quarta-feira, 30 de maio de 2007

Religião coletiva...


Um menino (5 ou 6 anos) e sua mãe sentados em minha frente no ônibus 5102 (Santo Antônio - UFMG). Diálogo:
CENA ÚNICA:
- Deus é muito perfeito - diz a mãe.
- Mãe?
- Oi!
- Se Deus é perfeito, por que ele fez pessoas feias?
- Porque ele não é exibido...
Sabedoria popular...
Mustafá!

terça-feira, 29 de maio de 2007

Esqueceram de voar...


A minha vizinha e síndica, D. Mercedez* adotou um pássaro. Não posso dizer que ela tomou a iniciativa, uma vez que, segundo ela, ele é que se instalou, como diria Chico, "feito um posseiro" dentro de sua casa. Ele entrou pela janela, cuidou-se de alimentar da ração dos outros animais da casa, aninhou-se no lustre e defeca pela casa quando o convém. D. Mercedez, como boa anfitriã que é, tratou logo de cobrir espelhos, móveis - inclusive seu belo piano - e tudo quanto fosse lugar para que a ave ficasse bem acomodada. Deixou num canto uma gaiola, como a que vive seu outro pássaro. Só que essa está aberta e o novo morador da casa só entra quando tem vontade e fome. Dorme, vez ou outra, atrás do armário da sala.

É só ligar a TV para descobrir que tanto eu quanto a D. Mercedez estamos a mercê - sem trocadilhos! - do aquecimento global ou seja lá o que chama essa loucura que arrumamos com a natureza. Mas entender que passarinho - que podia voar e conhecer outros condomínios quando quisesse - quer ficar dentro de casa, morando às vezes em gaiola é, no mínimo, difícil. É contradição da natureza. Pássaro foi feito pro céu, não pra enxergar o mundo pelos vãos do aço da gaiola... Pássaro deveria querer mais que água e alpiste de graça...

D. Mercedez não se importa. Não sei mais definir quem é o dono da casa. Se é D. Mercedez e sua receptividade (com o pássaro) ou se é o pássaro com sua autoridade, impondo-se e mudando a rotina da senhora solteira. Não sei se é solidão de um ou de outro. Não sei se é pena. Se é falta de asa de um ou de outro... Sei que fico de fora, sem poder esperar o recibo do pagamento do condomínio com as portas abertas. Passarinho ali dentro anda solto, pode voar pela porta...

Será que a natureza vai perder também o sentido?

Mustafá!


* não sei bem se seu nome é Mercedez ou Mercês, por isso sempre quando me refiro a ela é rápida a minha pronuncia, para que ela não perceba o meu desconhecimento.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Desejo de ser feliz, não!



"Só há três coisas mal distribuídas no mundo: água, renda e bom senso.

Desejo de ser feliz não".

(paráfrase de Violero, de Elomar)

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Sobre filas...


Eu nunca gostei de filas. Não porque elas são grandes, porque elas demoram ou porque sempre tem alguém inoportuno dentro delas. Esses são motivos para que todos não gostem das filas. Eu não gosto de filas porque no pré de 6 - e a partir daí nunca mais tive sucesso em filas - a ordem na fila era pelo tamanho.
A minha altura, característica essa que levo hoje como ponto positivo, foi motivo de anos e anos no final da fila. Se não era o último, era um dos últimos. Não que eu quisesse ser o primeiro! Que isso também não leva a nada... Mas não via lógica em tal decisão.
Várias questões me acompanham: como fica a mente de uma pessoa baixa nesses casos? Até quando a estatura a beneficiaria? E quando chegar o dia dessa pessoa não ter privilégios, mesmo sendo baixo? Qual o verdadeiro motivo para que os menores entrassem na frente? Eles não enxargariam a porta? Por que não entrarmos todo mundo em fila, mas na ordem de chegada, como é de praxe?
Diversas coisas me intrigam na educação escolar que tive. Tabuada, a matemática como um todo, pintar mapas, os alunos fazerem cartazes (pra que escrever grande o que já se sabe?), desfile de 7 de setembro... Mas nada tanto quanto as filas por ordem de tamanho.
Que educação é essa que separa, que aponta diferenças, que não apoia a diversidade?
Mustafá!

quarta-feira, 23 de maio de 2007

A Coca é amiga da Pepsi...


Tudo bem que eu não posso tomar nem uma nem outra, tendo em vista que o meu tratamento de clareamento dental vai de vento em popa... Mas achei bonito isso. Isso delas serem amigas! O fato é o seguinte: assim que a Pepsi recebeu uma proposta para comprar a receita secreta da Coca-Cola, tratou de avisar a concorrente sobre o acontecido. E num é que deu cadeia para as pessoas!
Quando eu crescer, Papai do Céu, quero ter uma amiga igual a Pepsi! Inferior, mas confiável...
Mustafá!

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Greve...

Me disseram que estou meio relapso com o FdG. Que escrevo dia não, outro dia não também... Não mentiram... Ando meio relapso com um monte de coisas em minha vida, mas isso não significa que minha vida não está bem. Talvez seja um paradoxo e de paradoxo em paradoxo eu vou vivendo. Ainda não me reconheço, mas resolvi me permitir algumas travessuras que eu não me permitia antes de entregar minha dissertação, conforme minha profecia, aqui mesmo nesse blog. Tenho me deixado ficar mais na cama, para acordar já com o almoço. Depois assisto TV, de preferência Extreme Makeover, que não faz pensar e só faz descanso na gente. Depois vou a Internet e de lá me perco. Quando me encontro, me perco, porque ai já é hora do trabalho. Lá, no trabalho é onde eu me esqueço. Tenho tido muita coisa pra fazer. Quando não tenho, lá, eu invento. Não sei até quando... Depois, de noite? Quem sabe? Me permito ficar horas na TV e ir dormir depois do Jô. Rotina chata, mas menos cansativa...
.:Um parêntese:.
Vou aderir à greve! Isso mesmo. A greve na UFMG será deflagrada e eu vou ser um adepto. Disseram que por estar em estágio probatório eu sofreria muita pressão. Pressão? Cheque especial no dia 14 pra mim que é pressão... O resto é meu direito!
Mustafá!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Religião no papel...

Não acredito em santos. Acho que já disso isso aqui no FdG. Mas repito. Acredito em Deus, no Espírito Santo, em Jesus Cristo e em sua Mãe. Já é Gente suficiente para que acreditemos, rezemos e agradeçamos. Acredito que algumas pessoas tenham vidas exemplares, que mereçam serem lembradas como pessoas de bom coração e de boa conduta. Nada mais... Não rezaria por elas, elas não quereriam...
Há uma semana santo, as pílulas de Frei Galvão já se esgotaram. E eu me/vos pergunto: por quê? Que as pessoas acreditem na santidade de alguém, que rezem por ele, que prometam mundos e fundos também, tudo bem... Mas comer papel?
Minha mãe disse que já tomou a pílula do Frei Galvão. Aff! Disse que foi em seu primeiro parto. Dado que ela ficou 14 horas em trabalho de parto, só liberei essa informação agora, com medo que algum Advogado do Diabo utilizasse essa informação contra o Frei. Recomendo: não tomem pílulas do Frei Galvão. Pelo menos as grávidas. Motivo: impacotam e dificultam a liberação do nenê...
O complicado de religião é que, através dos tempos, as pessoas têm procurado atribuir as coisas físicas aquilo que só pode ser atribuído ao que é abstrato: a fé. Se você tem fé e decide seguir qualquer religião, basta! Até comer papel é permitido. Mas não é necessário, isso é o que faz a diferença!
Mustafá!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Sobre as mães...


Eu achei que fosse carregar minha mãe para sempre comigo. Não no coração, na memória... Que isso é possível... Mas, de verdade, fisicamente. Achei que fosse sempre olhar para o lado e encontrá-la: com o sorriso certo, a comida temperada e na hora mais correta para a saúde, com a palavra mansa, talvez um grito, mas sempre uma expressão de carinho, que mãe sempre carrega...
Eu achei. Acreditei que ela fosse descobrir sempre os meus segredos, que fosse sempre advinhar minhas dores, mesmo as mais fictícias. Achei que fosse me dar uns trocadinhos no momento de necessidade e não dormir todas as vezes que eu saísse e voltasse tarde da noite...
Eu achei e ainda acho que não é justo que filho desgrude da barra da saia da mãe. Não acho certo que ela não saiba as poças d'água que eu piso, as brigas em que me involvo, os riscos que corro ao atravessar a rua. Também desacredito daqueles que não querem contar as novidades para a pessoa que vai mais admirá-las e vibrar com suas vitórias. Mães foram feitas para gerar, criar e bajular filhos. Seria só se não fosse mais que o suficiente.
Eu sempre quis acreditar que o único defeito de mãe era a super-proteção...
Eu não aprovo a idéia de que o dia das mães seja um dia comercial em que o que mais vale é o presente que mais vale. Eu trocaria, e minha mãe com certeza faria o mesmo, o presente por presença. Mas uma presença sem cobranças, que é o mais difícil da vida: amar sem perguntar por quê...
Minha mãe me ama sem perguntar por quê... Eu tenho certeza disso...
Mustafá!

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Yes!!!

Yes, nós temos bananas!
Yes, nós temos um santo!
Yes, nós temos um hino especial para a visita do papa!
Yes, nós temos samba para mostrar para o papa!
Yes, nós temos um prejuízo de 18 milhões na Petrobrás!
Mas quem se importa?!
Mustafá!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Como eu sempre digo: um pandeiro...

Favor clicar na imagem para ampliá-la!
É ou num é ou num é?! É!!!
Mustafá!

terça-feira, 8 de maio de 2007

Sobre a chegada do pontifície...

O papa vem ai!
Quem vamos esperar?
Um papa carismático? Um atleta de Cristo? Aquele que beijará o solo de nosso país? Aquele para quem cantaremos "a benção João de Deus"?
Não. Esse já morreu. Esse papa, por mais "show man" que fosse, é uma das poucas pessoas que soube agregar multidões, independente do credo que professavam. Mas já se foi...
Um papa austero? De poucas, mas duras palavras? Que pouco provavelmente tocará nas pessoas?
Sim. É esse o papa que nos visitará. Que está longe do ocidente. Que está longe das pessoas e da realidade que as cerca. Que se intromete no islamismo, que discute a existência do limbo e a possível volta das celebrações em latim. Esse papa também já morreu para o seu tempo...
Como vamos esperá-lo?
Com uma Igreja carismática? Que tem sua identidade nas celebrações das igrejas evangélicas, em que as pessoas cantam, dançam, gritam como se o Senhor não ouvisse, oram em línguas, mas no fundo sequer sabem o que fazem nas igrejas e recorrem a elas para suprir outras necessidades terrenas que a vida não proporcionou.
Com uma Igreja libertadora? Que prega a teologia da libertação e, no entanto, confunde religião com política, e se coloca num pedestal como se editor fosse da revista da sociedade católica brasileira. São críticos, analistas, observadores... Não mais que isso.
Somos um país de maioria católica, mas que não sabe por que vem o papa e a que veio o papa. Somos uma igreja que está, aos poucos, perdendo sua identidade, desvencilhando-se, cada vez mais, de Deus e aproximando-se demais dos homens.
Mustafá!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Trabalho, trabalho...


Ufa...

Achei que fosse ser mais longa essa semana. Que ela não acabaria. Trabalhei muito e nem comemorei o dia do trabalho. Não como manda o figurino: sem trabalho. Trabalhei segunda, terça, quarta, quinta e sexta. Se vou trabalhar amanhã? Não sei... Estou numa icógnita. Teve balanço lá na Faculdade de Direito. Ok 2007 agora. Mundo das novas tecnologias, trouxeram palmer para facilitar o trabalho. Trabalho! A burocracia se encontra com a tecnologia. Aí tem barulho de "piiiiii" ecoando na cabeça da gente. Eu Chaplin mais uma semana: Tempos modernos.

Queria eu ser código de barras para acabar num "piiii" e ser decifrado...

Bom findi pra mim e pra você...

Mustafá!