quinta-feira, 27 de novembro de 2008

"Tanta lama nas ruas"

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Da série tio Coruja - 5

:: 1 ::
Ana Luisa perdeu os 2 dentinhos de baixo. Logo que perdeu o primeiro tratou de deixá-lo embaixo do seu travesseiro para que a Fada do Dente o levasse e deixasse pra ela um presente. A Fada do Dente (sua avó) não só deixou um colcha para sua nova cama como também deixou um bilhete como se a Fada fosse. Assim que a mãe dela leu o bilhete, Ana Luisa emendou:
- Nossa que letra feia a da Fada!
:: 2 ::
- Ana Luisa, o que foi que você estava conversando com o Tio Gustavo no telefone?
- Prefiro não comentar...
:: 3 ::
Assim que a novela "A favorita" terminou eu pedi para que ela me deixasse ver Pantanal.
- Não Tio Leandro, Pantanal tem todo dia! Eu quero assistir Zorra Total! O meu pai falou que Pantanal já passou uma vez...
Conclusão: eu que tivesse assistido da primeira vez.
Mustafá

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Converso com a chuva que cai


Sentado aqui olhando-a penso o quanto mudei desses tempos pra cá. Vida tempestade. O quanto passei a sorrir de verdade e chorar sentido, sabendo o motivo. Cai chuva e lava o tempo estranho.
E nessa enxurrada leva aquelas lembranças que não cicatrizaram na memória e que não completam o álbum das figuras colecionadas da vida.
Eu falo pra chuva que cai que não importa mais o que aconteça, agora tudo está claro, como bonança. Como se o meu destino fosse o oposto dela. As nuvens se dissiparam e agora eu me entrego...
E faço raios também, como que de felicidade. E trovejo, para dizer pra todo mundo que a vida então é completa e verdadeira. Em cada sorriso medido, em cada lágrima pesada, o sentido... Eu comecei chovendo mancinho e anunciei tromba d'água. E minha vida agora é enchente. Transborda.
Dos baldes que paravam as águas das goteiras sobraram as cores. A água que minava virou cachoeira fria e arrepia o último fio de todos os cabelos e me faz sorrir, como criança ao desembrulhar presente.
Eu sou chuva como você chuva. E faço sentido ao me recolher, para deixar que o sol se abra em broto de planta e em sede, para depois fazer motivo a minha volta.
E volto sempre. Hoje mais sem estação que antes. E toda hora é hora de chover, como você.
Se há estiagem é porque viver também cansa. Se há tormenta é porque influencio esse mar que chamo vida!
Mustafá!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Que saudade que dá!


Que saudade eu tenho do tempo que a gente tinha 12, 24 ou, no máximo, 36 poses. Eram 36 fotos e tudo se resolvia. Exceto aquelas, é claro, que queimavam e deixavam manchas negras na nossa estória. A gente tinha 36 chances de sair bonito, de ser feliz e de mostrar isso tudo para a posteridade.

Hoje não! Cada vez mais e mais temos espaço em discos/chips cada vez menores. São 1000, 2000, 3000 fotos! Haja fotos de sorrisos e cabeças tortas (by Regina Duarte), haja fotos no espelho, haja fotos da turma reunida (geralmente as pessoas mudam a ordem para não ficar "muito" repetitivo), haja fotos do palco, haja fotos de bunda, haja fotos da platéia (?), haja fotos do nada, do céu, da água e do ar... Neguinho tira foto de tudo: ex-BBB, por do sol, acidente na estrada e na rua, de flor em jardim, de muro pixado...

O computador fica lotado, a gente consegue ter 1200 fotos de Salvador até o dia em que a máquina "dá pau" e você perde todas com a formatação. Sua estória vai por disco rígido a baixo e ficam só as lembranças...

Para piorar o valor das máquinas digitais despencaram. Haja gente te pedindo para, no meio da boite, você bater uma foto aqui ou ali (você não enxerga nada, aperta o off achando que era o botão que dispara o flash, todo mundo dá um sorriso amarelo, a máquina é ligada novamente e você, mesmo não enxergando nada, bate uma foto de ilustres desconhecidos), haja gente tropeçando em você tomando distância para bater uma foto especial, a 509ª do dia.

Depois o orkut vira uma festa. Usuário põe 600 fotos no álbum e acha que alguém é obrigado a ver aquela que ele bateu quando estava mergulhando lá em Bonito.

Não à inclusão digital!

Mustafá!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Insano

Tentando retomar a minha vida cultural, fui nesse final de semana assistir à peça Terça Insana - Fora da Lei (Layout, como diria Luciana Gimenez). Ri demais e recomendo a todos que puderem que assistam também. Se não for ao vivo, que seja em DVD ou até mesmo no youtube:


O vídeo acima (da peça que assisti) ilustra situação vivida hoje. Tem gente que passa ano e volta ano, está na mesma...

Mustafá!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Da série Tio Coruja - 4

Ana Luisa tem umas coisas sui generis. Ela só gosta de "bife de bife", nada mais... Na cabeça dela, não come bife de boi, de vaca, de porco ou de frango. Só "bife de bife". Foi a maneira que encontraram para ela comer...

Imagino que ela pense no animal ainda vivo e depois nele no prato e fique com medo, asco ou dó de comer a vaca, o boi, o frango...

Esses dias ela perguntou:

- Vó, hoje tem bife do quê?

- Bife de bife! Tá uma delícia...

- Hum vó eu adoro bife de bife! Vó, você acredita que esses dias eu comi bife de vaca?

- Não acredito?

- É, mas era do meu pai a vaca, só por isso que eu comi...

- Hum, sei...

Mustafá!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Última parada


Assisti ontem ao filme "Última parada: 174". Fabiana tinha me dito que seria um soco no estômago. Foi. Mas foi mais. Como se a atitude criminosa pudesse ser explicada. Como se a vida (de caminho tortuoso) de um menino simples explicasse a sua última parada.

Mustafá!

Ueba!

A melhor notícia do findi foi que o canal Discovery Home and Healthy foi liberado de vez! Isso significa que, a partir de agora, todas as cirúrgias plásticas grotescas, as doenças mais raras e tórridas do mundo, os partos mais complicados e os documentários mais chocantes estão à disposição de minha mente insana hipocondríaca. Me perguntem se eu consegui dormir tranquilo depois que vi o documentário das crianças que geram fetos parasitas dentro delas por anos?

Mustafá!