terça-feira, 31 de maio de 2005

Cada um com seus "pobrema"!

Lembram do passarinho, que percebendo a floresta em chamas, leva em seu bico algumas gotas d'água e, quando criticado por outros pássaros, disse que estava, ao menos, fazendo a sua parte?
Estória batida eu sei. Assim como aquela de "vender o peixe ou ensinar a pescar". Mas hoje pela manhã vi duas pessoas que estavam construindo seus mundos melhores...
Esperava o ônibus, esperava também que o dia fosse melhor que ontem. Vieram primeiro dois poudles. Quando um parou já imaginei o que viria. A dona deles estacionou também e esperou que o menor fizesse todo o serviço. Quando ele terminou de fazer suas necessidades ali naquela calçada eu ainda estava pensando que eu mesmo, distraído que sou, poderia ser a vítima daquele monte de excrementos. Mas, para minha surpresa, a senhora retirou da bolsa uma luva, abaixou-se e recolheu como se fosse um presente ofertado por aquele ser canino magro e peludo.
Ri de mim mesmo e de minha incapacidade de acreditar nas pessoas... Para meu espanto, cinco ou dez minutos depois um outro poudle, de uma outra dona fez o mesmo do lado oposto da rua onde eu estava. Subestimei novamente a higiene alheia. A senhora tomou a mesma atitude da outra.
Poderia continuar pensando que todas as pessoas não se importam em deixar as fezes de seus cãezinhos seguirem a corrente do mal (da calçada para o pé de um tranzeunte, do pé do tranzeunte para o tapete de uma dona de casa e assim vai até a doença de algum bebê...). Poderia ter pensado que essa raça de cachorro fazia muito cocô, por isso jamais teria um em minha casa (2 cocôs em menos de 15 minutos!), mas procurei pensar que elas estavam fazendo a parte delas... Entendi melhor o até então idiota passarinho... Deixei de ser uma mera ave que o olhava trabalhando para seu mundo melhorar, para ser o próprio. Prometo que, de agora em diante, recolho as fezes do meu cachorro na rua. Até porque nem tenho cachorro mesmo...
Mustafá!

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Música para preenchimento...

Ganhei dois cds da Maria Bethânia da Juliana, mais conhecida como a namorada do Elbuesta. Gostaria de agradecer muito, pois trouxe uma música que vai preencher o vazio que se aloja nesse Fundo de Gaveta hoje. Viva a invenção do CD pirata! Que os artistas me perdoem, mas meu bolso agradece sempre... Eles ainda não perceberam que cd não é mais produto de compra e venda, o direito de ouvir e tocar a música em si é que deveria ser vendido... Estamos na Era da Informação, alouuuu!
Voltando ao CD da Beth, olha com que música eu me deparo:
"Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você
É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora"
Bom demais!!!
Mustafá!
(Pra Rua Me Levar - Ana Carolina / Totonho Villeroy)

sábado, 28 de maio de 2005

Querido diário...

Nunca o meu nariz fez tanto sucesso quanto ontem... Assunto do momento! Parecia que ele estava sozinho em meu rosto, para minha sorte ou para o meu azar, não sei... Mas são outras estórias...
Opção se revelou mais uma vez um espaço propício para interações, um novo exercício antropológico, ou antropofágico (risos), como queiram...
Hoje o dia foi muiiiito bom... Com um almoço pra lá de caprichado (frango xadrez, arroz, salada, e batata frita), logo depois boliche com direito a sapato furado e tudo mais... Muitas risadas e mais conversas sérias num boteco da Prudente...
Perdoem-me pelo "meu-querido-diário" que esse Fundo de Gaveta se tornou... Inevitável quando os dias são de ruas e as noites são de farras...
Nosso samba ainda está na rua*, hoje tem "Em Nome do Santo", e precisamos chegar no horário senão perdemos nossos assentos (risos)...
Mustafá!
*Parafraseando Chico Buarque de Holanda

sexta-feira, 27 de maio de 2005

I will survive!*

Grande encontro... muitos abraços para matar a saudade, muitos risos pelas novidades, muitas estórias de sorrisos, dor e outros sentimentos que se revelam só entre amigos...
Noite no Conservatório, com direito a ri-ru-ri-ru há há há há!!! Muita bebida, muitas risadas, investidas e naufrágios...

Dia de muitas andanças em shoppings e, enfim, muitas compras... Tenho dívida até a Copa de 2010! Mas nada que a satisfação de ter o guarda-roupa renovado não resolva...
Esperem as fotos! E aguardem o "Momentos com Pessoa".
Agora, se nos dão licença, estamos indo ao Opção.Opcão, again!
Mustafá sempre...

*Música, que um monte de gente canta, e só entitula o blog porque nós já estamos exaustos de tanto andar e de tão pouco dormir...


quarta-feira, 25 de maio de 2005

Encontro marcado*

Amanhã eu tenho um encontro. Um encontro marcado há mais de nove meses. Parece que passou rápido, não fosse a saudade. Parece que foi ontem, não fossem as circunstâncias.

Em agosto do ano passado esperava várias pessoas para minhas comemorações de formatura, inclusive Fabiana, minha prima. Ela não veio. Dias antes de sua vinda acidentara-se tragicamente.

Poderíamos pensar que era um obstáculo da vida ou então uma tentativa da morte. Mas foi, principalmente, uma demonstração de coragem, de crença nas pessoas, na família, na recuperação, em Deus... Foram muitas cirurgias, vários percalços, muitas dores, mas a certeza da recuperação: a determinação.

Nove meses depois ainda estou esperando-a. Nunca mais nos encontramos por diversos motivos, mas, mesmo longe, nunca deixamos de nos falar e de acreditar que a amizade mora longe e “dá saudade no verão”**.

Passa um filme em minha cabeça e minha barriga gela, como na sensação de estar num elevador muito rápido. É medo de perder quem se gosta, é medo de colocar a vida em risco todos os dias, é medo de acreditar no ditado corriqueiro que diz que “para morrer basta estar vivo”, é medo de não ter crenças suficientes que possam me salvar.

Mas é também alegria de encontro marcado, de espera, de ansiedade, de felicidade. “A casa está bonita... a última visita quanto tempo faz?”***. É espera para ter a certeza de que a vida venceu e voltou com força total realmente...

O feriado prolongado será mais que um encontro, com certeza, será a confirmação de que quando se quer é possível. Que quando Deus quer, e Ele quer sempre (!), nada ocorre diferente.

Mustafá!
* Encontro Marcado, livro de Fernando Sabino.
** Eduardo e Mônica, música de Renato Russo.
*** Suburbano Coração, música de Chico Buarque.

terça-feira, 24 de maio de 2005

O papel que embala o chiclete...

Meu pai sempre me diz: "meu filho, nunca acredite nas coisas assim que elas são ditas pra você". Mas eu comi (mastiguei?) Trident com papel de primeira! Assim que me falaram que podia eu já puz na boca e pronto, foi com papel e tudo!
Atento leitor, você já chupou Trident com papel? Isso é mito? Isso é fato? O papel é realmente preparado para que possamos comê-lo também? Então por que ao invés de colocarem papéis, fazerem pesquisas pra desenvolver um papel comestível e embalar cada chiclete, eles não acrescentam mais um chicletinho e vem tudo sem papel mesmo?
Essa conversa voltou a tona lá em casa e depois de calorosa discussão, disseram-me que a empresa responsável pelo Trident disse que isso é mito. Tá bom, assimilei, literalmente, o mito. Mas, não contentes, fizemos uma pesquisa na internet sobre o assunto e nada encontramos de informações sérias.
Gente será que comi apressadamente o papel? Logo eu que sou o hipocondríaco mor?
Enviem-me informações!
Mustafá!

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Opcão!

Findi muito divertido. Poucos estudos, diga-se de passagem, mas muita risada e samba no pé. É isso mesmo! Sábado fomos até o "Opção", um local sui generis! Quem chega lá não acredita o que acontecerá. Samba de raiz, bebida super barata e muita gente boa para conhecer e conversar... Risos. Difícil é lembrar de tudo o que aconteceu no outro dia, mas nada que alguns telefonemas não resolvam o que a caipirinha causou... Convido, a quem tiver oportunidade, que apareça por lá, nem que seja para um exercício socio-antropológico, é divertido e muito diferente das casas daqui de BH. Detalhe: falta um "ç" na placa, o que me leva a referir ao local simplesmente por Opcão, mas é só uma brincadeira... Volto lá assim que der...
Hoje é segunda e, como está chuvoso, preguiça aparece sem dúvida. Muita coisa conspirando a favor da ociosidade. Deixo por aqui umas brincadeirinhas:
Ximbotos que nos fazem pensar... (e que irritam também!!!)
Mamute, o velho e conhecido, mas nunca ultrapassado...
Viagem maluca! (doido!)
Divirtam-se, mustafás!

sábado, 21 de maio de 2005

"Amélia que era mulher de verdade..."*


Lembram dos alfarrábios? Pois é, o trabalho com os livros está se acabando, pelo menos a primeira triagem já foi feita... A atividade que, a princípio, pensei ser repetitiva, foi, no mínimo, prazerosa! Nunca imaginei que os livros falassem tanto da pessoa que o adquiriu. Cartas, bilhetes, anotações, temas, título, autores, tudo isso se transforma naquele sujeito que é o leitor daquele objeto. Curioso... Será que somos aquilo que lemos, mais do que a informação que "retemos"?

Encontrei um livro com o título sugestivo: “Curso prático de eficiência pessoal: como viver vinte e quatro horas por dia e governo de si mesmo”. Como só tive acesso ao tomo 2 da obra citada, tive que presumir que o livro é destinado às mulheres dos anos sessentas (pasmem!):

“Só mencionarei um pequeno número dessas novidades que tornam fácil e eficiente a [vida]:
- fogão a gás, com livro de receitas e instruções para economizar o tempo, cuidado e combustível;
- ventilador sanitário de janela para afastar o pó, os germens, a chuva, a neve e as correntezas; (permitam-me um parêntese: germens deve ser germes, e um ventilador que afasta correnteza é potente hein?)
- carro de chá para a economia de passos;
- perfurador de carne para tornar o bife redondo e macio como um filet mgnon;
- máquina de lavar roupa, movida à eletricidade ou água, que não quebra botões, não rasga a roupa, nem esgarça as extremidades da mesma ...”

Imagino quanto esse livro era útil para as mulheres dessa época. As mulheres de hoje em dia precisam dessa literatura (risos, eu não resisto!), para se tornarem melhores donas de casa... A ausência dessas obras que fez com que nossas casas fiquem cada vez mais caras e bagunçadas...
O mundo é mesmo muito engraçado...

Mustafás pouco machistas para todos e bom findi!

Para as mulheres lerem (risos):
PURITON, Edward Earle.
Curso prático de eficiência pessoal: como viver vinte e quatro horas por dia e o governo de si mesmo. São Paulo: Logos, 1960. 193 p.
*Amélia (música de Mário Lago e Ataulfo Alves)

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Pobre velhinho chileno...


Não acredito que a idade faça bem para todas as pessoas... É bonito ver um velhinho, mesmo encurvado gozando ainda a sua vida com um sorriso no rosto. Outros ainda, com dores incessantes mas com a ânsia de continuar vivendo, com um sorriso enviezado pedindo pra ser verdadeirament sorriso... Mas acredito que muitas pessoas não mereciam envelhecer e ainda ter nossos olhares de compaixão.

Augusto Pinochet, 89 anos, deixou hoje o hospital depois de ter se recuperado de uma "crise isquêmica transitória", ou seja, grosso modo, um derrame. Quem o vê carregado pelos seus guarda-costas, pálido, impossibilitado de realizar muitos movimentos, abatido, não imagina o que ele, gozando de plena saúde, realizou.
Augusto Pinochet é acusado de centenas de abusos contra os direitos humanos, incluindo assassinato, tortura e seqüestro, durante seu regime (1973-1990). Cerca de 3 mil pessoas morreram durante a repressão desencadeada pelo regime Pinochet e outras dezenas de milhares foram torturadas ou levadas ao exílio.

Não dá pra resumir em um parágrafo todas as barbaridades cometidas por esse “bom” velhinho, não dá para estampar aqui as faces desesperadas de seus torturados e nem os rostos pálidos daqueles que tiveram que deixar sua pátria em busca de outros territórios para viverem suas “liberdades”.
Dá para mostrar, em uma imagem, os estragos que o tempo fez com sua face, mas nunca todos os estragos que ele, no tempo em que governou, fez com milhares de seres humanos.
Mustafás em homenagem a todos que tiveram seus tempos mutilados por esse sanguinário!

quarta-feira, 18 de maio de 2005

Rio para não chorar...




Lendo os meu jornais on-line diários deparei-me com a seguinte reportagem: "Ribeirão Arrudas passa por faxina, mas população de BH ainda reclama". Comecei a rir, porque quem mora aqui em BH sabe a situação horrível que é passar ao lado do rio Arrudas, impossível não fazer cara de nojo e não tapar o nariz... Mas continuei lendo:
"João Paulo, de 5 anos, tem dificuldade para acordar a mãe. Ela dorme profundamente, depois de uma madrugada de trabalho, e está na hora de amamentar o caçula Igor, de 2, ao som das corredeiras do ribeirão Arrudas, no Alto Vera Cruz, região Leste de Belo Horizonte. Chegar à casa da gari Rosana da Silva, de 43 anos, é uma aventura cheia de riscos. Além do mau cheiro, depois de atravessar um lajedo coberto de lixo, lodo e de animais mortos, à beira do córrego, é preciso escalar um barranco. Nesse local, ficava a área de serviço da casa, levada pelas últimas chuvas. Quando o assunto é o Arrudas, Rosana lembra sua dor. “Esse rio mata. Passou aqui e levou o meu filho, de 6 anos, quando a gente dormia”, lamenta".
Tive vontade de chorar. Aquele rio escuro presente na minha vida vez ou outra, motivo de tantas piadas, está presente na vida de Rosana pra sempre... Ele é responsável pela tristeza dela, pela sua mágoa... A dor é de quem tem. Quem não a tem não a conhece, realmente.
Fico feliz que a prefeitura de BH, mesmo tardiamente, está tentando solucionar os problemas dos João-Paulos, dos Igors, das Rosanas... Os problemas de muitos não poderão ser solucionados, uma vez que eles foram levados pelas correntezas fétidas do rio Arrudas...Mas isso não significa que outros precisam ser levados pelas correntezas e pela lama.
Talvez seja melhor não distanciarmos tanto desse problema e analisarmos quanto do nosso lixo está presente no rio que corta Belo Horizonte!
Mustafá!

terça-feira, 17 de maio de 2005

"E contra o mau olhado eu carrego o meu patuá"*

Hoje tomei uma decisão, vou tomar banho de água de mina e sal grosso, outro banho feito com o cozimento de sempre-vivas, outro com o cozimento de arruda e guiné e um quarto banho feito com o cozimento de guiné arruda, alecrim e alho. Já coloquei um ramo seco de artemísia atrás da porta, vou andar com um galhinho de guiné atrás da orelha também, enfim: sai fora olho gordo e coisas más feitas contra mim!!!

Assim não pode, assim não dá!

Vou comprar uma carranca, um amuleto Turco, vou sair abraçando árvores, mentalizando e serei envolvido pela energia vital da árvore, respirando prufundamente e com calma, pelo menos umas 10 vezes... É isso aí! Vou usar de todas as artimanhas... hahaha, quero ver!
Ah! Ainda me esqueci que vou usar um cordão com um crucifixo liso, que é ideal para eveitar mau olhado, quebrante e feitiços, e um cordão com um pentagrama, que é ótimo para se evitar coisas más... Comigo ninguém pode...

Quero que essa maré de coisa ruim saia de qualquer maneira e como bom brasileiro não custa acender uma vela aqui outra acolá!

“Mustafé”!

*É Hoje (Caetano Veloso)

segunda-feira, 16 de maio de 2005

A parte .doc que me cabe neste latifúndio*



O atento leitor lembrará que meu computador, desde a mudança, parou de funcionar. Levei semana passada para a empresa "autorizada" arrumar... Logo de cara pedi para que meu computador não fosse formatado pois ali estava minha vida .doc, .xls e .jpg inteirinha: isso significa textos do blog, fotos de família e meu projeto de mestrado.
O cara que me recebeu anotou numa planilha lá que eu não queria que formatassem meu computador, não sem antes fazer um backup... Mas não leram a bendita anotação!
FORMATARAM O MEU COMPUTADOR SEM A MINHA PERMISSÃO!!!
Pior pra eles, pois tiveram todas as gerações futuras mal ditas por mim!!!
Mas a sorte é que tudo tem solução no mundo eletrônico, ou pelo menos, quase tudo... Um amigo de um amigo meu pegou a máquina e recuperou, com um programa ninja, alguns dos meus arquivos, dentre eles a quarta versão (não a definitiva!) do meu projeto de mestrado. Já é uma parte do meu trabalho que será poupado. Fico eternamente grato a esse jovem que possui esse programa que é praládeDeusmelivre de poderoso.
Hoje não aguentei. Como não podia ligar para o Procon, pois entreguei o único documento que tinha em mãos para retirar minha máquina, liguei pra falar com o cara que havia me atendido... Só o não chamei de feio porque não lembrava da cara dele, mas devia ser... Ele me pediu tanta desculpa que no final fiquei até com remorso. E o condenado ainda me agradeceu por eu não ter falado com o chefe dele... Vê se pode...
Ficaria muito triste se meu trabalho fosse lembrado pela minha imcopetência. Pelo resto eu admito, por isso, não!

Mustafá!
*Parafraseando João Cabral de Melo Neto.

sábado, 14 de maio de 2005

.: COFRES HOMÉRICOS - O FIM SE FAZ NECESSÁRIO:.


Como tinha muitas fotos não resiti em colocar essa aqui, que acredito ser o homérico que o homérico merece... hehehe... Quanta bobagem!

Findi começou muito bem. Encontrei com o pessoal da Arqsol num barzinho pra lá de alternativo na sexta. Apesar de não estar bem fisicamente, fez muito bem pra mente... Trabalhar de manhã que foi meio complicado, mas nada que a boa vontade não resolva.

Triste é saber que o show dos Engenheiros não terá vez para esse que vos fala (ou melhor, que vos escreve!), pois só tinha ingressos para quinta-feira às nove da noite, dia e horário em que estarei trabalhando... Coisas da vida de um funcionário público!

Bem, quem ainda quiser dar uma olhada em outros cofres é só clicar aqui!

Mustafá!

Mandaram avisar...

Disseram-me que essa estória de cofres homéricos já deu no que tinha que dar, ou seja, em nada. Como o Fundo de Gaveta na verdade é só o espelho do fundos de gavetas das pessoas que o leêm, o pedido é uma ordem. Encerra se aqui, hoje, a série COFRES HOMÉRICOS. Como diria a grande poetisa Xuxa: "bom estar com você, brincar com você"...
Despesso-me dos "cotocos de rabos a mostra" com aquilo que considero um duplo ato de distração:


sexta-feira, 13 de maio de 2005

Enquanto isso no fantástico mundo 'des'matrimonial...

Ronaldinho e Daniela Cicarelli terminaram o longo casamento de 86 dias. Bom pra ela, ruim pra ele... Deixo uma mensagem para o Ronaldo: do Fundo da Minha Gaveta, ou melhor, da minha alma: larga de ser panaca!!!

Fico por aqui com alguem que soube relatar bem o assunto:

Macaco Simão

Hoje não estou muito bem estomacalmente falando, dado que passei grande parte da noite ou sentado ou abraçado com a privada... Detalhes sórdidos, mas verídicos, infelizmente...

Bom findi pra mim, pro meu estomago, pro Ronaldinho e pra você. Pra Cicarelli? Nem precisa, ela terá um ótimo fidi pelos próximos 100 anos, com certeza... Ela garantiu boa parte de suas semanas inteiras por um bom tempo...

Mustafá!

quinta-feira, 12 de maio de 2005

Aumente um ponto!

Estava eu hoje pela manhã envolvido com o "conhecimento científico", quando a empregada lá de casa, excelentíssima Maria do Carmo, aparece às 10 horas da manhã se despedindo (isso mesmo, ela já estava indo embora!). Ela me disse que tinha matado uma lagartixa ("largatixinha", no caso) , mas que ela tinha visto uma "largatixa" grande, que ela não teve coragem de matar. Ela acrescentou que por onde a "largatixinha" tinha passado ela limpou com álcool porque ela ficou com medo que nós pegássemos "cobrero". Eu, já rindo, perguntei a ela o que era cobrero, uma vez que se tratando de lagartixa, imaginei que pudéssemos pegar lagartixero. Ela me respondeu que se a lagartixa encostar no corpo da gente aparece uns caroços e relatou que numa cidade do interior uma família inteira morreu depois de tomar o café do coador. Eu fiz uma cara de ponto de interrogação e ela continuou dizendo que a lagartixa tinha subido pela parede e caído no coador. Lagartixa ninja essa, pensei. E eu que imaginava que lagartixa era aquele bichinho frio que perdia o rabo de medo...
Fui almoçar e quem me aparece??? Ela, a "largatixona"! De repente o senso comum me tomou de medo e eu cheguei a pensar em sair correndo, mas, novamente, só pude rir da tenebrosa estória da Do Carmo.
Acho engraçado essas estórias que contam a sabedoria popular. Quem toma leite com manga sem sentir medo de morrer? Quem - a partir de agora eu também - não morre de medo de cobrero de "largatixa"? Que conhecimento é esse que não é explicável, quantificável, refutável e exerce poder sobre a gente?
Voltei aos livros, talvez a uma ciência que é tão falaciosa quanto a estória que me chegou aos ouvidos através da experiência de Maria do Carmo.
Mustafás!

quarta-feira, 11 de maio de 2005

O grande encontro!

Hoje tive uma visão que me fez acreditar que a convivência entre animais, homens e máquina é possível. Ao chegar na biblioteca pela manhã deparei-me com um cachorro (pastor alemão) de todo tamanho deitado na sala de estudos. Em frente ao cachorro estava um deficiente visual. Em frente ao deficiente visual, um computador.

Ficaria horas ali filosofando sobre esse encontro tão bonito do animal, do homem e da máquina. O cachorro, aparentemente feroz, estava ali para auxiliar seu dono, para ser seus olhos e seu defensor. O homem, aparentemente incapaz de frequentar uma biblioteca, estava li para auxiliar seu cérebro, para não perder os olhos da mente. O computador, aparentemente o responsável pelo caos informacional e pela impessoalidade da convivência atual, estava ali, servindo de guia, assim como o cachorro, funcionando de olhos para que o homem pudesse ter acesso à leitura e consequentemente ao conhecimento.

Estava marcado ali o encontro da natureza, da sabedoria humana e da tecnologia sábia e eficaz. Passei naquele momento a acreditar que ainda é possível extrair algo da natureza sem prejudicá-la, que, seres humanos, apesar dos obstáculos do organismo e da vida, são ainda capazes de se desenvolver e melhorar a qualidade de vida, e que as máquinas não nasceram somente para escravizar o homem, mas também para libertá-lo.

Senti-me muito incapaz por me reconhecer problemático em frente as coisas tão pequenas que a vida me traz, mas isso é outra estória. Só queria dividir com todos essa imagem de um encontro que deu certo.

Mustafá!

terça-feira, 10 de maio de 2005

"Todo mundo usa"*

Eu sou do tempo em que quem usava sandálias havainas era pobre. Sou da época que o garoto propaganda era o Chico Anísio, já na sua fase de mau humor (sem trocadilhos!). Mas estou tendo o privilégio de também ser da época em que Naomi Campbel, Luciano Huck e tantos outros astros da TV também usam havaianas, as legítimas. Eu me pergunto, o que eles usam? Eu mesmo respondo: informação!

Antes, aquelas sandálias eram horríveis, eram baratas, tinham um lado branco que sempre encardia e outro preto ou azul ou amarelo, todos de mal gosto. A informação que se tinha era de que só a classe baixa usava essas sandálias. Hoje, elas não mudaram. Algumas cores encardem também, outras são também duvidosas para o meu gosto, mas chegam a custar 30 euros em mercados europeus...
Mas hoje é chique usar havaiana e a informação que se tem é de que "se todo mundo usa, até a classe média alta, hight society, porque não eu, pobre mortal?".
Não fui eu quem mudou. Muito menos as havainas, elas continuam feias. A informação que se tem sobre elas é que não é mais a mesma de uns cinco a dez anos atrás.
Não se vendem mais produtos, vende-se aquilo que está na cabeça do consumidor: a informação!

Mustafás de um profissional da informação!
*Frase da propaganda.

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Espere por mim morena*

Enquanto isso em Brasília: paz e tranquilidade no reino de Lulinha Paz e Amor. Num encontro com Abu Mazen, presidente da Autoridade Palestina, o nosso presidente pediu para que ele tivesse paciência na solução da crise entre israelenses e palestinos no Oriente Médio.
Enquanto isso em
Brasília 2: calmaria e "no stress" no reino econômico de Antônio Palocci. O ministro da Fazenda disse nesta segunda-feira que serão necessários, pelo menos, mais uma década de aperto fiscal para transformar o Brasil em um país atraente para o mercado.

Faço um convite a Abu Mazen para que ele fique aqui com a gente esperando, afinal enquanto a gente espera mais uma década para esse país decolar, ele pode nos fazer companhia, esperando que seu território entre em paz. Talvez a gente espere mais um pouco, porque paz no Oriente Médio e mercado atraente no Brasil são duas coisas que dificilmente ocorrerão nesses próximos trintanos, infelizmente...

Podemos ficar jogando jogo da velha, comendo pipoca na frente da TV. Será divertido quando começar uma nova edição do BBB, ele vai gostar... Assim a gente perde mais tempo, nesse tempo que já está mais que perdido, esperando que o mundo deixe de se perder...

O povo de Brasília esqueceu-se que não há mais tempo. Mudanças são mais que necessárias, estão atrasadas e precisam chegar em nossas mesas, em nossas salas de aulas, em nossas casas, em nossos hospitais... Lula quer que o mundo páre para esperar a paz, talvez para ver "a banda". Eu me pergunto, com que fôlego os músicos tocarão?

Dívidas não esperam décadas. Fomes não param de clamar por comida durante uma década inteira. Pessoas não deixarão de morrer esperando a paz chegar. Não se pode combater guerras (econômicas ou territoriais) com paciência. Guerras se combatem com bons governos, bons
governantes, administradores de verdade...

Esperando estamos nós a muito tempo por um sindicalista que mudaria o país!

*Espere por mim morena - Gonzaga Jr. (Gonzaguinha)

domingo, 8 de maio de 2005

Flores às mães do mundo...

Flores para aquelas pessoas que partilham seus corpos para o nascimento do mundo...

Flores para aquelas pessoas que sabem exatamente o significado da palavra amor...

Flores para aquelas pessoas que sabem construir a paz com as mãos e com o afago...

Flores para aquelas pessoas que resolvem nossos problemas com palavras...

Flores para aquelas pessoas das quais eu sinto falta, mas que ,de longe, estão longe de mim:

minha mãe, minha s avós, minhas tias...

As mães do meu mundo!

Mustafás maternais a todos...

Obs.: para não quebrar o momento tão singelo, fica pra outra semana o momento cofre homérico de hoje... Até!

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Boca na botija!*

"Era para ser um delicioso despertar, mas o tiro saiu pela culatra. Um norueguês bêbado em uma festa dormiu num sofá e acordou com uma desconhecida fazendo sexo oral nele. Só que o agrado não agradou: o sujeito denunciou a moça por estupro e ela acabou sendo condenada a nove meses de prisão. Por aqui, a notícia da condenação da mulher dividiu opiniões. 'Esse cara é um boiola. Imagina só, a melhor coisa do mundo é ser acordado com sexo oral. Em se tratando de uma desconhecida, foi uma homenagem que ela prestou para o cara. Eu adoraria', afirma, categórico, o cartunista Jaguar".

Minha enviada ao Sul de Minas, Lúcia Helena, mandou essa
reportagem. Achei interessante, mas discordo de Jaguar.

Somos homens sim e queremos, assim como as mulheres preconizam, os mesmos direitos. O fato de eu não querer ficar, transar ou sei lá o quê com uma desconhecida não quer dizer que sou boiola. Pode-se presumir, no mínimo, que sou seletivo e que pra ficar comigo, minha filha, vai ter que rebolar. É isso mesmo, as mulheres vivem dizendo que somos machistas. Machismo para mim é dizer que todo homem tem que ter tesão por todas as mulheres. Isso é impossível. Existe mulheres desconhecidas interessantes (que nos despertam desejo, é certo) e mulheres desconhecidas que deveriam fazer parte única e exclusivamente de nossos pesadelos e não de nosso despertar.

De qualquer forma, da maneira como estou precisando de dinheiro, qualquer uma, interessante ou não que me acordasse com esses modos nada pudicos, eu aproveitaria ao máximo para angariar alguns fundos na justiça. Porque justiça seja feita, não há prazer que resista a uma falta de dinheiro!
Talvez nossa cultura seja machista realmente. É hora de rever conceitos. Quero escolher quem me acorda. Isso é, no mínimo, democracia! A luta continua, companheiro norueguês bêbado!

Mustafá!

*Eu sei que essa expressão é da época da sua vó, mas foi o único título que me ocorreu... Bom findi!

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Virou flog?

Mandaram perguntar se essa bagaça aqui virou flog! Respondo que não e sim, mas só temporariamente. É falta de tempo e alguns acontecimentos que foram eternizados por uma câmera... Só isso. Muita coisa para fazer dá nisso:



Bem, essa é uma das fotos de um encontro que foi muito bacana lá na casa da Patrícia. Foi sábado último e a gente se divertiu muito, falamos mal de outros e até nos aventuramos a dirigir um quadriciclo. É só conferir nas outras fotos aqui! Algumas fotos foram sonegadas por alguns motivos, como por exemplo alguns cofres homéricos... Mas deixa pra lá!

Fica assim então, amanhã já é sexta e eu prometo textos...
Mustafá's pictures again!

quarta-feira, 4 de maio de 2005

Uma prece à informação!

Igreja Googleana das Informações Urgentes

Só faltava essa mesmo, criar uma igreja que resolvia os problemas e as angústias da alma, da mente e do corpo pela busca incessante de informações. Pelo visto é nisso mesmo que está se tornando o GOOGLE, o buscador (search engine) mais famoso dos últimos tempos. Eu acho ótimo, um templo onde se encontra "todas" as informações do universo virtual e digital.
O que antes era um controle dos sites sérios e duvidosos, virou controle de "gentes" (ORKUT) e controle de informação científica também (GOOGLE SCHOLAR). Então é mais do que justo que tanta infomação tenha sua morada divina, para que a gente possa ir até lá pra fazer umas preces num momento de pesquisa, que pode ser desde o que é bicho de pé até o que é nanotecnologia.
Agora se você quiser saber o que é o Google, fique sabendo que você vai encontrar aproximadamete 286.000.000 páginas com esse termo...
Merece ou não merece o templo?

Mustafás convertidos!


terça-feira, 3 de maio de 2005

Festa....

Fotos são muitas, infindas... Essa daqui de baixo foi tirada na Festa do Elbuesta, que rolou lá no nosso apê! Clique no link abaixo para ver as outras!!!

O show!

Agora, o tão esperado momento relatado aqui em fotos:

Fico por aqui hoje novamente com o clichê que imagens valem mais do que palavras. De qualquer forma essas imagens falam que nós fomos felizes no show e na festa mais agitada de nosso apartamento: a única que aconteceu desde que nós mudamos pra lá! Fica assim então.Amanhã tem mais!
Mustafá's pictures!

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Bush não lê!

Ontem, dia 1º de maio - dia do trabalhador no Brasil (pobre não tem sorte mesmo, o único dia do trabalho que não precisa trabalhar é domingo!) - ocorreu o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado no Washington Hill, na capital dos Estados Unidos. Seja lá o que isso for, que comemoração seja essa afinal, o que se destacou foi a "atuação" bizarra de Laura Bush, a mulher do presidente do mundo. Num gesto mais que ensaiado, Laura - até então sempre discreta - levantou-se tomou a palavra e começou a dizer frivolidades. Numa dessas, assegurou que, realmente, não sabe bem como conseguiu conhecer George, já que "eu era uma bibliotecária que passava doze horas diárias na Biblioteca... um lugar que George, claramente, nunca freqüentou".

Bem essa declaração, além de me irritar por ser um ato cinematográfico, com intenções publicitárias e uma atitude para parecer uma primeira dama simpática, assusta-me por saber que o inabalável Bush não frequenta bibliotecas. Surpreende-me não por ser bibliotecário, mas por acreditar que qualquer lider deve ser um sábio, não no sentido de saber "tudo", mas no sentido de procurar se interar de "tudo". E isso só é possível para quem tem uma íntima relação com os livros e quem o tem frequenta, certamente, bibliotecas.

É natural que ele mande prender Sadam Russein e mate milhões de civis por isso... Ele não sabe interpretar realmente a situação, ele não lê. Também é normal que ele acredite que o mundo deva lutar junto com os Estados Unidos, pelo fato deles terem sido alvos de terroristas. Ele acredita só no que pensa e no que ouve. Ele não lê!

Mustafá!