terça-feira, 30 de setembro de 2008

As várias faces do acordo ortográfico


Ficou acordado ontem que frequencia, ambiguo e cinquenta serão palavras corriqueiras na nossa escrita, isto é fato.


Por um lado foi a única possibilidade dos brasileiros assistirem ao presidente Lula, na Academia Brasileira de Letras (atentem-se para o local!), assinando um Acordo Ortográfico. Se isso não for a confirmação de que esse país é um pandeiro eu já não sei de mais nada. Por outro, o presidente deverá ser o maior beneficiado com toda essa mudança, pois a pessoa que não sabe utilizar corretamente o s, quer logo ficar livre das consoantes mudas. Que venha janeiro de 2009, não é presidente?


Por um lado foi a maneira encontrada pelos países lusófonos de fortalecer a base lingüística (sim, eu ainda uso trema!) comum e difundir a produção intelectual produzida por cada um desses oito países. A união, nesse caso, faz a grana do mercado livreiro (a grosso modo). Por outro, os líderes e lingüístas se esqueceram que não se vende livro onde não se lê. E pouco se lê, quando se escreve mal. A pontuação que foi roubada da língua portuguesa que cabia ao Brasil só irá empobrecer ainda mais nossa maneira de manifestar nossa língua, que já é mal falada, quanto mais escrita.


Por um lado Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal escreverão da mesma maneira. Por outro, quem quer escrever igual a esses países?


Por um lado as letras k, y e w vêm incorporar nosso abecedário, dificultando ainda mais o trabalho dos escrivães. Por outro, a inclusão social será enorme! Fim do sofrimento das Kátyas, Priscyllas, Welersons e Kênyas que vêm integrar-se aos demais sem prejuízos maiores...


Por um lado não sei exatamente com que freqüência preciso utilizar o trema. Ou com que freqüência farei algum contacto com qualquer escritor de Guiné-Bissau. De qualquer forma acho tudo muito ambíguo, ou seria ambígüo? Ou seria ambíguo? Ah, sei lá... Nem o Lula sabe...


Mustafá!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Antropofagia


Sou viciado em televisão. Atualmente fico muito pouco em casa, mas quando lá estou, estou na frente da TV. Assim que me mudei prometi pra mim mesmo que não colocaria TV à cabo porque isso implicaria em mais uma despesa e eu queria cortá-las todas!



Uma semana foi o tempo que consegui cumprir a promessa. Daí que a TV à cabo está lá, com seus cento e poucos canais inúteis (que vendem, que são infantis, que dublam filmes, que passam filmes de ação o tempo todo, que passam vida de animais de vida desinteressantes, que rezam etc. etc. etc.) e eu estou aqui. Dos poucos canais pagos que assisto (GNT, Multishow, People and Arts e os que passam vida de animais de vida interessante) eu só o faço nos fins de semana. Fico, pelo menos, com a vantagem de reprisar os melhores programas da semana.



Isso tudo eu tô falando para admitir que eu gosto mesmo é dos países baixos, que é como Elbuesta (mesmo do outro lado do Atlântico) chama os canais abertos. Adoro a novela das oito e fico hipnotzado todas as vezes pela apresentação e curto assistir os programas mais bizarros (Super Pop é um grande exemplo) só pra ter assunto no outro dia no trabalho. Sabe, do tipo deitar de rir das perguntas da Luciana Gimenez? Perceber que ela sequer estuda a pauta do seu programa, se é que ele tem?



Tenho plena consciência de que a maioria dos programas das TVs abertas é lixo, mas gosto de perder meu tempo com eles, como se fosse um ritual antropofágico...



Oswald Andrade que me perdoe.



Mustafá!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Música para pensamento

Mustafá!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Inimigos alheios

Eu tenho a péssima e a melhor característica que é brigar e criar inimizade com as pessoas que brigam com pessoas que eu gosto. Fiz as contas esses dias e devo ter uns 5 inimigos que nunca me fizeram nada diretamente. Por um lado isso é péssimo, porque assim eu levo fama de brigão, de chato, de encrenqueiro, de recentido e o diabo! Mas, por outro lado, eu sou isso tudo mesmo, mas ninguém pode dizer que sou um amigo desleal.

Sou tão leal que quando discuto com um amigo que eu gosto muito, continuo do lado dele, até ajudo se for preciso, mas de cara fechada... Tenho uma estória muito engraçada sobre isso, mas não posso colocar aqui no FdG, que cabe só coisas sobre mim e não de terceiros, amigos meus... Sou leal, inclusive, às estórias vividas juntos.

O pior é que, como já disse aqui, tenho muita dificuldade de perdoar. Aí já viu, meus amigos até voltaram as boas com seus inimigos e eu ainda continuo de cara virada pra eles... É um "Deus-nos-acuda"!

O fato é que tenho poucos amigos efetivamente. Conheço muita gente, mas considero poucos os escolhidos para serem sujeitos das minhas preocupações, freqüentadores da minha casa, da minha lista de scraps, da minha vida... Enfim, sou seletivo! E o pior: faço a seleção para os meus amigos também, mesmo que isso pareça bizarro às vezes...

Mustafá!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Locutor bilíngüe

O melhor: Nada sei mp3, kkkkkk!

Mustafá!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Pequeno dicionário de sub-celebridades ou A fruta nossa de cada dia...


Como ultimamente não tenho tempo para assistir à TV, fica difícil entender todo esse conturbado mundo das sub-celebridades. Quem é famoso um dia não é mais no outro e, quando vou ver, sou fã de quem já nem existe mais. Assim não pode... E o pior: quando o assunto são as mulheres-frutas, ai é que me "embanana", ou melhor, me "embanano". Vai um auxílio, é muito fácil, é só ler com calma, nem tem como confundir:



:: MULHERES FRUTAS::



Mulher Jaca: Sub-celebridade, dançarina do Créu. Tem 101 cm de bunda, por isso a alcunha. É prima da Mulher Melancia. Disputa com a prima o sucesso (?) na banda (?). Fruta bunduda facilmente confundida com a Mulher Melancia, a Mulher Morango e a Mulher Melão. Período de safra: 15 minutos de fama, enquanto aturarem a velocidade 5.




Mulher Maçã: Sub-celebridade, cantora. Tem muita bunda no lance, mas as outras chegaram na frente e pegaram todas as frutas que poderiam fazer referência a bundas. Seu hit é "Maçã, o fruto proibido", por isso a alcunha. Fruta bunduda facilmente confundida com a Mulher Melancia, a Mulher Jaca, a Mulher Morango e a Mulher Melão. Período de safra: 15 minutos, quer dizer, alguem já ouviu esse hit?



Mulher Melancia: Sub-celebridade, dançarina do Créu. Tem 121 cm de bunda, por isso a alcunha. É prima da Mulher Jaca. Disputa com a prima o sucesso (?) na banda (?). Fruta bunduda facilmente confundida com a Mulher Jaca, a Mulher Maçã, a Mulher Morango e a Mulher Melão. Período de safra: 15 minutos de fama, enquanto aturarem a velocidade 5.



Mulher Melão: Sub-celebridade, stripper de taxistas (?). Tem 500ml de silicone, 63cm de cintura, 105 de quadril e 1,63m, por isso a alcunha. Fruta bunduda - preferida de Don Lázaro - facilmente confundida com a Mulher Melancia, a Mulher Maçã, a Mulher Jaca e a Mulher Morango. Período de safra: 30 minutos de fama, 15 minutos gastos em "Meu bem, meu mal" e 15 minutos agora, o tempo de uma corrida.



Mulher Morango: Sub-celebridade, dançarina do Créu. Tem pra mais de 100 cm de bunda, por isso a alcunha. Fruta bunduda facilmente confundida com a Mulher Melancia, a Mulher Maçã, a Mulher Melão e com a Mulher Jaca. Período de safra: 15 minutos de fama, enquanto aturarem a velocidade 5.



Ver também: Mulher Filé, na seção de Mulheres Carnes.



Mustafá!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Genaro, meu bem:

Enfim, a Maria Chiquinha poderá contar o que foi, verdadeiramente, fazer no mato!
Mustafá!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Game

Legal demais!

Divirtam-se!


Mustafá!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

No país do Tcha Tcha Tcha

Que esse país é do avesso e que é um pandeiro, venho dizendo há muito tempo. O que me preocupa é que, convivendo com tanta bizarrice, já era tempo das pessoas conseguirem dividir o joio do trigo. Longe de mim fazer analogia com alguma passagem da Bíblia. Mas dessa Babel que se formou o Brasil, nós - os brasileiros - já poderíamos encarar algumas situações como normais. O PM dança mambo, é fato. A deputada também já dançou no Senado... A gente dança todo dia... E esse aqui não é o país do carnaval?
Daí que a gente devia levantar as mãos para o céu e agradecer que esse PM não estava entregando meninos para os traficantes nas favelas, que ele não estava atirando em inocente e que ele não estava cobrando da sociedade o direito de proteção que lhe é conferido gratuitamente.
Eu sei, um erro não justifica o outro, mas consideremos esse "male" o menor.
Alguma coisa me diz que esse PM também é responsável pela "Piriquita" (assista abaixo).

Mas também não adianta tripudiar, colocando outros ritmos sobre as mesmas imagens:

Ao PM, um conselho: contenha-se. Há lugar para tudo! Continue dançando, mas manere nas músicas e nas coreografias... Essas que você dançou te renderam...
Mustafá!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As imagens te condenam (?)

Força nas urnas! Mustafá!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Fila indiana


Tenho um amigo que tem pesadelos com filas. Seu sono é, muitas vezes, perturbado por essa fobia que o acompanha sempre. Não almoçamos em determinados lugares com ele porque a fila está grande. Ele é capaz de comparar a fila daqueles que vão servir com a fila daqueles que vão pagar e fazer conta do tempo que a gente vai ficar almoçando, só para saber se vamos enfrentar duas filas no mesmo lugar, no mesmo dia... Um sofrimento só. Morasse ele na China e nada disso lhe ocorreria (conhecimento adquirido durante as Olimpíadas).



Hoje fui tomar vacina e vendo a fila e estando sozinho, resolvi enfrentá-la. Estava achando um absurdo eu, uma pessoa sempre tão engajada em ser engajada, não ter tomado a proteção contra a rubéola.



Fila de vacina é um problema: todo mundo "super" corajoso. Sorrisos amarelos, suspiros, ansiedade retratada nos pés e nas mãos - quando não no corpo inteiro... -, aquela conversa fiada de que a agulha é pequena, é fina e tal... Todo mundo - sem exceção - morrendo de medo daquela seringa...



E num é que a fila sumiu em menos de 5 minutos? "Como assim?" diria Luciana Gimmenez e o digo eu? E aquela promessa que toda fila nos faz diariamente? De ser lenta, de ser porre, de durar muito, de dar cansaço, de dar canseira, de dar ódio, de dar irritação? Tivesse meu amigo comigo e - só dessa vez - não teria ficado feliz...



Só sei que num minuto a fila andou e num outro já estava eu lá feliz por estar imunizado.

Quem quiser não enfrentar fila e passar por um aperto rápido e ajudar a sociedade a combater a rubéola é só clicar aqui: Lista.



Quem quiser rir um pouco: Cacete de agulha!


Mustafá!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Eu em outros...

Se quiserem discordar, concordar ou opiniar, comentem!

Para não pegar o bonde andando:

Mustafá!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pra ver se cola...

Eu odeio festas "Supra Sumo". Essas que só tocam anos 80 (a época em que a Simoni nem corria atrás de afro-descendentes). Cinco minutos em festas assim meu saco se rompe... Mas estou numas de ouvir músicas dessa época. Saudade do meu Playmobil... Só isso:

Essa cola... Não sai da cabeça...

Visão além do alcance...

Com uma coreografia dessa, você vai longe...


Os olhos não vêem o que o corção não esquece...

Mustafá!