Bem, podem dizer que estou cagado de urubu. Eu sei lá o que isso significa na prática literal, mas sei o que significa em tese. Eu sou muito azarado no que diz respeito às relações de consumo que estabeleço com esse mundo comercial existente nesse país que é do avesso.
Sobre o SAC # 3, eu entrei com um processo no Juizado Especial das Relações de Consumo. Embora a audiência esteja marcada para o dia 23 de setembro, sinto que não é a morosidade da Justiça, mas o acúmulo de problemas com consumidores que tem um Código de Defesa bem completo, mas que não encontra - na prática - uma eficácia assim tão garantida. Eu estou feliz, por outro lado, porque descobri que o Juizado em questão está quase fazendo gestão de documentos arquivísticos e que eu posso consultar o meu processo pela Internet. Já é um avanço companheiros!
:: SAC # 4
Mudei meu plano de celular e de operadora também. Sou Morto agora. Tenho um número limitado de minutos para falar, mas, em oposição, ganho um sem fim de créditos.
Detalhe: minha conta parcial no site é inteligível. Não consigo administrar o que gasto e como gasto com as informações que disponho e, além disso, a menina do call center, sem saber como me atender, sugeriu que eu retirasse o débito automático do Banco do Brasil.
Oi?
:: SAC # 5
No dia 13 de julho cancelei meu plano de saúde que tinha quando trabalhava na UFMG. De lá pra cá já me informaram que "tá tá tudo bem, pode ir embora", depois voltaram atrás e disseram que eu ainda pertencia ao Plano IFES e que o governo ainda dispensava R$50,00 mensais a meu favor e, depois que eu provei que eu já tinha pedido a exclusão desse plano e que "manemórta" que o Lula ia me pagar alguma coisa sem que eu tivesse o direito garantido por lei, eles me disseram que "é mesmo, é verdade, nós erramos" e finalmente me enviaram uma mensagem dizendo que "c'est fini".
Sabe o que eu encontrei no extrato da minha conta bancária? O agendamento do pagamento do plano de saúde para o dia 10.
Eu liguei para o call center de lá e eles disseram que eu ainda fazia parte do Plano IFES...
"Roda mundo, roda gigante, roda muinho, roda pião..."
Mustafá!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Sobre o óbvio

O estranho é que é difícil pra gente perceber que conselhos não existem. Eles são óbvios e o óbvio não existe. O obóvio... Todo mundo sabe como agir, todo mundo sabe o que quer e todo mundo sabe o seu limite e, principalmente, o seu limite com relação às atitudes do outro. Mas, em contrapartida, tem um monte de sentimento envolvido nessa maneira "correta" de agir. É amor, é pena, é dó, é felicidade, é hábito... Ai não faz sentido.
Ai vem o "trocar os pés pelas mãos" e, cinco segundos depois, aparece alguém dizendo pra você como agir e o que fazer quando isso acontece. O "quando isso acontece" já aconteceu e, portanto, parece tarde. O óbvio. Mas o óbvio não existe...
O que mais me surpreendeu quando eu comecei a fazer terapia é que a psicóloga não me dizia nada. Parece cômico, mas reside aí o cerne da coisa: ninguém tem que me dizer nada, porque eu vou continuar dando murro em ponta de faca até o momento em que eu – só eu – tiver sentimentos de menos, que me permitam uma mudança.
E o fato é que, por mais que minhas burradas sejam conscientes, parece que quem as comete não sou eu.
Sentimento é como bebida. Espere ele fazer todo o efeito e tudo voltará a ser feio e torto.
A vida é assim... Óbvia... Mas o óbvio não existe...
O que mais me surpreendeu quando eu comecei a fazer terapia é que a psicóloga não me dizia nada. Parece cômico, mas reside aí o cerne da coisa: ninguém tem que me dizer nada, porque eu vou continuar dando murro em ponta de faca até o momento em que eu – só eu – tiver sentimentos de menos, que me permitam uma mudança.
E o fato é que, por mais que minhas burradas sejam conscientes, parece que quem as comete não sou eu.
Sentimento é como bebida. Espere ele fazer todo o efeito e tudo voltará a ser feio e torto.
A vida é assim... Óbvia... Mas o óbvio não existe...
Mustafá!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ver, ouvir, pensar, calar...
Eu sempre tenho medo de falar de religião. Acho sempre arriscado julgar, com um olhar externo, os rituais que não pratico, os ritos que desconheço. Assistindo à novela Caminho das Índias, percebo-me rindo de alguns costumes nela representados, principalmente aqueles que confundem - ou fundem - religião e vida comum. Parece cômico aquilo que me é estranho. Talvez seja verdade a máxima da frase de Sampa, de Caetano Veloso: "é que Narciso acha feio o que não é espelho".
Recebi um email de um amigo hoje me indicando um blog: http://cleycianne.blogspot.com/. Nos primeiros cinco minutos eu ri demais e achei super engraçado. Distanciei-me um pouco. Passei a ter vergonha pela menina convertida. Distanciei-me mais ainda. Passei a ter asco sobre o que ela escrevia... Tenho vergonha, inclusive, de indicá-lo.
Estranho perceber que seres-humanos usam de suas religiões para dar voz àquilo que pensam. Fazem julgamentos com palavras bíblicas, condenando situações ou ações, quando na verdade sequer colocam Deus, Jesus, Jeová ou o que queiram, diante daquilo que julgam. Se o fizessem, provavelmente seriam menos preconceituosos. Se o fizessem, efetivamente, desistiriam de qualquer julgamento.
Pessoas assim se protegem com uma verdade presumida, distanciam-se de um mundo ao qual denominam "normal" e vivem como se nele não estivessem inseridas apontando as diferenças, condenando-as...
Nossos sorrisos diante da vaca da Índia querem dizer o mesmo. Esquecemos que o filho de Deus que acreditamos, era filho de um carpinteiro. Cômico, se não aliarmos ao que vemos àquilo que acreditamos.
Religião é fé, não julgamento. Fé cada um tem a sua...
Por falar nisso, li, recentemente, o livro "A cabana". Acho que é um livro pra ser lido em alguns momentos da vida em que se precisa de uma palavra de conforto. Fala de crença. Não é o tipo de leitura que me agrada, pois é o tipo de livro que quer dizer o que é certo, separando-o do errado, como se as duas coisas existissem. Mas recomendo a leitura. De qualquer forma é mais instrutivo do que o blog que indiquei acima. A Fer, a quem presentiei com o título em questão, fez maiores comentários sobre o livro.
Mustafá!
Recebi um email de um amigo hoje me indicando um blog: http://cleycianne.blogspot.com/. Nos primeiros cinco minutos eu ri demais e achei super engraçado. Distanciei-me um pouco. Passei a ter vergonha pela menina convertida. Distanciei-me mais ainda. Passei a ter asco sobre o que ela escrevia... Tenho vergonha, inclusive, de indicá-lo.
Estranho perceber que seres-humanos usam de suas religiões para dar voz àquilo que pensam. Fazem julgamentos com palavras bíblicas, condenando situações ou ações, quando na verdade sequer colocam Deus, Jesus, Jeová ou o que queiram, diante daquilo que julgam. Se o fizessem, provavelmente seriam menos preconceituosos. Se o fizessem, efetivamente, desistiriam de qualquer julgamento.
Pessoas assim se protegem com uma verdade presumida, distanciam-se de um mundo ao qual denominam "normal" e vivem como se nele não estivessem inseridas apontando as diferenças, condenando-as...
Nossos sorrisos diante da vaca da Índia querem dizer o mesmo. Esquecemos que o filho de Deus que acreditamos, era filho de um carpinteiro. Cômico, se não aliarmos ao que vemos àquilo que acreditamos.
Religião é fé, não julgamento. Fé cada um tem a sua...
Por falar nisso, li, recentemente, o livro "A cabana". Acho que é um livro pra ser lido em alguns momentos da vida em que se precisa de uma palavra de conforto. Fala de crença. Não é o tipo de leitura que me agrada, pois é o tipo de livro que quer dizer o que é certo, separando-o do errado, como se as duas coisas existissem. Mas recomendo a leitura. De qualquer forma é mais instrutivo do que o blog que indiquei acima. A Fer, a quem presentiei com o título em questão, fez maiores comentários sobre o livro.
Mustafá!
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terça-feira, 7 de julho de 2009
SAC! # 3
Leroy Merlin de #% é $*&¨!!!
Há um mês eu troquei o piso do meu apartamento. Não, não foi barato. Fato é que 16 (!) peças do porcelanato que eu escolhi ficaram mais claras que as outras. Não sou eu que encasquetei com isso. Todo mundo que chega enxerga a diferença.
Pois bem. Eu acionei a Leroy, que me vendeu o piso, e eles ficaram de trocar. Entraram em contato com a fábrica, que demorou semanas para entrar em contato. Me pediram para mandar fotos. Mandei. Veio o pedreiro da Leroy e tirou mais fotos e constatou o problema. Há um mês, a contar da visita do pedreiro, eu espero as peças que seriam trocadas. Há dois dias eu espero, de novo, a visita do pedreiro, que tem sempre um contratempo.
Hoje ele me ligou e disse que, para adiantar o processo (eu achei que não existisse esse verbo na Leroy), ele não vai levar o pedreiro que vai executar o trabalho na minha casa não e que assim que chegarem as peças (elas ainda não chegaram - estão pior que o enterro de MJ)eles aparecem na minha casa para fazer a troca.
Ah tá! Oi, simples assim... E meus móveis? E a sujeira? E quem vai vigiar esse movimento todo? E eu fico como: um dia chego em minha casa e ela está toda destruída?
A seguir, cenas do próximo capítulo...
Mustafá!
Há um mês eu troquei o piso do meu apartamento. Não, não foi barato. Fato é que 16 (!) peças do porcelanato que eu escolhi ficaram mais claras que as outras. Não sou eu que encasquetei com isso. Todo mundo que chega enxerga a diferença.
Pois bem. Eu acionei a Leroy, que me vendeu o piso, e eles ficaram de trocar. Entraram em contato com a fábrica, que demorou semanas para entrar em contato. Me pediram para mandar fotos. Mandei. Veio o pedreiro da Leroy e tirou mais fotos e constatou o problema. Há um mês, a contar da visita do pedreiro, eu espero as peças que seriam trocadas. Há dois dias eu espero, de novo, a visita do pedreiro, que tem sempre um contratempo.
Hoje ele me ligou e disse que, para adiantar o processo (eu achei que não existisse esse verbo na Leroy), ele não vai levar o pedreiro que vai executar o trabalho na minha casa não e que assim que chegarem as peças (elas ainda não chegaram - estão pior que o enterro de MJ)eles aparecem na minha casa para fazer a troca.
Ah tá! Oi, simples assim... E meus móveis? E a sujeira? E quem vai vigiar esse movimento todo? E eu fico como: um dia chego em minha casa e ela está toda destruída?
A seguir, cenas do próximo capítulo...
Mustafá!
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