sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Gente como a gente...



Quando crianças, nossos primeiro ídolos são - ou pelo menos deveriam ser - nossos pais. No mundo que criamos na imaginação da gente, eles não erram, não sentem medo, acertam e sabem tudo... Depois crescemos, percebemos que eles erram, dão furos, falam besteiras e, mesmo com boa intenção, nem sempre sabem o que é melhor pra gente. Pode parecer óbvio, mas a distância percorrida para que percebamos essas coisas é um caminho árduo. Acho - numa vibe totalmente psicóloga - que é por isso que na adolescência, muitas vezes, sentimos até ódio dessas pessoas que nos dão tanta proteção e amor. É como se essa decepção precisasse de vingança... Não sei... É assim que penso...

Depois, quando percebemos que é assim que as pessoas se apresentam ao mundo - cheia de erros - há um processo de "re-amor" cheio de conflitos, mas que, na maioria das vezes, tem seu sucesso...

Depois caímos no mundo a procura de referências, de novos ídolos. Vale tudo: a professora, o partido, a instituição, a atriz, o cantor... O engraçado é que só aí reconhecemos as limitações desses ídolos. Gostamos deles apesar dos defeitos que eles têm... Nesse interím, vale gostar da Xuxa apesar dela ter feito filme duvidoso, da Cláudia Raia, mesmo ela tendo se casado com o Alexandre Frota no passado, do Maluf do rouba, mas faz e por aí vai...

Por quê estou dizendo isso? Não sei... Talvez para lembrar ao mundo que Madonna, o Papa e até mesmo o Roberto Carlos soltam pum.
Mustafá!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Solange fez escola

Mustafãs!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Blog


Ultimamente está uma febre essa coisa de blog de celebridade. Tá bom vai, na verdade todos esses "artistas" são subcelebridades que nada mais fazem que colocar pautas em seus espaços online para atrair jornalistas. Mas tem um pessoal até conhecido - e que não precisaria disso para se promover - que resolveu emitir opinião, contar a vida e postar diariamente nessa grande baderna que se chama Internet.

Eu não gosto de blogs assim. Leio blogs diariamente. São muitos. Além dos que eu tenho linkados aqui, leio mais alguns que vou encontrando em blogs alheios. Confesso que prefiro as estórias dos anônimos. Acho até curioso saber a opinião da Astrid Fontinelli sobre as olímpiadas, mas prefiro a impressão de um dia ruim ou de um acontecimento triste ou feliz de um internauta comum, como eu.

Eu comecei a escrever aqui por vários motivos. Primeiro porque fui inspirado pela Carol Rausch. Depois porque eu queria ser jornalista uma época ai e acabei decidindo fazer biblioteconomia. Sou extremamente realizado em minha profissão, mas consigo me realizar aqui também, escrevendo. Tenho mais de 600 posts, um monte de elogios, um amontado de críticas, uns passa-fora... Enfim: sou praticamente um editor e isso aqui, pelo menos pra mim, é meu New York Times. Lógico que há uma boa dose de exibicionismo, de voyerismo, de charlatanismo e de um monte de ismo que não cabem agora, até porque a graça - se é que existe - poderá se perder se eu contar...

Quero, com o meu blog, mostrar que minha vidinha mais ou menos pode ser uma vida até divertida aos olhos de quem a lê. Eu, feito Gonzaguinha, quero dizer pra todo mundo que me gosta, que hoje eu me gosto muito mais, porque eu me entendo muito mais e me "relendo" por aqui, faço uma auto-análise até engraçada ou menos pessimista de mim mesmo.

Exercito aqui, todos os dias - ou pelo menos, todos os dias que os dias permitem - a minha maneira péssima/bem-humorada/mau-humorada/divertida/crítica/sagaz de ver essa vida que a gente vive diariamente. Já coleciono pessoas que conheceram meu blog antes de me conhecerem frente a frente e que já gostavam de mim por isso.

Meus leitores e as pessoas que leio em blog são todos ilustres desconhecidos. E bota ilustres nisso!

Mustafá!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O tempo passa, o tempo voa...

Muito interessante esse site. Vale a pena...



Mustafá!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

"No, no, no"



Nunca tive vontade de ser famoso. Ser conhecido pelas pessoas, atrair multidões, causar transtornos em shoppings e ruas... Acredito que, atualmente, muitos bebês já nascem com isso em mente ou herdam de seus pais esse tipo de sonho. Curioso fico ao perceber que algumas pessoas têm o dom de usar seus dons e conquistar o mundo. Isso aconteceu com Michael Jackson, Madonna e - talvez em menor escala - com Ivete aqui no Brasil. Façam o que fizerem arrastarão multidões aos shows ou às bancas de revistas e jornais.


Intrigante é que, por outro lado, pessoas assim (digo, a grande maioria delas) têm também o dom de auto-destruição, como é o caso do Carmen Miranda, Elis, Michael Jackson e Amy Winehouse.


Da última eu tenho pena e, mesmo sendo o pior sentimento do mundo, é só isso que eu sinto. Sua voz singular, próxima as cantoras que viveram entre os anos 20 e 60, seu jeito estranho de se vestir e maquiar, as letras melancólicas e pessimistas... Tudo isso atrai olhos e ouvidos do mundo para a menina que pede socorro, sem dúvida. Sua trajetória é, ao mesmo tempo, de sucesso e fracasso, como se um substantivo precisasse do outro para existir. Enquanto o público não se importa de vê-la cantar aos pedaços, ela não se importa de apresentar-se, em migalhas, para seu expectadores. É dessas migalhas e cacos que constrói sua carreira.


A menina Amy presenteia o mundo com o que há de melhor nela: a sua voz. E apresenta-se ao mundo com o pior que pode ser: ela mesma.


Repete não várias vezes. A arte dizendo sim, seu organismo dizendo não.


Mustafá!


Para brincar, se é que é possível:

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

"Nem sei que dor que me dá!"


Daí que Jorge, quero dizer, que Caymmi morreu. Eu acreditava, loucamente, que ele já havia morrido e que, ainda por cima, era marido da Zélia Gatai. Foi que eu vi no noticiário que ele não era Jorge Amado e que sua mulher, por quem ele provavelmente morreu, ainda estava vivinha da Silva - não muito, diga-se de passagem - e se chamava Sofia. Ou Sônia?

Dissseram que a MPB chorou pela sua morte, devido a sua grande obra prestada sobretudo à música popular. Disseram que ele escrevia sobre o hábito, sobre a brejeirice do povo baiano... Que a MPB chore, porque não choro eu. Tá, o cara (perdoe-me a informalidade) marcou a música popular pelo seu jeito "brejeiro" de cantar, mas pra mim ele cantava fácil. A melodia era fácil, a letra era fácil. A melodia era repetitiva, a letra era repetitiva.

Mesmo Maria Bethânia cantando Caymmi era pra mim um martírio. E olha que se Maria Bethânia cantar Créu eu escuto e compro o CD.

Dorival Caymmi pra mim representava bem o povo baiano: aparentava necessidade de um banho, tinha cara de preguiçoso e suas letras me cheiravam a espertesa...

Uma vez fui ver a família Caymmi. Fiquei horas, eu digo 4 horas esperando eles cantarem. Daí que eles entraram, falaram meia hora do livro que estavam lançando e cantaram "Marina" e foram embora. Eu posso? "Marina" é um símbolo do caymmismo pra mim: letra frágil, música quase molenga... Haja paciência...

E o tanto de iaia e de ioio nas músicas?

Aff...

Mustafá!


Obs.: "Desdigo" tudo se Nana Caymmi me cantar ao pé do ouvido: Resposta ao Tempo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma imagem, mil palavras...


Só com KY, ops! Calipso!

Mustafá!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

"Que solidão de nada..."*


Quando eu acredito que já li/ouvi/vi de tudo, vem um ser humano - esse ser estranho que tem duas pernas, dois braços, uma cabeça e que acha que tem um cérebro dentro... - e me prova o contrário. A solidão foi tamanha, que um desses seres, enamorou-se por um banco. Que fosse um Banco, mas foi um banco. Tudo bem que o banco não fala demais, não gasta demais e também não exige uma ligação no dia seguinte... Mas, um banco?
Pobre da praça, que perdeu um objeto sexual. Pobre dos bombeiros, que assistiram a tudo e ainda tinham que levar o trabalho a sério. Pobre do homem, que ao invés de usar sua própria mão - trocadilho permitido! - teve que pedir ajuda de outros para livrar-se daquela paixão repentina...
Para mim, só uma música ilustra essa situação:

"Solidão,
ele disse que me ama,
se amarrou em mim na cama
(bem, não foi bem na cama, mas...)
me levou até o céu,
céu..."

Mustafá!
*Solidão - Sandra de Sá - Composição: Carlos Colla / Chico Roque

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

De quem você é tiete?

Ah! Tá bom, eu sou tiete da Ivete, mas nada contra a Daniela Mercury. Mas o que leva uma cantora de renome, como ela, fazer um comercial da Ypê tão ridídulo... Tudo bem que é o dinheiro e a gente sabe que a época "swing da cor" já não existe, mas, fala sério:



A parte que eu mais gosto é quando ela dança do lado do varal aquela coreografia típica dela...

Mustafá!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Des-concerto


Não me procures no desalinho.

Ali não me encontro.

Sou do correto, da disciplina, do detalhe.

Essa é minha dádiva e meu vício.

Meu mais certo e errado.

Sou das linhas retas, mesmo que tortas.

Mustafá!