quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Rápida presença

Sei que estou ausente... Ausência também é importante, visto que a ausência daqui pode representar a presença em outras áreas da minha vida... Estou cuidando da alma, da mente e do corpo... Depois eu escrevo aquilo que é passível de configurar aqui nesse ambiente FdG. Se não der tempo, fica o dito pelo não dito...
As vezes sou tantos, que me perco em mim...
Mustafá!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Em defesa do assassino


O que mais me impressiona no caso de Santo André não é a perda precoce da vida da menina Eloá. Isso me entristece. Nem a violência escondida por trás do amor de Lindenberg (sic). Isso até me comove. Nem tão pouco a amizade verdadeira da outra menina Nayara. Isso é um resquício de lealdade tão difícil de encontrar em amigos ultimamente.

O que me deixa chocado é o limite estampado no rosto do rapaz assassino. O tempo todo em que o vi - e isso os canais de televisão não pouparam de mostrar - percebi a cara de assustado e decepcionado. Era como se o "não" de Eloá se tivesse somado a outros tantos "nãos" muito provavelmente enfrentados por ele durante sua vida simples no ABC Paulista. O menino de educação precária; de roupas que imitavam as de marca - como se isso lhe proporcionasse o status que ele precisava; de dois trabalhos duros que lhe davam cansaço, mais que dignidade; de uma família simples vinda do nordeste brasileiro, tão subjugado; e, se isso tudo não bastasse, renegado pela menina bonita que tanto amava.

Contrariando os comentários de grande parte dos psicólogos e especialistas, não acredito que o menino tivesse alguma doença psicológica tão grave. Penso que foi o meio mais extremo de pedir atenção e responder aos tantos "nãos" da mesma maneira como eles pesavam sob seus ombros: duramente! Por esse motivo o assassino está a mercê da justiça que não encontrou um advogado de defesa que conseguisse expor, diante de um juíz todas essas mazelas da sociedade que o fizeram espinho.

Talvez Lindemberg não tenha lido o romance São Bernardo para dizer, como o personagem de Graciliano Ramos, "a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste."

Mustafá!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Do tempo...

... que as pessoas sabiam fazer piadas, criticar a sociedade e, ainda por cima, não serem agressivos:


Mustafá!

domingo, 12 de outubro de 2008

Crianças, independente do dia


E para celebrarmos juntos, Mário Quintana:

"Crenças


Seu Glicínio porteiro acredita que rato, depois de velho, vira morcego.

É uma crença que ele traz da sua infância

Não o desiludas com teu vão saber,

Respeita-lhe os queridos enganos:

Nunca se deve tirar o brinquedo de uma criança

Tenha ela oito ou oitenta anos!"


(Mensagem enviada pelo Cláudio)


Mustafá!


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Uma tarde ouvindo Bruno e Marrone

"Eu pensei que era jóia rara, mas era bijouteria..."

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

[Minha] Breve análise do que se passa no Torrão das Alterosas

Talvez eu deveria ter ficado feliz com o processo eleitoral do "Torrão das Alterosas" pelo simples fato de que meu tio, mais uma vez, tenha sido eleito. A felicidade seria da minha família, o orgulho seria só nosso e, mesmo dividindo um pouco dessa felicidade com os seus eleitores, seria um sentimento muito egoísta.
Há mais de 8 anos "distante" de lá, fico imensamente feliz que os eleitores - esses sim merecem minha felicidade e orgulho! - tenham descoberto que existe a possibilidade de ter uma qualidade de vida melhor. Fico imaginando que muitos ainda não conseguem espichar seus pescoços até um pouco mais alto que as "pomposas cordilheiras", mas, por outro lado, alguns já conseguem perceber que a vida não se encerra na "Virgínia sombranceira" e que por detrás daquelas montanhas, existe de fato a vida real. São essas mesmas pessoas que deixaram de acreditar em promessas fáceis e intenções dúbias de estrangeiros. Perceberam - espero não estar superestimando os resultados - que é possível aplicar a pouca parte que é cabida ao orçamento municipal em soluções que melhoram, lentamente, a educação, a saúde e a qualidade de vida da população.
Observaram que não é preciso muito para se dedicar ao cargo de prefeito. Basta boa vontade, algum senso de administração - embora eu acredite que essa seja a qualidade máxima de meu tio - e, no caso local, a aplicação do dinheiro aos fins a que ele sempre se destinou. Simples como colocar água numa garrafa sem deixá-la entornar.
Falta - e isso continua sendo só a expressão da minha parca opinião - a conscientização que "entre as montanhas formosas" não há grupo político ou partidos com idéias concretas que viabilizem um processo eleitoral democrático. Constata-se que há politicagem e um jogo de leves interesses, que nos levam a acreditar, mesmo que só durante esses meses eleitorais, que exista o bem e o mal. Ao fazer isso, cometemos o deslize de não nos darmos conta que por trás de doces sorrisos escondem-se pensamentos que destruiriam o nosso mais inexorável bem: a nossa própria índole. Nessa guerra eleitoreira vale tudo, inclusive correr em seguida para a igreja e continuar a vida pacata da cidade do interior, acreditando nada ter acontecido efetivamente.
A felicidade talvez se mistura com a esperança de que cada vez mais "minha terra esplendorosa" procure buscar informações que possibilitem discernir o bem e o mal existente em cada umas das promessas proferidas e continue optando, como fizeram, por aquelas intenções mais honestas. Há que se entender, no entanto, que essas informações não estão todas ali por onde "o Caetê tumultuoso rola veloz sonoroso". Há que se mirar ao alto e perceber que a primavera pode, a despeito do mundo em volta que não pára , não imperar perpetuamente.
Espero, que a "festiva passarada" saiba impunhar outras bandeiras.
Mustafá!
Obs.: Gostaria de parabenizar meu tio pela tão merecida conquista. Nós sabemos de suas pontencialidades e seus limites e reconhecemos seus esforços.

Torrão das Alterosas New

Pra visualizar melhor a figura é só clicar nela. Para ver o resultado completo clique aqui!
Mustafá!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Respirar AMOR...
Aspirando LIBERDADE!"

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Pandeirice eleitoral


Como eu abri com chave de ouro, não poderia fechar de outra maneira. W. de Castro é o candidato a vereador de BH mais sui generis que conheço...

O seu material de campanha é do tipo "do yourself". Você recebe um livrinho, corta em 10 e distribui para outros dez eleitores... [Ele é um folgado, digo, gênio!]

Em cada página do livrinho uma pérola:


CASO ISABELLA, CASO JOÃO HÉLIO, CASO TIM LOPES:

"Esta violência não pode continuar, por isso sou a favor da pena de morte"


"W. de Castro não participou do mensalão, não carregou dolar na cueca e nem se envolveu com o fundo de participação dos municípios"


"Você já ouviu falar que alguém tenha morrido por overdose de cannabis sativa?"


"O tabagismo causa câncer de pulmão, garganta, enfisema pulmonar, bronquite, impotência sexual, asma, doenças cardíacas e PRINCIPALMENTE o ronco que incomoda a pessoa que está dormindo a seu lado."


"Corrupção - pode. Alcoolismo - pode. Tabagismo - pode. Jogos de azar - pode. Pedofilia - pode. Desvio de verba - pode. Roubar - pode. Matar - pode. Porque não pode liberar a cannabis?"


"W. de Castro não tem nenhum imóvel registrado em seu nome, paga aluguel até hoje".


Meu Deus, por onde começar?


1- Não sou obrigado...

2- Pena de morte... Cannabis? Alou! Você é candidato municipal, "baixa a bola..." Quer transformar BH na Nova Amsterdã?

3- Adorei o senso de prioridade: pior do que câncer, só mesmo o ronco...

4- Paga aluguel... Se não foi capaz de administrar a própria vida com sucesso, imagina o que fará com a nossa...


É ou num é, ou num é? É!!!


Mustafá!