quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

"Mas só chove, chove, ôôô!!!"


Se continuar assim, eu vou assistir ao desfile de escola de sambas de bóinha infantil, daquelas de por nos braços... Ou então vou atrás de um bote elétrico no nordeste...

Não resisti a piadinha... Mas que tá um dilúvio, isso tá!
Por falar em nordeste, dois amigos meus estão indo pra Salvador. Pensei em escrever um email daqueles que a gente se acha pai e aconselha juízo. Pensei melhor e aconcelho juízo pra mim que não vou fazer nada nesse carnaval. Juízo pra não pular da janela...


Mustafágua!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Tá todo mundo louco!


Depois eu falo que esse país é um pandeiro e ninguém acredita!

O governo agora está "preocupado" com os casos de reações contra a vacina da febre amarela. Alou!?

Alguém poderia ter avisado que não era pra correr para o posto de saúde e tomar a agulhada? Ou melhor, alguém poderia ter proibido os postos de saúde de aplicarem a torto e direito a vacina? Ou melhor ainda, alguém, além do William e da Fátima, poderia ter ido até a televisão avisar que a situação é alarmante mas também não precisa arrancar os cabelos? Poderia até ser o ministro da saúde, uma vez que o presidente tem coisa melhor pra fazer (tipo: tirar foto de Fidel).

Agora é assim: 10 mortes por febre amarela + 43 vítimas da reação da vacina = 53 brasileiros fu%$%*@!

É ou num é ou num é? É!!!

Mustafá!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Sobre adaptações


A grande diferença entre o livro e um filme de uma mesma estória é a quantidade de emoções expressas em cada uma das mídias. No livro o número de emoções é infinito ou finito, de acordo com a mente, a inspiração e imaginação de cada leitor. Mesmo que as palavras estejam ali, inertes, a interpretação do leitor é que guiará as emoções da estória. No filme, a imaginação humana também é levada em conta, mas principalmente a do adaptador, do roteirista, dos atores etc. Livro é tábua rasa. Filme é coisa pronta.

Assisti na última sexta feira ao "Caçador de pipas". Confesso que quando li o livro não me entusiasmei tanto como a crítica. É um livro bom, que tem a qualidade de nos apresentar personagens extremamente verdadeiras e complexas, como eu e você. No mais é uma boa estória. O filme é ótimo. Não porque ele vá além e apresente detalhes que o livro não tinha. Ao contrário, ele é uma cópia fiel ao livro e, por isso, permitiu-me, mais uma vez, viajar nas mesmas emoções que tive quando li. Continuo achando a estória boa, mas me emocionei nos momento que já tinha me emocionado no livro.

Fica o aprendizado: a grande diferença entre covardia e coragem é essa: a humildade. A humildade de reparar erros e danos, seja agora ou no futuro. A tentativa eminente de corrigir o passado ou tentar melhorá-lo, buscando a felicidade. Não é necessário ser corajoso sempre, mais humilde sim...

Recomendo!

Mustafá!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Crise de identidade


Entre a dor e a delícia de ser síndico (ou coisa que o valha, pois que nem pra síndico eu sou o titular) tenho descoberto somente as dores. Se há delícia eu não sei mas estou chegando a conclusão que não. Confesso que é, um tanto às vezes, divertido, principalmente quando você entra numa da teoria Marta Suplicy (já muito apregoada).

Pessoas são, entretanto, o melhor de tudo. Eu sempre gosto de observar e perceber como as pessoas agem. Rio muito só com essas percepções.

No prédio somos 6 moradores. Dois deles pedem para não encontrar o síndico e se envolver em questões do condomínio. Esses são os mais fáceis de se lidar. Uma eu nem sequer conheço. Diz o Fábio que ela se desdobra em duas, ou seja, tem uma irmã. Também bem fácil de lidar. Outra moradora, ex-síndica arrependida, tenta, copiosamente, apresentar-nos uma gestão de condomínio cada vez mais difícil. Adora apresentar problemas, fazer críticas pouco construtivas, apontar erros... Dois dias depois ela aparece com uma sugestão muito simples e que nos ajuda muito. Seria tudo muito bom se ela apresentasse a solução logo no início. Tenho a impressão de que ela tem muita saudade do tempo em que controlava tudo e, por não ter muito o que fazer, não deixa de se ocupar com essas questões, mesmo sem ter muito ação por agora.

Mas o mais comédia deles é o do 102. Ele criou uma regra de pagar o condomínio mês sim e mês não. Não é caloteiro, mas não tem noção do quanto isso prejudica o orçamento. Mas tudo bem... A gente vai levando... O pior é quanto ele resolve entrar em contato comigo ou com Fábio:

- Quem fala?

- Leandro.

- Leandro aqui é o Fulano do 102, tudo bem?

- Tudo.

- Pois é. Eu queria deixar o dinheiro pra vocês. Você está em casa? Não estou na rua, deixe lá amanhã.

- Ok.

No outro dia:

- Fábio?

- Não, Leandro.

- Leandro eu falei com o Fábio ontem e combinei de entregar o dinheiro pra vocês hoje.

- Ok estou em casa pode vir.

- Obrigado.

Vinte minutos depois, no prédio.

- Oi Fábio, tudo bem?

- Leandro.

- Pois é, eu falei com o Fábio pelo telefone ontem e agora mesmo e ele está me esperando...

- ???

- Ele não está ai não?

- É... Ele saiu mas pediu pra eu ficar...

- Ah, então está aqui...


Nessa confusão eu já não sei mais quem sou eu. Se sou o Fábio, se o Leandro ou se sou o dono do 102.


Mustafá!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Felicidade não dá ibope


Eu escrevo melhor quando estou triste. Pelo menos essa é a minha opinião. Gosto mais do meus textos quando os produzo em momento de profunda tristeza. Acho que falo mais alto para mim mesmo.
Quando estou feliz posso ser até divertido para uns, exibido para outros, convencido para outros tantos, mas para mim: sou fraco na escrivinhação.
Gosto dos apelos, dos pedidos de socorro, das mágoas impressas em cada linha aqui digitada. Gosto de receber telefonemas e emails me perguntando como estou porque o que escrevi no FdG tinha deixado preocupado um amigo. Talvez seja um escritor carente e só imprimo isso nessas horas.
Não que eu goste de sofrer, é diferente! Se o sofrimento é inevitável, ou simplesmente se a tristeza entra sem bater e não informa quando vai embora, eu aproveito e torno a infelicidade produtiva. Podem chamar isso de inteligência emocional se quiserem. Eu chamo de oportunismo literário.
Felicidade não dá ibope. Felicidade causa inveja, ciúme e cobiça. Felicidade é rápida, passageira... E se já disse Chico, quem sou eu para duvidar que "tristeza não tem fim"?
Mas se engana o leitor que acredita que quando não escrevo estou feliz. Felicidade é muito mais que simplesmente dizê-la e tristeza é muito mais que simplesmente não sorrir. Às vezes a vida anda tão sem expressão que é difícil até nos compreendermos. Ai vale a célebre frase do filósofo que conheci mais de perto, o vô Niquinho: "Eu tô sem tá!".
Hoje não estou alegre e nem triste. Muito menos sou poeta. "Eu tô sem tá!".

Mustafá!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Acreditem


Eu estou ai atrás!
Mustafá!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

INSS

Cansei. Aposentei de BBB. Tô com uma preguiça daquilo tudo de novo. Pedro Bial e sua falça informalidade, os jargãos (paredão, complô, etc. etc. etc.), o bemXo mal... Aposentei...

Por falar em aposentadoria, soube quem está na compulsória?

Pois é, tá pra lá de Deusmelivre de ultra-passada... Só quem não percebeu foi ela... Tá ficando até careca.
Mustafá!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Correspondência expedida, ou uma carta em defesa do rio e do diálogo

"Belo Horizonte, 18/12/07

Patrus Amigo

Há tempo que nossos caminhos seguem por praias distantes. Nem por isto, deixei de acompanhá-lo na nobre missão de ajudar a abrir, para boa parcela do povão, o acesso a uma vida mais digna, embora em meio aos paradoxos da política.
Talvez por você ser homem do poder, mais distante se fez, mais inacessível o julguei também por alguma escolha frente a minhas prioridades na ação pastoral. Legítimo. Distante, então, eu me mantive no respeito, porém nunca na indiferença.
Agora, porém, ao tomar conhecimento de uma entrevista sua relativa ao gesto de dom Cappio, julguei de meu dever enviar-lhe algumas linhas, externando o que se agita em meu íntimo.
Com oração e no respeito, você discorda de sua decisão gesto. É um direito seu. Enquadrar tal gesto nesta moldura :"Se não for feito o que eu quero, eu me mato", para mim, ressoa como uma tremenda injustiça.
Jesus e o Batista jejuaram pelo Reino. Jesus até foi, conscientemente, ao encontro da morte, sendo relativamente fácil não ir até Jerusalém e evitar cair nas mãos de seus inimigos.
No tempo do Golpe Militar - por discordância em nível de consciência - houve quem se tenha levantado em protesto. Muitos foram presos, torturados e mortos por discordarem de regimes ditatoriais, angariando com isso todo nosso respeito por sua coragem, desprendimento e amor ao bem comum. Ghandi, Luther King, Chico Mendes e Nelson Mandela e tantos outros se fizeram bons exemplos.
O que eu quero dizer é que dom Cappio não se sacrifica por um capricho pessoal, uma escolha de intransigência frívola. Com suas colocações, Patrus, você o expôs ao ridículo. Ele, porém, é um seguidor de Francisco e defensor do São Francisco - não de uma "coisa" - o rio - mas de uma rede complexa de relações: o povo sofrido do semi-árido em sua relação com a água do rio, fonte de vida digna para tantos.
Quem fechou a questão, não foi dom Cappio, foi o governo. Quando você diz que ele foi intransigente, solicitando a paralisação da obra da transposição, para iniciar o diálogo, é bom saber que esta é a condição básica para não tornar a questão irreversível, já que a intransigência para o diálogo e a insistência no início das obras vem da parte do governo. Se a obra é polêmica, e todos sabem que é, antes do início da mesma é preciso esgotar todas as análises técnicas e políticas e todas as avaliações sócio-econômicas e ambientais. Quem prometeu a dom Cappio fazê-lo foi o governo quando da primeira greve de fome. Portanto, cabe a esse agir com prudência e não ditatorialmente com total desprezo ao bem comum na recusa à participação popular.
Agora, você, como homem do governo, alega que "em estado permanente de oração e vigília" torce "para que tudo se resolva da melhor maneira possível". Que tal, se rezasse um pouco menos e se dignasse a convocar seu amigo o presidente para que aceite assentar-se à mesa para dialogar com representantes do povo?
Intransigente não me parece dom Cappio, mas é o poder político deste país que, autocraticamente, toma as decisões unilateralmente, sem a necessária "relação de diálogo, de entendimento" pregada por ele durante anos de campanha. Dois anos, dom Cappio esperou... Isto é, as lideranças do meio do povo esperaram. Agora, você vê arbitrariedade na exigência de "haver a interrupção imediata das obras da transposição do rio". Também aqui vale o ditado: "Mostra-me diante de qual janela olhas a realidade - e eu te direi quem és".
Você, como eu também - em princípio - não somos contra transposição de rios. Mas acredito que, também como eu, você sabe que o assunto é polêmico e como tal precisa ser analisado sobre todos os aspectos para não serem repetidos equívocos como os das obras da ferrovia do aço e da transamazônica que consumiram fábulas de recursos, fizeram crescer nossa dívida, impactaram o meio ambiente e além de não trazer benefícios à nossa gente continuam inacabadas.
Você se abstém de julgar a intenção do bispo. Ora, só faltava esta. É exatamente a intenção que está em questão: A quem beneficiaria a transposição? Salvar o rio, salvar o povo e não beneficiar, prioritariamente, grandes empresas e o agronegócio é a intenção das lideranças da população local. No momento, falta ao governo a vontade e a capacidade de convencer, de forma inequívoca, de que o objetivo da transposição é beneficiar o bem comum, garantir a sobrevivência das populações ribeirinhas e salvar a fauna e a flora.
Você lembra: "O presidente tem autoridade...". É o que aconteceu com Hitler e tantos, até em nossos dias. Investidos do poder, julgam-se donos do povo e de sua vida. Um simples voto na urna representaria parâmetro legal e constitucional para tudo o que o presidente achar justo. O poder legislativo e o judiciário podem retirar-se em férias. O presidente se basta.
Não é verdade que "os processos contra a transposição foram discutidos e que batalhas judiciais foram vencidas". O rio não é do governo, é da nação e uma nação não é nada sem seu povo.
Enfim, você apela à Igreja instituição em que o auto-extermínio não se permite, a não ser... Quem julga "essas situações muitíssimas especiais"? Não deveriam ser as pessoas do poder e, sim, as da base. Vivi na guerra e vi testemunhos belíssimos. Vivi no Golpe Militar e me deixei edificar por membros do laicato. Hierarquia... Raríssimas exceções. O povo produz e festeja os santos mártires.
Enfim, Patrus amigo, o bem máximo não é tanto a vida em si mas, antes, o sentido que nós lhe damos. E em nome desse sentido, pode ser legítimo sacrificar a vida ou uma dimensão essencial da mesma, como nós religiosos somos convidados a fazer na vida religiosa e vocês no casamento e - com muita nobreza - também na política e na ciência em vista do bem comum.
Vou terminar. Senti-me honrado poder rabiscar-lhe estas linhas em solidariedade a dom Cappio. Imitá-lo não me cabe. Admirá-lo é uma honra. Defender seu bom nome e a dignidade de seu propósito é meu dever de cristão. Viver nestes dias perigosos e desafiantes me parece uma bênção, uma nobre missão.
Desejo-lhe sucesso em sua atuação política. Conte com minha solidariedade. Na amizade de sempre. Frei Cláudio van Balen. Igreja do Carmo / BH. Pároco".
Mustafá!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Nas molduras


O interessante do roubo do MASP é a confusão de valores. Não inversão. Confusão é a palavra, mesmo sendo polissêmica.


Os rapazes, aparentemente simples, sem conhecimento sobre obras de arte são os criminosos. O país, aparentemente sem preocupação cultural nenhuma, comovido pelas obras roubadas do museu. As obras, quando roubadas, depositadas em lugar úmido cobertas sem cuidado algum. As obras, quando recuperadas, sendo escoltadas por 100 - esse é o número! - policiais, fotografadas a esmo e, depois, transportadas até o museu acondicionadas em temperatura e umidade ideais. Os ladrões, com algemas nas mãos e nos pés, como se fosse humano roubar, como se fosse humano prender, como se fosse humano expor as pessoas em tal situação, como se fosse humano tratar homens como bichos.


Vendo e lendo as reportagens não há o que pensar. Ter pena das obras ou dos ladrões? Da cultura ou da justiça? Suspirar por Portinari e Picasso ou pela irregularidade do museu?


Talvez só Suzzanne Block e o Lavrador, que presenciaram tudo, desde o início, tenham respostas.


Mustafá!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Happy Birthday


E vocês que nem se lembraram do aniversário de três anos do FdG?

Hum...

Mustafá!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Hora da virada...


A maior alegria que eu tenho no início do ano é não ficar fazendo listinha. Ah, sei lá, não se comprometer é a primeira medida que se toma para não se arrepender, não se frustrar... A segunda maior alegria que eu tive esse ano foi não ter participado de nenhum amigo/inimigo - ou coisa que o valha - oculto... É a maneira mais barata que se encontrou de todo mundo ganhar um presentinho e ficar descontente...

Por essas e outras coisas (a comilança, as luzes piscando como se isso fosse enfeite, as sobras da comilança, as luzes queimadas que não piscam...) que eu não gosto mais de final de ano. Tá, tudo bem, tem recesso e, nos dias de trabalho, pouco se trabalha... Tá tudo bem, a gente fica até bonzinho... Mas que é um saco é.

Na minha época (agora eu tenho idade suficiente para escrever isso) ganhava-se um bom presente que lhe enchia os olhos e o ano todo. Hoje é todo mundo ganhando um monte de bugigangada que não serve pra nada.

O mundo está caminhando para o fácil e sem sentido. Com a comunicação ficou assim, com os relacionamentos também e até com as festas de fim de ano: compra-se um peru, assa-se, distribuem-se uns trem de plástico e tá feito o natal. Veste-se de branco, toma-se um espumante e tá morta a virada... Feliz ano novo...

Eu sou é brasileiro, gosto mesmo de carnaval!

Mustafá!