quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

* 21-12-1981...


Minha mãe disse que eu nasci às 17 e 40 mais ou menos... Duvido muito. Devo ter nascido mais a noite. Gosto muito da noite. Também duvido porque minha mãe sempre confunde as informações da gente lá de casa. Diz que um já teve sarampo e foi o outro. Diz que um já teve catapora e, quando vê, lá vem catapora nesse (mas catapora só não dá uma vez?)...
Não importa a que horas eu nasci, mas o importante é que nenhum anjo, nem reto e nem torto, apareceu para dizer para eu ser gauche na vida. Antes tivesse dito. Aliás, se algum anjo apareceu, disse para eu ser metódico na vida... Sou muito sistemático, já me disseram isso várias vezes e, hoje, já não ligo mais. Talvez essa característica me proporcione outras, como ser determinado, por exemplo, mas isso é papo para outro post...
Não leio horóscopo. Acredito tanto nisso quanto em bicho-papão (mas ele existe!). Dizem que sagitariano é muito independente, eu finjo que sou, mas dependo de todo mundo para ser feliz. Sozinho eu não posso. Dizem também, os astros ou alguém, eu não sei, que sagitariano é generoso. Sou, mas desde que sejam comigo. Talvez isso não me valha um pedaço no céu, mas pelo menos me aceitarão com ressalvas no inferno... Dizem que a vocação acadêmica me impede de ser prático. Ah! Quer saber? Tem gente que faz muito melhor do que eu! Mas disseram que sagitarianos são desorganizados e adiam compromissos. Isso eu não permito! Convivam comigo um só dia e isso cairá por terra. Mas o mundo não é feito só de mim, graças a Deus! Eu fico no meio do povo, dos sagitarianos. Sou assim...
Não gosto muito do dia do meu aniversário. Gosto das pessoas que se lembram de mim, mas na rua tenho a impressão de que todos estão me olhando e sabem da data. Gosto de presentes, sobretudo aqueles que carregam a sensação de que a pessoa realmente procurou me dar alguma coisa que tivesse uma relação com aquilo que gosto. Tive muitas comemorações com bolo, bola e guaraná. Mas poucas foram festas de arromba! Também aprendi que festas ocorrem é dentro da gente... Bolo, bola e guaraná quando tudo está bem têm gosto diferente...
Não estou feliz com minha idade, por mim ficaria sempre com 16 anos. Nessa idade não se tem compromisso com a adolescência, porque não se tem mais 15 anos. E já começam a tratá-lo como aduto, afinal não se é mais criança com essa idade.
Tenho medo da morte, não por aquilo que acontecerá comigo, mas pelas pessoas que eu gosto que ficarão. Mas não se deve falar disso enquanto se comemora a vida...
Hoje estou comemorando a minha vida...
Parabéns para mim.
Mustafá para todos!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Férias, o mamute tirou férias...


Não! De longe as idéias acabaram... Só estou de férias para cultivá-las... Volto esporadicamente. Meu aniversário está chegando. Não se acanhem, mandem presentes... O Natal também, mandem dois... O Reveillon já está ai e eu estou indo para a Cidade Maravilhosa... Férias, enfim vou voltar a tê-las, nem que seja uma semaninha só...
O sol não tem estado de bom humor, mas chuva lava a alma e prepara tudo para o novo ano que se inicia... Tenho medo de algumas atitudes, mas é preciso tomá-las... No fim tudo vai para a gaveta mesmo, para o Fundo de Gaveta...
Mustafá descansados...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

A estória da convivência...


Há algum tempo pensei em escrever um livro que se chamasse "A história da convivência ou a estória da convivência" (para fornecer aos catalogadores uma folha de rosto com título duplo, risos).
Eu queria falar dessa vida de amizades e "amizades", de verdades e "verdades", que a gente tem que aceitar todos os dias, ou dizer sempre que necessário, para que a convivência seja, ao menos, aceitável.
Tenho medo de algumas pessoas, dos beijos e elogios que recebo. Se retribuo, é a estória da convivência. Se sempre foi assim, é a história das convivência.
Abraços, beijos e elogios não fazem mal a ninguém. Os sinceros então nem se fale...
É a estória da convivência. Está no prelo...
Mustafá e bom findi!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Natal é...

Muitas coisas me lembram o Natal:
- Lâmpadas que não me dizem nada, mas que alguns consideram enfeites natalinos;
- Aquelas bolas antigas fininhas e de vidro que quebravam todas as vezes que eu e meu irmão ficávamos brincando sozinhos na sala de televisão lá de casa, que eu nem sei mais se existem...
- Algodão em cima da árvore para a gente pensar que era neve;
- Orçamento reduzido, porque o mundo insiste em querer presentes;
- Comidas que, de tão fartas, voltam à mesa pelo menos até o dia 28, ai vêm as do reveillon;
- Aquela atividade em que todo mundo finge que o outro não sabe quem você tirou e você dá um presente que de longe gostaria de receber... ah! O amigo oculto!
- Beijos e abraços falseados por uma leve impressão de amizade, que acaba assim que o ano novo começa;
- A sensação de que a vida é uma sucessão de festas e feriados.

Lembro de outras coisas também, mas não cabem aqui no FdG...

Amanhã tem Amigo Oculto. Eu já sei quem me tirou e a pessoa que eu tirei também já sabe que eu a tirei... Muito divertido...

Mustafá!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Enquanto isso na Cuba Fashion Week...


Economizar no vestuário não significa andar trinta anos com a mesma roupa...
Mustafá!

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Problema de local...


Alguém sabe onde fica Puta Que Pariu?
Um usuário, muito educado diga-se de antemão, sugeriu-me, am alto e bom som, que eu fosse para esse lugar, mas definitivamente não sei onde fica...
Sinceramente também não sei por que ele me indicou essa viagem, porque estávamos conversando sobre uma multa que acusa sua ficha, mas que ele se nega a pagar. Eu falava calmamente com ele quando, aos berros, ele me indicou tal local.
Muito estranho esse usuário que atende pelo nome de Ubiratan. Já deve ter ido muitas vezes pra lá e gostado muito, tanto que até recomendou...
Vou para Puta Que Pariu, qualquer ausência no FdG fica justificada, pois não sei se lá terei acesso a Internet.
Volto logo, lembranças a todos. Ubiratan, obrigado pela dica!
Mustafá aqui, na Puta Que Pariu e em qualquer lugar!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Até que a sorte não nos traia...


Discussão sobre religião regada à macarronada. Domingo destinado a questionamentos, argumentos, opiniões etc. etc. etc. sobre o fato da Igreja não permitir que pessoas separadas comunguem.
Assunto difícil. Não me furto a essas discussões.
Bem, todas as instituições têm suas regras e seus princípios. O fato de eu pertencer a uma escola tal me faz ter que vestir seu uniforme. Trabalhar na organização X me faz ter que obedecer as regras que ela julgar pertinente. Posso não me sentir bem usando determinado uniforme, por isso escolho outra escola. Posso não gostar de trabalhar sobre determinadas regras, o que me faz "pedir as contas" e procurar uma instituição que seja a "minha cara"...
Se me submeto a entrar pela igreja, ir até o altar e dizer tudo aquilo que já vem pronto e assinar em baixo, julgo-me capaz de saber as consequências que essa religião me impõe quando eu vier (e se vier) burlar as regras. Se não participar da comunhão é uma consequência de tal ato, tenho que assumí-la, ou então saio e procura de outra Igreja que me aceite e aceite minhas decisões.
Toda religião é formada por regras, princípios e uma pitada de crença, que significa aceitar tudo porque eu acredito em algo que está acima de tudo isso. É essa crença que me leva a admitir que errei e que, mesmo contrariado, aceito as decisões porque estou ali por um motivo maior. Não posso criar regras para mim e para as condições que acredito serem certas.
Eu não assino contrato que venha me lesar mais do que eu queira. Mas se o fizer, assumirei as consequências. Seria cômodo demais se assim não fosse...
Mustafá!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Curtindo a vida cochilando...


Ótimo ficar em casa quando os dias são de chuva e as noites são de nada... Como é bom descansar e descobrir que nem compensa ficar em casa a noite mesmo, na televisão não passa nada que presta. Melhor é acordar com dia nublado achar que são 9 da matina e se deparar com o relógio do celular, aquele mesmo que me desperta às 7, marcando 11 da manhã, ou já quase da tarde, não sei...
Pode parecer crise de brasileiro, mas toda semana merecia um feriado prolongado. É sério. Não há cristão que aguente tanta rotina, nem eu que sou prá lá de Deus me livre de metódico.
Aproveitei esses dias de folga para estudar e ler muito. Dormir o suficiente para acabar com algumas olheiras e ficar na Internet pulando de profile em profile na eminência de encontrar outros amigos. A cada dia me surpreendo mais com a falta de o que fazer do orkut. Valha-me Santa Fofoca! Quanta falação da vida alheia, quanta bobagem em letras e fotos... E eu lá de um profile ao outro juntando algumas peças do quebra-cabeças que é a vida da gente retratada no orkut. Penso sempre em desistir dessa bobagem, mas às vezes é interessante ficar encontrando o pessoal e ter mais um modo de me comunicar com as pessoas...
Hoje fui ao shopping dar um trato na juba e adquirir algumas camisetas. O que é aquilo? Depois brasileiro reclama de falta de dinheiro. Pobre, como diria o saudoso Caco Antibes, não pode sair de casa que tem que comprar alguma coisa, e da-lhe um sanduiche com molho esbarrando em mim em plena escada rolante. E da-lhe povo que não sabe se locomover e fica andando na frente da gente... Hoje estava "Saraiva" demais para sair de casa... Bom é voltar e ainda ter tempo de tirar uma soneca e esquecer desse mundo consumista sem medida...
Bom findi! Mustafá!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Deforma, com certeza deforma...


A TV forma? informa? ou deforma? Vejam as respostas!!! Os comentários(esses entre parênteses) são meus...
Vejam só o que os vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da UFMG, dado o tema: "A TV forma, informa ou deforma?". A seleção foi feita pelo professor José Roberto Mathias.
1. A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação. (a vida é mesmo muito contraditória)
2. A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação. (é mineiro, tá em cima do muro...)
3. A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não ... (ué gente ele tem razão!)
4. A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista... (ponto para o comércio e para o oculista...)
5. A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças......... (o que pensaria Ezopo ao ouvir tal frase?)
6. Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (???)fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro... (Denosco e do Tio Bosco! Não me contive, uma piada familiar)
7. A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral. (incluindo o cérebro)
8. A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção. (uma viagem, pode crer!!!)
9. A TV é o oxigênio que forma nossas idéias. (tem gente respirando por você...)
10. ... por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens... (me transporta para um lugar bem longe!!!!!)
11. A TV ezerce (aaaaahhhhhh) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias.(e porque não minutárias?)
12. E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso...(to derretendo mesmo...)
13. A televisão leva fatos a trilhares de pessoas... (além de tudo ainda tem problema de número)
4. A TV acomoda aos teles inspectadores... (mas não eram os sofás???)
15. A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas... (não, acho que estamos numa guerra)
16. A televisão pode ser definida como uma faca de trez gumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar (belíssimo desfecho!).
Mustafá!
Bom feriado prolongado para mim, risos... Ser funcionário público não tem preço.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Juntando a fome e a vontade de não ler


Não existe argumento mais infeliz para o problema da leitura no Brasil do que os altos valores dos livros. A idéia de que os brasileiros leriam mais se os livros fossem mais baratos para mim é uma canoa furada.

Sebos não são os lugares mais freqüentados. Os livros de bolso ou aqueles de qualidade inferior não são os mais adquiridos no mercado livreiro. Ou seja, livros baratos ganham poeira nas estantes assim como aqueles que custam mais que cinqüenta reais.

Os números não mentem: “As vendas de carros populares somaram 25.629 unidades na primeira quinzena de setembro, contra 18.475 no mesmo período do mês anterior, registrando elevação de 38,72%”. “Em 2004, a cada mês, entraram em operação cerca de 1,3 milhão de novos celulares”, em 2005, o número esperado, principalmente na época do Natal, é três vezes maior.

As camadas ditas de baixa renda, portanto - como sugerem os números - têm dinheiro para comprar carros e celulares, mas não o têm para adquirir livros: “o Brasil amarga o número de dois livros lidos ao ano, por habitante, desde os 10 anos de idade. Mas esta é uma média não muito confiável, pois inclui os livros didáticos e os livros de leitura obrigatória para a escola”.

Não lemos mais porque não temos uma cultura que privilegie o livro como objeto de lazer. Não vemos, na maioria das vezes, nossos pais e parentes – que seriam nossos modelos primordiais – trocando um programa na TV por um livro. Nossas escolas escolhem o livro que vamos ler e a interpretação que deles faremos. Não temos uma livraria ou uma biblioteca a cada esquina, como ocorre com bares, lojas de 1 e 99 e outros estabelecimentos que privilegiam a cultura do consumo e não a do saber.

Resta saber que preço vamos realmente pagar no futuro. O quanto seremos cobrados por isso...
Mustafá!

Fontes:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Ervilhas lisas e rugosas...


Um fim de semana inteiro dedicado ao Vestibular da UFMG. Curioso! Não pelo trabalho em si, que é metódico e cansativo. Mas por perceber que, mesmo seis anos depois, nada mudou com relação às provas do vestibular.

Uma rápida olhadela no caderno de provas de Biologia e uma frase me faz constatar o atraso da educação: “...ervilhas lisas e rugosas...” Quem está preocupado com as ervilhas lisas e as rugosas, se elas agora podem nascer sempre idênticas se a biogenética assim o quiser?

As provas exigem o conhecimento teórico, fórmulas e memória. O mercado de trabalho cobra criatividade, senso prático e iniciativa. Algo não está condizente nessa estória e eu já sei o que é...

Candidatos ansiosos e preocupados com as ervilhas lisas e rugosas sequer conseguem ouvir e corresponder às indicações dos aplicadores. São, algumas vezes, eliminados por não ouvirem que é necessário desligar o celular, mas sabem, na grande maioria das vezes, escrever sobre a árvore genealógica das ervilhas.

Hoje em dia – como ainda em meu tempo - prepara-se alunos para as provas de vestibular, de longe os prepara para a vida.

Mustafá!

sábado, 3 de dezembro de 2005

Findi...


Troquei um longo post por longas conversas com amigos que não falo há muito tempo... Tem coisas que só o msn faz por você...
Mustafá!
Bom findi!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Um dia de silêncio (?)


Inúmeras vezes já disse aqui no FdG que não gosto das datas comemorativas, principalmente porque elas tentam prestar homenagens àqueles que são, na maioria das vezes, colocados à margem da sociedade.

Hoje dou meu braço a torcer ou pelo menos reconheço a existência de uma exceção: o dia mundial de combate a AIDS. De forma alguma quero afirmar aqui que os aidéticos conseguiram vencer os preconceitos e que essa doença não causa estranhamentos, principalmente quando ataca algum conhecido nosso.

Ao contrário, os HIVs positivos ainda sofrem com o preconceito e são vítimas de uma indústria farmacêutica que, na pior das hipóteses de ainda não ter encontrado a cura, cobra muito alto pelos medicamentos necessários ao tratamento, que é contínuo. Aqueles que dependem do governo então, nem se fale.

Quero homenagear aquelas pessoas que saíram às ruas lutando por dignidade e melhores condições para suas vidas. Àquelas pessoas que não se importam de ser chamadas de promíscuas, mesmo que não tenham sido infectadas num ato sexual. Elas lutam para contrariar as expectativas de ignorantes que temem acreditar que a doença hoje é mais “informacional” do que sexual.

Torço por aqueles que lutam pela sobrevivência dia-a-dia e faço um minuto de silêncio por aqueles que morreram calados por uma sociedade hipócrita.
Mustafá!