode acreditar! A sensação de ser conhecido supera a de estar exposto, muito exposto!!!


A gente se encontra pelo mundo do Orkut, ok? Mustafá!


Fonte e para saber mais:
Revista Superinteressante, ed. 204, set. 2004.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2005

Panis et circenses

Há um mês da terça-feira de carnaval, aquelas “propagandas” com partes dos sambas enredos já estão a todo vapor! Todo o ano é a mesma coisa, peloamordeDeus! “Índios”, “Oxalá”, “Especiarias do oriente”, “Navegar”, “Colonizadores”, “Escravos”, “Navio negreiros, ops!, negreiro”... (risos) Será possível que a festa brasileira mais conhecida internacionalmente está ficando cada vez menos criativa? Também é muito engraçado o país todo (e grande parte do mundo) sentar em frente à Tv vendo uma festa milionária que tem origem nos locais mais pobres de nossas capitais: as favelas... Esse país não é sério, como já disse uma vez o general francês De Gaulle...

Por falar em falta de seriedade, o Brasil não se privou de reunir mantimentos e outros materiais para as vítimas do Tsunami, a grande onda. Só um pequeno problema está impedindo que nossas doações cheguem aos necessitados: o transporte. Não há aviões para levar os suprimentos. Solidários nós somos, basta ver o grande número de ONG’s existentes (prometo voltar a falar sobre esse assunto com números, para ser mais preciso), a barreira está mais em cima. Aqui em baixo, nós, pobres mortais, nos viramos como podemos: “a gente é torto igual Garrincha e Aleijadinho, ninguém precisa consertar”. Difícil é quando se precisa de decisões governamentais... Tsunami no DF, peloamordeDeus again!

Se não temos pão, temos circo: dia 10 estréia a quinta edição do BBB, estou já empolgadíssimo, sinto uma ponta de saudade da Solange com suas letras de música pra lá de divertidas e dos porres da Cida, a babá quase imperfeita. Os nomes já estão sendo divulgados na Tv e no site da globo.com e tem belorizontino na área.

MUSTAFÁ!!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2005

Bandeira do Divino

Bem, hoje são 6 de janeiro e celebramos - pelo menos os católicos - o Dia dos Reis Magos, os três reis que chegaram um pouquinho atrasados: só 12 dias, pelas contas do calendário cristão atual!!! Resolvi dar uma pesquisada para entender um pouco melhor sobre essas figuras pra lá de demoradas para dar presentes. Os três se chamavam Gaspar, Baltazar e Melchior (ou Belchior), com respectivamente 15, 30 e 40 anos - o mais novo poderia ter chegado mais cedo, né?! Bem, mas na verdade eles representam três raças diferentes: asiática, negra e branca, o que nos leva a supor que representam a saudação de todo o mundo ao Menino que acabara de nascer. Os Magos foram guiados até a manjedoura por uma estrela e deram de presente ao Menino Jesus ouro, incenso e mirra. Parte daí também o costume de presentear as pessoas nessas épocas do ano.
Esse acontecimento é lembrado até os dias de hoje com as festas de Folia de Reis, que geralmente são comemoradas até o dia 2 de fevereiro. A festa relembra a primeira visita e homens fantasiados com máscaras e roupas coloridas saem caminhando pelas ruas, sobretudo nas cidades do interior, levando a bandeira do Divino às casas onde, geralmente, são recebidos com alguns comes e bebes. Há muito tempo não vejo mais esses acontecimentos em Virgínia, mas me lembro que quando criança tinha medo daquelas figuras estranhas cantando e dançando pelas ruas. A “Festa de Reis” mais conhecida na minha cidade é a do Porto, onde todo mundo faz tudo, menos lembrar os três lentos Reis Magos... É uma comemoração tão surreal quanto a estória original... rs

Fonte:
www.guiadoscuriosos.com.br

Nem eu mesmo poderia imaginar que do “fundo de gaveta” sairia a bandeira do Divino... Mustafá!!!

Assuntos técnicos, médiunicos e nebulosos

Confesso que nunca imaginei que a fama chagaria tão rápido... Espero que não sejam só quinze minutos... rs... Comentários modestos a parte gostaria muito de agradecer as manifestações de incentivo a esse blog e prometo de que desse mato vai sair muito coelho, ou melhor, desse “fundo de gaveta” vão sair muitas surpresas...

Algumas questões técnicas precisam ainda ser acertadas, como, por exemplo, a falta de imagens, que eu não consigo publicar de forma alguma... Já o caso dos comentários, que muitos reclamaram que era impossível de serem feitos, minha grande amiga Carol Rausch (
www.rausch.blogger.com.br) já tratou de me ajudar e tudo poderá ser resolvido com um click sobre o primeiro “coment”, o que está em maior destaque. Aos poucos tudo vai entrando nos eixos...

Estou lendo um livro muito interessante sobre a vida de Chico Xavier, comecei agora a pouco e depois prometo que comento com mais detalhes esse que parece ser um belo livro pra se começar um novo ano de muitas leituras.
Quem já quiser ir se adiantando:

MAIOR, Marcel Souto. As vidas de Chico Xavier. São Paulo: Planeta, 2003. 270 p.
Hoje o dia foi daqueles em que a gente merecia não sair de casa... Mas como a gente merece trabalhar, pelo menos poderia ter sido decretado que quando qualquer ser-humano fosse pegar um ônibus seria terminantemente proibido chover... Enxurradas então, seriam atentados ao pudor... Guarda-chuvas despencando nem se fala... Ô vidinha mais ou menos

quarta-feira, 5 de janeiro de 2005

Todo o sentimento

Sempre fui intrigado com três sentimentos: ciúme, cobiça e inveja. Este último ainda mais por sua complexidade. Recentemente tive a oportunidade de ler “O mal secreto” de Zuenir Ventura. O livro obviamente fala do mal que não se vê: a inveja!!! Entre uma estória e uma bela dissertação sobre o pecado transparente, temos a oportunidade de saber sobre esse intrigante sentimento. E mais: o autor define os três sentimentos mencionados acima e eu aqui o faço também da maneira que melhor me vem à memória:
Ciúme: medo de se perder o que se tem;
Cobiça: vontade de ter o que o outro tem;
Inveja: vontade que o outro não tenha.
De um modo geral, a inveja é o pior de todos os sentimentos, porque não basta a tragédia de não ter conseguido algo, é preciso que o outro perca aquilo que conseguiu para que a satisfação seja plena. Ai que medo!!! E quem garante que seu melhor amigo não sente inveja de você? Quem pode imaginar que por trás de grandes elogios não se esconde aquele que eu defino o pior sentimento de todos... O pecado!
O ciúme, em boas proporções, apimenta o amor; a cobiça nos faz crescer, desde que não aliada ao roubo, é claro... Mas a inveja com certeza deve só atrair coisas ruins... E não me venha com aquela estórinha de inveja branca (ou boa, sei lá!) que não cola... Mas não adianta, ninguém está livre desses três sentimentos, ou pecados, como queiram... Ninguém!

Assunto sério esse né? Papo cabeça... Devo voltar no assunto ciúme... Ciúme! Só quem namora a distância sabe o que é isso... Risos para não chorar...

Para saber mais:
VENTURA, Zuenir. O mal secreto. São Paulo:Objetiva, 2000. 268 p. (Plenos Pecados)

terça-feira, 4 de janeiro de 2005

Adeus ano velho...

Só hoje me dei conta de que não fiz ainda um balanço do ano que passou... Sei lá, acho que é algo necessário, pra que a gente pense o que pode ser melhorado, o que dá pra ser esquecido, o que não dá e que, portanto, é preciso fazer com que as lembranças se acostumem:

Reveillon no Rio, bateria da Beija-Flor (não há como esquecer...); Carnaval em Caxambu, chuva que Deus dava (bom, com alguns esquecimentos, inclusive os que a bebida proporcionou: “eeeê saudade que bate no meu coração!”); Oitavo período, decisões, comissão de formatura, brigas que Deus dava, descoberta de verdadeiros amigos da sala de aula (faz bem pra lembrança não esquecer); Concurso, bibliotecário (???), UFMG, estudo (lembro que o esforço valeu a pena); Formatura, baile, missa e colação (momentos inesquecíveis...); Acidente, Fabi (esqueço, porque a vida continua com força total!); Contrato, emprego, trabalho e vida de gente grande (nem me lembre!); Estudo, projeto, provas, mestrado (me dá um frio na barriga de novo e a alegria me retorna a lembrança: passei!!!); Namorico no portão (sério agora, eu não me esqueço nunca!); Perdas na família, saudade estranha que vem de repente, susto, medo, a vida de gente grande chegou sem dúvida (saudade é melhor que o esquecimento...); Problemas na família (“só a bailarina que não tem”); Natal em Virgínia, família (esqueci que tenho problemas); Reveillon em Virgínia (ninguém merece!!!).

Fico por aqui com duas mensagens pro ano novo que se inicia:
"No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver"
Novo Tempo
Ivan Lins
"Andá com fé eu vou Que a fé não costuma "faiá"
Andá com fé eu vou Que a fé não costuma "faiá"
Andá com fé eu vou Que a fé não costuma "faiá"
Certo ou errado até
A fé vai onde quer que eu vá
Ô-ô
A pé ou de avião
Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar
Ô-ô
Pelo sim, pelo não"
Andar com fé
Gilberto Gil
Para saber mais sobre os intérpretes e compositores: