sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Doce que dá na boca...


Hoje ganhei balas "soft". Balas "soft" pra mim é lembrança que retorna à boca. Não sei se vocês estão lembrados daquela bala perigosa que nem tinha tanto gosto assim mas trazia consigo o gosto do medo de morrer engasgado... Quem foi a criança que não tinha medo de morrer engasgado com uma daquelas balas redondas paradas na garganta? E quem não teve uma mãe ou uma tia desesperada falando sempre para não comprar balas "soft" porque podia engasgar...
Ruim era ver bala "soft" macetada com martelo de cozinha, pra gente colocar só aqueles pedacinhos e perder a graça do perigo e do medo do perigo.
Bom era quando a mãe dizia que a gente já tinha idade para chupar bala "soft" sem precisar mastigar com martelo antes... Melhor era ainda fingir pena dos mais novos por eles não poderem experimentar essas extravagâncias dos adultos...
Saudosista é ficar imaginando que balas, na infância, tem gostos diferentes das balas de hoje. Bala na infância é mais que gosto bom na boca. É tempo para poder chupar sossegado. É ter um monte no bolso e poder colocar várias na boca de uma só vez. É correr logo ali no bar e comprar mais outras... É saudade, só pode ser saudade de bala "soft".
Mustafá!
Bom findi!

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Vendem-se



Eis que deparo-me com um aviso igual a esse hoje num poste. Muito pertinente. Sendo assim, transformo por um instante o FdG em classificados:

Vendo uma cadeira na Escola de Ciência da Informação no curso de Mestrado.

Motivo: não tô dando conta!

***

Vendo uma sala na Faculdade de Direito da UFMG.

Motivo: "não dá mais pra segurar, explode coração"!

***

Valores módicos, praticamente de graça!

Mustafá!

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

Abandono...

Posso saber o que está acontecendo com os leitores do FdG? Tenho escrito 5 vezes por semana e os comentários estão pra lá de pingados... Veja quem andou se instalando por aqui:
NOME COMUM: Traça-dos-fundos-de-gavetas
NOME CIENTÍFICO: Lepisma saccharina
NOME EM INGLÊS: Silverfish
FILO: Arthropoda
CLASSE: Insecta
ORDEM:Thysanura
FAMÍLIA: Lepismatidae
COMPRIMENTO: cerca de 1 cm
CARACTERÍSTICAS: Antenas finas e compridas. possui três membros finos semelhantes a caudas. Não possui asas. Pernas adaptadas para correr. Se você quiser que ela corra é só voltar a ler o FdG.
ALIMENTAÇÃO: Se alimenta de vegetais, desde folhas até qualquer coisa que contenha amido. Ela costuma comer a cola do papel de parede e da encadernação de livros. Costuma comer bits, figuras, coments e tudo mais... Precisamos espantá-las!!!

Apareçam! Ou pelo menos justifiquem a ausência. Não posso ficar sem platéia. Sou vaidoso demais, já disse isso uma vez...

Mustafá!

Fonte: adaptação de Saúde Animal.


terça-feira, 27 de setembro de 2005

Pela culatra

Há dias venho recebendo e-mails a respeito do referendo que ocorrerá a respeito da liberação ou não do uso de armas por civis. Vários são os apontamentos que quero fazer aqui no FdG.

Primeiramente acho que chamar de referendo faz com que as coisas se pareçam maiores do que realmente são. É preciso que todos saibam o que vão escolher e, portanto, seria interessante que ninguém se intimidasse com a palavra “referendo”.

Depois fica claro que com tal referendo o governo passa para o povo uma responsabilidade que é do Estado. Quem vai se responsabilizar por um assassinato depois da maioria da população ter votado contra a proibição de armas para civis?
Nossa proteção e nosso direito de segurança se tornam não mais direitos, mas responsabilidades nossa.

Democracia é muito mais que permitir ao povo para que ele decida o que quer. O poder que emana do povo já foi exercido uma vez que a maioria já escolheu seu representante. Esse representante é quem deve escolher o representante de nossa segurança e, esse sim, deve tomar medidas para que a situação violenta em que vivemos seja resolvida.

Somos vítimas de bandidos e criminosos diariamente. Não podemos nos tornar reféns de nós mesmos. Não podemos construir nossas próprias prisões e nem fazer de nossas vizinhanças, cidades e país, um círculo de fogo, onde quem fala mais alto está protegido por armas.
Mustafá!
Obs.: estou com problemas com fotos, figuras e afins... Desculpem-me.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Poema para clarear o dia...

Está nublado, não que isso se reflita em mim... Mas está assim o tempo.
Melhor é ter amigo, que lembra da gente e trás poesia pra clarear o dia:

PESSOANA
Quando não sei o que sinto
sei que o que sinto é o que sou.
Só o que não meço não minto.
Mas tão logo identifico
o não-lugar onde estou
decido que ali não fico,
pois onde me delimito
já não sou mais o que sou
mas tão-somente me imito.
De ponto a ponto rabisco
o mapa de onde não vou,
ligando de risco em risco
meus equívocos favoritos,
até que tudo que sou
é um acúmulo de escritos,
penetrável labirinto
em cujo centro não estou
mas apenas me pressinto
mero signo, simples mito.
(Paulo Henriques Britto. In: Trovar claro)
Segunda literária, mustafá!

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Dia de ouro... (???)


Hoje é sexta-feira e como não tenho nem condições físicas ou financeiras para comemorar fiquei assim... refletindo... Por quê será que sexta-feira é sexta-feira? Nada que mister Google não te responda...
Bem, como não existe, como posso dizer... "muita etimologia" nessas duas palavras (sexta e feira), vale entender como as pessoas antigamente se referiam a esse dia tão especial. Na Roma antiga, as pessoas davam aos dias os nomes dos planetas e estrelas (Sol, Lua, Marte, Mercúrio, júpiter, Vênus e Terra). Chamava se "dia do ouro"a sexta-feira, pois nesse dia os soldados recebiam o pagamento em moedas ou barras de ouro. Em espanhol fala-se "viernes" que significa Vênus, o mais "brilhante" dos planetas que fica entre o Mercúrio e a Terra. Daí a analogia ao ouro.
Bem não tem ouro hoje... Moedas agora só o mês que vem e tá longe de ser ouro... Mas também não tem choro e nem vela e por falar em vela, vou apagar a luz e dormir... Já é tarde.
Mustafá!
Bom findi!
PS1- Sábado é aniversário da Nilce (a correspondente oficial do FdG no Circuito das Águas). Felicidade para ela que é nossa leitora assídua também... Queria muito estar perto para comemorar... Rugas novas, bem feito para ela, como diria meu pai!!!
PS2- Se você quiser saber mais sobre os dias da semana, clique aqui!

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Campanha do dia:


Bem, é um absurdo o que vejo todos os dias quando vou até o acervo e encontro livros despedaçados, molhados de café, sujos, cheios de orelha... Isso não significa, no entanto, que estão sendo muito utilizados, muitas vezes eles estão sendo mal utilizados... Inúmeras vezes encontrei só a capa do exemplar na estante, pois o conteúdo, o miolo, tinha sido levado embora! Quem faz isso não pode ter, senão, um espírito de porco.
Abracem essa idéia!

Mustafá!


quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Sob minhas vistas...


Eu sempre achei que enxergo bem. Não uso óculos, mas sei que isso não é condição para se afirmar que enxergo de longe ou que enxergo um palmo à frente do meu nariz... Visões demandam discussões maiores para se saber em que horizontes podem ir meus olhos.

Segunda-feira, às 18:00 horas. Chego em minha sala na biblioteca e um usuário me espera sentado. Ele é cego e quer conversar comigo sobre possíveis empréstimos de obras em Braile ou fitas de livros gravados. Ele quer levar esse material para a faculdade dele (isso mesmo, ele é estudante de ensino superior!). Ele já sabia o meu nome. Sabia meu horário de trabalho e, quando eu lhe dei um telefone de uma outra biblioteca e quis repetir para ele memorizar ele me corrigiu dizendo que primeiro eu falei 2499 e só poderia ser 3499, pois o estado é Minas Gerais... Levei-o até a portaria e lá foi o meu amigo sem reclamar da vida... Tomar seu ônibus...

Quarta-feira, às 13:00 horas. Estou no ônibus distraído, quando de repente entra um cego. Ele está sujo, não tem todos os dentes e faz questão de mostrar sua sujeira e sua ausência dentária. Ele parece dificultar ainda mais sua passagem para poder esbarrar nas pessoas, na roleta... Ele começa a esbravejar que não está ali para importunar, mas precisa de ajuda. Quer um centavo, mas se puderem lhe ajudar com mais... Está sujo e seu cabelo diz isso muito bem. Ele diz que não tem dinheiro para comer, não tem dinheiro para a Besetacil e que é cego. Está ali porque é cego.

Uma semana, dois cegos. Dois cegos diferentes. O primeiro pega ônibus como eu e você. O segundo entra nos ônibus com o pretexto de cuidar da sobrevivência. O primeiro é um cidadão que transgride um obstáculo, o outro faz do seu obstáculo um meio de vida...

Acho que só o segundo é verdadeiramente cego...
Mustafá!

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Lixo inteligente



Hoje é dia do coletor de lixos... Estranho essas datas, mas acho nobre essa profissão. Imaginemos nossos lixos se acumulando em nossas ruas ou nós mesmos indo levá-los até o aterro sanitário mais próximo (se é que existe aterro sanitário próximo de alguém...).

Tomamos a decisão de separar o lixo para que ele se torne um "lixo inteligente", pronto para ser reciclado. Estranho essa atitude de pensar o lixo. Pensa-se a comida, que é coisa boa. Pensa em se retirar da embalagem um bom produto. Não se pensa no resto de comida. Não se pensa na embalagem... Até que se resolve fazer a coleta seletiva. Dá trabalho porque mexe com a cultura da desordem que há dentro da gente. Dá trabalho porque mexe com a tradição de que "não importa aonde aquele entulho se acumula, importa que ele não fique me importunando"...

Desistimos de fazer coleta seletiva por enquanto, até que alguém tenha tempo para sair e comprar um lixo que seja inteligente o suficiente para nos auxiliar na divisão de orgânicos, papel, plástico e latas. Desistimos também porque a Maria do Carmo sempre ficava perguntando: "Pra quê tanto saquinho de lixo, põe tudo num só!".

Hoje, pela manhã, enquanto o caminhão de lixo passava percebi que eles não se importavam com a coleta seletiva que meus vizinhos fizeram. Jogavam tudo no caminhão sem respeitar a triagem... É preciso conscientizar os aniversariantes do dia... Talvez Maria do Carmo esteja correta... Sábias palavras, como é de costume...
Mustafá!

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Na flor da idade... pode crer!



Dizem que a vida começa aos 40... Dizem que há vida depois dos 40... Será que existe vida aos "2X40"???

Bem...

Sempre desconfiei que a idade pesasse mais nos cérebros do que nos joelhos, nas juntas, nos joanetes... Minha avó é um grande exemplo que carrego no meu "Livro do empirismo"... Ela, aos 90 anos de idade, lê, conversa, conta casos antigos e - o mais importante - lembra dos casos do presente. Sabe tão bem o que vai comer quanto a necessidade de se varrer a poeira que se instala no vão dos cômodos... Mas anda com dificuldades, chora as vezes sem motivos, tem lá seus esquecimentos e traz no rosto, assim como no corpo todo, as marcas que esses 90 anos nela imprimiram...

Mas existem "velhinhas" (e essas aspas significam sobretudo muito respeito) que extendem inclusive o tempo de falcatruas... Foi o que aconteceu com a gaúcha, presa por tráfico de drogas aos 80 anos...

Quem desconfiaria da velhinha (agora sem aspas por se tratar de uma criminosa determinada) que carregava - talvez enrolado no seu tricô - 10 papelotes de cocaína, 28 pedras de crack, pequena quantidade maconha e seringas?

Eu colocaria minha avó no fogo por essa senhora.

Nossos idosos evoluíram. Não precisam mais de ajuda para atravessar as ruas... Têm suas poltronas garantidas nos cinemas e, ainda por cima, de graça. Não ficam em longas filas (e muitos deles se aproveitam disso ou se deixam levar por adultos que se valem da idade alheia para tirar proveito).

Dizem que o mundo é dos jovens... Eu acredito que o mundo é dos espertos... Usem as pessoas a espertesa para o bem ou para o mal...

Mustafá!

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

"A cara do Brasil"


Eu estava esparramado na rede
Jeca urbanóide de papo pro ar
Me bateu a pergunta meio à esmo:
Na verdade, o Brasil o que será?
O Brasil é o homem que tem sede
Ou o que vive na seca do sertão?
Ou será que o Brasil dos dois é o mesmo
O que vai, é o que vem na contra mão?
O Brasil é o caboclo sem dinheiro
Procurando o doutor n'algum lugar
Ou será o professor Darcy Ribeiro
Que fugiu do hospital pra se tratar?
A gente é torto igual a Garrincha e Aleijadinho
Ninguém precisa consertar
Se não der certo a gente se virar sozinho
Decerto então nunca vai dar
O Brasil pe o que tem talher de prata
Ou aquele que só come com a mão?
Ou será que o Brasil é o que não come
O Brasil gordo na contradição?
O Brasil que bate tambor de lata
Ou que bate carteira na estação?
O Brasil é o lixo que consome
Ou tem nele o maná da criação?
Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho
Que é o Brasil zero a zero e campeão
Ou o Brasil que parou pelo caminho:
Zico, Sócrates, Júnior e Falcão
O Brasil é uma foto do Betinho
Ou um vidro da Favela Naval?
São os Trens da Alegria de Brasília?
Ou os trens de Subúrbio da Central?
Brasil Globo de Roberto Marinho?
Brasil bairro, Carlinhos Candeal?
Quem vê, do Vidigal, o mar e as ilhas
Ou quem das ilhas vê o Vidigal?
Brasil encharcado, palafita?
Seco açude sangrado, chapadão?
Ou será que é uma Avenida Paulista?
Qual a cara da cara da naçãoo?
(Vicente Barreto e Celso Viáfora)
Música pertinente para o(s) momento(s) que estamos vivendo nessa nação da inversão de valores!
Bom findi apesar dos pesares!!!
Mustafá!

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

"Comida para quem precisa..."


Ontem, ao chegar em casa, meu primo me disse que Maluf estava preso. Ao que eu perguntei:

- Por que?

Só depois de pronunciar essas duas palavras me dei conta de que elas não eram necessárias. Perguntar o porquê de Maluf ser preso é, no mínimo, uma falta de senso. O correto seria perguntar:

- Por que só agora?

O político que usa a frase “rouba, mas faz”, na minha opinião, é réu confesso.

“O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, reclamou nesta quarta-feira das condições em que se encontra na Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo. Ele disse, em entrevista ao Jornal da Band, que a comida servida na carceragem não é aceitável e que seu filho, Flávio, está sem comer, pois precisa de uma dieta especial. ‘A comida não daria nem para um cachorro’, ressaltou”.

Bem, gostaria de saber também quem está dando comida à Maluf e ao seu filho? Mais dinheiro público gasto com essa quadrilha/família?

Mustafá!

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Enquanto isso, no maravilhoso mundo de Leandro...


Pois é, considerem isso um depoimento, ou melhor: um desabafo, ou ainda: uma lamentação.

Sempre achei que, como eu, as pessoas devotassem às bibliotecas um olhar de sacralidade, de respeito... Não que isso signifique conceber o livro como um objeto só para ser admirado, mas para ser respeitado, vendo-o como uma coisa pública, que, se hoje eu folheio amanhã outras mãos passarão as páginas enquanto o conhecimento é assim compartilhado (se é que ele pode assim também ser concebido). Mas percebo que criei um mundo à parte.

Emprestei dois livros para um usuário “desesperado pelo saber” mas que não possuía registro na biblioteca. Ou seja: assumi todas as responsabilidades por ele. Ele tinha (sinto que não vou mais revê-lo, por isso coloquemos os verbos em seus devidos tempos verbais) aparentemente uns “trintanos” (parafraseando Antonio Bruno de Negreiros) e estava acompanhado dos pais. Pensei eu, encapsulado pela minha infinita vontade e insistência em acreditar nas pessoas: por quê não? E assim fiz: emprestei-lhe os dois livros para que ele me devolvesse na segunda de manhã. Conseqüência dessa atitude insana: ele não devolveu (eu não tenho nem o telefone dele, diga-se de passagem) e eu terei que pagar a multa pelo atraso e o valor dos livros, afora o stress...

Um amigo, bibliotecário também, passou um e-mail relatando um tratamento muito parecido de uma usuária com ele: ao ter de pagar R$14,00 de multa a usuária reclama: "Também nunca mais pego livro nessa bosta de biblioteca”.

São dois usuários muito parecidos. De um lado o meu “usuário-ladrão” disse-me a mesma coisa, com o acréscimo de que além de achar que aquela biblioteca era uma bosta o bibliotecário é, no mínimo, um idiota. Por outro, o usuário juntamente com a “usuária-devo-não-nego-pago-mais-saio-cuspindo-marimbondos” têm uma mesma concepção sobre a existência das bibliotecas: bibliotecas e os serviços que elas oferecem servem a mim e não a uma comunidade de usuários que têm os mesmos direitos de acesso e os mesmos deveres de respeito à “res-pública”.
Sou um bibliotecário que tive e tenho minha formação pautada pela preocupação com as necessidades dos usuários/leitores de informação e não simplesmente com a organização dos livros nas estantes. Mas tenho me perguntado: para quê?
Mustafá!

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Numa falsa folha de rosto...


Amor,
procurei um livro
novo mas não achei, por isso comprei onde vende livros usados, espero que você
não se importe. O que importa é o conteúdo.
Espero que você
leia esse livro e goste, eu gostei muito e me encontrei várias vezes, tenho
certeza que o mesmo acontecerá com você.
Antes que você
pense que é um livro de romance, devido ao nome, esse livro é de psicologia e
como só Freud explica...
Te
amo!
Carol


(Leia a página 47 item 4 e quem
sabe você começa [sic] a me entender)

Obs.: acho que o antigo dono fez
algumas anotações.


Enquanto isso na página 47:

O ciúme

Feliz daquele que não é; assim como você. [Carol, novamente].

(...) 4. Como ciumento sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo de sê-lo, porque temo que meu ciúme machuque o outro, porque me deixo dominar por uma banalidade: sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum. [trecho marcado pela Carol].
Tem coisas que só a catalogação de um livro pode trazer de novo à tona... Dedicatórias são, desculpem a analogia, como scraps. É preciso percorrer alguns caminhos para compreênde-las. Há muitas verdades ainda escondidas nas mensagens, mas há muitas outras estórias nessas mensagens de livros... Metalivros?
Mustafá!

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Sobre decepções na vida...


Ontem, 11 de setembro, "comemorou-se" quatro anos da grande tragédia que abalou o mundo...
Fiz um minuto de silêncio por aquelas pessoas que deram suas vidas pela arrogância de um país.
Rezei por aquelas pessoas que ainda morrem por conta de um terrorismo que vem dos EUA para o mundo, mas eles ainda insistem em dizer que são as vítimas preferênciais.
Lembrei-me das pessoas que nunca poderão enterrar seus mortos e pensei no desconforto que deve ser não poder prestar homenagens para os grandes e verdadeiros heróis de um país. Pois é isso que aqueles inocentes se tornaram...
***
Hoje eu pensei em parar de acreditar nas pessoas. Algo de ruim me aconteceu por eu acreditar nas pessoas. Mas eu não posso desistir. Conto numa outra ocasião, quando tudo tiver se resolvido. A raiva passa, a decepção não sei...
Mustafá!

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

High society


Ontem estávamos conversamos sobre o fato de que o Ronaldinho (segundo os maus olhos, ou melhor, os olhos gordos) ganha 6.000 reais por minuto. Vejamos:
(1 hora = 60 minutos) x 24 x 6.000 = 8.640 milhões x 365 = 3.153.600!!!!!
Isso mesmo, se minha conta não estiver errada (e ela deve estar!) ele ganha isso por ano!!!! Bem, mesmo se minha conta estiver errada ele continua muito rico... Vejamos novamente:
Quem ganha salário mínimo (leia-se absurdamente 300 reais) levará uns 870 anos mais ou menos para levantar tal montante... Ou seja, vai morrer desenganado e morto de tanto trabalhar... Porque quem ganha salário mínimo trabalha, no mínimo, oito horas, já o Ronaldinho... Duvido muito...
É, o mundo é realmente dos ricos, afinal eles é que podem comprá-lo.
Mas eu trabalho e possuo um bem muito grande: o FdG! E por isso posso fazer parte da lista das Celebridades da Forbes, porque isso aqui me dá notoriedade, quiçá internacional!
The Top

1- Oprah Winfrey
2- Tiger Woods
3- Mel Gibson
4- George Lucas
5- Shaquille O'Neal
6- Steven Spielberg
7- Johnny Depp
8- Madonna
9- Elton John
10- Tom Cruise
.
.
.
152.569.253 - Leandro Ribeiro Negreiros
Mustafá para a raiti soçaiti! Bom findi...
Fonte: Forbes

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Álbum de... lembranças...


Eu já fui um colecionador temporário de um monte de coisas... Quando se é criança, coleciona-se tempo, por isso dá para colecionar tudo que vem a mente. Desde as coisas existentes às inexistentes.

Eu já colecionei figurinhas que vinham nos chocolates Surpresa, colecionei aquelas figurinhas que se compra (comprava-se pelo menos!) em bares e que, quando se completa o desenho previamente estampado no álbum se ganha liquidificador. Nunca conheci ninguém que ganhou um liquidificador colecionando aquelas figurinhas, mas todo mundo diz que um parente ou um amigo bem de longe tinha conseguido... Eu, pelo menos... Colecionei também as figurinhas do chiclete Ploc e era muito dificil tirar a onça pintada...

Nas minhas andanças movidas pela curiosidade encontrei informações sobre aquelas figurinhas “Amar é...”. Nunca vi muita graça naquelas figurinhas, mas me lembro da minha tia colando aquilo por tudo quanto era lado.

Os dois pelados, dizendo o que faziam ou não por amor... Sempre se fazia tudo... Tudo de bom era o amor. Conta-se que a neozelandesa Kim Grove fazia os desenhos para seu namorado, o italiano Roberto Casali, com quem acabou se casando algum tempo depois (também pudera...). Tempos depois os jornais começaram a veicular as tiras e mais de 60 países tiveram acesso àquelas juras de amor. Seis anos após a publicação da primeira tirinha de Amar É, Roberto Cavali morreu, vítima de um câncer. No Brasil o álbum, pela editora Abril, foi relançado três vezes: 1982, 1991 (a revista tinha formato de coração) e 2005, numa versão mais adaptada aos tempos atuais...

Amar é: ler o FdG todos os dias, comentar sempre que conveniente e voltar sempre que necessário...
Mustafá é... risos!

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

No escurinho do cinema...


Hoje, dia da pátria (aliás não falemos muito sobre independência e orgulho da nação, pelo menos por enquanto) resolvi ir ao cinema para assistir um filme... brasileiro! Isso mesmo. Fui assistir ao polêmico filme de Camargo e Camarguinho...
Fui sem preconceito nenhum, atitude que recomendo àqueles que, como eu, não possuem sequer um CD da dupla Zezé Di Camargo & Luciano. Imaginem que vocês estejam indo ao cinema para assistir uma estória de alguns cantores norte-americanos, cuja trajetória de vida vocês não conhecem e que as músicas, apesar de vocês não gostarem delas, vocês têm ouvido há alguns longos anos... Deixem de lado a hipocrisia de que quem gosta de dupla sertaneja é cafona, que o cantor grita demais, que eles são estravagantes... O filme compensa qualquer comentário que dele previamente se fizer.
É filme sobretudo da vida de um brasileiro, o Seu Francisco, que soube ser um sonhador. A fotografia é muito bonita, há algumas passagens muito engraçadas, Ângelo Antônio enfim mostra ao que veio fazer na sétima arte, as músicas - inclusive as da dupla, acreditem! - ficaram boas (a direção musical é do Caetano Veloso e dá até para ouvir Ney e Bethânia!) e Paloma Duarte fazendo o papel de Zilu, não tem preço...
Vi e gostei e recomendo... Aceito comentários!
E amanhã começa o fim dessa semana que nem começou, risos...
Mustafá!

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Envergonhado, retiro-me...


João Cabral de Melo Neto que me perdoe, mas eu não posso deixar de mencionar o seu poema num momento tão indelicado.
O grande poeta brasileiro que narrou a trajetória de Severino - um migrante que abandona o sertão rumo ao litoral, encontrando nesta longa viagem apenas a morte - não imaginaria que no Planalto Central do país há outro Severino, que diferentemente da personagem do poema, está se tornando o responsável de sua própria morte, menos severina do que merece, é claro! Mas a imagem de homem nordestino mandão cai por terra evidenciando mais um dos "300 picaretas com anel de doutor".
O ex-gerente administrativo do restaurante Fiorella, localizado na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira à Polícia Federal que o empresário Sebastião Buani pagou propina ao presidente da Casa, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), para manter a concessão do estabelecimento.
Do jeito que as coisas estão, convém que sentemos nas nossas salas de televisão esperando William, Fátima, ou quem quer que seja, ir anunciando um por um dos envolvidos nesse escândalo que "começou" com os Correios e deve acabar na nossa caixa de correspondência. Tenho medo que até o porteiro daqui do prédio esteja envolvido com esse escândalo, porque como as coisas estão, só faltará ele. Assim, quando não sobrar políticos, Severinos e outros tantos, veremos nossos nomes anunciados na TV como coniventes - porque é isso em parte o que somos - dessa falcatrua deslavada.
Podemos perder a nossa crença nas pessoas. Podemos perder a vontade de retornar as urnas e mais uma vez nos sentirmos enganados. E por que não falar em perder a esperança?
"Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado de cinza".
Mas a terra se mostra cada vez mais infrutífera! Eu, envergonhado, retiro-me!
Mustafá!

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Sobre as coisas que caem do céu...


Eu me recuso a acreditar ou aceitar ou ainda querer que as coisas caiam do céu para mim. Posso encarar muitas vezes a vida de uma maneira pessimista, posso ainda ter muitos defeitos que me demarcam ainda mais como ser-humano. Mas tenho uma qualidade: sou determinado e corro atrás daquilo que quero. Não espero e nem quero que as coisas caiam em meu colo, muito menos nos meus ombros...

Foi o que me aconteceu hoje. Em uma caminhada até o restaurante, eis que apontam algo que havia despencado no meu ombro direito. O que era? Isso mesmo: fezes de um pássaro com incontinência. Eu não estava debaixo de uma árvore ou coisa assim, eu estava a céu aberto, calmamente caminhando... E cocô de passaro é assim mesmo, igual mensalão, você recebe, não sabe de onde veio e, de preferência, dá um jeito de se livrar logo para não deixar vestígio...

Ais começaram as elucubrações: “se foi no ombro direito é sorte na certa”. “Se você não viu o passarinho que fez isso com você, deixou a sorte passar e por aí vai...”

Meu dia não foi melhor ou pior por conta desse acidente “sanitário-voador”, só acrescentei algumas reflexões filosóficas na minha tarde:
- Nem sempre aquilo que cai do céu é bom/
- Pior que estar na merda é não percebê-la ao seu lado.
- É preciso ter amigos para lhe apontar o estrago – mesmo que eles morram de rir - e lhe ajudar a sumir com aquele problema.

E viva a abobrinha!
Mustafá!

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

Por falar em furacão...


Olha só o que aconteceu com o FdG. Espere até o final... É muito legal!!!
É tudo o que restou também dessa pobre pessoa que vos fala... Nenhuma energia a mais. Vou ver se me recupero nesse findi e convido a todos que tiveram mais uma semana atribulada que façam o mesmo, afinal essa semana que vem surgindo tem feriado no meio! E viva o descanço prolongado!!!!
Abraços,
Mustafá!

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Furacão


Polly me perguntou hoje se eu sabia por que os furacões tinham nome de mulheres. Eu, logo de cara, pensei que Sheila Carvalho era um bom argumento (não! Aquilo só pode ser um fenômeno climático), mas resolvi pesquisar rapidamente sobre o assunto.

Ana, Claudette, Danny, Erika, Fabian, Grace, Henri, Isabel, Kate, Mindy, Odette, Rose, Sam, Teresa, Wanda…

Durante muitos anos os furacões (“geograficamente” falando a partir de agora, risos) recebiam nomes de santos admirados nas regiões em que ocorriam. Um meteorologista australiano começou (sabiamente) a nomear as tempestades, a partir do final do século 19, com nomes femininos. Nos EUA as tempestades eram nomeadas de acordo com a ordem alfabética, na sequência em que ocorriam (Able, Baker, Charlie), mas essa mania norte-americana foi abandonada por se tornar confusa, a partir do momento que havia mais tempestades do que letras, obviamente... É a partir dessa época que os nomes feminos passam a caratectizar alguns fenômenos climáticos. Até 1979 todos os furacões tinham nome de mulher, mas aí, com medo de associação passar a significar mais que uma simples associação, a mulherada se revoltou e conseguiu que alguns nomes masculinos caracterizassem tais fenômenos.

Dizem que a mulher é o sexo frágil... Mas o que leva à comparação com um fenômeno tão arrasador como o furacão? Será por que ela não avisa direito quando vai chegar? Chega e destrói tudo o que vê pela frente? E depois parte com cara de quem nada fez? Seria uma analogia à TPM?

Quantas perguntas... As perguntas simples são as mais complexas!
Mustafá!