sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Salvador

Estou de volta! Mesmo que ainda estasiado por aquilo tudo que chamam de carnaval de Salvador. Gente, vale a pena demais, mesmo sendo um pouco caro, um tanto quanto atribulado, porque não violento. Ivete no sábado (Cerveja e Cia) foi perfeito, o camorote no domingo e na segunda, apesar de meio monótono e não ter a mesma energia dos blocos foi bem bacana e Crocodilo (Daniela Mercury) foi MARA!
Assim como o carnaval do Rio, é triste ver que, mesmo sendo uma festa grandiosa, as pessoas da cidade não participam ativamente do que está acontecendo. Além dos cordeiros, que se divertem como podem (e às vezes nos assaltam!), o resto do povo soteropolitano se expreme na pipoca. As diferenças sociais existem, inclusive, nas festas mais populares.
Poucas palavras descrevem o carnaval, principalmente o de Salvador. Então, joga a mão pro alto que tá valendo!
Fiquem com as fotos:
O circuito Barra/Ondina é esse, parece pouco mas é uma distância considerável. São quase 5 horas de trio e, quando acaba, parece que foram 5 minutos.
Pessoal bacana demais: Lucas, Janice, Gu, eu, Joanilson e Milton.
Ô família...

Da próxima vez eu não fico mais em camarote, mas o Planeta Othon era bem bacana.

Senhor do Bomfim, o ano que vem quero voltar, e no outro, e no outro e no outro, tá?

Lá no farol... Concentração para o Crocodilo, Daniela Mercury

Nem só de axé vive o homem...


Gabi, mandei suas lembranças pra ele. Ele te mandou essa foto de presente! Olha o Asa aê!

Só Ivete já compensa o "sacrifício" de ir até lá!
Mustafá!
OBS - SAC # 1 - Engana-se o leitor que acha que meus créditos chegaram... Até hoje, uma semana depois... Aff!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SAC! #1


Pessoal, crio uma nova série no FdG. Ela já existiu outras vezes, mas como isso tem se repetido tanto em minha vida, vou colecionar. A partir de agora o FdG apresentará - muito provavelmente mais do que espero - as peripécies vividas por este que vos fala com call centers, balcões de lojas, recepcionistas, atendentes e whatrever...

A série se chamará SAC e engana-se o leitor que acredita que a sigla tem seu acrônimo em Serviço de Atendimento ao Consumidor. Aqui no FdG a sigla utiliza as letras iniciais das palavras que formam a frase Sobrou Agora, Consumidor!

Vamos ao primeiro grande show:


# 1 ou "Tchau, I have to go now..."


Comprei 40 reais de crédito na minha operadora (Tchau) porque viajo amanhã de manhã e, em terras distantes a gente pode precisar de uns créditosinhos extras, pra dizer que chegou, que vai chegar, que viu isso e aquilo, enfim... Fui até a loja da operadora e o serviço estava fora do ar. Ao que atendente me indicou: "Vá até a loja do Ponto Frio e faça sua recarga online lá". Ok, quando precisar de microondas volto aqui...
Adquiri meus créditos e... E? E? Os créditos não chegaram. Eu liguei para o atendimento por telefone *804 uma hora e meia depois e depois de ter conferido o débito na minha conta corrente e - preparem-se: o expetáculo está só começando - a menina do outro lado disse que era assim mesmo e que eu esperasse 3 dias úteis porque era normal que demorasse algum tempo mesmo...
Gente, tudo bem que eu to indo pro carnaval me divertir, mas neguinho que tiver mãe doente, avisa o resto da família em três dias úteis? Eu fiquei um pouco perplexo e acreditei estar no Show de Truman. Mas não, caro leitor. Outros e outros atendentes me disseram a mesma coisa. Um condenado me aconselhou ir até um telefone público caso o assunto da ligação fosse muito urgente.
Bem, se tenho que esperar por três dias úteis só vou ter os créditos pra dizer que cheguei e se foi bom ter curtido o carnaval de Salvador incomunicável... Depois eu falo que esse trem de portabilidade não vai prestar e pessoal acha ruim...
Se chegar antes disso, dá tempo de ligar pra mãe e perguntar qual escola de samba foi vencedora...

Mustafá!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ed - mármore - ira

Parafraseando Toquinho: "E com cinco ou seis 'mandatos' é fácil fazer um castelo..."
Mustafá!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Breves impressões

Contrariando minhas expectativas, fui a uma festa Anos 80. Era uma festa PLOC ou qualquer nome que o valha. Digo contrariando-me porque eu não tenho muita paciência e, na verdade, acho essa fase da música brasileira cômica. Eu gostava, nessa época, dos desenhos. Mas sabe do que mais? Adorei...

## GRETCHEN
Não posso dizer que ela ressurgiu das cinzas, mas que ela levantou da brita, com certeza... No meio do show (4 músicas têm meio?) ela se vira (porque até então só víamos sua bunda) e diz: "Agora só vocês!" Aí eu fiquei perguntando: em que momento ela cantou sozinha?

Ela agradeceu todo mundo por mantê-la onde ela está...

Oi?

## PAQUITAS
Antes eu achava que a gente era a última geração criada sem babás. Mentira! Nossa babá era a Xuxa. Todos, sem excessão, sabiam as músicas e, o pior, as coreografias... Lua de cristal levou muitos marmanjões ao delírio.

## SILVINHO BLAU BLAU
Eu sinceramente não acredito em cantores/bandas que aproveitam de um sucesso (no caso dele o numeral é bem significativo) para mudar o próprio nome. Vide É o Tchan...

Ele ainda acredita que está fazendo um show...

## SIMONI
Para alegria dos encarcerados ela ainda está dando um caldo e suas músicas são as que mais tocam a infância que tivemos... Só a carinha de santa, que nem o Ursinho Pimpão acredita, é que passa do limite...

No frigir dos ovos eu até que me diverti...

Mustafá!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

"Eu tô carente, mas eu tô legal..."

Pessoal desse meu mundo-pandeiro, a partir de agora no canto direito do FdG estão presentes (ou estarão, eu presumo) os seguidores desse humilde blog. Para se inscrever é fácil, só acho que tem que ser usuário do gmail. Clique lá!
Mustafá!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Da cor, do amor...


Ouvi, do outro lado do passeio uma mãe dialogando com seu filho. Ambos negros... Ela gritava: "Você é macaco? É?!!!" e ele, meio que duvidando, respondia: "Não..." E ela insistia cada vez mais alto: "Então, você é macaco?! Então porque você se vira quando eles te gritam?!". E gritava de novo e de novo, não para que nós ouvissemos. Ao contrário: ela gritava porque parecia mais fácil, assim, para ela entender.

Continuei caminhando como se aquilo não me afetasse. Fiquei imaginando quanto esforço aquela mãe fazia para não voltar e não esfregar a boca dos colegas do filho nas palavras que diziam. Quantas vezes ela não teria ouvido tais insultos e ficado, como o filho, calada. Quantas vezes mais, mães e filhos negros deveriam responder aos insultos, calarem-se diante deles, revidarem, darem de ombros, chorarem, processarem essas infâmias... Eu caminhei calado.

Acho que me emocionei ao imaginar o que se passava na cabeça do menino: ele sem entender bem o porquê de o chamarem de macaco, sem entender o porquê da diferença, sem entender que seus colegas, de estrela na testa, é que não tinham cumprido a evolução da espécie.

Acho que deixei escapar uma lágrima, por todo o silêncio que existe no preconceito. Como se o nó que se formava na garganta da mãe fosse divido comigo. Me emocionei pelo fato da mãe saltar sua baixa auto-estima, e gritar para o filho direitos do amor.

A rua é de todos. Os passos são diferentes...

Mustafá!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tchau, Morto, Óbvio-que-Não

Essa liberdade toda de mobilidade de operadora está me deixando num vazio imenso. Acho que vai virar libertinagem no final, sabe? Sei não, esse negócio de "tô indo embora, levo meu número e vocês é que se danem" não tá me cheirando bem... Acho que todas as operadoras vão piorar o serviço a ponto da gente ficar pulando de galho em galho até descobrir, numa vibe Tribalistas, que eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também...
A Tchau nunca me deixou na mão, sabe? Não que eu percebesse, é verdade. Mas toda vez que eu viajo pra fora de Minas, eu desligo meu celular por causa do deslocamento e quanto eu vou pras Alterosas eu desligo o meu celular porque lá não pega a Tchau... Ops! Acho que a Tchau sempre me deixa na mão...
Estou pensando em mudar pra Morto, pra ter um celular novo que custa 10 reais e a possibilidade de falar com as pessoas que eu mais gosto. Além disso, o sinal da Morto no Torrão é ótimo, para não dizer único, e eu vou continuar desligando ele sempre quando eu sair do estado.
Mas tenho dó de deixar meu V3 pra trás. Ele é meu Tamagoshi querido. Diariamente apita e urra me pedindo comida. A bateria dele não dura nem uma conversa longa com meu irmão, mas eu gosto sabe?
Também tenho dó de deixar a Tchau assim, depois de tanto tempo de convivência, e de "fora-de-área", e de "linha-ocupada" e todas aquelas atendentes inexistentes que a gente nem tem acesso a elas e, por isso - só por isso - não falam gerúndio na nossa cabeça.
Acho que essa mobilidade é o ficar dos nossos relacionamentos atuais. Hoje estou com a Tchau, amanhã com a Morto, quem sabe depois com Óbvio-que-Não.
Mustafá!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

No escurinho do cinema...

Nesse fim de férias que me sobrou, se é que posso chamar de férias isso que tive, aproveitei para ir ao cimena.

:: O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON ::


Vale a pena demais. É um filme sobre o tempo. Tudo o que eu disser aqui será clichê, mas, ao contrário disso, o filme é super complexo sem parecer sê-lo. Assistindo-o percebi como algumas coisas na vida a gente tem que simplesmente aceitar e respeitar seu tempo. Nascer e morrer, dessa maneira, parecem coisas corriqueiras... Outra coisa: viver com intensidade, ou seja, aproveitar o tempo. Perfeito!

:: SE EU FOSSE VOCÊ 2 ::


Sabe aquele filme que você sabe tudo o que vai acontecer? Que não mudou nada da versão 1? Que é mais que previsível e de fórmula fácil? É isso, mas mesmo assim não consegui parar de rir um só minuto. Cenas hilárias, protagonizadas muito bem, principalmente, pelo Tony Ramos. Vale a pena conferir também!

Mustafá!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Presente

Vó Lola fez aniversário ontem e eu não pude falar com ela. As chuvas e os trovões me impediram. Sorte minha e dela. Se isso ocorresse eu teria dito algumas palavras já conhecidas que não expressariam o que eu verdadeiramente gostaria de falar. Ela sabe que eu me viro melhor com as palavras escritas.

Ela sabe, assim como eu sei que ela lida melhor com os olhos.

Com seus olhos ela transmite paciência e calma, mesmo quando está nervosa com suas doenças imaginárias controladas por AS Infantil. Olhos que só perdoam.

Com seus olhos ela combina a destreza das mãos com o cuidado, para fazer o biscoito de polvilho na medida certa do sabor, mas na quantidade exata para muitas disputas. Olhos que aquecem.

Com seus olhos ela cruza as agulhas de tricô e tece casacos de filhos, netos e bisnetos. Lãs que armazenam carinho.

Com seus olhos sorrindo traz nos natais notas de dinheiro que não podem ser medidas pelo valor em real. Amor irreal.

Com seus olhos marejados, ela busca as lembranças do meu avô sobre o cavalo, com o peito estufado, o chapéu e o bigode. Olhos da saudade de ontem.

Com seus olhos ela vigia a família que cresce, apesar de todos os problemas, como se nada tivesse acontecido. São seus olhos que vigiam as crias para que elas não se apartem. Olhos de união.

São seus olhos, determinantes de sua existência, que fazem da nossa mais significante.

Mustafá!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Da série tio Coruja - 7

Numa viagem, um cavalo branco na pista.

Ana Luisa: Vô, olha lá um cavalo loiro...

Mustafá!