quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Findi prolongado (!)

Viajo hoje para a Virgínia Sobranceira. Não que eu precise de tempo para pensar em quem votar, porque sei que não chegarei a um nome digno de minha confiança. Não que eu esteja fugindo desesperadamente da capital mineira. Não que eu esteja sendo negligente com o meu trabalho, com a minha dissertação... São só umas horas a mais que possuo e um cansaço imenso que carrego. Só isso.
Mustafá!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Sobre política ou Faço minhas essas palavras...

"Não receio ser repetitivo. Tenho de admitir que "tenho medo". Tenho medo que uma vitória no 1º turno de nosso ilustre presidente – que nada sabe, nada vê, mas que também não age e deixa o descalabro tomar conta de tudo a sua volta – seja uma declaração cabal do povo brasileiro de que tudo pode ser feito neste País, a despeito de questões éticas e de respeito ao cidadão.

Tenho medo da continuidade desta falta de preparo para governar – por mais que alguns avanços na área macroeconômica tenham acontecido, pois todo o resto está entregue à paralisia ou ao atraso – e deste desprezo pela democracia traduzido na vontade de falar diretamente às massas, com desprezo às instituições (lembram do demônio que moram nele, segundo relato do presidente da Gradiente?). Por mais belo que possa ser a idéia de um presidente que supostamente 'só age para o povo', o risco de uma saída totalitária, a meu ver, não é de todo descabida.

Tenho medo de que degradação moral se aprofunde e que nossos filhos convençam-se de vez que os fins justificam os meios, que roubar pode ser louvável, que protestar contra a apropriação de recursos públicos é mera 'invasão de privacidade', que a imprensa livre seja uma instuição discutível e que as punições devem ser apenas meros esquetes teatrais (até serem eliminadas totalmente).

Não acredito que Lula tenha inaugurado a bandalheira. Mas nunca vi tanto orgulho ao se cercar dela. Por mais que se diga, "eu afastei os envolvidos e tudo será investigado, com punição exemplar", o que se vê na prática é o oposto de tudo isso. O ministro da Justiça é o primeiro a acobertar tudo e, passados alguns meses de escândalo exposto na imprensa, os mesmos mensaleiros, sanguessugas, detonadores de caseiros, etc, voltam a ser chamados de 'meninos' e recebem o abraço sempre cordial de nosso presidente. Ou seja: qual o incentivo para que eles parem de agir na criminalidade se o grande chefe da nação os apóia?

Bem, amigos, vou ao 'finalmente' e atrevo-me a encarecidamente pedir uma coisa: que vocês não votem nulo e escolham um dos outros candidatos mais cotados neste pleito presidencial, que, a princípio, parecem ser pessoas corretas: Heloísa Helena, Cristóvam Buarque ou Geraldo Alckmin. Mas, por favor, não entreguemos este cheque em branco – que seria uma vitória no primeiro turno – para que Lula continue tripudiando sobre nossa dignidade.

Tenho tentado fazer o exercício político que me cabe como cidadão: discutir, expor minhas opiniões, ouvir críticas por minhas posturas, tentar rebatê-las, admitir que estou errado em alguns pontos, acreditar que em outros estou certo, mobilizar e pedir. Sei que posturas políticas e pedidos desta natureza chateiam. Tenho me segurado bastante nos últimos meses para não ficar expondo minhas posturas e dar um sossego aos amigos. Mas senti a necessidade urgente em meu peito de lutar por este ideal. Conto com a compreensão de vocês".
Benedito Sverberi

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Classes do tempo...


Começou a primavera. Faz três dias, mas hoje de manhã, olhando o clima indecifrável pela janela do ônibus, eu estava pensando em estações do ano.
Quando era criança, achava que estações do ano eram decididas, por consenso, pelos adultos. Pensava que, quando todos estavam exaustos com o calor, mudava-se o tempo e trazia-se de volta os cobertores. Minha mãe tinha um cobertor de lã de carneiro que ninguém podia usar. Primeiro porque "pinicava" a gente, depois porque só era necessário quando fazia muito frio, mas muito frio mesmo... Um belo dia, não tão belo porque a enchente havia vitimado algumas pessoas, minha mãe doou o cobertor de lã de carneiro, que tinha sido da sua avó, para alguém, sem saber quem seria, sem saber se estava tão frio, nem se a pessoa queria sofrer de "pinicação". Foi a primeira vez que vi o inverno rigoroso ir embora...
Para mim existia só duas estações: aquela em que se podia ir ao clube e deixar a pele ir escurecendo aos poucos no sol e aquela em que tomar banho às cinco horas da tarde era um sacrifício imenso. Mas aí eu reparei, pela janela da casa da Vó Anita, a existência do ipê amarelo. Foi a primeira vez que a primavera fez poesia em minha vida...
Era Deus pintando de amarelo a praça da minha cidade. Era o vento, também designado por Ele, pondo a beleza no chão e cobrindo de tapete amarelo o passeio público.
Descobri, tempos mais tarde, que existia também outono. Era natureza começando tudo outra vez... Deixando-se cair para voltar bonita em outras épocas do ano...
Como Deus é organizado...
Mustafá!

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Menina água com sal


Obs.: e não é que virou moda:

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Confissões de um travesseiro...

Sonhei essa noite que queria muito ir ao show do Claudinho e Buchecha em Itanhandu, mas perdi a hora... Ia de ônibus mas atrasei. Meu pai até me emprestou o carro, mas houve um novo atraso, agora da minha tia...
Aff... depois ainda tem gente que interpreta sonhos... Que diabos faria eu no show do Claudinho e Buchecha? Detalhe: nem o Claudinho vai a um show do Claudinho e Buchecha mais... Que loucura é essa de meu pai me emprestar o carro para eu ir a um show esquisofrênico desses, ainda por cima em Itanhandu? E o pior: o que minha tia Ana Tereza faria no show do Claudinho e Buchecha? Imagino ela cantando e dançando aquela dança que parece um frango destroncado dizendo "tju rurururu"...
Fui até um site para entender o que se passa nessa mente insana. O mais próximo que encontrei foi sonhar com "espetáculo". Eu sei, eu sei... Se nunca fizeram, não seria agora que Claudinho e Buchecha fariam espetáculo, uma vez que um morreu para todo o sempre e o outro para a mídia. Mas ao que eu encontrei: "Assisti-lo: você superará maledicências e intrigas no trabalho, sendo reconhecido por seus superiores. Participar de um: desejo reprimido de ser artista". Bem... mas e minha tia? Vejamos: "[sonhar com tia], de modo geral, indica notícias em breve de parente ou amigo distante; trazendo boas novas sobre uma herança, ou presente valioso. Sorte nos jogos de carta".
Bem, resumindo, não fui ao show, portanto nunca saberei se iria só assistir ou participar do "espetáculo"... Maledicências (palavra envelhecida essa!) no trabalho existirão independente dos meus sonhos... Serei incapaz de superá-las... Heranças, conhecendo a renda per capita dos familiares que tenho, não me interessam...
Se a vida se apresenta sisuda, permita o sonho de não se-lo.
Mustafá!

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Sangue na bandeira branca

Assisti ontem a "Beslam - 3 dias em setembro". O documentário mostra o terror vivido num colégio na pequena cidade russa de Beslam (34 mil habitantes) nos primeiros 3 dias de setembro de 2004. Terroristas chechenos invadem o colégio matam mais de 330 pessoas (entre elas mais de 150 crianças) com o intuito de por fim à Guerra da Chechênia. Além da compaixão, diversos sentimentos rondaram meu pensamento.
Guerras existirão sempre. Mesmo que injustas, mesmo que estúpidas. Enquanto houver ser-humano e dinheiro, haverá guerra. A questão está em estabelecer quem são os reais envolvidos na batalha. Crianças de 3 a 12 anos? Pais e professores que só queriam reiniciar o período letivo?
Os governantes, os que na maioria das vezes são os responsáveis pelas explosões, pelas mensagens de guerra e pelos ataques, são os que menos se envolvem. Os civis, que muitas vezes desconhecem o significado das bombas e das agressões, são os que mais sofrem com os estilhaços fincados ao corpo e à memória...
Crianças choram porque temem, não porque perdem territórios, armas, petróleo... Crianças gritam porque não sabem o que fazer com o medo, não porque desejam mal ou carregam consigo o desejo de vingança...
A surpresa é ver a menina, com chance de sobreviver, voltar em busca da mãe que ficou em poder dos sequestradores. Surpresa é ver o pai, com quase toda a sua família morta, esconder seu único filho vivo embaixo dos corpos, para que ele sobreviva... Surpresa é ver que, apesar de toda a pressão, ainda existem seres-humanos capazes de lutar não pela morte, mas pela vida...
3 dias em setembro... Todos os sentimentos da guerra... Alguns sentimentos de paz...
Mustafá!
Obs> problemas com a foto...

sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Silêncio de mim

Hoje acordei com uma vontade imensa de ficar só. Sozinho de mim também. Levantei com uma vontade de não pensar em nada, inclusive nos sentimentos mais meus. Rezei para que quando abrisse a janela estivesse nublado e frio, para que eu pudesse mergulhar minha cabeça no edredon, assistir a um filme B, nas sessão da tarde (que fosse!), e me empanturrar de leite condensado...

Lá estava o sol. Ele não cobrava de mim sua existência e nem me questionava o porquê de eu desejar o seu sumisso. Gosto de coisas assim: que existem e não interferem na minha existência... Que brilham, apesar da minha falta de brilhantismo, mesmo que momentânea...
O céu estava bonito e eu lembrei que tinha dentista. Isso significa, inevitavelmente, dor de dente à noite... Troquei o meu programa de sessão da tarde pelas minhas responsabilidades... Palavra chata essa: responsabilidade! Sexta-feira e responsabilidade não poderiam se encontrar...
Mas sol brilha independente de nossa vontade. Mas nossa vontade é so uma num mundo muito grande que funciona com a vontade de todo mundo, que na verdade nem existe... É consenso...
Preciso ficar mais quieto comigo mesmo... E isso não significa silêncio...
Mustafá!
Para ler:

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Show de horrores


Havia um tempo que o sucesso estava condicionado ao talento. Para ser cantor "das paradas de sucesso", do tipo que freqüentava o programa "Globo de Ouro", tinha que cantar efetivamente, vender muitos discos, ter presença de palco, dançar, enfim, ser um artista completo...
Ai veio a Xuxa, gravou muitos discos, vendou horrores e pois tudo a perder...
Ser ator antigamente significava fazer carreira. Como Glória Pires, que estreou aos 6 anos e, até hoje, faz rir e chorar nas novelas das oito...
Ai vieram os BBBs, celebridades instantâneas e puseram tudo a perder... Nem a novela das oito começa às oito...
Artistas atualmente só dançam, falam mal (quando o fazem!), posam nus, ganham dinheiro e depois desaparecem como vieram, sem dizer o porquê...
Meu amigo Cláudio colocou um link em seu site Estado de Bunda que me mostrou o fundo do poço. Se este não for o fundo, não saberei onde iremos parar... Um amigo perguntou se a Sheila Mello não tem amigo... Amigo que é amigo avisa: "Pega leve!".
Tornamo-nos uma sociedade que privilegia a forma e afirma que o conteúdo é simples, quando se preocupa com ele... Tenho medo de não poder ter saudade de nada...
Corredeira abaixo!
Mustafá!

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Música de Fundo...


Eu sei, jogos de amor são pra se jogar. Ah, por favor, não vem me explicar o que eu já sei e o que eu não sei.
O nosso jogo não tem regras nem juiz. Você não sabe quantos planos eu já fiz. Tudo que eu tinha pra perder eu já perdi. O seu exército invadindo o meu país...
Se você lembrar, se quiser jogar me liga, me liga!
Mas sei que não se pode terminar assim. O jogo segue e nunca chega ao fim e recomeça a cada instante. Eu não te peço muito coisa, só uma chance. Pus no meu quarto seu retrato na estante. Quem sabe um dia vou te ter ao meu alcance... Ah, como ia ser bom se você deixasse.
Se você lembrar, se quiser jogar me liga, me liga!
Me liga (Herbert Vianna)
Mustafá!

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Trem da alegria!


Ontem fiquei com pena da menina... Chorou no Domingão do Cha(s)tão, só porque as pessoas não entenderam que ela mostrou a pexereca por descuidada que é... Gente, esqueceu a calcinha em cima da mesa... Normal! Eu vivo esquecendo meu aparelho na bandeja do restaurante da UFMG... Tive uma vez que revirar o lixo para encontrá-lo! Deixa a menina e a perseguida da menina sossegadas...
.:MOMENTO DIÁRIO:.
Demos um pulinho em Ipatinga, no casamento da Monalisa... Após uma pitoresca viagem de trem, ficamos no aconchegante hotel. Coisa fina! Felicidades aos noivos! E as fotos estão aí:

No trem

O trem

Trem de doido!


Uh! Trem bunitu!

Mustafá!

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Conquistador barato

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Dependência!


Usuário: Aqui! A biblioteca vai funcionar a que horas amanhã?
Bibliotecário: Não funcionaremos amanhã. Sete de setembro. Dia da Independência!
Usuário: Hum... E sexta?
Bibliotecário: Não funcionaremos.... Independência é coisa para se comemorar em vários dias...
Usuário: Hum...
Mustafá! Bom findi prolongado...

terça-feira, 5 de setembro de 2006

No donut for you


Eu tenho vontade de rir quando ouço alguém falando em privacidade na Internet, principalmente no orkut. Adoro quando vejo aqueles scrapbooks vazios, fico pensando: "coitados, nem uma vida interessante para oferecer..." Eu deixo a minha escancarada, não sei se é porque tenho preguiça de apagar os scraps (não, o orkut não permite que apaguemos todos de uma única vez!) ou se porque se não souberem de mim por lá, saberão por aqui...
Mas eu fico chateado quando o orkut atrapalha a vida das pessoas. É! Fim de namoro, separação, disquite, diz-que-me-disse, fofoca, falso-testemunho... Eu sou um tipo comum, no meu scrapbook tem mensagens água com açúcar, uma alfinetada aqui, um elogio acolá, uma cobrança no meio e um monte de gente me dizendo "olá" porque faz tempo que eu não os vejo... E só... Não tenho nada para esconder... Se fosse esconder também não seria do orkut, que é instrumento de bisbilhotar a vida alheia, big brother de internauta...
Mas não é que tem assaltante sendo reconhecido pelo site da amizade? Onde está a privacidade do rapaz, gente? Rouba e não pode carregar porque tem gente fuçando no profile dele! Onde já se viu que coisa mais feia, atrapalhar o serviço do menino? Teve trabalho e depois foi preso porque tava on-line... Provavelmente atualizando o álbum...
É bom que aprende... Roubar pode, ficar exposto no orkut não!
Mustafá!

sábado, 2 de setembro de 2006

Procura-se


Uma cara batida, que aparece sempre que você não tem razão, que você achava que tinha razão, quando você não tem palavras, quando você tem palavras demais, quando você fica assustado, quando fica na expectativa, quando já não tem mais o quê esperar, quando ouve o que não quer, quando fala o que não devia, quando se decepciona, quando não consegue e quando consegue demais e não sabe o que fazer com o que conseguiu...
Cara de bunda...
Mustafá!