quinta-feira, 30 de junho de 2005

E se fosse, foi!

E se de repente eu fizesse da minha vida uma grande gaveta e resolvesse destacar tudo aquilo que está no fundo dela?
Seriam muitos risos, seriam muitas lágrimas também.
Seriam risos frouxos, lágrimas contidas, espero.
Seriam amigos de longe e de perto que saberiam de tudo e ainda emitiriam comentários.
Seriam amigos, mas não seriam mais saudades, pois estaríamos, de alguma forma, próximos.
Seriam fotos bizarras, textos estranhos, pensamentos esdrúxulos, mas no fundo, bem no fundo, seria a vida por uma pequena janela da Internet.
Seriam pensamentos que se perderiam, que acompanhariam os calendários, que virariam passado assim quando o outro dia amanhecesse.
Mas seriam pensamentos meus, que eu dividiria com um leitor, mesmo o mais contrariado.
Seria um local onde eu colocaria o que agrada e o que presta, mas isso também desagrada e não presta. No fundo, no fundo de toda essa minha gaveta, é tudo uma única moeda que só tem um lado: o meu lado. Os outros lados estão nos coments e isso é o que faz a diferença.
Seria, seriam...

E foi.

Seis meses de Fundo de Gaveta.

Mustafá sempre!

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Morte e vida severina!*

"E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida). " - João Cabral de Melo Neto



Hoje eu coloquei preto para protestar contra a corrupção do país. Não encontrei com o Lula, com o José Dirceu ou com nenhum dos deputados que receberam o mensalão. Enfim, acho que meu protesto não surtiu o efeito que eu queria, mas de qualquer forma eu sou do povo ("eu sou o Zé Ninguém"**) e por isso pensei em contribuir com minha parte. Cidadão consciente eu, né?
Pois é, passei calor o dia inteiro. Aquele sol do centro de BH e aquela camiseta preta e eu me perguntando: "até quando?".
Estou cansado de ficar de luto por um país que parece que não quer ser ajudado. Um escândalo como esse e as pessoas se divertindo com o depoimento de um tal de Jefferson que posava de pura e santa acusando os demais políticos. Um absurdo desses com os cofres públicos e as pessoas rindo da situação - mais uma vez - parecendo que o problema só acontece em Brasília e não todos os dias em nossas prefeituras, embaixo de nossos narizes...
Saí de luto sim, porque estou triste, o candidato que eu votei morreu. Ele não sabe lidar com problemas sérios. Problemas que já existiam quando ele entrou, é verdade, mas que poderiam ser combatidos com veemência!
Mustafá!
*Título homônimo a obra de João Cabral de Melo Neto, de quem reproduzi um trecho.
**Zé Ninguém - Biquíni Cavadão.

terça-feira, 28 de junho de 2005

Sabedoria doméstica!

Hoje eu e Maria do Carmo, a empregada lá de casa (a mesma do cobrero de "largartixa"), tomamos uma decisão. Vamos cantar para os males espantar! É isso mesmo! Ela disse que vai deixar os "inxames" e os remédios de lado e que, de agora em diante, vai ser feliz. Chegou toda maquiada lá em casa hoje. Eu, por adesão e auto-crítica, tomei a decisão de segui-la. Vou parar de ter dó de mim mesmo e colocar meu bloco na avenida. Coloquei uma música bem alta e fui tratar de escrever um dos meus três artigos que preciso entregar até o final do semestre.
Não deu muito certo não. Tive que desligar pois não estava conseguindo reciocinar com a altura da música. O pior que quando desliguei estava lá a Maria do Carmo cantarolando e as letras do Zezé di Camargo não me inspiram....
Mas o importante é que estávamos felizes!!!
Mustafá!

sexta-feira, 24 de junho de 2005

.: MOMENTOS COM PESSOA:.

Álvaro de Campos
Fernando Pessoa nos informa que Álvaro de Campos (1890 - 1935?): "Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Escócia estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inatividade."
Campos, influenciado pelo simbolismo, ainda metrifica e rima. Escreve quadras, estrofes de quatro versos, de teor autobiográfico (como o exemplo a seguir) e se apresenta amargurado e insatisfeito: "Eu fingi que estudei engenharia. Vivi na Escócia. Visitei a Irlanda. Meu coração é uma avozinha que anda Pedindo esmolas às portas da alegria."
Fonte:
Heterônimos de Pessoa
Eu
Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito?
Incógnito?
Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado?
Sem dúvida...
Tenho um presente?
Sem dúvida...
Terei um futuro?
Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
Mustafá!
Obs: estou em Virgínia e, mesmo 10.000 graus a baixo de zero, arranjei um tempinho pra postar!!!

Enquanto isso no consultório... sentimental!

Hoje uma amiga me ligou dizendo que tinha terminado com o namorado. Disse-me ainda que foi como se tivesse desmarcado uma consulta.

Gostaria que todos os fins de relacionamentos fossem assim. Você liga, diz que não vai mais, que não quer mais e de preferência ainda fala com a secretária para não causar constrangimentos a(o) médico(a).

Sem aquele negócio de explica daqui, argumenta de lá. Sem choro, sem velas, sem muitas lamentações... Relacionamentos acabam mesmo: por falta de tempo, pela distância da clínica, pela falta de confiança no(a) doutor(a) e, principalmente, quando falta a doença paixão, aí sim não adianta marcar a consulta, porque não terá remédio mesmo.

A vida é, na verdade, muito mais fácil para aqueles que estão realmente decididos. Não vou mais e pronto. Marca alguém no meu horário!

Bom findi! Mustafá!



quinta-feira, 23 de junho de 2005

Saudade...

Hoje eu levantei sentindo saudade... Mesmo que o compositor tenha dito que “é melhor que caminhar vazio*”, preferia caminhar oco...
É ruim sentir saudade de quem não vai mais se ver, de coisa que não vai mais se ter, de momento que não vai se repetir. Dói, é estranho e entristece a gente!
Saudade é o pé-no-chão no rol de sentimentos que eu sinto. É como se me falassem: “desista, é impossível, não há mais tempo, não tem mais jeito, fique vivendo de lembranças...”. Não adianta sonhar com o reencontro, com a felicidade pra vivê-la do mesmo jeito como aquela vez, naquela época, com o que é passado. Passou, acabou. Resta-nos reviver na lembrança, mas dói, eu sei que dói, porque sinto.
Senti saudade de quando os problemas eram só de pai e de mãe. De quando eu acordava cedo em dia nublado e podia assistir Caverna do Dragão sem medo de perder o ônibus e não chegar a tempo. Da época que eu acordava sem o cumprimento do despertador. Nessa época eu não tinha conta em banco e era bem mais feliz. Saudade de conhecer as pessoas que eu encontrava na rua, saudade dos bom-dias, boa-tardes e boa-noites sinceros.
“Eu hoje tive um pesadelo e levantei a tempo, a tempo. Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com seu carinho, e lembrei de um tempo. Porque o passado me trás uma lembrança... do tempo em que eu era criança e o medo era motivo de choro, desculpa para um abraço ou um consolo**”

Mustafá!

*Sonhos – Peninha
**Poema - Cazuza

quarta-feira, 22 de junho de 2005

No balanço do busão

Dado que ultimamente passo metade do meu dia de um lado ao outro de Belo Horizonte e o pior: dentro de um ônibus, melhor ficou quando ele se transformou em biblioteca!

É isso mesmo, uma brilhante iniciativa da proponente do projeto "A tela e o texto", a Profa. Maria Antonieta Pereira, da Faculdade de Letras da UFMG, apoiada pela BHTrans (enfim algo de útil e preocupado com a sociedade), transformou minha uma hora de casa até a UFMG e mais meia hora da UFMG ao trabalho num prazeroso encontro com autores, personagens e estórias da literatura brasileira.

Os textos estão afixados nos bancos de maneira que parecem estar esperando o passageiro. Assim como quem entra, os textos pedem passagem: são curtos, divertidos, informativos... como toda boa literatura pode e deve ser... Dá vontade de pular de banco em banco, ou de texto em texto, como queiram...

Biblioteca dinâmica, literalmente em movimento, literatura em movimento. Era mais ou menos isso que eu queria com a crítica sobre a ABL ontem.

Estou gostando muito de dividir meu assento com Castro Alves, Bruno Brum, Thomaz Antonio Gonzaga... Gente finíssima... De ontem, de hoje, de sempre...
Adeus às conversas de cumadre!!!
Mustafá!

terça-feira, 21 de junho de 2005

Imortais?


Hoje é dia da Academia Brasileira de Letras. Esta entidade foi fundade em 1897 pelos escritores Machado de Assis e Lúcio de Mendonça, uma imitação tupiniquim da Academia Francesa de Letras. O propósito era - e ainda é (?) - de valorizar a literatura e a língua portuguesa (brasileira). Toda semana os “imortais” se reúnem para um chá na sede da instituição, no Rio de Janeiro onde eles discutem sobre literatura, língua portuguesa e outros temas da vida brasileira.
Eu me pergunto: por que uma organização como esta é tão elitista e distante do povo? Não encontro respostas... O fato de incluirem entre os imortais Paulo Coelho só significa que eles reconhecem que o cara vende muito, e muito mais que os outros, principalmente fora do país, e não que a literatura do povão, de massa, é também frequentadora do ABL.
Cultura, assim como tudo que instrui (incluindo bibliotecas, museus, teatros etc.), é objeto de luxo de nossas sociedades subdesenvolvidas.
Ao invés de vestirem uniformes de gala deveriam esses "imortais" pensarem e lutarem pelos mortais que falecem diariamente com a educação pública desse país, com o sucateamento das universidades federais, com a precariedade das bibliotecas e outras unidades informacionais, com a falta de oportunidade de comprar um livro, de ir ao teatro, de frequentar cinemas...
Parabéns àqueles que escrevem aquilo que poucos leêm!
Mustafá!

domingo, 19 de junho de 2005

Teatro!

Noites Brancas - divulgação

Fomos ao teatro. Assistimos a uma peça muito boa: Noites Brancas. Peça densa, que faz pensar... Difício aqui em BH. Valeu a pena...

sábado, 18 de junho de 2005

.:MOMENTOS COM PESSOA:.

Ricardo Reis (1887 - 1935?) é o segundo heterônimo de Fernando Pessoa apresentado aqui no Fundo de Gaveta. Se vocês se lembram o anterior, Alberto Caeiro, era um autodidata e se diferia muito de Ricardo Reis, pois este era um erudito que insistia na defesa dos valores tradicionais, tanto na literatura quanto na política. Segundo Pessoa: "Ricardo Reis nasceu no Porto. Educado em colégio de jesuítas, é médico e vive no Brasil desde 1919, pois expatriou-se espontaneamente por ser monárquico. É latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria."
A linguagem de Ricardo Reis é clássica. Usa um vocabulário erudito, seus poemas são metrificados e apresentam uma sintaxe rebuscada. É discipulo de Caeiro e seus poemas têm um tom alegre.

O poema que hoje aqui se apresenta é "Segue o teu destino", que cultiva a idéia de carpe diem (aproveite o dia) presente em vários de seus poemas.

Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
(Ricardo Reis)

Mutafá!

sexta-feira, 17 de junho de 2005

Fôrma e essência

Diferente ou semelhante?

Estávamos conversando outro dia, durante o intervalo das aulas enquanto tomávamos café, sobre o fato de encontrarmos pessoas semelhantes. Falei da minha “teoria” que o mundo poderia ser divido em pessoas parecidas, que tinham sido feitas com a mesma fôrma. Já percebeu? Vez ou outra encontro alguém que se assemelha a um amigo ou parente e não tem ligação nenhuma com quem quer que eu conheça. Pior, quando encontro alguém que se parece comigo. É estranho. Uma imagem no espelho do dia-a-dia.

Além do mais, acho que mesmo algumas pessoas não parecendo fisicamente, existem algumas que devem ter tomado a “essência” igual. Não é raro as vezes que encontro alguém que não tem o semblante igual a um conhecido meu, mas seu jeito de falar, de expressar, de gesticular e até mesmo frases, caras e bocas, são idênticos!

Será que existem tantos irmãos gêmeos que se separaram e não sabem? Será que antes de nascer escolhemos o líquido que vamos tomar, a “essência”, que vai determinar nossas características???

Se encontrarem companheiros meus de essência ou de fôrma, mandem abraços e lembranças... boas!!!
Sexta-feira, dia de elocubrações!!!
Bom findi! Mustafá!

ERRATA

Errei e, humildimente, confesso que foi um erro absurdo, pois no afã de fazer a pesquisa rapidamente, consultei uma única fonte que dizia ser de Padre Cícero a frase "o sertão vai virar mar" e não de Antônio Conselheiro, o líder de Canudos. Desculpem todos e obrigados àqueles que me corrigiram a tempo.
Para quem quiser saber mais sobre Antônio Conselheiro, o verdadeiro autor da frase citada no post "Profecia", é só clicar aqui!
Mustafá!

quinta-feira, 16 de junho de 2005

O que é informação?

Sei que poucos aqui estão interessados em saber quem é Capurro e Hjorland*. Sei também que muitos nunca pararam para pensar que conceito melhor explicaria o que é informação. Sei um monte de coisa, mas no fundo, recorro à filosofia e "socraticamente" afirmo que nada sei.
O que isso que nos forma, informa, perturba, motiva???? O que é isso que a própria palavra é indefinivél???
É desse mistério que estou vivendo, pois hoje, eu e meu colega Wilson - o amigo do náufrago -, vamos apresentar um texto que apresenta uns 7.895 conceitos de informação que ora convergem ora divergem, mas que no fundo só fazem dar nó nessa minha cabeça.
Gostaria da opinião de você, caro leitor: o que é informação? Convido a esse exercício complexo, que tem me consumido noite e dia essa semana.
Sem mais no momento e com muito no sentimento, despeço-me com dúvidas... quem não as tem?
Mustafá!
*Autores da Ciência da Informação.

quarta-feira, 15 de junho de 2005

Profecia

Acho que “padrinho padre Cícero” não tinha tanta idéia do que dizia com a frase, preconizada pela letra de “Sobradinho”, que o sertão viraria mar. Talvez ele só confiasse na trágica ganância do homem comum que não se preocupava com o desmatamento e outros absurdos que cometia contra a fauna e a flora. Não era possível ainda para o pobre vigário imaginar que a tecnologia ajudaria e o governo apoiaria esses desmandos com a natureza.
Ouvi recentemente sobre protestos quanto a transposição do rio São Francisco, o rio conhecido por cruzar grande parte do território brasileiro, unindo, num grande veio d’água, o interior do país. A idéia é de levar as águas do Velho Chico para regiões do semi-árido nordestino.
Segundo alguns artigos que li a idéia é infundável, pois não alcançaria seus objetivos, uma vez que o projeto prevê a chegada das águas a lugares que pouco dela necessitam. Não chegaria, portanto, às localidades mais necessitadas.
Esse empreendimento – não vejo outro substantivo para denominá-lo – é, a meu ver, como a Transamazônica, para impressionar: pelos números dos gastos, pela interferência na natureza, pelos objetivos que não alcançam, pela publicidade em épocas eleitorais... Talvez o sertão não vire mar, talvez nem dê tempo para isso...

Mustafá!
Sobradinho - Sá e Guarabira
Para formar opinião: Revista Turismo.

terça-feira, 14 de junho de 2005

Aceno, uma cena...

A foto mais esperada de todos os tempos:

Enviada pela Correspondente de SP - Polly Drumond. Valeu!

Mustafá!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2005

Lágrimas no tribunal

Um dos integrantes dos Jackson Five foi absolvido. O mais conhecido deles. Aquele que começou se destacando desde de criança pelo jeito irreverente de dançar e pela capacidade de movimentar multidões.
Ele ficou branco, afinou demasiadamente o nariz, mas nunca fez plásticas! Ele foi julgado, desafiou demasiadamente o amor de seus fãs, mas foi inocentado.
O resultado, após quatro meses de julgamento, foi favorável a Michael Jackson. Ele não abusou do menino com câncer, não o embebedou, não tentou sequestrá-lo e mantê-lo em sua casa. Pelo menos é isso que diz seu júri.
Há que se considerar dois pontos nessa estória, se é que algo possa ainda ser considerado depois do último acontecimento: a possibilidade da mãe do garoto ser uma aproveitadora e a probabilidade de Michael não ser tão inocente assim. Expor o garoto ao mundo, como aconteceu, não é atitude de uma mãe consciente, mas, apoiado na máxima de que onde há fumaça há fogo, algo de podre deve ter acontecido no reino de Neverland. Não conheço a mãe que, segundo os advogados de defesa, inventou as estórias para incriminar o pop star, mas conheço as excentricidades do cantor mais bizarro de todos os tempos, que cobre as faces dos próprios filhos, balança alguns nas janelas, cria um mundo a parte para reviver sua infância...
Ser inocentado por quatro crimes, a meu ver, não significa estar acima de qualquer suspeita. Ao contrário, nesse caso, significa calar, apagar, pagar para que as suspeitas estejam bem abaixo do tapete ou da cama.
Mustafá!

domingo, 12 de junho de 2005

Pelo Correio...


Hoje eu quero escrever uma carta de amor. Mesmo sabendo que “todas as cartas de amor são ridículas”*. Deixem-me ser ridículo ao menos hoje? Mesmo o sendo todos os dias inconscientemente?

E nessa carta porei todos os amores que tive e que não tive, porque tudo isso é amor também. Nela colocarei as paixões que pensei serem amor, isso é amor, na medida em que acreditamos e, mesmo ansiosa e rápida, a sensação é de amor.

Vou tomar banho, vou me perfumar muito, pentear os cabelos de lado, para que a carta leve consigo o melhor que eu pude ser e leve também o meu cheiro de sabonete e de saudade.

Vou caprichar na letra para todos pensarem que é amor verdadeiro, preocupado. Vou deixar uma vela acesa ao lado da minha escrivaninha para torná-la um altar, para colaborar com minha visão, para eu não perder de vista o meu amor...

Não vou errar e, se o fizer, apagarei rapidamente com a borracha. O amor esquece dos erros.

Não haverá pontos nem vírgulas. Amor não se parte ao meio, nem termina. Amor é sempre e se sempre for, só pode ser amor.

E depois da carta escrita, não sei se vou enviá-la! Amores são mais nossos do que de quem amamos... Ninguém saberá, na medida exata, o quanto amamos. Nunca! Nem nós mesmos.

Mas a carta ficará escrita para sempre. Com o selo que só o sentimento pode certificar. O amor não tem endereço nem destinatário.

O amor não passa por baixo da porta.

Mustafá! Feliz dia dos namorados!!!!
*Verso do poema "Poema" - Fernando Pessoa (Álvaro de Campos)

sábado, 11 de junho de 2005

Alberto Caeiro (1889 - 1915)

Fernando Pessoa teve vários heterônimos. Heterônimos são invenções de personagens completos pelos próprios autores, que têm uma biografia própria, estilos literários diferenciados, e que produzem uma obra paralela à do seu criador.
O primeiro heterônimo de Pessoa aqui apresentado será Alberto Caeiro. E nada melhor que o próprio Fernando Pessoa para contar a biografia do escritor que era um pedaço dele mesmo:

"Nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo. Não teve profissão, nem educação quase alguma, só instrução primária; morreram-lhe cedo o pai e a mãe, e deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos. Vivia com uma tia velha, tia avó. Morreu tuberculoso."

Mas é Alberto Caeiro quem afirma:

"
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos... Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é. Mas porque a amo, e amo-a por isso, Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem por que ama, nem o que é amar..."*

Caeiro escreve com a linguagem simples e o vocabulário limitado de um poeta camponês pouco letrado.
O trecho agora apresentado vem do poema “O poema do Menino Jesus”, em que Caeiro “cria” um Jesus mais humano, que vem à terra para com ele viver e conviver:
(Trecho)
“Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias”
(Alberto Caeiro)
Mustafá!
PS.: 1) Grande progresso em uma semana: de João Kleber a José Simão!
2) Plágio: do Lat. plagiu <>plagiato;cópia fraudulenta do trabalho de outrem que um autor apresenta como sua.
3) Isso, definitivamente, não ocorre aqui!

* Segundo poema de “O guardador de Rebanhos

sexta-feira, 10 de junho de 2005

Sobre cigarras...

Vocês conhecem Jean de La Fontaine ? Se sim, certamente conhecem sua fábula "A cigarra e a formiga". Se não, devem ao menos conhecer a fábula "A cigarra e a formiga".
Recebi, por email, uma versão mais que "aportuguesada", totalmente "abrasileirada" dessa fábula. Gostei e apresento aqui:
"Era uma vez uma formiga que trabalhava duro no sol escaldante de verão, construindo sua toca e acumulando suprimentos para o longo inverno que se aproximava. A cigarra pensou: Que idiota! E passou o verão dando gargalhadas, cantando e dançando como nunca. Ao chegar o inverno, a cigarra, tremendo de frio, armou uma barraca de lona na entrada da toca da formiga e convocou toda a imprensa para uma entrevista e exigiu explicações: Por que é permitido à formiga, uma toca aquecida e boa alimentação, enquanto as cigarras estão expostos ao frio e morrendo de fome? Todos os órgãos de imprensa compareceram à entrevista (SBT, BAND, ZERO HORA,,JORNAL DO BRASIL, ESTADÃO, REDE GLOBO, CNN e outros); tiraram muitas fotos da cigarra trêmula de frio e com sinais de desnutrição. As imagens dramáticas na televisão mostraram uma cigarra em deplorável condição, sentado num banquinho debaixo de uma barraca de plástico preto e mais adiante mostraram a formiga em sua toca confortável, com uma mesa farta e variada. O programa do Datena apresentou um quadro de 15 minutos, mostrando a cigarra cambaleante. O povo brasileiro ficou perplexo e chocado com o contraste. A BBC de Londres manda ao Brasil uma equipe para fazer uma reportagem especial a ser distribuída em rede para toda a Europa. A CBS nos EUA, interrompe uma entrevista coletiva sobre a guerra no Iraque, antes da entrega do Oscar para mostrar como anda a cidadania das cigarras. A notícia recebe apoio imediato de José Dirceu, com a ressalva de que os recursos devem ser dirigidos ao programa Fome Zero do governo Lula, e cogita uma Emenda Constitucional que aumente os impostos para as formigas e ainda obriga as comunidades a promover a integração social das cigarras. A formiga é multada por supostamente não entregar sua quota de folhas verdes ao Ministério das Folhas e não tendo como pagar todos os impostos e contribuições que foram apurados retroativamente, pede falência. A Câmara Federal instala uma comissão de inquérito para investigar a falência fraudulenta de inúmeras formigas abastadas. O Ministério das Folhas nomeia uma comissão de auditores fiscais suspeitando de que as formigas tenham desviado recursos do FF5 (folhas fresca nº 5 de Banco Central) e suspeitas de lavar folhas. A cigarra decide invadir a toca da formiga e lá acampa. A formiga pede ajuda da polícia e esta informa que não dispões de efetivo para atender ocorrências desta natureza e que também por orientação do Secretário de Segurança que deseja evitar confronto com os "SEM TOCAS". A formiga entra na justiça para obter a reintegração da toca , mas é negado, o juiz invocou um novo ramo do direito, "O ECONÔMICO" e sentencia que a formiga não provou a produtividade da Toca. O Ministério da Reforma Agrária desapropria a Toca da Formiga, por não cumprir sua função social e a entrega ao friorenta e desnutrida cigarra. O Ministério da Justiça examinando folhas do Jornal Última Hora, descobriu que a cigarra foi presa no passado, por promover algumas greves, assaltos e seqüestros (aliás chamados de crimes políticos), e conseguiu sua inclusão no grupo dos perseguidos políticos com direito à indenização federal e pensão vitalícia. E o verão está de volta. As formigas trabalham e as cigarras cantam e dançam..." (Autor espirituoso, porém desconhecido)
Mustafá e bom findi!

quinta-feira, 9 de junho de 2005

Querida vizinha...

Os argentinos vão para a Alemanha! Eles vão para a copa de 2006!!!

Estamos a um ano e um dia da início dos jogos mundiais de futebol com a triste notícia de que a Argentina já está classificada. Poderia ser o Chile, o Equador, o Peru, quem quer que fosse, menos a Argentina!!! A Argentina não! Não antes do Brasil. A rivalidade existente é tamanha demais para que nós assimilemos a derrota de ontem numa boa.

Ao final do jogo, começa-se a discussão sobre a economia argentina. Lembram como eles estavam mal há uns dois anos? A política lá também é tão complicada quanto a nossa. Os argentinos são muito petulantes. O tango é uma dança interessante. Os vinhos... Buenos Aires...

Todos esses assuntos vêm para encobrir a derrota no futebol. Brasileiro não está interessado na economia argentina, nem na política, talvez na beleza das argentinas. Não importa se eles dançam tango. Quem tem axé não se preocupa com outras danças de acasalamento. Nós gostamos mesmo é de cerveja! Espera aí! Buenos Aires não é a capital do Brasil???

O que importa, em se tratando de Brasil e Argentina, é futebol. Três a um suscita muito mais sentimentos do que qualquer fato socio-economico-politico-cultural que aconteça com nossa viznha.

A rivalidade existe. A inveja também. A cobiça também. E o ciúme sempre. Nos dois lados dessa moeda.
Mustafá!

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Da série músicas para preencher a falta de tempo para postar...

A Rita levou meu sorriso
No sorriso dela
Meu assunto
Levou junto com ela
E o que me é de direito
Arrancou-me do peito
E tem mais
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
Que papel!
Uma imagem de São Francisco
E um bom disco de Noel
A Rita matou nosso amor
De vingança
Nem herança deixou
Não levou um tostão
Porque não tinha não
Mas causou perdas e danos
Levou os meus planos
Meu pobres enganos
Os meus vinte anos
O meu coração
E além de tudo
Me deixou mudo
Um violão
A Rita (Chico Buarque/1965 )
Obs.: 1) Desculpem-me mas estou perdido em textos e num artigo que preciso escrever... A vida de mestrando é mais difícil do que eu imaginava...
2) Meu Deus, todas as pessoas com cara de inocente são portadoras de drogas??? Edinho, filho do eterno rei do futebol e Macaulay Culkin, o eterno primeiro amor!!!
Assim não pode, mustafá!

terça-feira, 7 de junho de 2005

Chorar sobre o leite derramado...

Tem mesada correndo solta no Planalto! E não é coisa pouca não! É trinta mil reais por mês!!! Coisa que em trintanos, como diria meu sábio avô, não receberia...
Segundo algumas notícias lamuriosas, o repasse de dinheiro era feito pelo governo federal, seja ele representado por quem quer que seja (Lula, Pallocci, Dirceu etc. etc. etc.), para os parlamentares da base aliada, com o intuito de angariar votos para os projetos a serem implementados...
Dizem que Lula chorou ao saber da situação que se instaurara em seu "governo" e em nota publicada na segunda-feira (ontem) afirmou que "foi com surpresa e indignação que o Partido dos Trabalhadores tomou conhecimento das declarações do deputado Roberto Jefferson, concedidas ao jornal Folha de S. Paulo, segundo as quais o nosso partido, através do tesoureiro Delúbio Soares, concedia uma mesada mensal de R$ 30 mil aos deputados do PL e do PP".
Mais uma vez, parece que Lula está alheio a tudo o que ocorre no Planalto Central do Brasil. Todos os seus pronunciamentos se referem a pessoas cujos cargos não foram escolhidos por ele, cujos contatos não foram mantidos por ele, cujas prestações de contas - por se tratarem de cargos de confiança - não foram feitas para ele. Tem sempre um indicado por Pallocci ou por José Dirceu... Não me lembro de, na tela da urna eletrônica, ter visto outras fotos além da foto de Lula. Votei no Luíz Inácio e não me arrependo disso. Mas gostaria de ver o Luiz Inácio dos tempos antigos, não esse Luiz Inácio de terno, que oferece rabada para estrangeiros e joga futebol aos finais de semana e sempre acaba se machucando. Gostaria de ver aquele rapaz simples que, num caixote, movimentava massas...
Queria alguém com decisões, capaz de se indignar diante de absurdos como esse de mesadas homéricas e não chorar... É preciso deixar de lado o "Lulinha Paz e Amor" e acreditar num "Lulinha Faz e Acontece".
Mustafá!

domingo, 5 de junho de 2005

Flash!

Chegaram as fotos do feriado:


Tem mais aqui!!!

Obs.: Tive que ligar para o bendido Anônimo, era aniversário dele, acreditam? Brigamos muito. Risos... Feliz aniversário pra ele de novo!

sábado, 4 de junho de 2005

.:MOMENTOS COM PESSOA:.



Fernando Antônio Nogueira Pessoa, para seus pais, familiares, amigos e para as redondezas de Lisboa. Fernando Pessoa, para o mundo, para a literatura, para os amantes de uma boa poesia. Seria somente um, ao nascer em 13 de junho de 1888, mas foi muitos, ao nascer outras vezes como Alberto Caieiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, ou ainda outros heterônimos não formalizados. Uma só pessoa não seria capaz de assinar todos os poemas que sairiam de uma só mente.

Vida discreta, com esparcos, mas valorosas contribuições em periódicos portugueses. Morte difícil e prematura, em 30 de novembro de 1935, aos 47 anos, vítima de tuberculose. Vive ainda nas publicações, nas páginas muitas vezes amareladas pelo tempo que não perdoa o passado, mas, sobretudo, vive ainda nas vozes daqueles que o declamam, nos olhos daqueles que o leêm, nos corações daqueles que o sentem.

Fica aqui então inaugurada a série: MOMENTOS COM PESSOA.

Para o primeiro momento, talvez um dos mais conhecidos poemas: Mar português. Além de carregar um verso repetido por várias pessoas (na maioria das vezes sem conhecimento) retrata o sentimento das mulheres que ficavam na praia a ver, literalmente, os navios dos bravos navegadores portugueses que saiam em busca de novas terras e que, em muitos momentos e por diversos motivos, não retornavam.

MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Eu escolho, você também pode...



Hoje, como vocês já devem ter acompanhado pelos comentários do post anterior, criticaram meu blog comparando-o com o programa do João Kleber. Coitado do João Kleber... Um programa tão instrutivo. Aliás todo programa é instrutivo, depende mesmo é do telespectador. Todo fundo de gaveta, seja esse ou não, é instrutivo, depende mesmo é do leitor. Existem outros fundos muito mais interessantes que esse, eu sei, mas esse pra mim é o melhor, porque é o meu, porque é o que eu tenho no momento, é o que eu posso oferecer e o faço de muito bom coração, do fundo da minha alma, do fundo da minha gaveta...

Gosto do programa do João Kleber, adoro o quadro Teste de Fidelidade. Adoro Big Brother, assisto, quando posso, novelas, curto um programa de fofoca nas tardes (sabe aqueles que você não entende muito para que serve?), pois é, serve pra mim também. Tudo de vez em quando, quando eu tô afim... Mas assisto também programas da Discovery, assisto Jô Soares Onze e Meia, assisto Jornal da Globo, em que as notícias - as mesmas! - são bem diferentes das do Jornal Nacional...Assisto Sem Censura, com a Leda e sua dicção... Enfim, tudo quando eu quero... Sou dono das minhas vontades e recomendo que os leitores do Fundo de Gaveta também o sejam... Outras gavetas existem é só sair clicando por aí... Peço que voltem sempre, é claro, não me abandonem, mas também só se o quiserem...

Assinem também sempre que fizerem comentários. É mais justo e elegante!
Amanhã, para quem quiser também, inaugurar-se-á o "MOMENTOS COM PESSOA", não percam...

Mustafá! Bom findi!

quinta-feira, 2 de junho de 2005

O tiro que saiu para os magnatas!

Lembram do ditado "pior é roubar e não poder carregar"? Fica decretado que, de agora em diante, o "pior é não poder revender"... Pelo menos para os pobres nove rapazes que roubaram um caminhão de roupas de grife em São Paulo no último sábado.
Isso que dá assaltar a Daslu. Pouquíssimas pessoas poderão ser os repassadores. Nem rico tem dinheiro pra comprar tanta coisa cara e igual ao que a gente vê todo dia em todas as lojas de qualquer shopping. Volto a afirmar, mais uma vez (outra vez, de novo), que a Daslu também não está interessada em vender roupa. Ela vende informação: a informação de que só algumas poucas - raras! - madames têm aquele casaco de vison, mesmo que centenas de casacos de visons existam nas outras lojas, mas não são Daslu; a informação de que só mulher entra nessa loja e que todas elas têm motoristas as esperando na porta e - não se admire! - se o carro mais simples for um Mercedes SLR. O que elas ainda não sabiam é que, apesar de tudo exclusivo, não existe ladrões exclusivos para aquilo que elas compram...
Pobres meninos ricos que foram roubar o "irroubável", aquilo que só poucas pessoas almejam, a futilidade da futilidade, o supérfluo do mais que supérfluo... Ricos meninos pobres, que aprenderam que roubar de pobre às vezes é mais lucrativo...
Pelo menos agora eles têm o título de "ladrões da Daslu"! Isso é pra poucos!
Mustafás dasludicos a todos!

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Sobre cartórios...

Estava eu tranqüilamente navegando pelo Orkut, o mundo dos amigos (ou será dos pseudo-amigos que gostam de ter muitos conhecidos para pensarem que são populares?) quando de um scrapbook (também vulgarmente conhecido como “páginas de recados”) a outro deparo-me com o seguinte nome: Khryssthyna!

Momento para muitas exclamações: !!!!!!!!!!.

Como uma mãe (ou um pai – pouco provável, risos) pode dar esse nome a uma pessoa? O que ela(e) tinha na cabeça além da síndrome de estrelismo? Não, porque não podemos culpar a pessoa pelo nome que tem, porque, quando da decisão de seu nome o melhor que fazia era chorar...

Tucanaram a Cristina, como diria o José Simão. Transformaram-na numa diva do cinema norte americano pelo “simples” acréscimo de “ipissilons” e “teagás”. Imaginem os simples atos de conhecer alguém numa boite ou retirar uma segunda via da carteira de identidade para essa menina? Só uns trintanos de psiquiatra diriam a ela que o problema não está nela e sim nas letras que se agrupam para designa-la...

Gente, a meu ver, a beleza está na simplicidade! Cristina, Cris, simplesmente, para os íntimos... Khrys, soa-me demasiadamente americanizado! Frio, sem intimidade nenhuma...

Khryssthyna, amiga minha (?), muda de nome, ou melhor, de letra que compõem seu nome!
Mustafá!