
sexta-feira, 30 de setembro de 2005
Doce que dá na boca...

quinta-feira, 29 de setembro de 2005
Vendem-se

Eis que deparo-me com um aviso igual a esse hoje num poste. Muito pertinente. Sendo assim, transformo por um instante o FdG em classificados:
Vendo uma cadeira na Escola de Ciência da Informação no curso de Mestrado.
Motivo: não tô dando conta!
***
Vendo uma sala na Faculdade de Direito da UFMG.
Motivo: "não dá mais pra segurar, explode coração"!
***
Valores módicos, praticamente de graça!
Mustafá!
quarta-feira, 28 de setembro de 2005
Abandono...
Apareçam! Ou pelo menos justifiquem a ausência. Não posso ficar sem platéia. Sou vaidoso demais, já disse isso uma vez...
Mustafá!
Fonte: adaptação de Saúde Animal.
terça-feira, 27 de setembro de 2005
Pela culatra
Primeiramente acho que chamar de referendo faz com que as coisas se pareçam maiores do que realmente são. É preciso que todos saibam o que vão escolher e, portanto, seria interessante que ninguém se intimidasse com a palavra “referendo”.
Depois fica claro que com tal referendo o governo passa para o povo uma responsabilidade que é do Estado. Quem vai se responsabilizar por um assassinato depois da maioria da população ter votado contra a proibição de armas para civis?
Nossa proteção e nosso direito de segurança se tornam não mais direitos, mas responsabilidades nossa.
Democracia é muito mais que permitir ao povo para que ele decida o que quer. O poder que emana do povo já foi exercido uma vez que a maioria já escolheu seu representante. Esse representante é quem deve escolher o representante de nossa segurança e, esse sim, deve tomar medidas para que a situação violenta em que vivemos seja resolvida.
Somos vítimas de bandidos e criminosos diariamente. Não podemos nos tornar reféns de nós mesmos. Não podemos construir nossas próprias prisões e nem fazer de nossas vizinhanças, cidades e país, um círculo de fogo, onde quem fala mais alto está protegido por armas.
segunda-feira, 26 de setembro de 2005
Poema para clarear o dia...
sexta-feira, 23 de setembro de 2005
Dia de ouro... (???)

quinta-feira, 22 de setembro de 2005
Campanha do dia:

Mustafá!
quarta-feira, 21 de setembro de 2005
Sob minhas vistas...

Segunda-feira, às 18:00 horas. Chego em minha sala na biblioteca e um usuário me espera sentado. Ele é cego e quer conversar comigo sobre possíveis empréstimos de obras em Braile ou fitas de livros gravados. Ele quer levar esse material para a faculdade dele (isso mesmo, ele é estudante de ensino superior!). Ele já sabia o meu nome. Sabia meu horário de trabalho e, quando eu lhe dei um telefone de uma outra biblioteca e quis repetir para ele memorizar ele me corrigiu dizendo que primeiro eu falei 2499 e só poderia ser 3499, pois o estado é Minas Gerais... Levei-o até a portaria e lá foi o meu amigo sem reclamar da vida... Tomar seu ônibus...
Quarta-feira, às 13:00 horas. Estou no ônibus distraído, quando de repente entra um cego. Ele está sujo, não tem todos os dentes e faz questão de mostrar sua sujeira e sua ausência dentária. Ele parece dificultar ainda mais sua passagem para poder esbarrar nas pessoas, na roleta... Ele começa a esbravejar que não está ali para importunar, mas precisa de ajuda. Quer um centavo, mas se puderem lhe ajudar com mais... Está sujo e seu cabelo diz isso muito bem. Ele diz que não tem dinheiro para comer, não tem dinheiro para a Besetacil e que é cego. Está ali porque é cego.
Uma semana, dois cegos. Dois cegos diferentes. O primeiro pega ônibus como eu e você. O segundo entra nos ônibus com o pretexto de cuidar da sobrevivência. O primeiro é um cidadão que transgride um obstáculo, o outro faz do seu obstáculo um meio de vida...
Acho que só o segundo é verdadeiramente cego...
Mustafá!
terça-feira, 20 de setembro de 2005
Lixo inteligente

Hoje é dia do coletor de lixos... Estranho essas datas, mas acho nobre essa profissão. Imaginemos nossos lixos se acumulando em nossas ruas ou nós mesmos indo levá-los até o aterro sanitário mais próximo (se é que existe aterro sanitário próximo de alguém...).
Tomamos a decisão de separar o lixo para que ele se torne um "lixo inteligente", pronto para ser reciclado. Estranho essa atitude de pensar o lixo. Pensa-se a comida, que é coisa boa. Pensa em se retirar da embalagem um bom produto. Não se pensa no resto de comida. Não se pensa na embalagem... Até que se resolve fazer a coleta seletiva. Dá trabalho porque mexe com a cultura da desordem que há dentro da gente. Dá trabalho porque mexe com a tradição de que "não importa aonde aquele entulho se acumula, importa que ele não fique me importunando"...
Desistimos de fazer coleta seletiva por enquanto, até que alguém tenha tempo para sair e comprar um lixo que seja inteligente o suficiente para nos auxiliar na divisão de orgânicos, papel, plástico e latas. Desistimos também porque a Maria do Carmo sempre ficava perguntando: "Pra quê tanto saquinho de lixo, põe tudo num só!".
Hoje, pela manhã, enquanto o caminhão de lixo passava percebi que eles não se importavam com a coleta seletiva que meus vizinhos fizeram. Jogavam tudo no caminhão sem respeitar a triagem... É preciso conscientizar os aniversariantes do dia... Talvez Maria do Carmo esteja correta... Sábias palavras, como é de costume...
segunda-feira, 19 de setembro de 2005
Na flor da idade... pode crer!

Dizem que a vida começa aos 40... Dizem que há vida depois dos 40... Será que existe vida aos "2X40"???
Bem...
Sempre desconfiei que a idade pesasse mais nos cérebros do que nos joelhos, nas juntas, nos joanetes... Minha avó é um grande exemplo que carrego no meu "Livro do empirismo"... Ela, aos 90 anos de idade, lê, conversa, conta casos antigos e - o mais importante - lembra dos casos do presente. Sabe tão bem o que vai comer quanto a necessidade de se varrer a poeira que se instala no vão dos cômodos... Mas anda com dificuldades, chora as vezes sem motivos, tem lá seus esquecimentos e traz no rosto, assim como no corpo todo, as marcas que esses 90 anos nela imprimiram...
Mas existem "velhinhas" (e essas aspas significam sobretudo muito respeito) que extendem inclusive o tempo de falcatruas... Foi o que aconteceu com a gaúcha, presa por tráfico de drogas aos 80 anos...
Quem desconfiaria da velhinha (agora sem aspas por se tratar de uma criminosa determinada) que carregava - talvez enrolado no seu tricô - 10 papelotes de cocaína, 28 pedras de crack, pequena quantidade maconha e seringas?
Eu colocaria minha avó no fogo por essa senhora.
Nossos idosos evoluíram. Não precisam mais de ajuda para atravessar as ruas... Têm suas poltronas garantidas nos cinemas e, ainda por cima, de graça. Não ficam em longas filas (e muitos deles se aproveitam disso ou se deixam levar por adultos que se valem da idade alheia para tirar proveito).
Dizem que o mundo é dos jovens... Eu acredito que o mundo é dos espertos... Usem as pessoas a espertesa para o bem ou para o mal...
Mustafá!
sexta-feira, 16 de setembro de 2005
"A cara do Brasil"

quinta-feira, 15 de setembro de 2005
"Comida para quem precisa..."

Ontem, ao chegar em casa, meu primo me disse que Maluf estava preso. Ao que eu perguntei:
- Por que?
Só depois de pronunciar essas duas palavras me dei conta de que elas não eram necessárias. Perguntar o porquê de Maluf ser preso é, no mínimo, uma falta de senso. O correto seria perguntar:
- Por que só agora?
O político que usa a frase “rouba, mas faz”, na minha opinião, é réu confesso.
“O ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, reclamou nesta quarta-feira das condições em que se encontra na Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo. Ele disse, em entrevista ao Jornal da Band, que a comida servida na carceragem não é aceitável e que seu filho, Flávio, está sem comer, pois precisa de uma dieta especial. ‘A comida não daria nem para um cachorro’, ressaltou”.
Bem, gostaria de saber também quem está dando comida à Maluf e ao seu filho? Mais dinheiro público gasto com essa quadrilha/família?
Mustafá!
quarta-feira, 14 de setembro de 2005
Enquanto isso, no maravilhoso mundo de Leandro...

Sempre achei que, como eu, as pessoas devotassem às bibliotecas um olhar de sacralidade, de respeito... Não que isso signifique conceber o livro como um objeto só para ser admirado, mas para ser respeitado, vendo-o como uma coisa pública, que, se hoje eu folheio amanhã outras mãos passarão as páginas enquanto o conhecimento é assim compartilhado (se é que ele pode assim também ser concebido). Mas percebo que criei um mundo à parte.
Emprestei dois livros para um usuário “desesperado pelo saber” mas que não possuía registro na biblioteca. Ou seja: assumi todas as responsabilidades por ele. Ele tinha (sinto que não vou mais revê-lo, por isso coloquemos os verbos em seus devidos tempos verbais) aparentemente uns “trintanos” (parafraseando Antonio Bruno de Negreiros) e estava acompanhado dos pais. Pensei eu, encapsulado pela minha infinita vontade e insistência em acreditar nas pessoas: por quê não? E assim fiz: emprestei-lhe os dois livros para que ele me devolvesse na segunda de manhã. Conseqüência dessa atitude insana: ele não devolveu (eu não tenho nem o telefone dele, diga-se de passagem) e eu terei que pagar a multa pelo atraso e o valor dos livros, afora o stress...
Um amigo, bibliotecário também, passou um e-mail relatando um tratamento muito parecido de uma usuária com ele: ao ter de pagar R$14,00 de multa a usuária reclama: "Também nunca mais pego livro nessa bosta de biblioteca”.
São dois usuários muito parecidos. De um lado o meu “usuário-ladrão” disse-me a mesma coisa, com o acréscimo de que além de achar que aquela biblioteca era uma bosta o bibliotecário é, no mínimo, um idiota. Por outro, o usuário juntamente com a “usuária-devo-não-nego-pago-mais-saio-cuspindo-marimbondos” têm uma mesma concepção sobre a existência das bibliotecas: bibliotecas e os serviços que elas oferecem servem a mim e não a uma comunidade de usuários que têm os mesmos direitos de acesso e os mesmos deveres de respeito à “res-pública”.
terça-feira, 13 de setembro de 2005
Numa falsa folha de rosto...

Amor,procurei um livro
novo mas não achei, por isso comprei onde vende livros usados, espero que você
não se importe. O que importa é o conteúdo.Espero que você
leia esse livro e goste, eu gostei muito e me encontrei várias vezes, tenho
certeza que o mesmo acontecerá com você.Antes que você
pense que é um livro de romance, devido ao nome, esse livro é de psicologia e
como só Freud explica...Te
amo!Carol
(Leia a página 47 item 4 e quem
sabe você começa [sic] a me entender)
Obs.: acho que o antigo dono fez
algumas anotações.
Enquanto isso na página 47:
O ciúme
Feliz daquele que não é; assim como você. [Carol, novamente].
segunda-feira, 12 de setembro de 2005
Sobre decepções na vida...

sexta-feira, 9 de setembro de 2005
High society

1- Oprah Winfrey
2- Tiger Woods
3- Mel Gibson
4- George Lucas
5- Shaquille O'Neal
6- Steven Spielberg
7- Johnny Depp
8- Madonna
9- Elton John
10- Tom Cruise
quinta-feira, 8 de setembro de 2005
Álbum de... lembranças...

Eu já colecionei figurinhas que vinham nos chocolates Surpresa, colecionei aquelas figurinhas que se compra (comprava-se pelo menos!) em bares e que, quando se completa o desenho previamente estampado no álbum se ganha liquidificador. Nunca conheci ninguém que ganhou um liquidificador colecionando aquelas figurinhas, mas todo mundo diz que um parente ou um amigo bem de longe tinha conseguido... Eu, pelo menos... Colecionei também as figurinhas do chiclete Ploc e era muito dificil tirar a onça pintada...
Nas minhas andanças movidas pela curiosidade encontrei informações sobre aquelas figurinhas “Amar é...”. Nunca vi muita graça naquelas figurinhas, mas me lembro da minha tia colando aquilo por tudo quanto era lado.
Os dois pelados, dizendo o que faziam ou não por amor... Sempre se fazia tudo... Tudo de bom era o amor. Conta-se que a neozelandesa Kim Grove fazia os desenhos para seu namorado, o italiano Roberto Casali, com quem acabou se casando algum tempo depois (também pudera...). Tempos depois os jornais começaram a veicular as tiras e mais de 60 países tiveram acesso àquelas juras de amor. Seis anos após a publicação da primeira tirinha de Amar É, Roberto Cavali morreu, vítima de um câncer. No Brasil o álbum, pela editora Abril, foi relançado três vezes: 1982, 1991 (a revista tinha formato de coração) e 2005, numa versão mais adaptada aos tempos atuais...
Amar é: ler o FdG todos os dias, comentar sempre que conveniente e voltar sempre que necessário...
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
No escurinho do cinema...

terça-feira, 6 de setembro de 2005
Envergonhado, retiro-me...

iguais em tudo e na sina:
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado de cinza".
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Sobre as coisas que caem do céu...

Foi o que me aconteceu hoje. Em uma caminhada até o restaurante, eis que apontam algo que havia despencado no meu ombro direito. O que era? Isso mesmo: fezes de um pássaro com incontinência. Eu não estava debaixo de uma árvore ou coisa assim, eu estava a céu aberto, calmamente caminhando... E cocô de passaro é assim mesmo, igual mensalão, você recebe, não sabe de onde veio e, de preferência, dá um jeito de se livrar logo para não deixar vestígio...
Ais começaram as elucubrações: “se foi no ombro direito é sorte na certa”. “Se você não viu o passarinho que fez isso com você, deixou a sorte passar e por aí vai...”
Meu dia não foi melhor ou pior por conta desse acidente “sanitário-voador”, só acrescentei algumas reflexões filosóficas na minha tarde:
- Nem sempre aquilo que cai do céu é bom/
- Pior que estar na merda é não percebê-la ao seu lado.
- É preciso ter amigos para lhe apontar o estrago – mesmo que eles morram de rir - e lhe ajudar a sumir com aquele problema.
E viva a abobrinha!
Mustafá!
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
Por falar em furacão...

quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Furacão

Ana, Claudette, Danny, Erika, Fabian, Grace, Henri, Isabel, Kate, Mindy, Odette, Rose, Sam, Teresa, Wanda…
Durante muitos anos os furacões (“geograficamente” falando a partir de agora, risos) recebiam nomes de santos admirados nas regiões em que ocorriam. Um meteorologista australiano começou (sabiamente) a nomear as tempestades, a partir do final do século 19, com nomes femininos. Nos EUA as tempestades eram nomeadas de acordo com a ordem alfabética, na sequência em que ocorriam (Able, Baker, Charlie), mas essa mania norte-americana foi abandonada por se tornar confusa, a partir do momento que havia mais tempestades do que letras, obviamente... É a partir dessa época que os nomes feminos passam a caratectizar alguns fenômenos climáticos. Até 1979 todos os furacões tinham nome de mulher, mas aí, com medo de associação passar a significar mais que uma simples associação, a mulherada se revoltou e conseguiu que alguns nomes masculinos caracterizassem tais fenômenos.
Dizem que a mulher é o sexo frágil... Mas o que leva à comparação com um fenômeno tão arrasador como o furacão? Será por que ela não avisa direito quando vai chegar? Chega e destrói tudo o que vê pela frente? E depois parte com cara de quem nada fez? Seria uma analogia à TPM?
Quantas perguntas... As perguntas simples são as mais complexas!
