quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Querido diário

Tá tudo bem, eu explico: tô sumido daqui porque estou de trabalho novo. Como assim? É isso mesmo, não sei se sou um workaholic arrependido ou assumido... Mas o que acontece é que entrei de férias na quinta-feira depois do carnaval e, desde então, peguei dois trabalhos de consultoria, alguns artigos para normalizar e muito estudo... E num é que, nesse meio tempo, recebi a oferta de trabalhar num projeto no Departamento de Computação da UFMG? To me achando... Aliás, to me partindo ao meio para acostumar com a rotina de sair às 7 da madrugada de casa e só voltar às 22h (praticamente já é outro dia, não acha? Eu acho...). É que hoje voltei ao trabalho na Faculdade de Direito. Ai já viu de um eu pulo pra outro e no intervalo: estudo... E respiro como disse e não desminto, no post anterior...
Nesse meio tempo também fui ao Torrão das Alterozas ver a família e ver que tudo continua como dantes, só eu mesmo que mudei e tô até conseguindo me manter quieto quando o assunto é a vida de outras pessoas da família... Isso pra mim é um sacrifício... Ana Luisa está cada vez mais linda e se sentindo a cantora... Tem que ver ela cantando a música da Júlia da novela da Portelinha, como ela fala... Num comentário sobre o filho da Júlia ela disse: "Parece com o Evilásio..." Bastou para entender que ela percebeu que o filho da personagem era mais negro... Dei altas risadas come ela. Ela é tão precoce que na segunda semana de aula já marcou um pirulito na conta da cantina...
Nesse meio tempo também discuti com a Ex-Síndica-Arrependida. Aliás, exercitei a minha cara blasé "fique olhando atentamente para pessoa falando insessantemente na sua frente, até que ela fique sem graça e se dê conta de que você evacuando e locomovendo pelo que ela fala"... Adoro pessoas idosas que não ocupam seu tempo... Sei do que ela precisa... Vai cheirar agulha pra ver se aprende a fazer crochê pra se distrair... Viu como me tornei uma pessoa melhor nesse sumiço?
Tô na pista pra negócio! Ainda não achei meu apê....
Quando der apareço!
Mustafá!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Páginas amarelas


VEJA: Leandro, o que você faz nas horas vagas?

LEANDRO: Eu respiro...


Mustafá!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Carnaval estranho

Anota ai, foi amelhor frase que li em blogs a respeito do carnaval desse ano:
"Eu acho que esse carnaval não valeu e deviam fazer outro, seco, em março."
Há!
Bom findi...
Mustafá!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Amor no tempo de cócegas...


O que dá mais longevidade ao amor?
A distância física, essa que alimenta o sonho da gente, que transforma a pessoa amada na pessoa mais interessante, pelo simples fato de não tê-la ao nosso lado?
Acredito que sim... Não há amor que perdure à convivência. Convivência aumenta o respeito, o carinho, a companhia, mas amor não...
Por que eu estou falando isto? Porque eu assisti ao "O amor nos tempos do cólera". Eu e minha companheira de cinema atual, a Fer. Gostei muito e muito mesmo, mesmo sabendo que não há roteiro que consiga levar a essência de Gabriel Garcia Marquez à telona... Recomendo (que assistam ao filme e que corram, porque já deve estar saindo de cartaz).
Parêntese para o fato bizarro no final do filme... Uma mulher atacada pela qualidade do filme nos acompanha até a saída dizendo que vive uma estória parecida. Diz que seu primeiro amor ofereceu passagem, comida e roupa lavada para que ela vá para os EUA viver com ele o amor que interromperam. Ela está separada, mas como é muito católica, acha que só se ficar viúva poderá viver essa felicidade.
Eu, com essa mania de privilegiar a felicidade egoísta, já dei logo o conselho: "Racha fora! Pega a passagem e vai ser feliz. Deus não quer ninguém infeliz..."
Ela disse aos berros e de boca aberta para que nós percebemos sua ausência dentária: "Você acha Fernando?*".
Acho! E se eu chamasse Fernando então...
Ela se convenceu que não dá mais para adiar a felicidade... Foi gritando aos sete ventos sua estória de vida...
Depois dizem que eu é que sou exibido de ficar contando minha vida aqui no FdG.
Mustafá!

*Além de "outgoing" ela trocava o meu nome e o da Fernanda o tempo todo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Período de licença...

Venho, através desta, justificar a minha ausência por motivos de estar procurando um apartamento para comprar. Assim que eu estiver encontrando vou contando e quem estiver sabendo de alguma coisa me fala. Quero boa localização, bom preço e perto de tudo...
Atenciosamente,
Leandro Negreiros
Mustafá!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Bolsa-salafrário


País bom é esse. Acaba o carnaval, mas a folia continua... E como!

O caso do uso abusivo dos cartões de créditos oficiais não me impressiona. Aliás eu ficaria impressionado se eles tivessem sendo usados com cautela e adequadamente, visando o interesse público. Da regra à exceção, vivemos assim nesse país inerte, onde tudo poderia dar certo, mas tudo acaba com um som da bateria de uma escola de samba...

O que diferencia esses representantes do povo dos corruptos anônimos que desenbolsam alguns trocados do bolsa-família, bolsa-escola, bolsa-miséria, bolsa-descaso com os pobres, bolsa-assistencialismo, bolsa-tampar o sol com a peneira - além dos valores, é claro! - é o revestimento da função pública e o aval, de um certo modo, da lei. Primeiro porque não está claro quem pode ter e usar o cartão de crédito; depois porque também não está tão claro o valor que cada um, de acordo com suas funções políticas, pode gastar; e, além disso tudo, o que pode ser considerado despesas oficiais.

Ai fica difícil enquadrar a senhora que aluga carros com uma frequência acima do normal de uma mesma agência, o gasto excêntrico de uma senhorita num free shop, a tapioca do humilde senhor numa feira típica e, até mesmo, o bom gosto de um certo rei por carnes argentinas e frutas pra lá de frescas... Afinal de contas são políticos e as regalias lhes são de direito e os mesmos desconhecem os limites não impostos pela lei. Por quê? Porque bom senso é o que falta enquanto sobram contas e mais contas para o povo pagar.

Discutir os prejuízos causados com a não cobrança da CPMF pode ser muito mais interessante enquanto de baixo dos tapetes da Alvorada escondem-se resíduos da falta de ética, da imoralidade e da improbidade, que oneram os cofres públicos e, como consequência, competem com investimentos que poderiam ser feitos na saúde e na educação dos brasileiros...

Ouço o som do pandeiro em plena quarta-feira de cinzas. Cinzas. Deixo a metáfora de lado... Melhor não tripudiar...

É ou num é?

Mustafá!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A vida é essa...

Beto Carrero
Bento Carneiro
Tônica Carrero

Quando eu era criança eu achava que o Bento (que eu até então achava que era Beto) Carneiro, o Vampiro Brasileiro e o Beto Carreiro eram duas personagens de um mesmo ator. Ainda além, achava estranho no programa do Chico Anísio o Beto Carreiro ficar dando pinta... Quando descobri que um não era o outro e o outro não era um, me achei um idiota. Depois me achei verdadeiramente idiota por assistir aos dois, fosse os programas do Chico Anísio, fosse o Didi, em que o BC aparecia sempre e sempre igual. A mesma cara de surpresa eu tive hoje quando, ao ler a notícia de sua morte (não do Chico, mas do Carrero), descobri que ele tinha setenta anos. Que renew que nada, o negócio é ficar de roupa de couro dando chicotada em cima de cavalo*. Aliás, o negócio é montar a Disney Tupiniquim e ganhar muito dinheiro pra poder ficar dando chicotada em cima do cavalo tranqüilamente. Isso sim faz bem pra cutis...

Ah, pelo menos eu não achava que ele era filho da Tônia Carrero...

Bom carnaval pros que ficaram...

Mustafá!
*Essa frase fora de contexto é um perigo...