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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Verdade

"Não demorei para entender que, normalmente, o que as pessoas dizem não vale nada. Todos mentem para o outro ou para si e, quando falam dos outros, estão falando de si mesmos"

Gonzos e parafusos - Paula Parisot

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Sobre filmes, livros e terremotos que nos sacodem a vida


Só ontem assisti à adaptação do Ensaio sobre a cegueira. Já tinha lido o livro de Saramago e acho que a estória escrita me deixou mais perplexo e me fez refletir mais que o que foi para as telas. Engraçado pensar que só somos o que somos porque temos quem nos enxerga, quem nos avalia, quem nos julga. Assim, inertes nesse emaranhado de regras, princípios éticos, moral e bons costumes, enxergamos sempre no outro o certo e o errado, sem saber que o certo e o errado, se é que existem, escondem-se na escuridão da cegueira, dentro de gente mesmo... E é quando estamos sozinhos em nossa escuridão é que somos quem realmente somos...

Estou lendo o livro Caim, recém lançado por Saramago. No livro o autor reconta, à sua maneira atéia, a estória do rapaz que matou seu próprio irmão, seguindo a vontade de Deus. Atrelado às inúmeras críticas que o autor faz ao antigo testamento - até bem óbvias, diga-se de passagem - há a sua maneira ímpar de escrever e questionar sobre a existência de um deus e, principalmente, da existência de Deus tão mau a ponto de pedir a um pai que sacrifique seu filho.

Paralelo a isso, tenho evitado à assistir aos noticiários sobre o terremoto no Haiti. Não somos obrigados a ouvir aqueles gritos de terror e ver aquelas cenas do absurdo. Os olhares desolados, principalmente das crianças, ficam muito tempo em minha mente. A minha incapacidade de ser Zilda Arns e ir ao encontro dessas pessoas, faz com que eu fique, como os personagens de Saramago, cego diante de toda essa necessidade. Como o próprio Saramago, eu me questiono sobre a existência de um Coordenador do Mundo - que tudo pode, tudo vê e tudo sente - que permita tal acontecimento natural.

Que provações terão que passar os pobres haitianos para conseguir um lugar iluminado nos céus?

Mustafá!


(Na foto, a capa que mais me impressionou, seja pela força da imagem ou pela qualidade do trabalho de editoração).

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Último presente de 2009

AMIGO POETA

Poeta sem dono,
um eterno abandono
varrendo os dias
na manhã de ontem.
Plantando alegrias
no seu horizonte.
Poeta sem destino certo,
coração de menino esperto
e sonhador, acredita na vida
e busca no amor
a sua canção preferida.
Poeta, poeta,
nessas horas incertas és inspiração
ou apenas um vaga lume
qua apaga e acende a tua luz
nessa imensa escuridão.
Poeta, deita as tuas palavras
quietas no papel da minha emoção
e descreve o mundo com
a tua sensibilidade.
As vezes a tristeza é tanta,
que só quem canta o amor
que tu distribui é capaz de sorrir.
Poeta, amigo poeta,
muito obrigado por você existir . . .

(Raquel Mendes)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"E dos delírios os mais loucos"

"Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: e daí? Eu adoro voar!!!"
(Clarice Lispector)
Mustafá!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Para pensar


"Ó subalimentados do sonho, a poesia é pra comer!"
(Natália Corrêa)


Mustafá!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Verdade seja dita

"Uma boa doença vale por toda obra do Paulo Coelho"
José Saramago