segunda-feira, 30 de abril de 2007

Hotel


Achei que tivesse viajado sozinho para Salvador, mas não! Levei Murphy... Quase tudo deu errado... Quase tudo... Não pensem que foi o aeroporto, que esse - por incrível que pareça - não me apresentou atrasos na ida. Pior foi o "hotel", que as aspas se encarregam de denunciar, que era horrível. Pulgas e ovo choco. Alguém acredita? Eu ainda não acredito...
Logicamente mudei de hotel. Tinha piscina. Choveu. Alguém acredita? Eu ainda não acredito...
Mas a apresentação foi ótima, a repercurssão do trabalho também... Isso é o que importa...
Na volta fiquei uma hora e meia no Rio esperando conexão sem poder beber ou comer nada. Um dia inteiro a base de barra de cereais e amendoin... Não tem preço...
Mas é isso, ainda estou me recuperando das pulgas e da noite de sono que perdi.
Mustafá!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Avião


Sigo hoje à noite para Salvador. Engana-se o leitor que pensa que vou a passeio. Não, não... Isso já foi. Agora vou acadêmicamente. Vou apresentar no I Simpósio Baiano de Arquivologia meu trabalho de dissertação. Torçam por mim...
Liguei hoje para o meu irmão Carlos, porque é aniversário dele. Como ele não estava conversei com a Ana Luisa. Mais uma pérola:
- Ana Luisa, sabe o que o tio Leandro vai fazer hoje?
- Não!
- Andar de avião! Você quer andar de avião?
- Não!
- Por quê?
- Porque eu não tô ai...

Simples assim... Como a vida deve ser. Alou! Por que ela quereria andar de avião se ela não está aqui comigo? Por que sonhar?
Não se fazem crianças como antigamente...
Mustafá!

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Menas caminhos para o homem


Gente, o limbo caiu! Isso mesmo, aquela "coluna do meio" religiosa não mais existe. Minha esperança era que abrissem também o limbo para os adultos para que, assim como as crianças não batizadas, pudéssemos ser alvo da misericórdia do Senhor. Mas não, Bento XVI fechou as portas do limbo para as crianças e concedeu-lhes o céu. E pra mim? Para onde irei?
O Rottweiler do Senhor, contrariando as expectativas de São Tomás de Aquino, tirou todo mundo que tava sossegadinho no limbo e distribuiu para o céu e o inferno. Agora eu pergunto: quem é o senhor de nossos destinos? A Suzana Vieira?
Imaginem a confusão que está no céu! É gente saindo pelo ladrão... E no inferno? Ladrão saindo pelo ladrão... Aquilo deve estar parecendo a Vinte e Cinco de Março em vésperas de Natal... Imagino São Pedro realocando o pessoal...
Imagino Deus, observando os homens, discutindo coisas como esta e calando-se diante de assuntos mais importantes. Alguém (além de mim, é claro!) esperaria "viver" no limbo, depois de tanto inferno vivido na terra?
Imagino que não. O papa vem ai. Esse mesmo que dimunuiu nossas possibilidades da vida "pós-terrena". Talvez devessemos perguntar quais os verdadeiros motivos para o fim do limbo... Ele ficaria entre o céu e a terra, tenho certeza...
Mustafá!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Sol riso


Já disse que sou vaidoso. Há mais de quatro anos venho procurando o meu sorriso Colgate. Sei que será impossível, porque a natureza assim o quis... Uma ajudazinha não vai fazer com que eu seja contratado para uma propaganda daquelas que as pessoas se atiram na piscina sorrindo, mas pelo menos sorrirei com mais sorriso, se é que vocês me entendem.
Sempre sofri com meu dentes. Quando criança minha mãe me deixou sob os cuidados da minha tia Marly. Só minha mãe mesmo... Não posso dizer que foi por descuido dela, porque ela não cuidou de nada, mas eu subi as escadas da casa da Zélia do Zé Carlos da Loja e deparei-me com o cachorro. Para eu me virar e começar a cair - de boca! - pela escada foi um pulo, aliás, vários pulos... Eram dentes de leite, esses que Deus nos permite perder... Perdi vários...
Os dentes permanentes vieram e, mais uma vez, perdi-os. E o pior: os da frente. Numa tentativa frustrada de ser um macaco, cai - de boca! - no chão. Foi uma choradeira...
Ai cresci, parei de ser "vigiado" pela minha tia, parei de me aventurar e passei a tomar conta de mim mesmo e me aventurar nos consultórios odontológicos do mundo. Coloquei aparelho fixo, tirei aparelho fixo, coloquei o móvel, quebrei o móvel, comprei outro móvel. Ufa! Quatro anos se passaram e agora resolvi deixar os meus dentes brancos. Troquei as minhas obturações pretas horrorosas por resinas imperceptíveis que, dizem alguns, não duram. Mas felicidade dura? Que não dure também a vaidade...
Logo, logo farei o clareamento e dou o ar da graça do sorriso aqui no FdG.
Fim da seção descarrego da vaidade...
Mustafá!

quarta-feira, 18 de abril de 2007

O livro da vida


Essa é a estória do Fulano que recebeu do Criador a chance de mudar o livro de sua vida. Foram essas as palavras: "Fulano, entre na Biblioteca da Humanidade, eu lhe concedo esse direito. Procure o seu livro. Você terá 5 minutos para mudar a sua estória. Reescreva-a como lhe convier". O que lhe era direito, era também dádiva, mas era também dever.
Foi que Fulano, ao entrar na Biblioteca da Humanidade, viu diversos livros. E os livros, de costas pra ele, ofereciam-se com suas lombadas. Fulano correu o olho por todos eles. Encontrou alguns livros de conhecidos seus. Não se conteve. A curiosidade venceu a responsabilidade. Direito, dádiva, dever cederam lugares para o prazer de conhecer a vida alheia. Entreteu-se com a vida do Beltrano, do Ciclano e de quem quer que fosse, enquanto o tempo de permanecimento na Biblioteca da Humanidade era seu. Quando lembrou-se da incumbência, aquela que firmara com o Criador e que mudaria seu destino, ouviu:
"Não há mais tempo. Seu tempo era pouco, agora nada. Cuidou da vida de outros ao invés de cuidar da sua..."
Não teve tempo, o Fulano, de mudar o curso da própria vida. Interessou-se, por demais, pela vida alheia.

Mustafá!

Obs.: Esse conto, fábula ou o que quer que chamem não é meu. Conto, ou reconto, apenas com minhas palavras.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Com a palavra: o autor português!

"Tanto é o que precisamos de lançar culpas a algo distante quando oque nos faltou foi a coragem de encarar o que estava na nossa frente".
SARAMAGO, J. O homem duplicado. São Paulo: Cia das Letras, 2004. p. 11.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Egoísmo permitido


Fiz uma promessa pra mim quando ainda era bem criança. Prometi a mim mesmo que seria feliz. Nessa época felicidade eram férias escolares, leite condensado, presente de aniversário, dia de aniversário e presente debaixo da árvore de natal. Felicidade eram suspiros leves, que dividía com meus pais e irmãos.
A medida que fui crescendo as férias escolares diminuíram, meu paladar foi perdendo o apreço pelo gosto doce da lata de leite moça, os presentes se tornaram mais escassos, o dia do meu aniversário passou a representar responsabilidade e as árvores não cobriam mais meus sapatos na noite de natal.
Dai eu pensar que a felicidade não existia.
Não demorou muito passei a atribuir minha felicidade a outras coisas: à formatura, ao emprego, à roupa... Felicidade virou alguns suspiros curtos, que dividi com muitas pessoas, pois não era nada tão importante assim...
Só recentemente descobri que felicidade é coisa que acontece dentro da gente e não dividi-la com todas as pessoas é argumento para prolongá-la. Algumas pessoas não entedem os suspiros que a gente dá. Ser egoísta, nesses casos, é ser sábio.
Suspiros têm me ensinado muita coisa...
Mustafá!

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Para rir dos outros...

Entrem no blog "Estado de Bunda", muito bons textos... Queria ser divertido como o Cláudio...
É só... Quero ficar em silêncio. Aquele silêncio doído, que incomoda até vizinho...
Mustafá!

quarta-feira, 11 de abril de 2007


"E ainda se vier noites traiçoeiras
Se a cruz pesada for, Cristo estará contigo
O mundo pode até
Fazer você chorar
Mas Deus te quer sorrindo"

Mustafá!

Noites Traiçoeiras - Padre Marcelo Rossi (Composição: Carlos Papae)
Para ouvir clique aqui!
Para letra inteira clique aqui!

terça-feira, 10 de abril de 2007


Vamos deixar as janelas abertas
Vamos voltar a falar de amor
Vamos buscar as palavras certas
Não vamos mais querer saber quem errou

Vamos nos ter de novo com mais respeito
Tentar fingir que nada mudou
Curar a dor que dá no peito
Deixa pra lá, o que passou passou


Lembro os dias tão perfeitos
Tão perfeita essa paixão
Tudo tinha nosso jeito
Tudo tinha coração

Não queria esse medo, não queria solidão
Não vá embora, não vá embora não...

Mustafá!
Fonte: Não Vá Embora - Jammil - Composição: Manno Góes

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Ser feliz dói, mas não em mim...
Mustafá!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Sobre a água de galão...


Eu preciso me preocupar com a Guerra no Oriente Médio, com o prédio que desaba no EUA. Eu temo pelo aquecimento global, pela saúde da Nair Bello, pelo salário mínimo que sobe pouco, pelo paredão do Alemão, pela transposição do rio São Francisco... Eu tenho pavor pela falta de grana, pela falta de luz, pela falta de amor, pelo excesso de ódio, pelo assalto à mão armada, pelo assalto sem arma mesmo, pelo cárcere que controla a vida da cidade de São Paulo, pelo cárcere que não foi preso, pelo criminoso que é responsável pela minha segurança... Eu fico aflito com o calor, com as contas do final do mês, com a TV que não passa o que presta, como os programas bons que eu perco porque não estou em casa... Eu tenho nervoso com a quantidade de formiga que aparece na cozinha, com o latido do cachorro da vizinha, com os gritos da vizinha e com tudo o que ela faz, porque isso me incomoda... Tenho ogeriza com ônibus quente, com ônibus quente e cheio de gente, com ônibus quente e cheio de gente e que não anda... E vem você me falar da água de galão?!
Meu Deus! Mais essa?
"Concorda comigo que ele pode ter vindo de um hospital, de um lixão, de um necrotério ou de algum outro local público? E o que isso tem a ver? TUDO! Pois quando você tira a água, não sobe uma bolha dentro do galão? Sabe o que é isso? É ar! E sabe o que tem no ar? No ar tem diversos tipos de vírus e bactérias e eles podem entrar no seu galão pelo simples fato de você estar tirando a água para beber. Agora imagina o ar dos hospitais entrando no seu galão... Quanto aos locais que vendem água de galão, você já viu algum? Você já viu o estoque deles? Muitos deles deixam seus galões, tanto cheios como vazios expostos ao ar livre, sem nenhuma proteção".
Como eu não pensei nisso antes? Como eu não coloquei na minha lista negra de preocupações. Essa mesmo que não me deixa dormir, que não me deixa descançar!
É só, mesmo que já seja o suficiente para eu agradecer pelo findi prolongado...
Mustafá!

terça-feira, 3 de abril de 2007

Mamãe bebê


Por quê as meninas engravidam?
Porque elas não perceberam que sexo é prazer e amor, mas não contrato. Elas se sentem livres, porque gerações antecessoras conseguiram a 'liberdade" para casarem virgens, mas, entretanto, muitas delas sequer perceberam que isto implica riscos e não pensam nas consequências... A mesma liberdade que elas têm para "manipular" o próprio corpo as prende a um outro indivíduo para o resto da vida...
Mas por quê as meninas engravidam?
Porque elas não têm dimensão do conteúdo de seus próprios bolsos, quanto mais da dimensão dos trabalhos que isso acarretará para suas vidas. Se elas não têm dinheiro para comprar camisinhas ou pílulas, como terão dinheiro para sustentar uma criança?
Mas, mesmo assim, por quê elas engravidam?
Porque são produtos de uma sociedade imagética, que não sabe escutar. Elas não escutam os apelos: das mães, de outras amigas que tiveram os mesmos problemas, dos programas de saúde, dos próprios limites de seus corpos...
Mas, ainda assim, por quê as meninas engravidam?
Porque acreditam ter vida plena, mesmo que para isso se esqueçam das vidas que a irresponsabilidade de seus atos geram.
Meninas não foram feitas para serem mães, a não ser de bonecas...
Mustafá!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Wynona Ryder tupiniquim


Sei que não é novidade pra ninguém, mas há muito não me divirto tanto com uma notícia quanto me diverti com a de que o rabino Henry Sobel furtou gravatas nos EUA. Aquele mesmo homem chamado a falar sempre que alguém importante falecia, que algo importante acontecia ou que alguma questão religiosa era discutida. Seus olhos esbugalhados na rede Globo são velhos conhecidos meus...
Que a comunidade religiosa brasileira está em baixa nos EUA também não é surpresa. Primeiro o casal de bispos, agora o rabino... Deve haver outros casos de padres e pastores, mas que não foram noticiados. Ah, deve!
O que me fez rir foi que, assim como os bispos (o bispo e a bispa da Renascer) o rabino deixou a espiritualidade de lado e foi logo roubando gravatas Louis Vuitton. Por que não veio aqui no Shopping Cidade roubar gravatas na Cia do Terno?
Esse episódio hilário - pelo menos aparentemente, porque louco que é louco de verdade rouba qualquer coisa e roubar nos EUA na loja da Louis Vuitton é "loucura", mas não insanidade patológica - só nos faz refletir como estão nossos "pastores" e como nós "ovelhas" (mesmo as desgarradas) estamos livres para pastarmos por onde quisermos sem a orientação, o aconselhamento e a preocupação que merecemos de nossos religiosos. Religiosos de todo o país estão, cada vez mais, perdendo suas referências, como se já não bastasse o mundo cada vez mais apelativo do vício e do dinheiro. Se nossos modelos de dedicação e serviço ao Pai estão assim, como ficaremos?
Atrás da comicidade do fato esconde-se a descrença que cresce cada vez mais em nós, ovelhas sem pastor.
Mustafá!
Foto de uma comunidade do orkut que satirizou o caso.