sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Questão bioética

"Com toda esta polêmica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar: Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone, é homossexual, está a masturbar-se ou se fudeu ?"
Mustafá! Bom findi!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O que a sua mente pode criar...

Mustafá!

sábado, 22 de setembro de 2007

O dia em que o "a" minúsculo sumiu...

a
PROCURA-SE
Personagens:
Sandra Mara (ou Jurema) - amiga e colega de trabalho
Leandro - o que vos fala
Cenário:
Casa de Afonso Pena, Anexo III - Faculdade de Direito
Texto:
- Leandro, meu "a" minúsculo sumiu!!!
- Como assim? Seu computador deve estar desconfigurado!
- Não, da minha máquina de datilografar!
- ????
- O "a" maiúsculo está funcionando, mas o minúsculo não!
- Da máquina de datilografar? A tecnologia está tão superada que as letras resolveram fugir aos poucos...
Mustf!
Parêntese:
Minha tia Ana Tereza, quando criança, dizia-me que letra maiúscula era a letra adulta. Sandra, portanto, tem uma letra A adulta a procura de sua filha. Quem encontrou, por gentileza, entregar na sacristia!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Pelas costas

Com o tempo - e só com ele - descobre-se que é possível confiar somente em nossos fios de cabelo...

Mesmo assim porque estão grudados, bem ao lado de onde ficam nossos melhores e piores pensamentos...

Eles estão careca de saber o que acontece no coração da gente...

Ai não adianta esperar boas reações das pessoas.

Compreensão, respeito e liberdade de pensamento.

Melhor não criar expectativas,

porque senão cabelo cai, ai nem eles...

Melhor não criar expectativas das coisas e, principalmente, das pessoas...

Castelos de areia quando caem dentro da gente são impossíveis de se reerguer verdadeiramente.

Traição, mesmo que não intencional, dói na alma.

Mustafá!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O tamanho do a-mar


Lembro quando minha mãe me apresentou o mar.

Eu nem era tão criança assim, mas acreditei que ele era infinito, como ela me falou.

Eu olhava aquela água em minha frente e só conseguia definir uma linha que era o mar em seu horizonte.

Ficava imaginando o sol, que ficava tão longe, mas tão longe, que era atrás do infinito que se escondia.

Eu acreditava no que os meus olhos viam e no que minha mãe falava. E isso era o suficiente.


Não sei se eu cresci, se o mar diminuiu ou se cruzar todo ele até chegar em outro continente já me mostrou que o mar não é infinito.

Que, apesar de ser longe, seu fim é logo ali, caso se vá de avião.


Descobri que infinito é amor de mãe e a imaginação da gente.

Mustafá!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

País do feijão com arroz


Renan Calheiros é, politicamente, inocente. Isso significa afirmar que agora será mais difícil ao Supremo Trbiunal Federal acusá-lo de enriquecimento ilícito e corrupção. Suas vacas continuarão sendo bodes espiatórios para lavagem absurda de dinheiro.

O fato do Senado o ter considerado inocente enfraquece as investigações e coloca à mercê da população a possibilidade que Renan volte daqui há 4 anos a se candidatar a um cargo político e que cidadãos desavisados (que somos na maioria) voltem a creditar nele seus votos.

Com Collor aconteceu o inverso. O Senado o condenou e o Supremo o absolveu. Na soma dessas parcelas o resultado é o mesmo: falsa punição ou inpunidade mascarada.

Não acabou em pizza. Acabou em feijão com arroz, que é prato de todos os dias nesse país do avesso.

Mustafá!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Faço minhas as palavras

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
(Clarice Lispector)
Mustafá!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Closed


Acho que estou fechado para balanço.

Como se precisasse contar em mim tudo o que é sentimento.

Como se precisasse contabilizar todas as minhas perdas e os meus ganhos.

Como se fosse preciso traçar outros caminhos, mesmo quando se quer continuar trilhando os antigos.

Dar o braço a torcer, como se a dor do mundo não fosse a minha, ou como se a minha dor importasse ao mundo...

Um nó na garganta que não se desfaz e a impressão que não dá pra entregar nas mãos do tempo a incumbência de desatá-lo.

Uma vontade imensa de decretar feriado nacional todos os dias, nublar a vida e ficar quieto e só.

Só.

Como se me bastassem meus travesseiros e o meu edredon.

Como se fosse possível ter somente a minha companhia.

Estou triste, a verdade é essa.

Mustafá!