quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Mostre a língua pra ela!


Qual não foi o meu espanto hoje, pela manhã quando ao abrir meus e-mails, encontrar um e-mail anônimo, cujo endereço eletrônico não conheço, gritando aos sete ventos barbaridades quanto ao post de ontem.

A Sra. Ninguém (pois as pessoas dignas têm nome) disse que além da piada “de qualidade duvidosa”, usei uma foto do “calvário do Senhor” e que isso era, “no mínimo”, uma “blasfêmia”.

Várias considerações que se seguem:

Primeiro: FdG arrebentando! Popularidade, número de acessos, coments cada vez mais altos!!!

Segundo: Piadas dependem de nosso humor. A Sra. não achará graça em piada nenhuma (e olha que essa foi a melhorzinha que encontrei no rol das que a Sandra me manda!);

Terceiro: A foto utilizada não é a original. Ela deve ter se perdido em algum arquivo há muito tempo. A que utilizei é uma das várias montagens existentes para angariar fundos com a estória do Filho de Deus.

Quarto: “Blasfêmia” entra para a minha lista de palavras que envelheceram...

Quinto: O meu Deus, diferentemente do da Sra., permite que eu faça essas brincadeiras. Porque ele não é um Deus que castiga, que me oprime e que me causa medo. Ele não está escondido atrás de panos roxos de Semana Santa nos altares. Ele está do meu lado diariamente. É com ele que converso, com ele que eu me apego nos momentos de necessidade e de alegria. Ele não conhece blasfêmia. Ele é meu amigo e com amigos pode-se fazer piadas, eles também rirão. O meu Deus não exige que eu escreva sempre o nome dele com letras maiúsculas, porque amizades em que existe afeto, amor e cumplicidade verdadeiros não há necessidade desses detalhes.

Sexto: blasfêmia é o que fizeram as religiões em nome Dele com inúmeras pessoas e com o dinheiro alheio.
Mustafá!

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