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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A difícil tarefa de se fazer um Movimento

Alguns integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) invadiram uma propriedade no interior de SP, derrubaram pés de laranja, destruíram tratores e equipamentos. Deixaram-na na manhã de ontem.
A notícia é mais um retrato de como os protestos são feitos no Brasil. As atitudes representam, na grande maioria das vezes, as ações praticadas pelas pessoas "engajadas" do país, que impunham bandeiras. As injustiças sociais são enfrentadas com vandalismo e o resultado parece se dar num vácuo, em que o governo não sabe bem o que fazer e a sociedade não sabe se deve/pode aprovar.
Se por um lado a reforma agrária, da maneira como querem os sem-terra, é utopia, por outro, as terras divididas entre/para os representantes do movimento continuam improdutivas, como se a eles bastassem uma decisão para desencadear outras invasões.
Ao que parece, os integrantes desse tipo de movimento são motivados não pelas necessidades básicas que enfrentam, mas pela busca da razão e do poder. Como se os ideiais preconizados no papel dessem lugar às necessidades pessoais de se impor, fazer valer a vontade, buscar interesses pessoais, mas disfarçados pela busca do bem comum.
Assim como vêm partem sem muito levar. Deixam 3 mil pés de laranja no chão, algumas máquinas destroçadas e um leve gosto na boca dos cidadãos de que têm razão, de que se não for dessa maneira o "sistema" não reage. O sistema responde: "Essa é uma situação que vem acontecendo sempre. O problema é que alguns grupos se excedem [...] Não há ameaça".
A constatação possível é que se correr o bicho não pega e se ficar o bicho não come.
Mustafá!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os que apoiam, permaneçam como se encontram!

Há alguns dias entrei numa discussão num blog de uma conhecida "virtual"*. Trata-se de um tema polêmico como uma moeda que gira sobre a mesa sem poder cair e mostrar uma única face: a lei antifumo. Não há uma só verdade. Não há uma só opinião. Quem tiver interesse que vá lá acompanhar a discussão.
Gostaria de fazer algumas considerações aqui para não ficar parecendo, como muitos podem pensar (e estão livres para isso!) que eu incito movimentos separatistas (rs).
Primeira: a máxima "o meu direito começa onde termina o direito do outro" não existe. É uma balela ostentada por quem acredita que justiça e direito são coisas muitos simples. Questões que envolvem direito não vêm cercadas por muros. Inúmeras vezes as questões são mais complexas e a liberdade de um é permeada pela liberdade do outro e, por isso, existem os tribunais e a jurisprudência. Caso contrário, somente as leis bastariam para que nos orientássemos em nossas relações sociais.
Segunda: dizer que a lei (especificamente a antifumo) é coisa para governador se eleger presidente é a maior demonstração de desconhecimento (e porque não de desinteresse) pelo processo legislativo do país. Muito embora algumas proposições tenham origem no executivo, é no Plenário (onde trabalham nossos representantes) que se discutem e se aprovam normas como essa. Lá nem todos são a favor ou contra, mas há discussão e votação e, não de certa, mas de toda forma, nossa vontade está lá impressa, pois foi esse o voto que depositamos nas urnas. A eles delegamos o poder de decisão em nosso nome. Se a escolha não foi ou não é bem feita, o problema é outro e o buraco, mais embaixo.
Terceira: decisões como essa não são baseadas em ideiais separatistas (mais rs), mas em estatísticas de atendimento em hospitais da rede pública, no valor gasto com campanhas antitabagismo, em interesse político também e em iniciativas de saúde, que os políticos - em cima de palanques - nos prometeram. Ingenuidade - ou síndrome de perseguição, não sei - pensar que só há um motivo (a marginalização de fumantes) para tal atitude. Seria fatalismo demais. Além disso, essa separação já é feita há um tempo: vide as alas de fumantes, já conhecidas em alguns ambientes de uso coletivo.
Quarta: É preciso conhecer, para depois opinar. Minha opinião é de que quem quer deve continuar fumando, mas essa atitude, por ser prejudicial à saúde de TODOS, deve ser regulamentada. Essa é só minha opinião. Não faço dela bandeira e nem grito ao mundo. Só o faço com pessoas que realmente amo e me importam.
Quinta: Discordar é preciso.
Mustafá!
*Recomendo a leitura diária!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Desordem permanente

Na confusão de se provar que Lina foi à Dilma quem entra em cena são os documentos arquivísticos. Na verdade, outros personagens entram também: o serviço de protocolo do Planalto, o banco de dados do sistema de segurança, backup de arquivo... "Ai, como eu adoro a gestão de documentos!".
No caso do Planalto: "Ai, como ela é mal feita!". Pensando bem, como ela tem motivo para ser mal feita. Culpa das circunstâncias...
Fato é que agora não importa mais se a Dilma sugeriu à Lina que as investigações deveriam ser apressadas, o que significa quase falar para elas serem encerradas. Também não importa o fato da pobre secretária ser afastada do cargo e, com ela, mais um monte de servidores de confiança. E que se exploda o que efetivamente aconteceu no Senado e o poder de seu presidente e, consequentemente, de sua família. Apertem os cintos: os documentos sumiram!
Não há registros desse encontro da Dilma com a Lina, não há anotações permanentes das placas dos veículos que circulam pelo Planalto, assim como não há nada de teórico no pronunciamento de Jucá, que diz que os documentos vão para o arquivo morto (sic).
Pobre arquivo esse do Planalto. Está morto e enterrado.
Aviso: não há como exumá-lo, foi cremado.
Mustafá!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Atos falhos

Eu não sei bem por quê, mas eu ainda me espanto com os escândalos nas casas políticas desse país. Um amigo meu disse que têm coisas que não podem ser mostradas mesmo e que democracia é uma utopia e emendou uma pergunta: "qual estado tem esse conceito avançado de democracia?".
Espera um pouquinho. Se alguém espera uma conduta x de você, e isto é estabelecido numa norma nacionalmente reconhecida, e se você age de maneira x, você não está fazendo nada "avançado" só porque os outros, regidos sobre a mesma norma, não o fazem. Você é alguém normal e ponto.
Se a democracia do país diz que os atos (lícitos e ilícitos) devem ser publicizados, nada mais normal que os atos sejam estampados nos diários oficiais. Sem palmas ou choros. Não há vantagem nenhuma em cumprir o determinado. Relevância talvez exista em cumprir além, mas isso passa a ser até questionável quando a maioria dos representantes - e o próprio nome já diz - se colocaram para servir em nome da sociedade.
Fato é que o conceito de democracia está muito deturpado em nossa sociedade. Democracia vai além do voto, da escolha do representante. Está nas participações em audiências públicas, em fóruns técnicos, nas propostas de normas que nós - cidadãos do mundo comum, ex oficio - podemos sugerir, na atuação em organizações da sociedade civil e por ai vai.
Fato é que o conceito de política se confunde com politicagem. A defesa do interesse coletivo várias vezes é suprimida em favor do interesse próprio. Ter um mordomo pago com o dinheiro público é um exemplo em meio a tantos que, somente o Senado - instituição em foco agora - vai nos dar.
São atos secretos, não pelo sigilo que as informações neles impressas carregam, mas pelas falhas que acobertam.
Mustafá!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ed - mármore - ira

Parafraseando Toquinho: "E com cinco ou seis 'mandatos' é fácil fazer um castelo..."
Mustafá!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Pandeirice eleitoral


Como eu abri com chave de ouro, não poderia fechar de outra maneira. W. de Castro é o candidato a vereador de BH mais sui generis que conheço...

O seu material de campanha é do tipo "do yourself". Você recebe um livrinho, corta em 10 e distribui para outros dez eleitores... [Ele é um folgado, digo, gênio!]

Em cada página do livrinho uma pérola:


CASO ISABELLA, CASO JOÃO HÉLIO, CASO TIM LOPES:

"Esta violência não pode continuar, por isso sou a favor da pena de morte"


"W. de Castro não participou do mensalão, não carregou dolar na cueca e nem se envolveu com o fundo de participação dos municípios"


"Você já ouviu falar que alguém tenha morrido por overdose de cannabis sativa?"


"O tabagismo causa câncer de pulmão, garganta, enfisema pulmonar, bronquite, impotência sexual, asma, doenças cardíacas e PRINCIPALMENTE o ronco que incomoda a pessoa que está dormindo a seu lado."


"Corrupção - pode. Alcoolismo - pode. Tabagismo - pode. Jogos de azar - pode. Pedofilia - pode. Desvio de verba - pode. Roubar - pode. Matar - pode. Porque não pode liberar a cannabis?"


"W. de Castro não tem nenhum imóvel registrado em seu nome, paga aluguel até hoje".


Meu Deus, por onde começar?


1- Não sou obrigado...

2- Pena de morte... Cannabis? Alou! Você é candidato municipal, "baixa a bola..." Quer transformar BH na Nova Amsterdã?

3- Adorei o senso de prioridade: pior do que câncer, só mesmo o ronco...

4- Paga aluguel... Se não foi capaz de administrar a própria vida com sucesso, imagina o que fará com a nossa...


É ou num é, ou num é? É!!!


Mustafá!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Música para pensamento

Mustafá!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As imagens te condenam (?)

Força nas urnas! Mustafá!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Eleições - época fértil!

Dispensa comentários!
Mustafá!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Direito de escolha...




Eu desgosto de um monte de coisas, é fato. Poucas, no entanto, irritam-me tanto quanto festa junina e eleições (sejam presidenciais/estaduais ou municipais). Se me virem feliz em festa junina é porque estou comendo e se me virem feliz em dia de eleição é porque no outro dia não terei mais que votar... Só isso!


Esse ano consegui ficar isento de festas juninas. Fui a só uma, mas fiquei menos de meia hora no local. Tempo de uma canjiquinha e nada mais. O pior: fui à festa junina e voltei com a fogueira dentro de mim, porque foi uma queimação no estômago que só São João, São Pedro, Santo Antônio e todos os outros santos de bandeirinha colorida pra darem conta...


Agora, com eleição não tem como escapar. Embora eu possa até justificar meu voto, eu tenho que aguentar os programas eleitorais, a planfetagem no centro da cidade, as promessas descabidas, as promessas cabidas que não se concretizarão, os debates, o excesso de preocupação com um processo que está todo minado, que é o processo democrático desse país... E segundo turno? Se eu tenho um candidado que perdeu logo de cara, o quê eu vou fazer nas urnas escolhendo gente que eu não queria desde o princípio?


Por mim, festa junina e eleição vinham tudo num mês só. De preferência junho. Que é frio, que tem os santos todos e que depois passa e vem férias, pra gente descansar de pular fogueira e clicar botões em urna. Por mim, voltava a tecnologia do papel nas urnas e do correio elegante a gente já enviava a nossa decisão eleitoral. Por mim o pau de sebo caia na cabeça de boa parte dos políticos desse país.


E tenho dito!


Apoiado, Ivo Lopes (piada interna).


Mustafá!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Utilidade pública

Eu não sou partidário. Depois de Lula deixei de acreditar que esse ou aquele partido solucionaria o problema do país. Depois de Lula, aliás, perdi a vontade de votar e a esperança de que a esquerda faria, como apregoara nas décadas de 60, 70, 80 e 90, alguma diferença. Fato é que tenho horror ao PSDB e adjacências, isso não nego. Mas de qualquer forma qualquer discussão deve ser embasada em argumentos. Estão ai:







Mustafá!