quarta-feira, 29 de abril de 2009

Da série Tio Coruja - 10

:: SOLETRANDO ::

Ana Luisa está aprendendo a soletrar.

Minha mãe ligou pra ela e, ao atender o telefone, ela disse:

- Oi vê-ó-vó!

Mustafá!

domingo, 19 de abril de 2009

SAC! # 2

ISTO FOI

No final de novembro eu fiz a assinatura da IstoÉ. Era uma promoção para quem tinha Visa e eu achei super barato – afinal nunca achei que 1 revista na banca valesse 9 reais e 52 revistas valessem 400 reais. Eu até poderia ter pensado no “barato que sai caro”, mas who cares?
Em dezembro já tive problemas. De lá pra cá toda semana eu tinha que ligar, porque senão, não recebia... Ai vocês já devem imaginar tem número da revista que eu tenho três exemplares, outros, não sei nem que capa.
Ódio mortal de quem quer que fosse o dono da IstoÉ eu tinha quando eu passava na banca e a revista já estava lá. Na minha casa? Quarta ou quinta, se chegasse... E minha comodidade?
Entre as barbaridades que eu escutei pelo telefone estão: “a culpa não é nossa, o nosso entregador que não cumpre os prazos” (mas eu lá fiz algum contrato com o entregador?) e “você pode estar solicitando que a gente faça uma entrega protocolada, mas ai tem que ter alguém na residência pra receber e o prazo de entrega é de sábado até quarta...” (ok, eu paro de trabalhar para esperar a IstoÉ!).
Eu fiz inúmeras reclamações e, quando eu trocava de atendente, eles diziam que não tinha nenhuma reclamação registrada. É claro, quem não consegue fazer uma entrega vai conseguir fazer uma anotação?
E era cada desculpa esfarrapada que dava até dó. Um dia a mulher teve a cara de pau de me dizer que era por causa da chuva. Gente, dá um guarda-chuva pro motoboy!
Liguei essa semana pra cancelar a assinatura. Quando a revista chegava com a noticia de três semanas atrás me dava até azia, então achei melhor cortar o mal pela raiz.
Não sei se eles ainda não registraram o cancelamento, mas a revista chegou hoje antes das dez...
Vai entender...
De qualquer forma a Editora3, responsável pela IstoÉ, não é uma empresa que merece a minha confiança. Eu sugiro que você também não deposite a sua...
Mustafá!

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A ponte que não existe


Existem várias coisas que separam o mundo possível e o mundo ideal. Várias delas são óbvias. A imaginação, a possibilidade, o incrível, a esperança... faz com que pisemos, vez ou outra, no mundo ideal. Naquele que habitaríamos sem reclamar. Por outro lado, os problemas, as arestas a serem aparadas, os pés e mãos atados, os limites, as paredes... faz com que estacionemos neste mundo que é bom, mas é o possível.
Esticar a mão talvez não nos faça alcançar o mundo ideal. Simplesmente gostar, simplesmente querer, simplesmente esperar não nos faz conquistar esse mundo perfeito que escolheríamos se esta oportunidade tivéssemos.
A distância do mundo possível ao ideal se chama preocupação. Será que vai dar certo? Será que vai melhorar? Será?!
O caminho do mundo possível ao ideal se percorre com a mente, mas o cansaço é refletido no corpo. Os ombros doem mais que as pernas. Eu não suportaria todas as dores do mundo possível. Assim como eu acho que não suportaria toda a felicidade do mundo ideal. Sou ser humano de um mundo possível e por isso preciso do sofrimento para crescer.
Tenho medo de não perceber o mundo ideal existente no mundo possível.
Mustafá!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Da série Tio Coruja - 9


::A consumidora::

Compramos uma sapatilha para Ana Luisa, que não serviu... Tinha ao menos um dedo para caber o pé. Ela disse:

- Olha, certinho! Linda.

Gustavo disse que iria mandar pra eu trocar aqui em BH. Ela disse:

- Não precisa, tio Gustavo, quando fizer 6 anos a sapatilha encolhe, daí serve...


::A religiosa::

Assistindo a encenação da paixão de Cristo alguém grita: “Satanás!”

Versão da Ana Luisa:

- Pai, teve uma hora que a mulher gritava: Santanás, santanás, santanás!!!

Mustafá!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Pra dançar créu..."


Na outra encadernação eu quero ser prático.Eu quero saber trocar chuveiro, bater prego, desmontar e montar o que eu quiser, subir e descer alturas variáveis como se em cima de uma gilete eu estivesse, abrir garrafa com a primeira mesa que me aparecer, enfim, olhar para o Magaiver e dizer: "Coitado!".
É que eu nasci amarrado sabe?
Tá bom, eu leio, interpreto, estudo, decoro, escrevo, penso, falo... Às vezes até como ninguém. Mas na hora de agir é um desastre.
As pessoas exercem fascinação em mim pela habilidade que elas tem nas mãos, pelo quão inteligente emocionais elas conseguem ser e pela facilidade com que elas resolvem os problemas que lhes aparecem.
Eu? Quanto tenho um problema? Eu penso, e penso, na maioria das vezes eu ponho no papel, para medir as consequências, e penso em todas elas, e meço, e risco, e penso... Quando decido, se decido, fico pensando ainda nas outras possibilidades.
Admiro gente que decide e não olha nem para o lado. Habilidade.
Pela formação da palavra seria a combinação de habil com idade.
Quem sabe com a idade...
Mustafá!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Para fatos, argumentos

Perguntei-me hoje sobre o porquê de tanta correria, de tanto trabalho, de tanto cansaço e de tanto sono pra colocar em dia...
Nesse meio tempo, o Clodovil morreu, o José Alencar voltou para o hospital, a dona da Daslu voltou para a cadeia, o Lula voltou a quebrar o protocolo... E eu?
Eu to na correria do curso de formação da Assembleia, do curso de português que vai me atualizar no "puxadinho" ortográfico, das aulas de especialização da PUC e com todos esses arquivos e documentos que insistem em bater na minha porta com a certeza de que eu não vou virar as costas para eles.
Se isso tudo não for justificativa para essas ausências impressas aqui no FdG, é pelo menos para a falta de inspiração para textos mais apurados.
Mustafá!