terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Operação de adição para fevereiro e março:

Eu e Fabi, juntos aprontando...
+

Carnaval no Rio de Janeiro até o dia 27/02...

+

João Pessoa até o dia 07/03...

=


Mustafá!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

"É isso aí"


É isso aí: arrumar as malas (mesmo que seja só uma mochila) e voltar para casa (mesmo que seja só por uma noite e dois dias) é sempre bom. Ainda mais quando não nada nem ninguém que possa tirá-lo do sério. Muitas conversas e risos, muito colo de pai e de mãe e a certeza de que algumas decisões são necessárias!

É isso aí!
Mustafá!

.: MOMENTO ANA CAROLINA CANTA A MINHA VIDA :.
É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
(Ana Carolina)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Filosofia de botequim...


"Eu gosto de mim todos os dias. Mesmo que todos os dias eu me veja uma pessoa diferente no espelho..."
Ana Lima (Grande Amiga)
Tem coisas que só alguns copos de bebida fazem por você...
Bom findi!
Mustafá!
Obs.: Hoje é aniversário da Ju (namorada do ElBuesta), eles estão em Cabo Frio enquanto eu estou nesse calor!!! Mas mesmo assim quero desejar toda a felicidade para ela, que já é minha priminha do coração!
Obs2.: Tô indo pra Terrinha!!!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

Felicidades!


Ontem foi aniversário da cidade de São Paulo. Meus parabéns tardio para essa cidade que confere ao Brasil números absurdos que servem tanto a pobreza quanto a riqueza.

Nas comemorações não poderia ter sido diferente. De um lado um bolo quilométrico que acabou em quatro segundos e Zezé di Camargo e Luciano. Do outro, o filme “Dois filhos de Francisco”, que não tem relação nenhuma com a dupla que estava cantando no palco.

Ver aquelas pessoas voando e derrubando tudo por causa de alguns pedaços de bolo me faz pensar que a miséria é tão grande naquela cidade, que não há motivos para comemoração. Miséria de espírito, miséria de educação, miséria de higiene e miséria de comida, inclusive.

Ver aqueles dois cantando (o Zezé di Camargo para variar esgoelando!) no palco também não me confere motivos para comemoração. Miséria cultural. Letras frágeis, música simples, temas eróticos tratados sem o mínimo cavalheirismo, valorização do brega.

Ver as pessoas sentadas assistindo ao filme já me dá um certo alívio. Uma certeza, mesmo que lá no fundo, de que é possível transformar uma biografia interessante num bom filme, mesmo que a estória tenha que acabar quando o sucesso dos cantores começa. Quando a breguice entraria em cena é hora do “the end”.

Muitas daquelas pessoas não têm dinheiro para comprar bolo. Poucas têm para ir ao show da dupla. Outras, nem o suficiente para ir ao cinema.

Resta saber qual oportunidade eles perderam.
Mustafá!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Dados, enquanto eu não derreto!


"Se o Sol morresse de morte súbita, nós só saberíamos que ele apagou 8 minutos e 15 segundos depois. Isso porque a luz leva esse tempo para chegar até nós.
Se o Sol fosse comparado auma bola de basquete, Júpiter seria uma bola de golfe; Saturno, uma bolinha de ping-pong; Urano e Netuno, bolinhas de gude; e Plutão, menor que a metade da cabeça de um alfinete.
O Sol é uma grande bola de gases incandescentes. Sua massa é 330 vezes maior que a da Terra e seu diâmetro é cerca de 110 vezes maior que o do nosso planeta. Seu centro está a uma temperatura de 15 milhões de °C. Sua superfície tem uma temperatura média de 5500 °C. Anomalias magnéticas ocorrem em sua superfície, formando regiões mais escuras conhecidas como "manchas solares". Essas anomalias magnéticas causam um resfriamento dessas regiões, que se encontram a cerca de 4 000 °C. Observando-se os movimentos das manchas com o passar dos dias, pode-se medir o período de rotação do Sol, que é de aproximadamente 26 dias.
A coroa solar, região de gases ao redor do Sol, está a uma temperatura de aproximadamente 1 milhão de °C".

Eu? Eu não sei de nada... Com esse calor não consigo nem pensar...
Mustafá!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Enquanto isso, no mundo superlotado dos presídios...


Debaixo de um sol de mais de 60 graus (porque não é possível que a temperatura seja menor que essa!), estou lendo algumas noticias... quer dizer... pérolas do jornalismo brasileiro. Dêem uma olhada:

"Terça, 24 de janeiro de 2006, 15h01
CE: detentos acham a chave da cela e fogem

Nove presos fugiram da delegacia do Pirambu, no Ceará, na manhã de hoje. Os detentos acharam a chave da cela que teria caído por acidente na noite desta segunda-feira. Segundo a polícia, somente três homens foram recapturados. Essa é a segunda fuga de detentos na delegacia em menos de 48 horas. Dois homens que fugiram no domingo ainda não foram recapturados. A delegacia está superlotada com o dobro de sua capacidade de vinte presos".

Reflexão pós-leitura dessa belíssima noticia:

- Pirambu? Onde é que fica isso? Depois dizem que Virgínia é que está fora do mapa (alguém viu a referência que fizeram de Virgínia na minissérie JK?);
- A chave teria caído por acidente! Hahahahah!!! No mínimo o preso era irmão do carcereiro... Pirambu não deve ter mais habitantes que Virgínia...
- Segunda fuga em menos de 48 horas... Hum.... não sei porque reclamar de superlotação... Tanta gente indo embora, sobra lugar...
- "A delegacia está superlotada com o dobro de sua capacidade de vinte presos”. Que frase é essa? Prendam o jornalista!!!

Mustafá!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Vencedor...

Eu preciso deixar que o tempo cuide das coisas. Só ele o faz da maneira mais tranqüila e da maneira mais sensata. Eu preciso aprender com o tempo que ansiedade só faz a barriga da gente esfriar, só faz o estômago da gente doer...

Deixar-se ouvir o tic tac do tempo tranqüilo é um dom que eu não tenho, mas eu aprendo aos poucos com o próprio tempo.

Gosto de tudo para antes de ontem cedo e fico com raiva quando tudo só pode sair para o mês que vem... São coisas do tempo. Ajo como se pudesse mudá-lo, para mostrar ao tempo que também tenho vontades, mas às vezes a derrota é inevitável.

Eu sento e espero. Não a morte, mas a vontade do tempo, que esse sim é sábio!

Ouvi uma música esse findi que já ouvira outras vezes, mas a letra só agora conseguiu fazer-me entender:


“Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá os que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
Olha você e diz que não
vive a esconder o coração
Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
só procura abrigo
mas não deixa ninguém ver
Por que será ?
Eu que já não sou assim
muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz”.

(O vencedor – Marcelo Camelo)
Mustafá!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Vamos conversar sobre o tempo!

Culto a frivolidade

Digamos que folhas em branco, sejam elas de papel ou de word mesmo, deixam-me angustiados. É como sentar ao lado de um velho amigo e não ter o que conversar. Será que o silêncio pode significar o fim? Duvido... Silêncio pode significar muita coisa, eu sei, inclusive o fim, mas não o fim definitivo. Fim definitivo se faz com palavras e ponto final. Ponto final.

Olhar para a página clara e não maculá-la pode me fazer pensar que o assunto acabou. Eu prefiro pensar que o assunto não veio. É mais confortante.

Hoje o assunto não veio e as frivolidades fazem-se necessárias: o sol está escaldante e o trabalho está bem monótono por esses dias; fui à casa da minha amiga ontem (a pé!) e o interfone não funcionou. Murphy foi comigo e eu esqueci o celular. Fiquei do lado de fora e ainda levei fama de mentiroso... Big Brother está exibindo sua edição mais estafante. Tudo bem, a Globo fica me devendo um programa. A Sarah (mulher do Juscelino) era uma “pé-na-saca”, se é que existe o feminino de “pé-no-saco”. Desculpem-me pelo linguajar, tirem as crianças da sala... Se bem que essa série está tão pitoresca e romanesca, que eu não duvido que a Sarah fosse uma negra super bem humorada na vida real e esteja sendo retratada como um bibelô.

Estou sentindo ciúmes. Ciúmes é o medo de perder aquilo que se tem e que se gosta. Não é possível ter pessoas. Pessoas são, sentem, agem, pensam... Mas não é possível tê-las. Não posso e não devo sentir ciúmes... Vai passar...
Para divertir:
Bom findi! Mustafá!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Ouvidos para pensar


A porta da biblioteca está aberta. Estão também as janelas. O lavador de carros abriu também as portas do veículo e solta aos quatro ventos palavras de Cazuza. Os usuários não conseguem se concentrar para os estudos, mas com Cazuza interrompendo o pensamento da gente, não há como não mexer-se por dentro:


Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria


Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor
Bem faz o lavador que trabalha ouvindo Cazuza. Ele sabe que não há esforço que não possa ser melhorado...
Mustafá!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Eu juro mas com figas...


Eu finjo as vezes que tenho viagem marcada para amanhã. Uma viagem de férias. Sinto melhor quando tenho alguma coisa boa para pensar. Se ela não existe eu invento. Podem achar que é loucura, eu acho que é uma maneira de não enlouquecer.
Tenho mania de dizer coisas de modo diferentes para que elas pareçam maiores ou menores do que realmente o são, dependendo da situação. Torna a vida melhor... Sei lá, conforta a alma e eu adio o sofrimento.
Esqueço que é segunda-feira, minto para mim mesmo que minha poupança está abarrotada de dinheiro, prometo que vou voltar na loja e comprar todas as camisetas e tênis que eu vi e gostei (mas outro dia!), digo que não vou pegar ônibus porque é perto e ando milhares de quarteirões (ainda tem a desculpa de dizer que estou fazendo um exercício!), faço com que meus sonhos se tornem realidades dentro da minha cabeça - tudo isso é possível!
Sou talvez o que a personagem que fazia o jogo do contente era. Mas só as vezes. Só aquelas vezes em que tenho vontade de dizer para o mundo parar para eu descer. Quando estou preparado para as coisas, assumo-as com determinação, mas isso não é sempre. Sempre é dificil de ser. Sempre não é sempre.
Não sou omisso à vida. Talvez tampe o sol com a peneira em algumas situações para eu pensar que é noite o que é só sombra. Procuro encontrar a felicidade imaginária, já que a verdadeira felicidade plena não existe e felicidade momentânea é aquilo que o adjetivo diz.
Amanhã tenho viagem marcada. Não é verdade eu sei, mas deixa eu pensar só um pouco assim? Eu assumo essa mentira que me traz sorrisos e bons pensamento. Prefiro uma boa mentira a uma verdade aterrorisante.
Amanhã vou ver o mar!
Mustafá!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

"Não me convidaram para essa festa pobre"

Durante muito tempo sofri achando que era eu e meus amigos da Arqsol os únicos ilustres desconvidados da face da terra. Percebi que não. Existe gente sofrendo do mesmo mal. Não me perguntem como esse e-mail veio parar na minha caixa-postal. Os nomes, tanto das pessoas envolvidas quanto da faculdade, são verídicos... Também, falar de ética e respeito depois dessa é bobagem!

"Depois de convidado para ser patrono, o Professor Rubens de Oliveira recebeu dos formandos dos Cursos de Administração, Jornalismo e Turismo 2005-2 da Universidade Estácio uma mensagem eletrônica desconvidando-o de forma cortês, pelo fato dele só ter contribuído com quantia pequena para as festividades. Em resposta o desconvidado aceita o desconvite e desanca os convidantes. Como é atual essa história de paraninfo e dinheiro, de forma expressa ou implícita, vale a pena ler a troca de correspondências entre os estudantes e o mestre desconvidado...


E-MAIL DA COMISSÃO DE FORMATURA:

Assunto: Desconvite Patrono Estácio
Data: 02/12/2005

Excelentíssimo Dr. Professor Rubens Araújo de Oliveira
Nós da comissão de formatura 2005/2 dos cursos de Administração, Turismo, Jornalismo e GSI da faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, vimos por intermédio desta, comunicá-lo de uma situação que nos deixa muito constrangidos e de certo modo frustrados:

Há alguns meses, em visita pessoal entre os membros da comissão de formatura à Vossa Senhoria, solicitamos e fomos prontamente atendidos e correspondidos na solicitação do convite, que muito nos honraria para homenageá-lo como Patrono das turmas acima mencionadas.

Até então, também foi abordado a possibilidade de um auxílio para amenizar os custos referentes a formatura. Hoje pela manhã, fomos informados formalmente que o auxílio que poderia ser repassado aos formandos seria de R$ 1.000,00, que entendemos que esteja dentro das suas atuais possibilidades financeiras.
Ao repassar esta informação, a comissão e os demais formandos ficaram em uma situação delicada em face da dificuldade em completar o orçamento.
Os mesmos reagiram e sugeriram o auxílio de outra pessoa, que era também cogitado a ser homenageado, cujo valor disponibilizado amortizará o custo relativo ao local da colação de grau, pois contávamos com a disponibilidade do novo auditório da Estácio.

Então, diante desta situação extremamente complicada, nós da comissão acatamos o que a maioria dos formandos optou, que é de homenagear como Patrono a outra pessoa que fará uma contribuição mais elevada.
Gostaríamos de agradecer o aceite e o comprometimento, nos desculpar pela alteração e pelo não cumprimento do convite que fora gentilmente aceito pelo senhor, mas diante dos fatos, a maioria decidiu que seria mais justo homenagear a pessoa que se propôs a fazer a maior contribuição para com os formandos.

Ficamos no aguardo de um retorno do recebimento deste.

Atenciosamente;

Alex ( ADM ) / Sabrina ( TUR ) / Deise ( JOR ) / Rafael ( ADM ) /Juliana (TUR ) / Mônica( GSI ) Comissão de formatura 2005/2

RESPOSTA DO PROFESSOR:


Prezados Acadêmicos da Comissão de Formatura dos Cursos de Administração, Jornalismo e Turismo 2005-2, Vocês não devem se sentir constrangidos. Frustrados sim. Constrangidos nunca! Quem sabe este constrangimento não se trata de vergonha! Ou falta de caráter! Ou ainda falta de ética!

Entendo que estou "desconvidado" para ser Patrono. Em minha vida dequase 30 anos como professor, devo ter sido patrono, paraninfo, nome de turma e homenageado - dezenas de vezes. Jamais imaginei que formandos convidassem e "desconvidassem" patronos por dinheiro! Enfim, sempre há uma primeira vez para tudo.

Se eu utilizasse a mesma moeda (literalmente) é uma pena não ter sido comunicado antes... Neste caso, por idêntico critério não teria pago minha parte como "patrono" na última festinha de confraternização dos formandos.

Meus queridos ex-futuros afilhados:

Eu é que me sinto constrangido.Decepcionado.Surpreso.Triste mesmo!Constrangido porque pensei que o convite realizado fosse uma homenagem ao Ex-Diretor Geral da Estácio pela sua capacidade de administrar e levar adiante um projeto que em cinco anos tornou-se a maior escola de administração de SC. Todos os cursos que ora estão se formando obtiveram a nota máxima de avaliação do MEC Patrono é isso: uma pessoa que os formandos entendam deva ser exemplo na área de atuação dos cursos.Decepcionado porque pensei que nossos alunos honrassem o título de Bacharel após quatro anos muita de luta e sacrifício. Patrono é isso: uma pessoa que dignifica a profissão.

Surpreso porque jamais imaginei ter sido "comprado" como Patrono. Isto é, fui "eleito" pelos formandos somente porque iria dar dinheiro para a formatura. Patrono não é isso. Patrono não se vende.

Triste porque vejo que não consegui - após quatro anos de curso superior - mudar os valores de alguns alunos da Estácio SC. Patrono é isso: uma pessoa que possui valores que prezam pela ética, moral, honra e palavra.

Sinto-me aliviado. Dormirei melhor... Não consegui comprá-los por R$ 1.000,00. Obviamente a honraria de ser patrono vale muito mais que isso.

Tivesse eu as qualidades de um patrono acima citadas - talvez me sentisse "enojado" com a situação. Como não as possuo, sinto-me aliviado em ter poupado um dinheirinho que seria gasto com pessoas das quais me envergonho ter sentido alguma consideração de relacionamento.

Assim sendo, e como não resta alternativa com muita alegria aceito o "desconvite".

Entendo que outros formandos não devem compartilhar da mesma opinião dessa Comissão. À estes desejo sucesso e sorte.

À Comissão de Formatura e aos outros que trocaram o patrono por dinheiro o meu desprezo. Seguramente a vida lhes ensinará o que a faculdade não conseguiu!

Por último, desejo à todos a felicidade da escolha de um Patrono bem rico! Que ele possa pagar todas as despesas e
contas... Seguramente a maior qualidade do homenageado!

Que tenham uma excelente formatura. Estarei lá - presente na qualidade de professor da Estácio. Digam ao acadêmico orador - que em seu discurso não fale em qualidades dignas do ser humano. Muito menos em decência honra, moral e ética. Se assim o fizer - irei aparteá-lo e chamá-lo de mentiroso!

Atenciosamente,

Prof. RUBENS OLIVEIRA, Dr. Ex-futuro Patrono dos Cursos de Administração, Jornalismo e Turismo da Estácio de SC.
"

Eu gosto é disso! Rubens, junte-se a nós! Mustafá!

*Brasil - Cazuza

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

O armário que carrego comigo...

El Armário - Adriana Serlik
Estou de volta! E agora é para retomar a rotina de posts diários, de estórias, confusões, fofocas, disse-me-disse, papagaiada, lenga-lenga, chove-não-molha, firulas, papos-cabeças, lero-leros, enfim, disposto a chorar e a sorrir a medida que as circunstâncias assim exigirem.
Esse espaço tomou proporções que eu não imaginava e hoje, já com um ano escrevendo o que presta e o que não presta, fico muito feliz ao receber e-mails de amigos cobrando a volta, mandando scraps reclamando da falta de pontualidade dos textos e, o mais engraçado de tudo, é quando encontro alguém que há muito tempo não vejo mas que começa a comentar fatos ocorridos comigo ou opiniões que emiti. Só depois de algum tempo percebo que muitos sabem de mim ou têm notícias minhas pelo FdG.
Temo que escrever minha dissertação faça com que eu não tenha tempo para o FdG ou que a escrita acadêmica me distancie da informalidade que eu preciso para escrever os posts aqui. Mas isso são problemas que já virão resolvidos ou que se resolverão quando chegarem, não é mesmo?
Recebi de "inimigo oculto" um presente muito criativo da Lu. Ganhei uma gaveta sem fundo. Ela disse que o fundo da gaveta eu já tinha, faltava as beradas. Sem dúvida o FdG já faz parte da minha vida e é melhor que eu não destrua esse caminho que construi para me comunicar com meus amigos.
Esse findi eu me mudei novamente e a toda mudança eu chego a conclusão que temos muito mais do que precisamos e desconfio que preciso aprender que ser feliz não é acumular coisas. Talvez sentimento e pessoas não possam ser acumulados como queríamos, do tipo guardar todo mundo com a gente em nossas gavetas e preservar bons sentimentos em nossos armários. Resta-me o coração e a memória. Sinceramente, minha memória não é das melhores, mas tenho certeza que os bons sentimentos e os bons amigos ficam retidos comigo. Levo-os em todas as minhas mudanças, que ultimamente são frequentes. Pode até ser que eu mude também, mas o carinho e o apreço, esses permanecem.
Construí um armário dentro de mim. Ele tem várias gavetas. Guardo as pessoas em gavetas diferentes. Não podemos misturá-las. Existem aquelas que se preocupam mais com a gente, aquelas que cuidam mais da gente. Existem aquelas que estão do nosso lado fisicamente, mas de longe são as que nos acolheraão no momento de problemas. Amizade talvez não seja isso: demonstrações de amizade. Mas amigos que manifestam a amizade diferente de outros merecem gavetas mais confortáveis e mais espaçosas no armário que carrego comigo. Outras pessoas não merecem dividir espaços com ninguém, por isso, num momento de mudança, vão para o lixo.
Fiz isso esse final de semana. Mandei coisas que não me serviam para o lixo. Coisas que serviam para mim mas que eu tinha em excesso, dividi com quem não tinha. Pessoas sem as quais eu não posso viver, vieram comigo, outras, foram para o lixo... Não posso dividí-las com niguém, pessoas não se doam, se têm...
Mustafá!

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Arrumando as malas de volta...


Meu Deus, tem leitor me cobrando o fim das férias... Eu explico. Na verdade não estou de férias do FdG completamente, tirei uma folguinha só para poder aproveitar o tempo e começar a arrumar a mudança (pois temos que levantar acampamento até sábado), trabalhar na segunda etapa do vestibular (ando acordando pra lá de Deus me Livre de cedo!) e terminar algumas pendengas acadêmicas que ficaram de 2005... Nada mais. Semana que vem o FdG volta diariamente... Obrigado por sentir a nossa ausência.
Não sei como serão minhas noites de sono daqui pra frente, pois com a minisérie JK no ar e agora o BBB, devo dormir só depois daszuma... BBB vai ter gosto diferente para nós do sul de Minas, tem participante da terra natal e isso é coisa rara de se ver. Vou torcer pelo passaquatrense para que ele faça melhor que o José Dirceu (até ai a incubência é fácil!) e para que ele se lembre que num encontro de jovens católicos eu arranjei um lugar para ele dormir (acho até que ele vai querer dividir uma bolada de dinheiro comigo... risos!).
Bem, que cachaça é o BBB! Mas tudo bem... A gente ta aí é pra isso mesmo...
Na iminência de também ficar famoso a qualquer hora e a qualquer custo, despeço-me!
Mustafá!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Serviço de utilidade pública


Para aqueles que já estão exaustos com o ano que começou, boas notícias:

- Carnaval: 25, 26, 27 e 28 de FEVEREIRO
- Páscoa: 14, 15 e 16 de ABRIL
- Tiradentes: (21.04) cai numa SEXTA
- 1º de Maio: cai numa SEGUNDA
- Corpus Christi: 15, 16, 17 e 18 de JUNHO
- Revolução Constitucionalista: (09.07) cai num DOMINGO
- 15 de agosto: TERÇA (Feriado Municipal em BH / emenda?)
- 12 de outubro: QUINTA
- Finados: (02.11) QUINTA
- 15 de novembro: QUARTA
- Natal: De domingo pra segunda
- Ano Novo: De domingo pra segunda

Tá fraco ainda eu sei, mas ai vem a Copa:

- 13.06 (terça) - Brasil x Croácia, às 16h00
- 18.06 (dom) - Brasil x Austrália, às 13h00
- 22.06 (quinta) - Japão x Brasil, às 16h00

Se o Brasil passar:

- OITAVAS DE FINAIS - 27.06 (terça), às 12h00
- QUARTAS DE FINAIS - 01.07 (sáb), às 16h00
- SEMIFINAL - 05.07 (qua), às 16h00
- FINAL - 09.07 (dom), às 15h00


Ah! E hoje é sexta-feira!!!! Mustafá!

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Resumo da ópera

Bem, tenho muitas novidades e esse post ficará enorme, já vou logo avisando. Até porque resolvi colocar algumas fotos para ficar mais interessante.

Meu aniversário foi muito divertido. Tenho certeza que os amigos que foram e conseguiram entrar gostaram muito. Já os que não foram e os que ficaram na fila do lado de fora, sinto muito... Ganhei muitos presentes e, tenho a impressão, de que as pessoas querem me ver de verde nesse ano que se inicia. Ganhei presentes cultos (livros, cds e dvds) e presentes para as baladas (roupas e bebidas). Gostei de todos. Principalmente adorei a presença de pessoas divertidas e que caíram no samba comigo.

Voltar para Virgínia teve um gosto diferente dessa vez. Levava comigo saudades de todos. Trouxe de volta um pouco de magoa (algumas pessoas têm o dom de fazer isso comigo), um pouco de raiva (sou genioso sim e quando algumas coisas ficam entaladas em minha garganta meu organismo todo responde) e a sensação de que tenho me distanciado cada vez mais de lá (não me reconheço mais nas pessoas, nas conversas, nos programas...). E o pior de tudo: a família não vai bem: ciúmes e inveja e tudo isso misturado. Uma receita perfeita para discussões e para ter a impressão de que não conheço as pessoas com as quais eu convivo há muito tempo.

A noite de natal caiu triste. Quando estamos reunidos as ausências se fazem mais sentidas. Mas nem tudo foi motivo para choro. Ver a família reunida, mesmo que por pouco tempo, foi divertido. Ganhei muitos presentes. Uma constatação: nós não somos mais os mesmos que nos reuníamos em volta daquela mesa da casa da Vó Ita. Não só crescemos, mas pensamos e agimos de maneira diferente um do outro. Resumo da ópera: algumas alfinetadas aqui, alguns abraços meio duvidosos acolá e a rispidez de algumas pessoas de sempre...

Fazer as malas para o Rio foi mais divertido do que eu imaginava. A ansiedade pela cidade maravilhosa somou-se a vontade de sair daquela roda viva que se tornara a minha cidade natal. Chegar no Rio e reencontrar amigos e o mar foi definitivamente maravilhoso.

Eu, Ni, Carol, Ana e Daniel em Ipanema

Algumas experiências inusitadas aconteceram: primeiramente juntar duas pontas da minha vida. Reunir amigos de Virgínia e de BH foi uma coisa muito boa, como se tudo fizesse parte de um bolo muito saboroso. Depois fomos para a Avenida Rio Branco e desfilar ao som de marchinhas e sambas enredo foi como se eu fizesse parte realmente do Rio e me tornasse, momentaneamente, carioca. Acho que puxei o r, sei lá... Bem, de famosos, não vimos ninguém, a não ser o Lobão, o Serginho (cabelereiro do BBB) e a Perla Menescau, ou seja, ninguém de famoso mesmo... Mas sei que estive muito perto de gente muito famosa, afinal de contas assistimos aos fogos num terraço de frente para a praia de Copacabana. Aliás, essa foi outra coisa inusitada. A vida vale mesmo pelos contatos que a gente tem...

Bebemos o suficiente para ficarmos muito mais felizes do que qualquer outra pessoa na orla de Copacabana e Ipanema. Para falar a verdade éramos, sem dúvidas, os mais felizes daquelas 2 milhões de pessoas. Choveu uma quantidade suficiente de água para lavar aquilo que estava estranho em mim do natal. Voltei melhor para casa, mesmo querendo me mudar de vez para o Rio.

O Rio, para variar, é a cidade onde as contradições convivem muito bem. Se quando olhávamos para baixo do terraço enxergávamos um monte de gente amontoada, se espremendo para conseguir olhar para o céu, ao olhar para os lados enxergávamos gente muito fina, elegante e pouco sincera (contrariando as expectativas de Lulu Santos). Mas todos, dos que empunhavam champagnes aos que arrastavam uma cidra, estavam muito felizes.


Niã, Carol, eu e Ana estourando Champagne

Fabi, Ni, eu, Ana e Wal no terraço de frente pro mar em Copacabana

A nossa vista...

O carnaval que aquilo se formou...

Os fogos...

Não fiz planos para 2006. 2005 foi um ano muito tranqüilo e se essa tranqüilidade permanecer ficarei feliz. Descobri que tenho alguns amigos muito sinceros. A vontade de estar ao lado de todos vendo aqueles fogos fez com que eu tivesse que engolir o choro, mas foi, tenho certeza, melhor do que não sentir nada ou ainda solidão.

Descobri também que família não se constrói com boas intenções, se constrói com convivência e com gênios difíceis. Mas deixa pra lá, não quero aborrecer ninguém com meus problemas. O mundo não merece ouvi-los.

Quero pensar cada vez mais em mim esse ano. Tornar-me um egoísta nato. Quero me preocupar com meu trabalho, com minha dissertação, com meus pais e meus irmãos (sem agregados nenhuns!!!), com meus amigos de verdade. Mais nada. Descobri que o dinheiro compra pouca coisa, mas é responsável por um monte de outras coisas ruins. Desisti de correr atrás dele. Ele que venha atrás de mim.

O único plano que fiz é que vou a mais micaretas que o no ano passado. Isso já me deixará mais pobre o suficiente para aprender a curtir a vida sem muitos stresses, sem ligar muito para as conseqüências.

Vou continuar com o FdG. Preciso continuar. Meus dias são mais interessantes quando os leio através desse blog. Serão muitos mustafás outra vez. Afinal já foram quase trezentos.

Ufa! Tenho dito...

Mustafá!



segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Feliz aniversário FdG!

Acho que as coisas se tornaram sérias demais por aqui. Nossa! Já faz um ano que fico aqui escrevendo algumas bobagens (o que presta e o que não presta) e ainda tem gente que fica correndo os olhos para essas palavras que ora saem como desabafo, ora como só uma vontade de dizer alguma coisa engraçada ou mesmo triste, que insistem em saltar para o teclado e do meu computador para os dos amigos... Por falar em amigos, valeu pelos comentários, pelas dicas, pelas boas risadas que nos confiamos... Sinto saudades de vários e aproveito o FdG para encontrá-los... Não fujam daqui... Mexam aqui sempre que quiserem... 2006 promete!
Obs.: depois coloco fotos do natal e do reveillon e conto tudo para os curiosos de plantão!
Mustafá! E feliz 2006!!!