sábado, 30 de julho de 2005

.:MOMENTOS COM PESSOA:.


Estás só. Ninguém o sabe.
(Ricardo Reis)

"Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada".




Mustafá!

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Férias... (???)

Gente, é temporário, mas eu estou de férias (lógico que vocês não pensaram que fosse pra sempre, até porque, como diria Renato Russo: "o pra sempre, sempre acaba"). Bem, tenho que correr para o interiorrr antes que os dias de folga acabem, tô de volta na próxima quinta!!!
Fiquem sempre com Deus.
Mustafá de hoje, de sexta, do findi, de segunda, de terça e de quarta!!!
Até!!!

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Renilda que é mulher de verdade...


Chorei ontem ao assistir o depoimento de Renilda(o nome me lembra aquele produto da Avon). Belorizontina que é, não merecia tal situação. Desesperei-me com a singela frase de uma mãe desesperada, que acreditava no marido:
"Dei uma procuração a meu marido, como muitas mulheres no Brasil fazem. Se casou, você confia, ama e passa a ser do lar."*
Lágrimas a parte, tenho algumas considerações a fazer à Sra. Renilda, que deve ler o FdG entre um serviço de casa e outro :
Rê:
1- Tudo bem que você confiava no Valério, mas o fato de se casar com ele necessariamente não te obrigava a se tornar do lar, que, pra mim, é sinônimo de doméstica ou empregada. Nunca se anule por um marido;
2- Confie sempre desconfiando, principalmente no Valério, no José Dirceu e em qualquer pessoa envolvida com político que lhe aparecer na frente ou que durma com você;
3- Não tente a desculpa de boa mãe e se apresente como boa pagadeira, porque filho seu nenhum gastaria aquelas quantias e seu marido não conseguirá devolvê-las, a menos que ele não tenha gastado, o que acho pouco provável;
4- Já que você ama tanto o Valério, peça pra que ele te conte algumas coisas, pra que você não fique sabendo das notícias pelas bocas do Willian e da Fátima;
5- Será que você não quis dizer "dólar" ao invés de "do lar"?
6- Se precisar me liga hein? Não tenho muito dinheiro mas posso ver o que faço para uma mulher tão sofrida como você;
7- Ah! Eu acredito em você, no Valério, no José Dirceu (afinal nascemos na mesma cidade!), em todos os políticos, no Papai Noel; no Coelhinho da Páscoa; no Saci Pererê, na Cuca, enfim, todo mundo que é de verdade mesmo, ok?
Então é isso, Rê-nilllll-da, até mais...
Mustafá!
* Renilda de Souza, mulher de Marcos Valério, em depoimento à CPI mista dos correios, no dia 26/07/05.

terça-feira, 26 de julho de 2005

Direto do berço...


Recebi mais uma vez um email em que um cara que mora dos EUA está apavorado com as músicas de ninar brasileiras. Interessante essa constatação. Será que vem de um singelo "nana neném que a cuca vai pegar..." nossa mania (ou característica?) de só nos atentarmos ( e tomarmos atitude) para um fato quando somos ameaçados?
A minha resposta, pelo menos com o pouco que refleti sobre o assunto e pude constatar através da mensagem é: SIM! Além de preconceituosos (Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega essa menina que tem medo de careta..."), somos maldosos e não valorizamos a nossa fauna e nossa flora ("atirei o pau no gato..."), somos comodistas ("eu sou pobre, pobre, pobre, de marré, marré, marré. Eu sou pobre, pobre, pobre, de marré de si....") e, além de tudo isso, só reagimos quando coagidos ("quem não marchar direito, vai preso pro quartel").
Talvez um Roberto Jefferson e os envolvidos com o escândalo da corrupção (mais um!) sejam ameaças para as nossas escolhas eleitorais. Uma criança pedindo no semáforo, uma ameaça para nossos olhos pouco solidários. O desmatamento de nossas florestas, uma ameaça para a nossa respiração... E por aí vai!
Disseram-me que educação vem de berço, mas descobri que pró-atividade, ou seja, a capacidade de "se mexer" com as coisas e resolve-las, também.
"A canoa virou, quem deixou ela virar, foi por causa da (nome de pessoa: inclua-se aqui também!)que não soube remar".
Mustafá!

segunda-feira, 25 de julho de 2005

Minha vida na TV...


Perdi as contas de quantos programas são crias de Big Brother.
Tudo começou com a Casa dos Artistas, que de artistas não tinham muita coisa. De lá pra cá tornou-se uma febre com os aspirantes a artistas no Big Brother Brasil 1, 2, 3, 4 e lá vai pedrada e não parou mais...
Ontem, numa rápida sapeada pela programação domingueira (que diga-se de passagem é pra lá de chata) eu pude verificar que tem filhote de BBB pra tudo quanto é lado: "O aprendiz", com o [hilário/bizarro/mau/ex-da-Eliane/ex-da-Galisteu] Roberto Justus, em que alguns participantes levam "umas" na cara pelo apresentador e competem por um emprego em sua empresa; tem outro "alguma coisa 10" na Band, em que alguns garotos competem para serem o melhor jogador de futebol ou algo assim; tem um que eu nem sei mais se ainda passa no SBT, em que a antiga Casa dos Artistas vira um spa para gordos de, literalmente, peso (risos); vida de boxeadores no People and Arts; e acabei de ler uma notícia que o SBT vai lançar o "Casamento à moda antiga", em que encalhados terão seus pretendentes escolhidos pelos parentes durante o programa... Enfim é vida ao vivo pra onde quer que se olha...
Pergunto-me aonde vamos parar. Será que é tão interessante mesmo analisar a vida, o sofrimento, o sentimento e a intimidade alheia? Será que esqueceremos por fim de nossas próprias vidas para nos dedicarmos a espiar a do outro? Será que seremos nós os próximos a serem assistidos pelo país (quiçá pelo mundo)? Ai que medo...
Quero minha vida só pra mim!!! E não quero a vida de ninguém!!!
Mustafá!
OBS> por falar em vida ao vivo, colocaremos (Juliana, ElBuesta e Eu) a partir de agora, flashes da nossa no flog: Três por uns. Tem link aqui no FdG, do lado direito...

sábado, 23 de julho de 2005

.:MOMENTOS COM PESSOA:.

Autopsicografia
(Fernando Pessoa)

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
***
Poesia bonita, simples, quase que ingênua, se não fosse do mestre Pessoa, que captou táo bem a alma do poeta, que também o é.
Hoje vou a um show do Los Hermanos, no Mix Garden.
Bom findi!
Mustafá!

sexta-feira, 22 de julho de 2005

Deu no jornal...


Durante o final de semana passado mantive longas conversas com o Eron, um amigo que mora em São Lourenço (cidade do Circuito das Águas), a respeito do que gosto de escrever, o que cabe e o que não cabe aqui nesse Fundo de Gaveta. Garoto esperto que é, ele me enviou algumas reportagens e, pelo que observei, ele captou o espírito desse blog. Como hoje o dia foi mais que normal, reproduzo aqui algumas delas:
Japão lança robô que faz dança de salão. Cada vez mais solitárias, as pessoas buscam maneiras de realizar seus desejos através de uma máquina. Dificil de imaginar o calor humano substituído, impossível!
Marido queima meio milhão de euros após discutir com mulher. Olha na situação em que me encontro eu queimaria a mulher, sem dúvida, dinheiro é bom, eu gosto, mas tá difícil viu! Esse além de louco não só rasga como queima dinheiro...
Rede de fast food apresenta... o hambúrguer de baleia. É super fast, mas se acabar o produto, é só dar uma corridinha, pegar uma baleia, prepará-la e fazer o hamburguer, rapidão...
Noivas desesperadas assaltam loja de vestidos na Inglaterra. Mulheres do tipo "caça-marido" que, enfim, caçaram um, mas falta ainda o vestido... Muito bizarro...
Digamos que o FdG não seja assim tão bizarro, mas o Eron se tornou, obviamente, mais um representane do FdG no Sul de Minas...
Bom findi!
Mustafás tablóides!

quinta-feira, 21 de julho de 2005

30 minutos...


Um dia tomado pela certeza de que algo de bom me guiava ontem quando, ao sair da biblioteca da Faculdade de Direito, não encontro com os ladrões que assaltaram o Banco do Brasil que existe logo acima da entrada da biblioteca. Ufa! Já tinha ouvido falar em estar no momento exato e no lugar exato, mas nunca me ocorreu a expressão "não estar no lugar exato e nem na hora exata", ufa de novo!
Fiquei pensando, quase que filosofando, sobre o que pode ter ocorrido: livre arbítrio (escolher sair e não fazer hora besta, ou melhor, extra?); um sinal de Deus, ou seja, Ele não me queria lá, por isso eu saí e não era o meu momento de ser refém de nenhum assalto; ou ainda a simples conclusão de que se a biblioteca fecha às 19 horas, o que diabos estaria eu fazendo lá às 19 e 30, horário do ocorrido?
A primeira idéia é intuitiva demais, não faz meu gênero. Eu creio na segunda idéia, mas a acho cômoda demais, não creio que Deus cuide de tantas vidas assim, há vidas mais importantes que a minha, pessoas que correm mais perigo que eu e que merecem mais atenções divinas. A terceira idéia é a que me fala mais alto...
Só sei que não fico um minuto a mais do meu horário de trabalho, vai que o ladrão sabe o horário de funcionamento da biblioteca e não quer cruzar com nenhum usuário e/ou bibliotecário no seu caminho para o crime.
Não digam que isso é síndrome de funcionário público (que cinco minutos antes já está arrumado para ir embora). Isso é síndrome do pânico (que cinco minutos antes faz muita diferença: de vida, de morte ou de susto!).
Mustafá!

quarta-feira, 20 de julho de 2005

"'ll be there for you"*


Hoje é dia do amigo. Que bom, queria poder comemorar com todos os meus amigos essa data, mas - que a nossa amizade não enfraqueça! - estou muito longe deles, ou pelo menos da maioria.
Tenho algumas definições sobre amigo: amigo é aquele que podia ser nosso irmão, mas nunca dividiu o mesmo útero que a gente; amigo é aquele que podia ser nosso chefe, mas ele seria incapaz de nos punir por um atraso; amigo é aquele nos empresta o ouvido, a boca, o sentimento, o ombro e até o dinheiro; amigo é aquele que sorri sem compromisso, mas que cobra gargalhadas quando conta estória sem graça; amigo é aquele que tanto faz como tanto fez, desde que esteja junto e de preferência bêbado; amigo é aquele que faz tão bem uma bagunça quanto arruma a desordem no coração da gente; amigo é aquele que faz da conta de telefone um muro de lamentações, mas nem por isso fica ausente, apesar da distância; amigo é aquele que lembra do seu tombo mais engraçado e ainda por cima mija nas calças de tanto rir da sua cara, mas se você cair de novo ele vai estar lá pra te levantar e depois "raxar os bico" again; amigo é aquele que fala um monte de bobagem e transforma aquilo em dialeto da turma, pra tudo se tornar ainda mais engraçado; amigo é aquele que curte uma grande balada ou um fim de noite danado de frio numa cidadezinha do interior; amigo é aquele que consegue fazer um churrasco de pão com alho só pela desculpa de ficar todo mundo junto e beber unido; amigo é aquele que faz programa de índio e acredita, do fundo da alma, do Fundo da Gaveta, que é o melhor que está tendo... Amigo, definitivamente, é aquele que é amigo e ponto final.
Ponto final.
Mustafá!
*Música tema do seriado Friends.

terça-feira, 19 de julho de 2005

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas...*


Chico Buarque, num documentário que assisti, contou que, que na época em que lançou a música "Mulheres de Atenas", foi mal interpretado pelo movimento feminista (acredito que por algumas radicais mulheres desse movimento, temo pecar pela generalização). Para algumas delas a música era machista. Segundo o compositor era exatamente o contrário a mensagem que se queria transmitir. Era como uma denúncia de toda a submissão da mulher com relação ao homem. Um protesto às avessas, escrito brilhantemente pelas mãos de Chico.
Receio que, atualmente, ocorra exatamente o contrário. Atitutes "feministas" que soam como machistas. Vocês já devem ter visto a propaganda da Revista Cláudia, em que uma mulher abre a tampa de um produto com facilidade, mas fecha ao se lembrar que o marido está na sala de televisão (detalhe: sentado enquanto ela faz o almoço) esperando com sua força para ajudá-la no difícil trabalho de destampar um pote de um produto qualquer. No final alguma frase do tipo "seja forte sem perder a feminilidade".
No primeiro caso, o caso Buarque, a submissão é ponto de protesto. No segundo caso, o caso Cláudia, a fraqueza e a dependência é apontada como uma característica feminina. Com qual caso você ficaria?
Somos uma sociedade que, cultural e informacionalmente, é machista. Fácil de comprovar só dando uma olhada nas manchetes (ou imperativos?) das revistas femininas: "aprenda a enlouquecer seu homem na cama", "receitas fáceis para o fim de semana", "faça fácil", "como se vestir bem a noite", "como se vestir pra ir a feira"... Como se as mulheres estivessem precisando sempre aprender alguma coisa, como se faltasse conhecimento e as revistas servissem pra instruir, ensinar, fazer as vezes de um tutor. Aos homens reservado o noticário denso, às mulhres, as notícias água-com-açúcar e o aprendizado doméstico. Tudo isso mascarado por uma frase (clichê!) do tipo: "Chic é ser inteligente"**
Se tudo continuar como está, não se fará difícil concordar que as mulheres hoje em dia sõ como as mulheres de Atenas: "não têm gosto ou vontade, nem defeito nem qualidade, têm medo apenas..."
Mustafá!

*Mulheres de Atenas - Chico Buarque
** Marrie Clair (o site oficial está fora do ar)

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Trecho 1

"- Ela deve ter sido uma beleza de mulher, porque foi escolhida para se casar com um nobre (...), para dizer a verdade, um príncipe: o próprio filho do rei Hamor! O rei foi pessoalmente levar um generoso preço-de-noiva para Jacó, mas Simão e Levi não consideraram que fosse suficiente. Alegaram que a irmã havia sido raptada e violentada e que a honra da família fora aviltada. Fizeram tamanho alarido que o rei, curvando-se à grande paixão de seu filho pela filha de Lia, dobrou o preço-da-noiva. Ainda assim, meus tios nao se satisfizeram. Afirmavam que aquilo era parte de um ardil dos cananeus para Hamor se apoderar de tudo o que Jacó possuía. E então Simão e Levi tentataram desfazer o casamento, fazendo uma esigência que acharam que não seria aceita: a de que todos os homens da cidade fossem circuncidados, como os da tribo de Jacó haviam sido.
Agora vem a parte intrigante dessa história, e por causa disso às vezez tenho a impressão de que talvez não passe de uma lenda que as moças contam uma para outra. O príncipe aceitou a condição, deixou-se cortar! Ele, seu pai e todos os outros homens! Minhas primas dizem que isso é impossível, que nenhum homem é capaz de tanto amor assim. Na história, porém, o príncipe concordou. Ele e os outros homens da cidadde foram circuncidados.
(...) Duas noites depois, quando os homens ainda gemiam de dor, Simão e Levi entraram furtivamente na cidade e trucidaram o príncipe, o rei e todos os homens que encontraram dentro dos muros de Shechem. Roubaram também o gado e mulheres, e foi assim que Simão veio a ter uma esposa vinda de lá. Quando o filho deles descobriu a vilarina do pai, preferiu morrer e afogou-se.
- E o que foi feito da irmã? A que foi amada pelo príncipe?
- Isso é mistério. Acho que ela morreu de tristeza. Sarah fez uma canção dizendo que ela foi levada pela Rainha do Paraíso e transformada em uma estrela cadente.
- Alguém ainda se lembra do nome dela?
- Dinah. Gosto do som desse nome, não é lindo? Um dia, se eu tiver uma filha, vou chamá-la de Dinah".
(Trecho do livro A Tenda Vermelha, p. 371-372)
Fonte:
DIAMANT, Anita. A tenda vermelha. Rio de Janeiro: Sextante, 2001. 377p.

Trecho 2

Uma flor desabrochava ao amanhecer na água do tanque e enchia o jardim com um aroma almiscarado, tão intenso e penetrante que até os peixes e os patos pareceiam desfalecer. À noite, a flor muitas vezez murchava, mas o aroma perdurava. Cada vez mais fraco, porém nunca desaparecendo por completo. Dias mais tarde, o perfume do lótus ainda pairava no jardim. Passavam-se os meses, uma abelha pousava perto do lugar onde o lótus florescera e sua essência desprendia-se outra vez, momentânea mas inconstestável.
(...) Também é assim com as pessoas que são amadas. Basta algo insignificante como um som, um nome (...) para trazer de volta os incontáveis sorrisos e lágrimas, suspiros e sonhos de uma vida humana.
(Trecho do livro A Tenda Vermelha, p. 377)
Fonte:
DIAMANT, Anita. A tenda vermelha. Rio de Janeiro: Sextante, 2001. 377 p.
Mustafás literários!

sábado, 16 de julho de 2005

.:MOMENTOS COM PESSOA:.

A pálida luz da manhã de inverno
(Fernando Pessoa)

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais 'sperança, nem menos 'sperança sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.
No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu 'sperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
***
Dia de adeus no cais. El Buesta se foi para a Alemanha, chato né?! Mas prefiro quando as pessoas vão para voltar melhor... Recebi a notícia de uma morte. Um pai de uma amiga. Tenho medo da morte, mesmo porque tenho a sensação de que minha vida não compensou a vinda... Mas tudo bem... "A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim..."*
Mustafá!
*Lulu Santos

sexta-feira, 15 de julho de 2005

Ué, acenderam a luz?

Isso mesmo, atendendo a vários pedidos eu faço, num clique, que esse Fundo de Gaveta fique clarinho, clarinho... Até porque achar alguma coisa no fundo de uma gaveta naquela escuridão ficava muito mais difícil.
Espero que gostem muito. Eu aprovei a mudança e espero realizar algumas a mais, para melhorar sempre, que é bom e saudável. "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante".
Aceito ainda opiniões.
Mustafá, bom findi!

quinta-feira, 14 de julho de 2005

Entre Brasília e Bastilha...


Lula se atrasou, segundo o site Yahoo!Notcías, para o desfile militar em comemoração ao dia da Queda da Bastilha, na França, hoje de manhã.
Mas vamos por partes:
O que foi a queda da Bastilha? Aliás o que foi a Bastilha?
A Bastilha foi uma prisão para nobres ou letrados, adversários políticos e aqueles que se opunham ao governo ou mesmo à religião oficial francesa durante o reinado de Carlos VI, por volta de 1370. No dia 14 de julho a Bastilha abrigava apenas 7 prisioneiros, no entanto o povão invadiu o local e liberou geral! A importância da Queda da Bastilha reside no fato de que a partir desse momento a revolução conta com a presença das massas trabalhadoras, deixando de ser apenas um movimento onde deputados julgavam que poderiam eliminar o Antigo Regime apenas fazendo novas leis. Isso tudo durante a Revolução Francesa, cuja a história, aplicados leitores do Fundo de Gaveta devem saber.
Agora a pergunta que não quer calar: o que o nosso presidente está fazendo na França comemorando a Queda da Bastilha, quando vai faltar bastilhas aqui pra enquadrar seus companheiros de partido?
Lula está participando das comemorações do ano do Brasil na França (eu sei que isso merece no mínimo uns três ou quatro pontos de interrogação, mas fica pra próxima!) cujo o motivo eu nem sei e nem quero saber... Só li que ele foi muito aplaudido e recusou-se a responder algumas questões que envolviam a corrupção, a violência e o desenvolvimento da América Latina.
E o atraso?
Bem, o atraso é o que há de mais normal no momento do país. A CPI vai atrasar a apuração com certeza, o salário de muita gente vai atrasar, até o mensalão vai dar uma atrasada enquanto tudo não estiver abafado...
Enfim, o que importa um atraso em terras européias, para um país que já perdeu a hora há muito tempo?
Mustafá!
Fontes:

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Diálogo, ou melhor, um monólogo com a terceira idade

Hoje, quando vinha embora do trabalho, estava reclamando com minha vida sobre a “sem-gracesa” que ela tinha se tornado e pela falta de tema que por conseqüência ocorria no blog.

Parei no ponto de ônibus e nem me dei conta de que o tema estava ali ao meu lado. Um motorista com dificuldades para estacionar e minha “amiga” da terceira idade dispara:

- Nossa, imaginou se tivesse espaço? Que dificuldade ele tem para estacionar, hein? É por isso que eu nem saio mais de carro, parei de dirigir, tenho que dirigi para quem vai à minha direita, à minha esquerda, à frente e atrás!

Eu não consegui dizer uma palavra sequer, porque ela fechava os olhos e emendava:

- Aliás andar na rua também é cansativo. Eu sou do tempo que se andava nos passeios como se andava nas ruas de carro. Cada um na sua mão. Eu ando bem encostada, para que ninguém consiga me ultrapassar pela direita...

E ria, como se ser metódico fosse engraçado.

- Eu tenho raiva quando, numa esquina, dou de cara com desavisado que não sabe nem andar nas calçadas. Aí eu paro, firmo o pé e espero que ele bata em meus ombros e, de preferência, vá parar no meio da rua...

Eu comecei a ficar com medo daquela “guardiã dos bons costumes do trânsito no passeio”.
Meu ônibus chegou. Por um instante achei que fosse ter que me assentar perto daquela senhora, cuja velhice significava rancor, contrariedade e outras manias que não listo aqui. Mas não, entrei sozinho no ônibus e a deixei esbravejando outras coisas que não têm importância. Carreguei comigo a certeza que os exemplos de velhice que tenho em casa são bem melhores e que o conceito de ranzinza tinha, enfim, personificado-se.
Mustafá!

terça-feira, 12 de julho de 2005

É o fim...


Continuo nessa situação... Rezem por mim. Ah! E se puderem tirem esses tratores que não param de passar por cima de mim...
Musta!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Um último mustafá?


Sei que a ausência se tornou uma constante. É natural quando de dia tem trabalho, à noite tem farra e no findi tem viagem ineseperada pra Terrinha (a Virgínia Sobranceira!*). O que me rendeu? Um simples, ou melhor, o pior de todos os resfriados. Chegou como um tsunami, sem avisar e acabou com tudo. Não consigo me mexer... O pior é que tive que deixar um mensalão na farmácia. Nunca tem genérico para o que eu quero. Ô vida ingrata.
Tô com saudades de posts longs, de comentários engraçados e do tempo que eu tinha tempo. E do tempo que eu tinha saúde também.
Adorados leitores, compreendam. Desse Fundo de Gaveta, pelo menos hoje, sai o que restou do final de semana. Um eu todo acabado, fungando o nariz, com dor de garganta... A "metade arrancada de mim**"...
Fiquem com Deus e se nada de vida mais me restar, mustafá!
*Verso do hino de Virgínia.
**Trecho da música "Metade de mim" de Chico Buarque.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Tempo


Eu sei que o que me falta é tempo! Ele se esvai como na pintura de Dali. Estou sem tempo pra fazer um monte de coisa que gosto, para estar com um monte de gente legal, de poder conhecer muita gente legal. Preciso, urgentemente, de um tempo pra mim!
Mustafá! Bom findi...
Obs.: por motivo de força maior, amanha não terá MOMENTOS COM PESSOA, eu compenso na próxima semana, ok?!

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Um bilhete. Uma cobrança!

Ontem quando cheguei em casa percebi que recebemos uma cobrança. Isso mesmo. O dinheiro muda as pessoas. Do Carmo (de agora em diante Ducarmo, como ela mesma assinou) que semana passada se juntou a mim para um "vai-quem-güenta" nessa vida, deixou-nos um bilhete quase mal-criado, que eu transcrevo aqui nesse Fundo de Gaveta (com alguns comentários entre colchetes):
"Elton [um dos devedores] se vocês viajar deixe o dinheiro da minha conduções [são muitas afinal, né? Duas por dia, 16 por mês] que quinta-feira eu pego. Obrigado Ass: Ducarmo"
Confesso que esquecemos de deixar o dinheiro da "conduções" dela, mas ela também esqueceu que havia faltado um dia em junho, o que significa que ela ainda tinha dinheiro para a "conduções" de ontem.
Mas tudo bem. Devemos, não negamos, pagamos na quinta! Ducarmo, depois dessa apunhalada, receberá seu dinheiro e seguirá feliz a sua vida, pois como havíamos combinado semana passada, "tudo, tudo, vai dar pé"...
E a vida é uma comédia, agora com legendas...
Mustafá!

terça-feira, 5 de julho de 2005

Música para distração...

Continuo nessa vida de "ok2005" e leituras de códigos de barra, ou seja, nada que uma música não distraia. Acabei ouvindo com mais atenção a música do Zeca Baleiro e gostei ainda mais do que antes:


Quase nada (zeca baleiro e alice ruiz)

"de você sei quase nada
pra onde vai ou porque veio
nem mesmo sei
qual é a parte da tua estrada
no meu caminho
será um atalho
ou um desvio
um rio raso
um passo em falso
um prato fundo
pra toda fome
que há no mundo
noite alta que revele
o passeio pela pele
dia claro madrugada
de nós dois não sei mais nada
se tudo passa como se explica
o amor que fica nessa parada
amor que chega sem dar aviso
não é preciso saber mais nada"
Mustafá!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Eu, Chaplin

Hoje tive um dia do tipo "Tempos modernos". Estamos trabalhando no balanço da Biblioteca da Faculdade de Direito e tudo o que tenho que fazer é ler o código de barras dos livros e colocar um "ok2005" em cada um deles...
Foi inevitável na hora do almoço, quando fui trocar uma camisa que havia comprado, o senhor pediu para que eu assinasse um papel e o que eu coloquei: "ok2005", só faltou ler o código de barras...
Parafraseando Drummond: "Eta vida besta meu Deus!".
Mustafá! ok2005

sexta-feira, 1 de julho de 2005

.:MOMENTOS COM PESSOA:.

Hoje, devido a pressa do dia, o Momentos com Pessoa, tornar-se-á um Momentinho com Pessoa. Os heterônimos mais importantes foram apresentados. Por isso agora seguir-se-ão vários poemas esparsos que leio durante a semana e os escolho para publicar aqui no Fundo de Gaveta. Gostei muito desse. É rápido e divertido, como as melhores coisas da vida...

Pouco me Importa

Pouco me importa.
Pouco me importa o que?
Não sei: pouco me importa.
(Alberto Caeiro)
Mustafá!

Foto pouco me importa do dia!

Por falar nisso...

Hoje constatei que, para algumas pessoas, mais importante do que elas não fazerem nada, é que você faça muito para elas poderem criticar. Ô vidinha sanguinolenta... Mas li ontem num carro e a sabedoria popular, mais uma vez, complementa meu achismo: "A sua inveja é a razão do meu sucesso"! Preferia, no lugar de razão, colocar a palavra "consequência", mas quem sou eu pra isso?
Por falar em sucesso aquela estória do mensalão voltou hoje nas conversas do meu dia. Tem gente que acha que corrupção é d.L. (leia-se: depois de Lula). Minha gente: é a.C (antes de Collor), dte. FHC (durante Fernando Henrique Cardoso), dte. L. (durante Lula) e s.s. (será sempre). Esse país, definitivamente não é sério... Basta ver as pessoas rindo e exigindo o mensalão pra todo canto. Recebi um email legal hoje: leiam!
Lembram do post querida vizinha? Pois é, quatro a zero não significa muita comida na mesa de brasileiro, nem melhora a relação Brasil/Argentina, ao contrário. Mas fala a verdade: ganhar de argentino é a MELHOR COISA DO MUNDO!!! (desculpe a comemoração tardia, mas com o aniversário do Fundo fiquei assim meio perdido). Por falar nisso, obrigado pelas mensagens no "coment", os emails, cartas, presentes e tudo o que me foi enviado nessa data tão festiva como a de ontem... Deus dê em dobro a vocês (risos)!
Bom findi pra vocês, tô indo me divertir hoje porque esse findi será do capeta: muito trabalho pra terminar, ou melhor, pra começar!!!
Mustafá!