segunda-feira, 31 de julho de 2006

Menina


Ana menina Luisa
Menina da língua do T
Ana do cabelo fino, como outras Anas da família
Luisa que fala "baleiês"

Ana menina Luisa
Menina do sorriso meigo
Ana do telefone, dizendo "quem é" a quem quer que ligue
Luisa do pirulito, da batatinha frita (mesmo quando cozida)

Ana menina Luisa
Menina do nosso sorriso
Ana dos nossos suspiros
Luisa de nossos carinhos, de nossa vaidade

Ana menina Luisa
Menina de nossos olhos
Ana da cor rosa
Luisa de nossos sentimentos mais ternos

Ana menina Luisa
Ana Luisa, menina.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Pausa para reflexão


"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém"
John Lennon

sábado, 22 de julho de 2006

Que babada, ops!, que babado...

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Evolução

Hoje dei um tempo com a minha dissertação e realizei um estudo empírico sobre o orkut, o qual resultou uma evolução histórico-funcional que eu vos apresento nesse momento:
O Orkut desde o início mostrou-se uma excelente ferramenta para contatos com velhos conhecidos, novas e interessantes pessoas... Enfim! Mas, de acordo com meus estudos, o Orkut está no seu terceiro estágio de evolução.
1- Estágio: Período denominado "Você se lembra?": grande momento para reencontrar virtualmente velhos amigos, rever os colegas da pré-escola, reunir pessoas que odeiam aquela sua professora de química, reencontrar velhos relacionamentos e descobrir que você deu uma sorte do caralho, porque aquela menina além de feia, pegava todo mundo... Período caracterizado por lágrimas, comunidades pra lá de piegas, grandes "bjos" e inundado por expressões do tipo "Ei me add aí, estudamos juntos, vc não se lembra?".
2- Estágio: Período denominado "Você também não sabia?": período conturbado por fofocas e disse-me-disse. Pessoas descobrem quem morreu, quem terminou o namoro, quem troca o status "namorando" diariamente, quem fez lipo, quem tá ficando com quem, quem bebeu demais na noite anterior e vomitou atrás na pia da cozinha de um amigo, quem é homo, quem é bi, quem é tri, quem é hexa... Período caracterizado por olhos arregalados, bocas abertas, comunidades "eu sei que você investiga os meus scraps", expressões do tipo "da uma olhada no profile dela e depois me conta" são muito comuns. Os scraps de peixinhos, macacos saltitantes, carrinhos feitos com os sinais de pontuação são utilizados como desculpa pra você aparecer nos scrapsbook alheios e dar uma espiadinha. O Orkut, nesse momento, ganhou apelidos: foforkut é o mais conhecido...
3 - Estágio: Período atual denominado: "Você não tem medo?": período em que todos morrem de medo de tudo o que está acontecendo no Orkut (pedofilia, sexo hardcore, assalto de senha, etc.) mas não desistem ainda arraigados pelos costumes do estágio anterior. Período caracterizado por ausência de scraps, comunidades que pregam a paz, o amor, a caridade e a falta de paciência com aquelas mensagens "vejam as fotos daquela festa, ficaram ótimas". Milhares de mensagem enchem a sua caixa postal salpicadas das palavras "cuidado". Na maioria das vezes os criminosos prometem roubar sua senha, utilizar seus scraps para descer a lenha em seus melhores amigos e roubar suas fotografias. Período também caracterizado por fotos menos íntimas nos álbuns (fotos de filhos, família e namoradas, dão lugar a de cachorros e paisagens).
Os estágio possuem limites muito tênues, assim como a linha histórica do tempo... Não, a evolução não acabou. A evolução não acabará.
Ainda não sabemos a que o Orkut veio. Como saberemos para onde vai?
Mustafá! Bom findi!
Obs.: Ontem foi aniversário da Ana. As fotos eu coloco aqui.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Memória dos ouvidos...


Músicas sempre fizeram parte da minha vida... Mais que isso. Se eu disser as músicas que ouço, sou capaz de dizer também a época, os acontecimentos, as lembranças, que vieram concomitantemente com o aparecimento dessas canções.
Eu posso me lembrar da música do Gonzaguinha que tocava quando me mudei para Belo Horizonte. Era 01 de agosto de 2000 e eu consigo lembrar a letra e a melodia partindo de um rádio de não sei onde e eu chegando... Chegando e ouvindo que era o momento de cuidar de mim sozinho, longe de meus pais... "Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta, que hoje eu me gosto muito mais, porque me entendo muito mais também". Foi a "ruptura" com meus pais, com a minha cidade, com meu jeito interiorano e foi a descoberta de uma pessoa mais amável, que podia fazer novos amigos, que era realmente responsável, que podia ir e vir, desde que soubesse das consequências de ir e vir... Essa música foi meu hino durante muito tempo... Mas passou...
Músicas me lembram sensações. Ouço uma canção e me vem à memória um fato, o que senti... É estranho... Eu não me esqueço do Vô Niquinho cantando "Nós, os carecas", batendo na caixa de fósforos... Ouvi-la atualmente, mesmo que seja nos programas mais bizarros, faz-me voltar a ser criança por instantes, faz voltar a ter coceiras no corpo por causa da grama e de nossas brincadeiras de lutinha ali ao lado do meu avô. Ele rindo, contando estórias que existiram e outras que só existiam na sua cabeça e na sua alma... Ele sempre no portão, sob o sol. "Nós, os carecas", traz me saudade aos ouvidos...
Descobri uma música recentemente. Ela, na verdade, descobriu-me, pois já existia antes de mim... Chama-se "Memória da péle", de João Bosco. Não a que ela se refere. Sei que se refere a minha vida, ao momento que eu estou vivendo agora... Só pode...
"Quando enfim juro que esqueci
Quem se lembra de você em mim, em mim
Não sou eu, sofro e sei
Não sou eu, finjo que não sei, não sou eu"
Mustafá!

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Desespero acadêmico


Gabei-me, até umas duas semanas atrás, que nunca, nunca mesmo eu tinha entrado em crise com meu curso. Desde a graduação eu sentia que era isso que eu queria, que era a profissão que não podia deixar de ser minha... Enfim... Depois acreditava o mesmo sobre o mestrado. Seguir carreira acadêmica, pesquisa, aulas, tornar-me professor. Tudo isso sempre me encantou e ainda me encanta. Mas, tenho que admitir, dividir ou desabafar: estou em crise com minha dissertação!!!
Primeiro: não consigo escrever. Nada me vem a cabeça. Quando vem é mais do mesmo... Quando não é, não consigo articular bem as palavras... E depois esse trem de dizer uma coisa e ter que referenciar quem já falou isso na literatura é um saco. Minha mesa começa muito bonitinha, de repente tem uns quinze livros abertos, mais umas 687 cópias de artigos de periódicos espalhadas para todo o canto. Esses dias achei um texto do José Maria Jardim no armário do banheiro!
Segundo: que negócio inexplicável e esse de metodologia??? Algum me ajuda, alguém me dê uma luz, mas não é de lampião não que eu já estou acostumado. Preciso de um holofote! Não sei se faço uma entrevista, se faço várias, se não faço, se pulo no Arrudas...
Terceiro: que sono é esse? Que atração é essa entre mim e o MSN? Entre mim e o Luxor? Entre mim e o Orkut? Entre mim e o telefone? Entre mim e as conversas sobre o nada e nunca sobre o problema de pesquisa, a hipótese, os objetivos e a porra da metodologia???!!!
Quarto: ah chega também! Não quero mais falar nisso...
Bom findi... Eu amanhã cedo levantarei para uma caminhada no escritório em meio aos 15 livros e os 687 artigos. À tarde, uma rápida passeada na Internet pesquisando outras referências. À noite, depois de muito escrever, cama, porque ninguém, apesar de tanto descanso, deixa de se cansar... Domingo? Reprise, porque vale a pena ver de novo...
Pra relaxar: Clique aqui!
Pra pensar: Clique aqui!
Pra terminar: Mustafá!

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Um dia para esquecer...


Digamos que meu dia de ontem não devesse ser registrado. Mas tudo é válido como experiência... Não sei ao certo qual lição tirar do acontecido, mas aconteceu...
Fui ao centro e, mesmo sabendo que minha carteira de dinheiro e documentos estava comigo dentro do ônibus, dei falta dela quando desci no ponto final. Voltei, pois achei que a tinha deixado cair, mas nada encontrei... Desespero total, porque todos os meus documentos (todos mesmo!), junto com os cartões de bancos e meu pobre dinheirinho, estavam dentro daquela carteira maldita!
Bloqueei os cartões naquelas rápidas ligações bancárias de 1 hora e meia. Fui até a delegacia mais próxima (dois bairros do meu) e fiz um boletim de ocorrência, vulgarmente conhecido como B.O. Tudo isso com a ajuda do Elbuesta que trouxe dinheiro, carro e uma orelha amiga para ouvir minhas lamentações...
Cheguei em casa e resolvi estrear o dvd/videokê do Queen. Cantamos horrores! Horreres mesmo... E, entre uma letra errada e um desafino, meu celular toca. Era do meu dentista que uma menina tinha procurado para tentar me localizar. Ufa! Era uma menina que tinha um amigo que tinha encontrado meu pertence no centro... Enfim, uma longa estória até que me encontraram...
Preciso afirmar que não tinha um tostão dentro da minha carteira?
O que são R$110, 00, não é mesmo?
Mustafá!
OBS.: Ana, seu dinheiro chega em... em... Dezembro!
Classificados:
Vende-se um boletim de ocorrência, com vários tipos de documentos especificados como furtados. Falar com o proprietário. Contato pelo "comment".

terça-feira, 11 de julho de 2006

Serviço de utilidade pública, no estilo Virgínia


Islene: "Alguém perdeu sua carteira com todos os seus documentos... A pessoa que encontrar e TIVER CONSCIÊNCIA, favor entregar na sacristia".
Mustafá!
Obs.: buá, buá, buá!

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Desfazer malas...

Uma semana longe... um único post na semana passada... muita coisa pra contar... muita coisa pra pensar...

Primeiro: chegaram as camisetas da promoção da Coca que o FdG participou! Muito bom! Digo camisetas, pois vieram duas. Uma por ter ficado nos primeiros lugares e outra por ainda ter subido mais uma posição... FdG é Top 10 mesmo... cresceu tanto que não caberá nas camisetas que são P, apesar de indicarem M. Talvez Ana Luiza, minha sobrinha, caiba dentro delas... Aff...

Lembram que falei da "basuca da paz"? Pois bem, centenas de cartas, e-mails e sinais de fumaça chegaram perguntando o que era isso. É isso:

Esse abajour com uma agulha na verdade se chama arguile, ou ainda narguile. Quem quiser saber mais é só clicar aqui. Nós experimentamos em SP, no Alibabar.

Tenho que admitir que nunca gostei muito de ir pra SJC, mas dessa vez foi bem legal... Deu muito tempo para estudar (parece que enfim minha dissertação descobriu o caminho; só não sei se é pedregoso, mas já é um destino), reencontrar velhos amigos (Polly me fez andar como antigamente, só não fomos na lotérica porque não sabíamos o caminho), conhecer pessoas diferentes e lugares legais (Pub Dunlunce), ficar muito tempo com meu irmão e da Moni e rir muito, muito mesmo...

Assisti ao filme "O libertino" com Johnny Depp. Pra falar a verdade a parte que eu fiquei acordado eu não entendi... Inclusive a parte que eu não entendi a Mônica tava dormindo... Ai ficou dificil...

Domingo fui assistir Garfield 2. Odeio continuações... Mas tudo vale a pena quando se está bem acompanhado... Aliás domingo foi um dia muito curto e tive a intenção de brigar com os ponteiros... Mas tudo bem...

Parem de me mandar e-mails com as conspirações da Copa do Mundo... O Brasil perdeu de si mesmo. Aliás, adorei a saída dos torcedores brasileiros: Torceram para o Brasil por paixão. Pra Portugal pelos idos tempos coloniais (se analisassemos bem não o faríamos). Pra Itália pela língua latina... Desculpas para não se perder a Copa de maneira alguma... Perdemos sim... Precisamos encontrar mais maneiras do país se destacar mundialmente...

O resto vou contando aos poucos... Preciso dormir, porque viajei a noite toda...

Mustafá!

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Sobre a estrela que não veio...

Decolar de BH e pousar em SP no último sábado pode ser a metáfora perfeita para essa idéia de ser hexa na Copa da Alemanha. A boa sensação de, por alguns instantes, estar nas nuvens, na iminência de se distanciar ainda mais dos outros países no mundo do esporte da bola no chão, dá lugar a decepção de colocar os pés novamente em terra firme e aceitar - mesmo com lágrimas - que fomos derrotados naquilo que acreditamos ser o nosso maior mérito: o futebol espetáculo...
O espetáculo não veio e, mesmo já tendo previsto isto aqui no FdG, fiquei decepcionado com essa "seleção" que não captou que sem harmonia e espírito de equipe, não há talento individual que resita. Não há grito de torcedor que fale mais algo que os interesses financeiros... Isso ficou claro. A culpa será do Parreira, do Roberto Carlos estático, do Zidanne... Nunca será da equipe que não existiu. Nunca será de nós mesmo que conferimos muita importância a esse campeonato mundial...
SP foi muito bom. Reencontrar amigos e conhecer outras pessoas legais é sempre muito bom... Fomos ao Alibabar e as fotos bêm em breve, provavelmente quando eu voltar para BH. Teve também a bazuca da paz... mas isso é outra estória para um post só... risos...
Lili e Ricardo continuam o casal mais comédia, Gabi continua a amiga sensata que pira a cabeça de vez em sempre, a Moni sacudiu a poeira e deu a volta por cima, e que volta! Nosso próximo destino é João Pessoa again! (Fabi vem também!!!).
Já estou em SJC, to só estudando e entro em contato com os amigos daqui aos poucos... Esperem... Estou numa lan house e o $ e o tempo dizem que eu preciso digitar: Mustafá!
Mustafá!