sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"E dos delírios os mais loucos"

"Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: e daí? Eu adoro voar!!!"
(Clarice Lispector)
Mustafá!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Da série Tio Coruja - 13

:: A PROFISSIONAL ::

Mônica perguntou pra Ana Luisa o que ela queria ser quando crescesse:
- Veterinária.
- Ah é?! E qual é o animal que você mais gosta?
- Rato.
Mustafá!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"A fórmula do amor..."

Recentemente, assisti a um programa que discutia relacionamento. Conversa vai e conversa vem, uma psicóloga disse mais ou menos o seguinte: As pessoas passam a vida inteira procurando a pessoa certa, mas deixam de entender que o ideal seria procurar ser a pessoa certa. Isso fez muito sentido pra mim e concordei logo de cara.
Um pouco mais de reflexão e alguns casos de amigos já me fazem ter dúvida do poder desse conselho. Será que procurar ser a pessoa certa é realmente condicionante para se ter um relacionamento ou para torná-lo duradouro?
Não sei se é o ritmo de vida que levamos, a velocidade da comunicação imposta, ou o vazio que se constrói dentro da gente nesse mundo tão cheio de possibilidades, mas acho que a tendência é que nossos relacionamentos fiquem cada vez mais frágeis e menos envolventes.
Não é uma ode aos casamentos arranjados e a vida inteira ao lado da pessoa que não amamos, como se dava antigamente. Mas, uma constatação de que a busca incessante por uma mudança que nos faça feliz é tão ineficaz quanto.
Uma atitude estranha, um pensamento não congruente, um hábito inconveniente, mesmo que recorrente, já nos fazem partir pra outra sem percebermos que características boas e ruins sempre existirão em seres humanos e que a não-convivência pode resultar num desconhecimento imenso sobre as boas possibilidades do outro e a frustrante sensação de deixar sempre as coisas por fazer.
Até que ponto acreditar que a pessoa com a qual nos relacionamos não é mais a pessoa certa é uma fuga para entendermos que o sentimento que temos é de cristal ou se desgasta facilmente porque não é verdadeiro?
Será que amor é química, a ponto de existir maior ou menor quantidade na vida das pessoas? E se for elemento, qual combinação terá? E se for um gás, é inútil tentar guardá-lo num recipiente, na busca vã de lutar contra a sua volatilidade?
Talvez Leoni ainda tenha muito que procurar...
Mustafá!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Da série Tio Coruja - 12


:: A CRÍTICA LITERÁRIA ::

Minha tia presenteou Ana Luisa com alguns livros que tinham páginas com quebra-cabeças. Depois de muito se divertir, Ana Luisa me pediu para que eu lesse para ela uma das estórias...

- Era um vez...

- Ah não, tio Leandro, que bobeira, toda estória começa com "era uma vez"...

Mustafá!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

E o êxodo continua

Creio que a grande diferença entre nós (animais) e as plantas é a capacidade de ir.
Alguns partem voando, outros partem marchando lentamente.
Desde o estouro de uma manada até uma migração de aves, todos os seres vivos, dotados de locomoção, não escapam à sina desse pequeno e doloroso verbo: ir.
Desde que nascemos, passamos a vida inteira indo, indo, indo... e vendo os outros irem também.

Viver é um caminho sem volta.

Acho que a morte seja a última estação dessa linha férrea.
Imagino que o paraíso deve se parecer com algo como a casa da avó no dia das mães. Cheia de gente, uma falação desenfreada na hora do almoço e, de tarde, todos descansam na varanda olhando a paisagem sem saber das horas.

O Paraíso é um lugar pra
FICAR!
(Esse texto é do Alan e continua um raciocínio que comecei há uns dois posts atrás, acho. Tem a mesma ideia e, talvez, o mesmo caminho de sentimento. Deve ser por isso que o escolhi como amigo. Mustafá!).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A difícil tarefa de se fazer um Movimento

Alguns integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) invadiram uma propriedade no interior de SP, derrubaram pés de laranja, destruíram tratores e equipamentos. Deixaram-na na manhã de ontem.
A notícia é mais um retrato de como os protestos são feitos no Brasil. As atitudes representam, na grande maioria das vezes, as ações praticadas pelas pessoas "engajadas" do país, que impunham bandeiras. As injustiças sociais são enfrentadas com vandalismo e o resultado parece se dar num vácuo, em que o governo não sabe bem o que fazer e a sociedade não sabe se deve/pode aprovar.
Se por um lado a reforma agrária, da maneira como querem os sem-terra, é utopia, por outro, as terras divididas entre/para os representantes do movimento continuam improdutivas, como se a eles bastassem uma decisão para desencadear outras invasões.
Ao que parece, os integrantes desse tipo de movimento são motivados não pelas necessidades básicas que enfrentam, mas pela busca da razão e do poder. Como se os ideiais preconizados no papel dessem lugar às necessidades pessoais de se impor, fazer valer a vontade, buscar interesses pessoais, mas disfarçados pela busca do bem comum.
Assim como vêm partem sem muito levar. Deixam 3 mil pés de laranja no chão, algumas máquinas destroçadas e um leve gosto na boca dos cidadãos de que têm razão, de que se não for dessa maneira o "sistema" não reage. O sistema responde: "Essa é uma situação que vem acontecendo sempre. O problema é que alguns grupos se excedem [...] Não há ameaça".
A constatação possível é que se correr o bicho não pega e se ficar o bicho não come.
Mustafá!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enquanto o ENEM não vem...

Mas o quê isso importa?
O que importa é que seremos a sede das Olimpíadas de 2016!!!!
É tetra, é tetra!!!!!!!!

Mustafá!