segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005

The Oscar goes to...

Melhor Filme => Menina de Ouro
Melhor Diretor => Clint Eastwood (Menina de Ouro)
Melhor Ator => Jamie Foxx (Ray)
Melhor Atriz => Hilary Swank (Menina de Ouro)
Melhor Ator Coadjuvante => Morgan Freeman (Menina de Ouro)
Melhor Atriz Coadjuvante => Cate Blanchett (O Aviador)
Melhor Filme de Animação => Os Incríveis
Melhor Filme Estrangeiro => Mar Adentro
Melhor Roteiro Original => Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
Melhor Roteiro Adaptado => Sideways - Entre Umas e Outras
Melhor Trilha Sonora => Em Busca da Terra do Nunca
Melhor Canção Original => "Al Otro Lado del Rio" (Diários de Motocicleta)
Melhor Maquiagem => Desventuras em Série
Melhor Direção de Arte => O Aviador
Melhor Figurino => O Aviador
Melhor Fotografia => O Aviador
Melhor Edição => O Aviador
Melhores Efeitos Especiais => Homem-Aranha 2
Melhor Som => Ray
Melhor Edição de Som => Os Incríveis
Melhor Documentário => "Born into Brothels"
Melhor Documentário - Curta => "Mighty Times"
Melhor Curta-metragem => "Wasp"
Melhor Curta-metragem de Animação => "Ryan"

Obs.: Gisele Bundchen estava vestida como a primeira dama do Oscar, mas seu "marido", constrangido, não levou a estatueta!

Fonte: Adoro Cinema

sábado, 26 de fevereiro de 2005

Ninguém poupa o Papa


O papa está doente. Outra vez! Aliás, há muito tempo não vejo o Papa, um dia sequer que apareça na televisão, que ele não esteja com uma expressão de cansaço e dor. O mal de Parkinson, a artrite... Duas doenças crônicas e várias doenças esporádicas como resposta de um organismo debilitado e cansado de tentar continuar vivendo.
Parei de rezar pela sobrevivência dele. Passo agora a rezar para que Deus tenha piedade de alguém que precisa descansar. É humanamente impossível. Na noite de quinta-feira ele precisou fazer uma traqueostomia por conta de uma dificuldade respiratória causada pela gripe que voltou. As notícias diziam, na maioria dos sites jornalísticos que li, que ele passava bem e que respirava sem a ajuda de aparelhos e que os médicos recomendaram que ele evitasse falar. Eu me pergunto e transfiro a pergunta a todos vocês: como alguém faz uma traqueostomia e respira sem a ajuda de aparelhos? Tive caso recentemente na família e sei que isso é uma grande piada. Falar também, pelo menos por um tempo, será impossível, a não ser que, por ser um representante de Deus, ele já tenha se encarregado de encomendar um milagre.
É conveniente demais para os “administradores” do Vaticano ter algum debilitado e, portanto, manipulável, que não decide nada e só é capaz, pelo menos até quinta à noite, de ler mensagens que de longe foram escritas por ele. Ressalte-se que em nenhum momento estou falando de Igreja e de religião e sim de igreja e de interesses políticos e econômicos.
Isso é ainda mais maldoso quando se trata de uma pessoa que durante sua trajetória como papa tentou aproximar as religiões cristãs e olhou para os problemas sociais com extrema sensibilidade ignorando diferenças de credo. Foi o papa que mais visitou lugares no mundo e soube valer de seu poder em casos de guerra. Sei que teve seus deslizes também, omitindo-se em casos de pedofilia por parte do clero e em outros problemas enfrentados pela Igreja Católica. Mas de forma alguma merece tal crime.
A música dizia que o Papa é pop e que não poupa ninguém. De verdade, acho que o menos poupado é ele mesmo.

Mustafá!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

Digo que sou louco

Louco de pedra
Loucura é um trem muito doido mesmo. É uma palavra que pode significar ao mesmo tempo insanidade patológica, felicidade e viver a vida intensamente. Se sou louco? Não sei, tenho minhas excentricidades que se encaixam na primeira acepção da palavra, tenho meus momentos de alegria, o que fala o segundo significado, mas de longe vivo a vida intensamente... Vivo da maneira que gosto, mas invejo quem é capaz de largar tudo por um sonho maluco, pra viver momentos rápidos, mas de intensa felicidade, pra encabeçar revoluções... Não troco minha vida pacata por uma loucura qualquer...
Na Idade Média os médicos acreditavam que era possível extrair da mente das pessoas a loucura (“A extração da pedra da loucura” é o nome da pintura que ilustra este post), pois nessa época o louco era alvo de certo temor, pois a loucura estava mais ligada à vida pública do que à vida sagrada. As pessoas acreditavam ser a loucura um castigo Divino. Mas aí veio a psiquiatria e todo mundo ficou um pouco louco com os atos falhos, os esquecimentos e os sonhos, assuntos estes que Freud bem explica. O ditado passou a ser: “de ‘alguma coisa’ (substitua pelo que quiser) e louco todo mundo tem um pouco”. Loucura virou sinônimo de excentricidade, de alegria exagerada, de coragem, de liberdade e então todo mundo passou, em algum momento, a ser considerado louco de pedra.
Às vezes tenho certeza que sou louco: me pego falando sozinho, altos papos com as pessoas que não vejo há tempos, altas brigas com quem preciso falar algumas verdades; não consigo fazer xixi se tiver alguém do meu lado falando alguma coisa interessante; fico calculando o meu trajeto na rua para encurtar o caminho de uma faixa de pedestres a outra e às vezes me perco e tenho que refazer a caminhada; faço careta no espelho do elevador e esqueço que estou sendo filmado; começo a rir dentro do ônibus e tenho vontades homéricas de dar gargalhadas na igreja quando imagino alguém caindo. Isso tudo sozinho, imagine quando me reúno com um grupo de amigos! Eu sou louco?
Não tenho certeza do que realmente é loucura. Sei que não é uma pedra que a gente carrega na mente, pois minha cabeça não pesa (risos). Já convivi com pessoas que eram consideradas clinicamente doentes mentais e, no entanto, eram as pessoas mais carinhosas, verdadeiras e emotivas que conheci. Loucura é a palavra que traz a solução em si mesma: CURA. “Sim sou muito louco, não vou me curar, mas não sou o único que encontrou a paz. Mais louco é quem me diz, e não é feliz, eu sou feliz”*.
Mustafás pinéis!
*Balada do louco, letra de Arnaldo Baptista e Rita Lee.

"Acho que o imperfeito não participa do passado"*


Pérolas

Ontem, passando em frente a um cursinho (o Soma) deparei-me com uma placa com os seguintes dizeres: “Proibido sentar no degrau para não impedir a passagem”. Pensei: se o aspirante a um curso superior quiser sentar para impedir a passagem ele pode usar o degrau como assento... Interessante! Qual a credibilidade que esse cursinho tem pra mim de agora em diante? Nenhuma. Pode ser que seja uma pegadinha, uma questão de vestibular, um novo método de ensinar a partir dos arredores da escola... Tenho lá minhas dúvidas. A frase deixa dúvidas quanto ao comportamento a ser adotado, é dúbia. Há alguma coisa errada com a mensagem que quer passar.
Faço o jogo do contente e penso que desse deslize posso considerar que o português é uma língua muito rica e por isso perigosa. Usar as palavras significa muito mais que conhece-las. Isto é somente o princípio. Uni-las é ainda responsabilidade maior. Atualmente as pessoas usam as palavras sem muito pensar no que realmente queriam dizer e no que realmente dizem. Tudo ainda se torna mais complicado quando o desconhecimento das palavras e o descuido em usa-las encontram-se com o erro gramatical. Perdi as contas de quantas placas erradas vejo diariamente nas ruas de BH: “Vende-se salas”, “Quema de estoque” (erro proveniente do sotaque, presumo) e por aí vai.
Não acho que as pessoas devam usar a língua erudita, mas acredito que informalidade também tem limites. Bom senso, nesses casos, é também um excelente ingrediente. Entre zona e prostíbulo há gerações!

Mustafás sintáticos e morfológicos!
*Meninos e meninas, Legião Urbana

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

"Meu coração, não sei por que..."*


De hoje em diante só quero boas notícias, pensem bem antes de me dar qualquer susto, antes de me contar algum problema ou segredo cabeludo, porque patologicamente eu sou praticamente um cardíaco! É isso mesmo e quem me disse isso foi minha médica japonesa saltitante que deve ter o mesmo problema que eu!
Fui fazer alguns exames admissionais ontem, pois fui chamado para compor o quadro de servidores públicos da UFMG, e quando foram medir minha pressão: 14 por 8! Assim não pode! Tô stressado antes mesmo de ingressar na estafante carreira de funcionário público, imaginem depois?! 20 por 8 vai ser fichinha!
Portanto, peço a todos os conhecidos que não me tragam problemas, trabalhos árduos ou tarefas estafantes porque agora sou um ser que merece cuidados e se eu ficar irritado, não me contrariem, faz parte de meu estado clínico... (risos)
Vou tomar também meus cuidados: nada de jornais do tipo Cidade Alerta; novelas só as mexicanas, porque se eu vir mais uma cena com a Nazareth provavelmente será fatal; noite de paredão no BBB nem pensar! Ele não resistiria. Comida... bem, comida vai ter que continuar sendo a do Restaurante da Ana mesmo porque o dinheiro não me permite outros luxos; caminhadas na Praça da Liberdade; nada de excessos com álcool (hahaha); enfim, vou me ausentar um pouco das baladas, das grandes prevaricações... serei uma outra pessoa por conta do meu órgão vital!

Mustafá!
*Verso de "Carinhoso", de Pixinguinha.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2005

Trocador?


Não é sempre que ando com notas de dinheiro altas no bolso (entenda-se notas de 10 e 20 reais, no máximo!), e evito pagar itens de valores baixos com essas notas e nem dou uma de “Migué” querendo trocar o meu dinheiro, só quando é inevitável.
Ontem vinha eu tranqüilamente do trabalho, pensando na vida mais ou menos, quando, ao entrar no ônibus e pagar a viagem, percebi que só tinha uma nota de 10 reais, filha única de mãe solteira. Cordialmente - sobrava-me ainda bom humor - pedi desculpas para a cobradora e entreguei-lhe minha nota para que ela descontasse a passagem.
Lembram da apresentação daquela novela das sete “Olho por olho” (ou alguma variação disso)? Pois bem, a cobradora me olhou com um ódio, no fundo dos meus olhos que tenho certeza que três gerações que me seguirão sentirão os efeitos daquela olhada fulminante. Faltaram aqueles raios que Nico Puig e Patrícia de Sabrid trocavam na abertura da novela. O que ela queria? Que meu salário viesse em moedas de um real, cinqüenta centavos, dez centavos e cinco centavos? Seria mais cômico ainda receber vários “um-e-sessenta-e-e-cincos”. Saraiva ela não? Tolerância zero com meus mízeros dez reais...
Mas é sempre assim, fica eu preso na roleta com cara de criminoso só porque me dou o luxo de, uma vez na vida, ter uma nota maior para pagar a passagem, o cobrador com aquela cara de “você acha que minha vida é fabricar moedas?” e todo os outros passageiros com aquelas caras de quem nunca cometeram tal crime... Como se fossem meu júri...
Faço um apelo ao sindicato dos trocadores (não sei bem porque eles recebem esse nome) dêem uma injeção de paciência a essa classe que sofre com a insalubridade desse trabalho eu sei, mas que me faz ficar com cara de aproveitador e me deixa numa situação constrangedora.
A luta continua companheiro! Mustafá!

sábado, 19 de fevereiro de 2005

Dragostea Din Tei


O-Zone, acima e Latino
Tenho uma preocupação dentro de mim. Carrego-a sempre: tenho medo de não ter nenhuma música descente pra cantar para os meus filhos, ou para as gerações futuras, se eu não os tiver. Imaginem eu falando para eles que, na minha época, a gente cantava “segura o tchan, amarra o tchan!” Tenho a impressão que eles iam me achar um E.T. ridículo...
Acho até que essa fase de música feita só pra dançar e coreografias com duplo, triplos ou quádruplos sentidos está passando. A onda agora são músicas feitas para pensar (risos), algo que eu chamaria de “hight pop cult”, como o hit do carnaval do Latino: “Festa no Apê”. Senhor de todos os destinos me explique: o quê significa isso? Alguns leitores do Fundo de Gaveta me pediram que eu falasse sobre essa música. Não sei bem ao certo se queriam elogios ou críticas, mas o fato é que eles perceberam que ela é uma música polêmica. Tudo bem eu vou falar sobre esse hit que nos persegue nas paradas de sucesso.
Comecemos pelo compositor e intérprete da música: como ele é versátil não? Compositor, cantor e ex da Kelly Key... (pelo visto não faz nada bem, risos); Partamos para a letra: na verdade uma versão da música “Dragostea Din Tei”, que em tupiniquim quer dizer “O amor sobre a árvore de tília”, do grupo romeno O-Zone. Na versão original, uma baladinha romântica, um amante liga para sua amada pra dizer que a ama, basicamente. Na versão brasileira, no entanto, nosso artista foi muito mais ousado: converteu o puro mel a uma festa pra lá de picante em seu apartamento. Deu no que deu! De qualquer forma, como toda música de letra ruim, dá pra balançar o esqueleto principalmente se você estiver de bom humor e com algumas doses na mente. Pode acreditar.
Se meu filho perguntar o que a gente fazia enquanto escutávamos essa música eu vou dizer a ele que fazíamos bunda lele como uma forma de transgressão e protesto a situação sócio-politico-econômica no Oriente Médio e que a festa na verdade era uma metáfora a condição humana de se juntar para discutir os conflitos étnico-culturais. Acho que ele vai acreditar...
“Quem tá aqui tá em casa!” Mustafás!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005

"Longe de qualquer problema, perto de um final feliz"*

The dreamers
Nos embalos da sétima arte! Quarta fomos assistir (eu e um monte de gente legal - além do pessoal que precisava fazer um trabalho de escola) “Os sonhadores” de Bernardo Bertolucci (The dreamers - drama, 130 min.). O filme se passa na Paris do final dos anos 60, mas precisamente em 1968, período da efervescência da revolução estudantil. A “sinpse” é basicamente essa: Matthew (Michael Pitt) é um jovem que vai estudar em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel), que vivem uma relação incestuosa. Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos (bota relacionamentos nisso!). O filme parece ingênuo, mas de ingênuo não tem nada... É uma apologia à sétima arte e vale muito a pena conferir nem que seja pra sair com cara de conteúdo da sala de exibição.

Por falar em cinema, no último sábado foi realizada a cerimônia genérica do Oscar na Inglaterra: o BAFTA. Seguem as premiações, com destaque para “Diários de motocicleta”, do diretor brasileiro Walter Sales:

Melhor Filme -
O Aviador
Melhor Filme Britânico - "My Summer of Love"
Melhor Diretor - Mike Leigh (Vera Drake)
Melhor Ator - Jamie Foxx (Ray)
Melhor Atriz - Imelda Staunton (Vera Drake)
Melhor Ator Coadjuvante - Clive Owen (Closer - Perto Demais)
Melhor Atriz Coadjuvante - Cate Blanchett (O Aviador)
Melhor Roteiro Original -
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças
Melhor Roteiro Adaptado - Sideways - Entre Umas e Outras
Melhor Filme Estrangeiro - Diários de Motocicleta
Melhor Trilha Sonora - Diários de Motocicleta
Melhor Fotografia - Colateral
Melhor Desenho de Produção - O Aviador
Melhor Figurino - Vera DrakeMelhor Som - Ray
Melhores Efeitos Especiais - O Dia Depois de Amanhã
Melhor Maquiagem - O Aviador
Melhor Curta-metragem - "The Banker"
Melhor Curta-metragem de Animação - "Birthday Boy"Melhor Diretor Estreante - Amma Asante ("A Way of Life")

Detalhe: só assisti a “Diários de motocicleta” e “colateral”.
Para quem quiser saber quem são os indicados do Oscar 2005 é só entrar no site Yahoo Oscar.

Mustafás cinéfilos a todos!
* Rita Lee

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005

Estranho

Vocês já devem ter utilizado o Messenger (vulgo MSN) para conversar com conhecidos pela Internet. Pois é! Ontem estava eu tranqüilamente utilizando essa ferramenta quando aparece uma “box” dizendo que Eduardo havia me adicionado em seus contatos. Tudo bem, conheço várias pessoas com esse nome. Continuei trabalhando quando de repente:

Eduardo
Boa tarde, como vai, recebeu o convite pelo correio?

Eu
Tudo bem. Convite?

Eu
Eu não sei quem vc é!

Eduardo
É o seguinte, eu mandei uns convites pro meu sobrinho em sbc*.

Eduardo

Qdo ele recebesse, ele te ligaria.

Eduardo
Até agora não?

Eduardo
Vou falar com ele.

Eu
Eduardo? Convite? Sobrinho?

Eduardo
Então fala.

Eu
Eu até agora não sei quem vc é!

Eduardo
A gente se conheceu em Santo André.

Eu
Eu nunca estive lá.

Eduardo

A gente se falamos na casa do seu sogro Lourival**.

Eduardo
Sogro? Lourival?

Eduardo
Acho que eu estou falando com a pessoa errada.

Eu
Tenho certeza.

Eduardo
Vc não lembra da feira?

Eu
Feira?

Eduardo
Desculpe, estou falando com a pessoa errada.

Eu
Tranqüilo...

Eduardo
Mas de qualquer forma vc tem um convite para a Feira do Anhembi.

Eu
Valeu.

Eduardo
Ok.

E assim como veio partiu sem muito explicar. Essa Internet tem cada coisa... A gente se encontra na feira do Anhembi, caso o Eduardo tenha reservado um convite pra você também!

Mustafás desconhecidos!!!

*Presumo que seja São Bernardo do Campo, pelo transcorrer da conversa.
** O erro não foi invenção da minha cabeça!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005

Imprensa marron

A “imprensa”, ou o uso que se tem feito dela por algumas pessoas, tem me surpreendido. Semana passada, uma capa de revista, duas notas na Internet e uma reportagem me fizeram rir muito e me sentir um tanto envergonhado com a situação das fontes de informação jornalísticas do país. Devo admitir que talvez sejam minhas fontes que não estão sendo bem escolhidas, mas para onde olho só vejo coisas absurdas e ridículas...
Quem teve oportunidade de ver a capa da Revista Caras dessa semana (quinzena, mês, seja lá qual for a periodicidade daquele álbum de futilidades)? O “rei” (ninguém sabe muito bem de quê) vestido de marinheiro. Ninguém merece, aquilo é uma real visão do inferno: ridículo é a palavra mais sutil que posso usar para aquela imagem. Depois, lendo notícias do Portal Terra deparo-me com duas notas sobre os participantes do BBB5: 1ª) Rogério (O médico Ge-nérico) afirmou roubar comprimidos de Viagra do ambulatório do hospital onde presta residência; 2ª) Nathália, a representante do rosto de Iracema na Terra estaria há um mês sem lavar os cabelos. A primeira notícia me envergonha. De qualquer forma seria uma denúncia - nossas universidades estão formando pessoas sem ética e nós sofremos todas as conseqüências que essa negligência acarreta! -, se não tivesse sido tratada com tanto humor. A segunda me enoja em todos os sentidos. Mas quem foi a fonte dessa informação é a pergunta que não quer calar... Quem precisa saber que a menina é bonitinha, mas é sujinha?
Assistindo a um jornal local uma belíssima reportagem: uma bezerra, sem ter ainda sua primeira relação sexual (risos), já era capaz de dar leite. Confesso que fiquei com dó (o sentimento que mais repulso) do jornalista que teve que ir atrás desse “furo” de reportagem. Quem precisa saber dessa aberração (mais que natural) da natureza (redundância proposital).Sei que é preferível esse tipo de notícia a qualquer outra catástrofe dessas que nos acostumamos a assistir em nossos noticiários, mas alguma coisa não está bem com grande parte da imprensa nacional: “alguma coisa está fora da ordem!”, como diria Caetano.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2005

Veias da mata

Chico Mendes, morto em 1988 em defesa da Amazônia e Dorothy 2005, o mesmo destino.

“A freira norte-americana Dorothy Stang, de 76 anos, foi assassinada a tiros na madrugada deste sábado por um pistoleiro em Anapu, no sudoeste do Pará”. Essa notícia*, que agora já corre os jornais de todo o país e grande parte do mundo, choca-me não só pela crueldade com que muitas vidas humanas são tiradas, mas pelo fato de ser a constatação de que, cada vez mais, são poucas as pessoas que lutam por um país melhor e grande é a população que extrai o que pode e o que não pode de nossas terras em benefício próprio não se preocupando com as gerações futuras.
Aconteceu com Chico Mendes (o líder sindical que lutava contra a escravidão nos seringais e o desmatamento da selva e, após inúmeros conflitos e intrigas, foi morto cruelmente por grileiros); aconteceu com vários outros Chicos-Mendes espalhados pela Amazônia anonimamente, que não se importaram em ter suas vozes caladas e assim mesmo gritaram; acontece agora com Dorothy, católica que dedicou os últimos trinta anos à defesa dos sem-terra e à preservação da mata e acontecerá com outras Dorothys que se arriscarão em defesa do ar que respiramos.É preciso pensar que sem Chicos-Mendes, sem Dorothys da vida, perderemos dia a dia o pouco de sangue da natureza que corre em nosso país. É preciso, mais do que constatar, punir os criminosos (que derrubam as florestas) e os coronéis que se apossam da mata e da vida dos que escolheram se abdicar de suas vidas para cuidar das veias da mata.
Mustafás indignados!
*Frase extraída da notícia on-line do Estado de Minas.

domingo, 13 de fevereiro de 2005

"Zum Zum Zum Zum Ba ba"

Fotos carnaval em Caxambú 2005, gentilmente cedidas pela Gabi, proprietária da Casa Cor de Rosa

Sessão desenho

Visitando o site Infância 80 encontrei algumas informações curiosas sobre alguns desenhos animados que passavam na minha época de criança. Foi um tanto quanto nostálgico me lembrar da tristeza que eu tinha quando o pessoal da Caverna do Dragão não conseguia voltar pra casa (lembrei-me da minha mãe dizendo que no último episódio eles conseguiriam). Eu acreditava, mas o episódio nunca aconteceu (veja no site por quê). Lembrei-me também dos Smurfs, o primeiro desenho do Programa da Xuxa todos os dias às oito horas, depois daquele café cheio de coisas gostosas. Colhi algumas informações sobre meus desenhos preferidos:
Caverna do Dragão:
O desenho é baseado no Jogo de RPG Dungeons and Dragons e foi criando em 1983. Teve três temporadas (ao todo 27 episódios) e no Brasil, devido ao grande sucesso, chegou também a ser exibido nos domingos de manhã. O enredo é esse: “Durante um passeio no novo parque de diversões da cidade um grupo de crianças resolve entrar em um novo brinquedo chamado Caverna do Dragão, uma espécie de trem fantasma. O problema é que o brinquedo é na verdade uma passagem interdimensional que leva os garotos a um mundo onde existem guerreiros, dragões, magos, etc. Chegando lá eles são recepcionados pelo Mestre dos Magos que os ajuda, entregando armas mágicas para que eles se defendessem dos muitos perigos do local, como o Vingador. A série gira em torno da busca do 'caminho para casa' pelos heróis. Aí existem dois problemas: eles teriam que deixar Uni, a unicórnio de Bob, e todas as armas mágicas para trás. Não poderiam levá-los para a Terra”.
Smurfs:
Foi um dos desenhos mais populares da década de 80 e deu origem a outro desenho,
Os Snorks. O desenho veio da Bélgica e o primeiro episódio em que aparecem como personagens primários foi "Os Smurfs e a flauta mágica". “Tendo a altura equivalente a apenas três maçãs, os Smurfes vivem numa Vila de cogumelos, onde só entra quem for convidado. Essas pequenas criaturas têm aproximadamente 100 anos, sendo Papai Smurf o mais velho, com algo em torno de 550 anos. Mas eles nunca envelhecem! Smurfete é a única mulher da Vila na maioria dos episódios. Ela foi criada por Gargamel para atrair os outros smurfes, mas a mágica de Papai Smurfe a transformou numa charmosa smurf que todos na vila adoram.” Outros personagens: Gênio, Jokey, Grouchy, Cook Smurf,Comilão (ou Guloso), Harmony, Poeta, Apaixonado, Vaidoso, Gargamel e Azrael.
She-Ra e He-Man:
Os irmãos mais super heróis já conhecidos no planeta.Conta-se que a criação de She-Ra foi uma exigência do movimento feminista por se sentir desprivilegiado pela falta de uma heroína a altura de He-man. A estória de She-Ra dá uma também noção de como eram as aventuras de He-Man: “O Príncipe Adam, filho do Rei Randor e da Rainha Malena, tinha uma irmã gêmea: Adora, que havia sido raptada ainda bebê pelo vilão Hordak. Hordak, por sua vez, foi mestre do Esqueleto, maior inimigo de He-man. E resolveu fugir de Eternia quando se sentiu ameaçado por seu aprendiz, que se tornava cada vez mais poderoso. Na fuga resolve raptar um dos gêmeos. A Feiticeira, responsável pelo castelo de Grayskull, apaga da mente de todos de Etérnia qualquer tipo de lembrança em relação à princesa, para amenizar a dor do Rei e da Rainha. Hordak se instala no planeta Etéria, criando pânico e terror na população local. Estava criada a Horda, organização sob sua tutela e que só fazia o mal. A princesa Adora era a capitã, treinada desde criança para essa função. A Feiticeira decide revelar a He-Man sobre sua irmã e fazer com que ele vá para Etéria, a fim de contar toda a verdade. Lá, depois de enfrentar a Horda e escapar das piores torturas possíveis, ele consegue enfim fazer com que Adora lhe ouça. Ela descobre então o tal segredo da Espada Mágica. Ao erguer sua espada e gritar a frase "Pela Honra de Grayscull" (a de He-Man era “Pelos poderes de Grayscull”) ela se torna a guerreira SHE-RA e seu cavalo Espírito (o animal de He-Man era o Pacato que se transformava em Gato Guerreiro) agora se transforma em um unicórnio que voa, o Ventania".

“Ai que saudade da aurora da minha vida que os anos não trazem mais...” *
Vale a pena conferir o site: risos e lágrimas brotam, mas tudo bem, faz parte!

Mustafá!
* Verso do poema "Meus oito anos", de Casimiro de Abreu.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005

"Lá vou eu..."

Faltam 379 dias para o carnaval de 2006!!! Tem tempo ainda para eu me recuperar...

"So happy new year!"

Gente, feliz ano novo pra vocês... Não, porque só agora o ano começa definitivamente... Pra mim talvez na segunda, tendo em vista que preciso me recompor fisica e mentalmente.
Caxambú estava pra lá de bom e tudo conspirou para que os quatro dias de folia fossem perfeitos.
Todas aquelas estatísticas de que falei na sexta passada se confirmaram. Inevitavelmente algumas aumentaram (risos) como foi o caso dos litros de vodka! PT todos os dias...
A casa ("imensa"), com um banheiro para 25 pessoas se mostrou um exercício de paciência e convivência, tendo em vista que só conhecia 7 dos 25 confinados... Digo confinados porque aquilo se tornou um verdadeiro BBB: três "panelas", muito disse-que-me-disse e personalidades bizarras, como o show man Giovani, que ficava horas e horas falando os comerciais do tipo Baby Machine e sua rádio imaginária - hilário demais!!! Música para todos os tipos de mau gosto: moda de viola (do Giovani), Bob Marley (eu gosto, mas não 65 vezes por dia, como queria a Liliane) e tecno (dos Marcondeiros mais folgados do Arouche). Muita risada, Vilobaldo, Patrícia de Sabrib, Olho por olho, miojo com tudo o que foi possível encontrar naquela casa, lembranças incessantes da música do apto do Latino e "esse é o malha funk", passeio numa charrete rosa com o Cabeça de Melancia, enfim um monte de bobagem que só faz sentido pra quem estava lá e que sobreviveu àqueles quatro dias intensos de muita curtição. Prometo que são águas ardentes passadas e que volto a escrever sobre assuntos aleatórios a partir de amanhã, porque a vida de verdade continua. É ou não é? Mustafás sonolentos a todos!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

"Com que roupa eu vou, pro samba que você me convidou?"

Hoje começa a grande epopéia carnavalesca de Leandro Negreiros! Risos... Será uma maratona de viagens, noites em claro, garrafas vazias e muito beijo na boca, é claro, porque quem namora à distância tem que aproveitar ao máximo os momentos juntos! Enfim: amanhã começa o meu carnaval!!!
Daqui a Pouso Alto, irei de ônibus, o que deve dar aproximadamente uns 400 km. De Pouso Alto até Virgínia, meu pai vai me buscar lá, uns 23 km. De Virgínia até Caxambu, onde ocorrerá enfim a festança, uns 50 km, mais ou menos. Computando a quilometragem toda, incluindo a volta pra Virgínia e, de lá, para Belo Horizonte de novo = 946 km!
Dado que não conseguirei dormir na viagem de ida pra Virgínia, serão, no mínimo 8 horas em claro dentro do busão. Ao chegar em Virgínia devo acordar bem cedinho pra por o papo em dia com o pessoal lá de casa, serão apenas umas 4 horas de sono. Depois que chegar em Caxambu, tempo de dormir será 2 horas por noite e olhe lá, porque o povo não cala a boca um segundo depois que chega da farra. A volta pra BH também será à noite, ou seja: mais uma noite mal dormida... Resumindo: umas 88 horas em claro, se colocarmos o tempo decorrido com as pestanas abertas juntos, contra umas 16 horas cochilando, o que é muito diferente de dormir e todos sabem disso...
Se eu disser que vou beber no mínimo umas 5 latinhas de cerveja (porque eu odeio cevada com álcool, risos) diárias e meio litro de vodka (caip vodka, vodka limon, vodka com limão e limonada com vodka), serão ao todo 20 latinhas de cerveja (hahaha) e 2 garrafas de vodka só pra mim (hahaha)! Vai ser o fim!
Dado que eu vou dormir só duas horas por noite, vou poder beijar muito as outras 22 horas do dia, como a cada minuto eu posso dar um beijo na Niã, serão ao todo 1320 beijos por dia mais ou menos, ou seja, até terça-feira serão 5280.
Prometo não esquecer de tudo pra poder fazer um resumo carnavalesco quando voltar. Mustafás, confetes e serpentinas!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005

BBB

Relutei com todas as forças para não falar sobre o Big Brother. Não gosto de falar sobre assuntos do tipo “ame-o ou deixe-o”, gosto ou não gosto, entendeu? Gosto de escrever sobre coisas que possuem opiniões diversas e não simplesmente: “não assisto e não comento sobre isso!” Mas assumo que fui vencido. Ontem depois que o programa acabou tentei fazer uma análise psico-social-econômica (risos) do reality show, um exercício sociológico mesmo. Cheguei a conclusão de que, para mim, o Big Brother Brasil é o Brother Gêmeo do Brasil cá de fora em que todos nós estamos confinados, ou seja, um microcosmo que é o retrato fiel de nossa sociedade tupiniquim.
Vejamos: reserva de cotas para pobres (a velha idéia de que pobre nunca vai ser alguém na vida se não houver um empurrãozinho); um bando de condenados a correr atrás de dinheiro nem que para isso seja necessário vender toda a família; mulheres bonitas, mas que desistiram de ser o que eram, que não aceitam a cor natural do cabelo, o fato deles serem ondulados, a ausência de seio, enfim: tirando o que é artificial entram para o rol das pessoas normais; grupos do “bem” (que aparentam ser mais sensatos, que argumentam com mais facilidade e arriscam a conversar sobre alguns assuntos mais complexos, que não chegam a matar para conseguir nada lá dentro) e grupos do “mal” (que realizam lavagens cerebrais, corruptos, que não se preocupam em conversar sobre nada além do jogo, que criam situações imaginárias de perigo, que querem sempre se dar bem...), esses últimos são muito mais divertidos de serem assistidos que os primeiros, como na vida real mesmo; confinados que não conseguem formular uma frase completa e quando o fazem a concordância fica esquecida no confessionário etc. etc. etc.O BBB5 é o retrato fiel da situação do país. Eu se estivesse estirado no meio da rua após um atropelamento e chegasse aquele médico do BBB, diria pra ele: “Eu sou brasileiro, não desisto nunca, me deixe morrer por aqui mesmo que eu tento outra vez na próxima encarnação...”

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

Vale quanto o que se pensa que pesa

Vivemos no mundo onde o que vale é a impressão. Não basta resolver, às vezes nem isso é preciso, o importante é impressionar. Hoje não é possível ser apenas admitido em empresa, é preciso passar por uma bateria de testes, virar treinee, provar em outros testes que é capaz e aí sim ser reconhecido como parte integrante do quadro de funcionários, sem, é claro, a garantia de estabilidade. Aliás, o que é isso mesmo?
Circula pela Internet um texto publicado na revista Exame, escrito por Max Gehringer* que ilustra bem esse fato:

“Vi um anúncio de emprego e a empresa contratante exigia que os eventuais interessados possuíssem formação superior, liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e ainda fossem hands on. O salário era um assombro: 800 reais. Após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguiu ser admitida como gestora de atendimento interno (“ tucanaram” os serviços gerais**). Se um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges o que ocorreria:
- Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
- In a hurry!
- Saúde.
- Não, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
- E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
- O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
- Não, não. Cópias normais mesmo.
- Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
- Fabiana, desse jeito não vai dar!
- E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
- Como assim?
- É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial
- Olha, neste momento, eu só preciso das três có...
- Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
- Futuro? Que futuro?
- É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda nãoaconteceu nada.
- Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
- Sei. Mas o senhor é hands on?
- Hã?
- Hands on. Mão na massa.
- Claro que sou!
- Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.”

Tornamo-nos profissionais cada vez mais especializados, entretanto, devemos estar preparados para enfrentar o que o mercado nos oferece: trabalho, ao invés de emprego; atividades necessárias, ao invés de funções previamente definidas; projetos, ao invés de ações imediatas; funcionários muito bem qualificados teoricamente, mas desqualificados emocionalmente...

* texto adaptado devido ao tamanho, para não ficar muito cansativa a leitura;
** como diria José Simão, colunista da Folha de São Paulo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

ENEM

Vocês já devem ter recebido um e-mail desses. Esses que comentam os absurdos que o povo comete ao se aventurar com a língua portuguesa que, saliente-se, é extremamente difícil. Pesquisas comprovam que a maioria das pessoas não sabe sequer desenvolver um raciocínio, quanto mais coloca-lo no papel para que se torne algo legível. A comunicação, pelo menos o mínimo a que se propõe, é entender e ser entendido. Recebi um e-mail esses dias com as “pérolas” do ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio. Já fiz essa prova, que consta de questões cujas respostas podem ser encontradas mais com bom senso do que com cálculos e decorebas. Analisa-se, nessa avaliação, mais o entendimento do estudante a respeito da questão do que a resposta propriamente. Quando o assunto é escrever, a coisa fica complicada. Algumas frases, sinceramente, são inacreditáveis. Será possível um ser humano escrever tamanha bobagem? Deve ter muita coisa que as pessoas aumentam entre o recebimento desse e-mail e o ato de encaminha-lo aos seus contatos – Deus queira muito isso! –, mas eis algumas máximas da inteligência do estudante brasileiro (alguns, espero!):

“Enquanto isso os zoutros... tudo baixo nive..." (só os outros?)
"Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele" (preserve também o que lhe restar de massa encefálica)
“Menos desmatamentos, mais florestas arborizadas” (com certeza desarborizadas elas não podem ficar, talvez sem árvores...)
"Nesta terra ensi plantando tudo dá" (Tá se vendo)
"Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado" (as novas tecnologias stressam mesmo, vamos dar um desconto nesse caso)
"Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu, o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu ficaremos sem bandeira" (Imaginaram?)
"Eu concordo em gênero e número igual"

Eu também, mustafá!