quinta-feira, 27 de abril de 2006

Recebi por e-mail


Frases retiradas de revistas femininas das décadas de 50 e 60

"Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto, sem questioná-lo".
(Revista Claudia, 1962)

"A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa".
(Jornal das Moças, 1965)
"A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, servindo-lhe uma cerveja bem gelada. Nada de incomodá-lo com serviços ou notícias domésticas".
(Jornal das Moças, 1959)
"Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa".(Jornal das Moças, 1957)

"Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas".
(Jornal das Moças, 1957)
"O noivado longo é um perigo, mas nunca sugira o matrimônio. ELE é quem Decide - sempre".
(Revista Querida, 1953)
"Sempre que o homem sair com os amigos e voltar tarde da noite espere-o linda, cheirosa e dócil".
(Jornal das Moças, 1958)
"É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido".
(Jornal das Moças, 1957)
E para finalizar..."O lugar de mulher é no lar" (Revista Querida, 1955)
CONCLUSÃO:Não se fazem mais revistas femininas instrutivas como antigamente!
Mustafá!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Querido diário...

Comprei. Comprei mesmo. Saí, lavei a porda de tanto comprar. Mas não comprei só pra mim não. Comprei para todos os meus irmãos! (Gustavo, pra você foi só umas meias, porque você não faz aniversário esse mês e nem vem que eu não vou te dar a camiseta que eu comprei pra mim).
Muito bom desestressar de uma coisa e começar a se estressar com outra: a conta bancária. Mas isso são só problemas financeiros. Problemas financeiros nunca terão solução...
O pior é que tem passagem pra pagar... Tô indo pra Virgínia Sombranceira esse findi prolongado... Por falar nisso estou adorando esses findis prolongados consecutivos, agora que me acostumei...
Tô me sentindo um pouco isolado no FdG, todo mundo sumiu... Cansaram de votar em mim?!
Por isso mesmo fiz disso aqui hoje um diário...
Mustafá!

terça-feira, 25 de abril de 2006

Vale um post...

Corri muito para que pudesse não deixar qualquer leitor do FdG desapontado com a falta de um post. Deixo aqui meu lamento, pois meu dia foi corrido demais. Tive que me desdobrar em muitos para que o trabalho fosse feito, o estudo fosse realizado, sem contar o carinho que tenho que retribuir diariamente para a minha tia, que já está em casa se recuperando da cirurgia. Fica aqui uma mensagem de Tiago Melo. Sem dúvida um poema:
"Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento".
Mustafá!

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Entra pelo ouvido... e Má notícia para os Fifis de plantão



No restaurante:
Moça 1:
- Ah, sei lá! Não quero fazer enfermagem, pois está muito ligado à medicina...
Moça 2:
- Você quer fazer o quê?
Moça 1:
- Sinceramente? Eu queria ser caixa de banco. Adoro ver aquelas pessoas naqueles caixas de banco...
Moça 2:
- Nossa! Sua mãe sabe disso? Você é louca como eu!!! Minha mãe disse que quando eu era pequena eu falava que teria uma filha com o nome de Rosângela.
Moral da estória: Ser caixa de banco é como se chamar Rosângela: não dá status...
Obs.: Às vezes, questiono Deus por não nos ter dado a capacidade de ser surdo nesses momentos...
Momento para revolta:
O que aconteceu com o Orkut? Que estória é essa de nos dar a possibilidade de bisbilhotar a vida alheia e depois avisar para todo mundo?
Parece um menino que a mãe autoriza chupar uma bala antes do almoço e, na metade, diz que não, não e não!
Vou ter que mudar de comunidade: "Eu espio scraps alheios. Grande novidade!"
Mustafá!

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Ontem eu estava muito coupado...

Hoje quando fui visitar minha tia no hospital ela me perguntou se tenho escrito todos os dias. Disse que ontem não, pois estava muito ocupado.
Tive vontade de dizer pra ela que estive um pouco triste aqui no FdG por esses dias. Dizer que algumas vezes fiquei discrente de algumas pessoas, da minha fé, da fé dos outros. Tive vontade de confessar meu pessimismo e até de falar que, por certos momentos, acreditei muito e fui o mais otimista que a face da terra conheceu.
Não disse nada. Só disse que "ontem não, pois estava muito ocupado". Fiquei quieto na sensação que nada a ela eu podia ensinar com minha ansiedade, com a minha mania de brigar temporariamente com a vida e depois reatar com euforia. Ela me ensinou muito nesses ultimos dias, não que ela não o tenha feito a vida toda, mas mais agora...
Desde o momento que ela descobriu o seu problema até o dia em que ela, apesar das adversidades, saiu falando da sala de cirurgia, ela nunca duvidou da sua sorte, do sucesso de sua recuperação. Fica aqui registrado a fundamental importância dos exemplos em nossa vida. Vou pensar muito a partir de agora quando quiser reclamar de uma dorzinha de cabeça. O silêncio ensina mais, eu aprendi.
Respirar aliviado tem outro significado pra mim.
Mustafá!

terça-feira, 18 de abril de 2006

Hoje o sol raiou, apesar da chuva e das nuvens...


Mesmo em dia nublado o sol já dá o ar da graça. É sol despontando em nossas vidas de novo. "Um novo tempo, apesar dos perigos. Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta. Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver... Pra que nossa esperança seja mais que a vingança. Seja sempre um caminho que se deixa de herança" (Ivan Lins).
Mustafá!
Ps.: Gostaria de agradecer muito àquelas pessoas que clicaram insessantemente, digitaram aquelas letras malucas, nas esperança que esse FdG chegasse a ser um "Coke Master", sem mesmo entender o que isso significava. Pois bem, o FdG não é um Coke Master, mesmo eu não entendendo muito o que isso significa, mas valeu a boa vontade de todos e a intenção da semente, hahaha... Os ganhadores estão ai em baixo e o blog que estava concorrendo diretamente com o FdG era o da Larissa, que por sinal é muito interessante! Fica aqui registrado a alegria de um dia ter sido um TOP10, as risadas com os emails e os scraps recebidos durante a campanha e a certeza que o FdG é o meu divã que deu certo. Serve tanto a mim quanto aos meus grandes amigos. Tem o que presta e o que não presta... A vida é assim mesmo... E viva a propaganda da Coca-Cola!
Coke Masters:
Entretenimento: Samuel (Com Pipoca)
Esportes & Ação: Ricardo (RealityCup 2006)
Música: Octavio (Eupodo.com.br)
Quadrinhos: Francielle (Allface)
Viva o que é bom: Larissa (Submundo Virtual)

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Bom dia?


Meu dia em 10 lições:
1- Nunca tente dormir quando alguém ronca ao seu lado. Mesmo que seja 3h da madrugada. Será pior se mexer de um lado para o outro;
2- Nunca tente prever todos os documentos necessários para atualizar o seu registro no conselho profissional. Os dois mais importantes ficarão de fora e você terá que pegar um novo ônibus para voltar em casa e apanhá-los;
3- Nunca acredite nas combinações dos homens. A humanidade sempre dará para trás. Algo sempre sai errado, vide Murphi;
4- Nunca acredite na boa vontade do clima; chuvas virão quando você estiver na Av. Afonso Pena com um monte de papéis na mão;
5- Nunca compre o guarda-chuva de 1 e 99 por 7 reais, mesmo nas mais torrenciais chuvas. Ainda mais quando ele estiver estragado;
6- Nunca imagine que o Conselho Regional de Biblioteconomia lhe auxiliará e não cobrará os mesmos documentos exigidos há um ano atrás. Lembre-se sempre da máxima: "casa de ferreiro, espeto de pau";
7- Nunca deixe de sorrir para algumas pessoas na rua, mesmo que você, no mesmo dia, já tenha brigado e discutido com centenas delas;
8- Nunca reclame de idosos passando na frente numa fila do banco para fazer uma "fézinha", sem antes certificar-se que você está numa lotérica;
9- Nunca espere que você sairá bem na foto 3X4. Isso nunca aconteceu e não será num dia nublado que isso ocorrera;
10- Saia de casa com uma camiseta escrito "emotionally unvailable". O desastre virá com legendas.
Mustafá!

quarta-feira, 12 de abril de 2006

O Post que nunca foi...

"Escrevi um post enorme.
Veio a lerdeza e apagou.
Venho o control-V e não recuperou.
Veio a raiva e não superou.
Veio a memória e não ajudou.
Esqueci de tudo que tinha escrito..."
Escrevi esse poeminha xinfrim... e complemento com uma múscia doida:
Tô bem de baixo prá poder subir
Tô bem de cima prá poder cair
Tô dividindo prá poder sobrar
Disperdiçando prá poder faltar
Devagarinho prá poder caber
Bem de leve prá não perdoar
Tô estudando prá saber ignorar
Eu tô aqui comendo para vomitar
Tô te explicando
Prá te confundir
Tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminando
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar
Devagarinho prá poder rasgar
Olho fechado prá te ver melhor
Com alegria prá poder chorar
Desesperado prá ter paciência
Carinhoso prá poder ferir
Lentamente prá não atrasar
Atrás da vida prá poder morrer
Eu tô me despedindo prá poder voltar
(Elton Medeiros - Tom Zé)
Mustafá!
Bom findi prolongado!

terça-feira, 11 de abril de 2006

Rotavirus, problema da Cidade Coração do Sul de Minas


Enquanto isso, na pacata cidade de Virgínia, torrão das alterosas, entre montanhas formosas, de belezas magestosas, os "anus" corriam tranquilos... Até que apareceu o rotavírus e a confusão se armou, levando inclusive a sombranceira cidade para a TV.
Os 9 mil habitantes, estupefados com tanto barulho de descargas, correram até o posto de saúde e, encontrando lá mais algumas diarréias, desesperaram-se... "Meu Deus! A água que trouxe o rotavirus não será suficiente para levá-lo embora nas nossas feses!". Diriam os mais pessimistas. Outros, mais otimistas, diriam: "Deixemos que o Caetê tumultuoso levem nossas impuresas, fiquemos, enfim, livres das merdas que nos consomem...".
É merda demais para ser levada. Merda com rotavirus.
Virginia entra para o mundo da comunicação social e está a poucos passos do banheiro.
O caminho da privada é árduo, mas precisa ser feito...
Que o rotavirus compense a prisão de ventre que lá ocorre há "anus"...
Mustafá!ROTAVIRUS
Procurado vivo ou morto
Recompensa: Uma cidade livre das merdas!

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Ampulheta


Estou aprendendo com o tempo a esperá-lo.
Ele será minha lição e meu professor.

Dói, faz bunda quadrada esperar o tempo sentado.
Cansa, faz pé latejado andar de um lado ao outro, esperando o tempo andar depressa.
Faz vista cansada olhar para o relógio e perceber que minuto vigiado não anda.
Barriga gela na ansiedade dos ponteiros lentos, na ânsia de ver dia indo e vindo e nada resolvido com clareza.
Eu consigo ouvir, com certeza, o barulho das areias contando o tempo...

Tenho medo que relógios percam o sentido para mim e para minha família, mas é preciso esperar a informação que o relógio tem para me dar. Horas fazem sentido quando há eminência de perdê-las.

Tenho raiva das horas que não aproveitei. Era tempo correndo solto. Tempo que não se corre atrás, porque ele já correu na frente. Tenho raiva das horas que perdi procurando outros tempos que não me pertenciam.
Tenho medo de não recuperar certos momentos. Momento é tempo bom. Mas posso inventar outros. Se o tempo me permitir.

Tenho que acertar os ponteiros com a vida, mas isso demandará tempo. É de tempo que preciso.

É preciso obedecer o tempo das coisas. Esperar brotá-las, mesmo que para isso tenha muita chuva, falte raio de sol. Tempo é tempo e ele é quem decide o tempo.

Mustafá!

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Osseva


Não, esse país não é sério. De Gaule tinha razão. Esse país é do avesso! Como se olhasse sempre pelo espelho. Como se colocasse a camiseta de trás pra frente, com a etiqueta sobrando na frente. Esse país vive, como diria a minha mãe, em mês de cachorro louco a vida inteira.

Aquele que não estudou governa. O que estudou não tem emprego.
Aquele que rouba de verdade não é cassado, mesmo que todas as provas digam que sim.
O que rouba para forrar o estômago, não tem direito de defesa. É condenado já quando nasce.

Aquele que tem talento amarga e empoeira nas prateleiras das lojas de discos. O que desafina e canta duvidosamente, ganha disco de ouro.
Atrizes não mais envelhecem. Ganham Botox.

Alfabetizado é aquele que escreve o nome. Mesmo que seja só o seu.
Professor é aquele que estuda a vida inteira e ganha como se precisasse viver só um dia.
Escola é lugar que se vai para comer.

Lei é aquilo que se usa para garantir deveres.
Direito é aquilo que se tem que lutar dia-a-dia, para se conseguir o mínimo.
Luta é aquilo que se trava sempre, mesmo que a guerra só termine com derrotados.

Pobre tem direito a auxilio gás, escola, moradia. Rico sonega impostos.

Não, esse país não é sério. De Gaule tinha razão. Esse país é do avesso!

Bom findi! Se é que isso é possível com tantas contradições...
Mustafá!

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Enquanto isso no mundo dos alfabetizados do país...


O pedreiro da Juliana mandou um orçamento para ela:

"Joaquim Pêdrêiru
Çamento Matérial

144 tijolim
2 carrim de areia lavada fina
1 çaco de çimemto caúê"

O original dessa peça rara de “çamento” se encontra disponível na minha sala, para quem quiser ver, comprovar e morrer de rir. Essa é a educação do país. A educação que - mais ou menos - passa recado.

"Papagaio que anda atrás de João de Barro, acaba ajudante de pedreiro"

Mustafá!

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Se ela dança, eu danço...


“Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou. São trezentos picaretas com anel de doutor”.

O que era para se tornar um hino de esquerda virou paródia. Virou uma risada de Hebert Viana a tudo isso que está acontecendo hoje, que já acontecia antes, mas que agora tem como atores principais os espectadores de ontem.

José Dirceu, Pallocci, enfim, esse pessoal todo que considerávamos mártires da ditadura, incorruptíveis, peças-chave do PT, fazedores do bem, cidadãos honestos... Tornaram-se hoje piadas. São picaretas sim e o pior: muitas vezes sem anéis de doutor.

São picaretas frios e calculistas a ponto de deixarem a economia do país estável, para que tudo corresse bem enquanto roubavam e aliciavam porteiros e tudo o mais.

Se a deputada dança em Brasília em comemoração a absolvição de algum petista envolvido na CPI é só mais uma imagem daquilo que hoje os políticos representam para nós cidadãos votantes e enganados. É preciso rir enquanto o povo trabalha. Sacolejo meu corpo em comemoração a mais um criminoso solto, enquanto lá fora as pessoas sacolejam dentro de ônibus, com enxadas e outros instrumentos de trabalho nas mãos sem a certeza da mesa cheia hoje (que dirá amanhã!) e da garantia do trabalho.

Que música a deputada dança? A música que lhe fala manso no ouvido. A música da impunidade, da política do “rouba-mas-faz”.

Não, não é a música dos Paralamas do Sucesso. Não poderia. A música deles está errada. A letra não condiz mais com a realidade. A letra é ingênua demais.

Os picaretas mudaram, ou melhor, uniram-se aos picaretas de outrora...

Mustafá!

terça-feira, 4 de abril de 2006

Lágrimas a declarar...


Uma frase ecoa ainda em minha mente. Uma menina segura uma pistola prateada na mão e diz: “a gente tem que escolher o caminho do bem ou o do mal. O caminho do mal é mais fácil”.

Sei que faz tempo, mas é preciso tempo para assimilar alguns fatos. O Programa do Fantástico mostrou, dias atrás, a reportagem de MV Bill sobre as crianças e adolescentes que estão envolvidos no tráfico.

A menina talvez não tenha percebido que a ela não foi dada a opção de escolher o caminho do bem. Por isso é fácil seguir o caminho do mal, pois ele é único. Talvez ela não tenha parado para pensar que no caminho do mal ela corre riscos diários de ser morta, de ser presa, de se envolver com pessoas mais perigosas que ela... Enfim: o caminho do bem seria mais fácil a essa menina, caso ela o conhecesse. Aos sete anos ela começa a se preocupar com seus inimigos da boca de fumo. Ela não percebeu que ela deveria estar na escola, brincando, sendo feliz...

Qualquer julgamento que se faça a essa menina é hipocrisia. Ninguém conhece ao certo – talvez nem ela mesma – a estória de vida que teve. As perdas com as quais teve que conviver, as ruas escuras por onde anda mal acompanhada... Definir o caminho do bem, nesse caso, é quase impossível, pois isso só seria possível com a reconstrução dos ideais de sociedade, de família, de justiça no país em que ela vive.

A menina aponta uma arma, sem saber que o faz para si mesma. Sem saber que o faz não para seus inimigos, mas para a sociedade que a gerou.

Nós? Estupefatos ficamos e ficaremos. É o que nos resta. Assistir o caminho do mal ser exibido no domingo a noite, com a preguiça da segunda-feira e ainda por cima dizer: é fantástico!

Mustafá!

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Desenvolvimento...


Talvez nem todo mundo saiba o que é o BID, o que está acontecendo em Belo Horizonte por esses dias. Pois bem, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) é uma instituição o que tem a missão de desenvolver meios de redução da pobreza, promoção do desenvolvimento econômico e social, e fortalecimento das instituições democráticas nos países da América Latina e do Caribe.

Pausa para risos... Pausa maior para lágrimas...

Quem esteve hoje pela manhã em Belo Horizonte, local onde ocorre o Encontro dos países integrantes do BID, pode perceber que a preocupação talvez não seja com a população pobre, ou mesmo com a população que trabalha.

O trânsito caótico. Ônibus lotado. Atrasos de todas as espécies.

Eu que sou precavido contra atrasos fui a pé. O que vi? Uma grande desorganização. Para que pessoas escolhidas discutissem a origem e o destino de recursos foi necessário uma grande operação que atravancou a vida de quem, só queria trabalhar para garantir o seu próprio recurso, uma vez que de discussão e debates estamos fartos.

Tal não foi o meu espanto quando, querendo atravessar a Avenida Afonso Pena fui impedido. Questionei: “não posso atravessar a avenida a pé?”. Não foi a resposta que obtive. Enquanto isso a corda se abaixava para um carro longo e preto, provavelmente blindado, atravessasse a avenida rumo ao Palácio das Artes, local de uma das reuniões.

Ninguém sabia quem estava lá dentro do carro. Ninguém sabia quem eu era. Nosso tratamento era diferenciado.

Fui cuidar da vida. As pessoas que discutiriam sobre ela estavam muito longe da realidade que vivo. Eu não posso andar a pé em todos os lugares... Quê desenvolvimento social eles estão discutindo?
Mustafá!